terça-feira, 15 de agosto de 2017

Kuala Lumpur: guia, roteiro, turismo, dicas, passeios

Nós passamos por Kuala Lumpur em duas ocasiões ao longo da nossa viagem pelo Sudeste Asiático: na chegada e no final! É curioso porque, na chegada, estávamos super animados, empolgadíssimos, apesar das cerca de 38 horas de voo, ou seja, cansados e muito elétricos ao mesmo tempo, ainda lidando com o fuso de 11 horas a mais (fomos para o futuro! rsrs). 


na segunda etapa na cidade, após quase 40 dias longe de casa, a gente já estava um tanto quanto saturado de algumas coisas, por exemplo, visitar templos (tínhamos atingido a cota no Camboja) e buscamos, na medida do possível, otimizar ao máximo o nosso tempo de estada por lá para curtir o hotel, descansar um pouco, até porque o ritmo já não estava tão acelerado e tentar entender um pouco da cidade, da sua dinâmica e absorver tudo isso em 1 dia e meio.


Nós voamos do Brasil com a companhia aérea Ethiopian Airlines até Kuala Lumpur num voo bem demorado, que saiu de São Paulo e fez escala no Togo, conexão em Adis Abeba, escala em Bangkok e finalmente Kuala Lumpur. Ufa... chegamos! (CLIQUE AQUI e veja mais detalhes de como foi o nosso voo, os problemas que tivemos e outras informações).


Chegamos em Kuala Lumpur no dia 24/2/17, por volta das 18h e, além de todo o tempo que perdemos com as burocracias da imigração, retirando bagagens que nem estavam mais lá na esteira pelo tempo que demorou (tivemos que buscar as malas no escritório da companhia aérea, que já havia recolhido as bagagens, vocês acreditam?), para piorar a situação, que já era ruim pelas quase 40h em trânsito, entre voos, escalas e conexões, esse horário coincidia com a hora do rush e estava caindo um temporal naquele momento. 



Gente, que judiação, viu? Gastamos mais que o dobro no tempo de deslocamento entre aeroporto e hotel The Faces Suites. Usamos o aplicativo da Uber para ir do aeroporto para o hotel e depois também para ir do hotel para o aeroporto. O valor foi o mesmo: 80 myr  (dinheiro local, mais ou menos R$55,00 em fevereiro/março de 2017). Em condições normais e não caóticas, para vocês terem ideia, levaríamos 45 minutos, que seria o tempo normal.

CLIQUE AQUI e vejam todas as informações sobre a Chegada em Kuala Lumpur, Aeroporto e Descolamento.

Tinha como ir de trem também e depois pegar o metrô para chegar no hotel. O Aeroporto de Subang - Sultan Abdul Aziz Shah estava mais ou menos a 18 km do centro moderno de Kuala Lumpur, onde estão as Petronas Twin Towers. Mas nem pensamos duas vezes: cansados, com pressa (talvez até teríamos gastado menos tempo indo de trem mesmo), com malas tamanho médio para 40 dias e loucos para tomar um banho, a gente achou bem fácil chamar um Uber porque o wifi do aeroporto era ótimo.


Neste primeiro contato que tivemos com Kuala Lumpur, a gente mal conseguiu entender a cidade. Já estava de noite e escuro, fomos direto para o hotel onde chegamos bem tarde e tentamos tirar algumas fotos na piscina (um banho merecido!) e já no dia seguinte teríamos que acordar bem cedo porque nosso voo para Singapura, no dia 25/02, saía pela manhã.


Resumindo nossa passagem por Kuala Lumpur, foi assim:

- 24/02 – Chegada em Kuala Lumpur (1 noite)
- 25/02 – Viagem de Kuala Lumpur para Singapura com a Tiger Air
- 30/03 – Viagem de Siem Reap para Kuala Lumpur (1 noite em Kuala Lumpur)
- 31/03 – Viagem de Kuala Lumpur de volta para o Brasil
- 01/04 – Chegada no Brasil

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Capaz de vocês estarem se perguntando: valeu a pena conhecer a cidade mesmo com essa correria?


Não vou mentir para vocês e dizer que sempre sonhei em conhecer Kuala Lumpur. Longe disso! Eu realmente não considerava incluir a capital malaia no meu roteiro até que surgiu essa passagem com a Ethiopian que tinha um bom preço (não foi uma promoção nem uma barganha, mas diante de tudo que eu estava acompanhando, como viajamos na época do carnaval, achei o valor acessível e comprei) e essa passagem ia para Kuala Lumpur. Se fosse por Bangkok, sairia mais caro. Então foi quando eu comecei a pesquisar mais sobre KL e a entender o que a cidade oferece. 

Achei sim interessante conhecer um pouco sobre KL e confesso que, assim que comprei as passagens, minha primeira ideia era a de nem ficar por lá e já partir logo para o próximo destino. O foco da viagem desde sempre eram as Filipinas e a Tailândia. Tudo que entrou no roteiro foi pensado de forma a conjugar com esses destinos, mas de maneira secundária. Todavia, pesquisando, lendo, vendo fotos, pensei: por que não ficar um pouco lá, explorar também a cidade, dar um tick em um país, certo?  




É claro que vocês perceberam que nossa passagem por lá foi bem em ritmo de maratona mesmo. Faltaram coisas para ver e fazer, mas, no geral, atendeu bem para ter uma noção da cidade, entender um pouco da sua história, absorver a noção de diversidade que predomina hoje em dia por lá, com diversas etnias aparentemente convivendo em harmonia, apesar de ser um país cuja religião oficial é a muçulmana... enfim, pudemos fazer um passeio urbano diferente, com um foco diferente dos templos, pois o grande atrativo mesmo de Kuala Lumpur é contemplar seus arranha-céus, seus edifícios lindos, seu skyline que encanta e sua modernidade que faz a cidade destacar-se dentre as demais capitais dos países vizinhos.

Ilustrando para vocês, é como fazer turismo em São Paulo, com a diferença de que lá faz calor o tempo todo, aquele calor intenso, úmido, no melhor estilo Amazonense, mas a ideia é mais ou menos a mesma, a de fazer turismo em uma cidade agitada, vibrante, moderna com outro tipo de beleza a oferecer e muitos atrativos culturais e arquitetônicos para explorar.


** HOSPEDAGEM **

Nós fizemos assim, durante os dois momentos em Kuala Lumpur:

- Início da Viagem: 24/25 de fevereiro - Hotel The Faces Suites (nota 9 no Booking.com, com quase 2.000 avaliações)
Endereço: 1020, Jalan Sultan Ismail, 50250 Kuala Lumpur
Tel: +603 2168 1688
Email: info@thefacekl.com

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- Final da Viagem: 30/31 de março – Mandarin Oriental (664MYR, com café da manhã e jantar = mais ou menos 460 reais o valor desta, nota 9,1 no Booking.com, também com quase 2.000 avaliações. A tarifa normal pela Booking seria de 920MYR com as taxas, mais ou menos R$640,00, sem jantar)
Endereço: Kuala Lumpur City Centre, Kuala Lumpur, 50088
Tel: +60 (3) 2380 8888
Email: mokul-reservations@mohg.com
Site: http://www.mandarinoriental.com/

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De modo geral, o que podemos dizer sobre a hospedagem em Kuala Lumpur é que, pelo pouco que andamos por lá, a região que nos pareceu mais interessante para ficar é o entorno das Petronas Twin Towers, que se trata de um lugar mais moderno, com mais opções de entretenimento, seja no Golden Triangle, seja no Bukit Bintang, eu achei ótimo ficar perto dos shoppings, cafés, restaurantes, mercados noturnos, o KLCC Park, o Suria Shopping... gostei de ver essa área mais cosmopolita da cidade, cheia de luzes, arranha-céus, prédios novos e modernos e também achei essa região bem movimentada. 

** Sobre a Malásia e Kuala Lumpur **

Capital do país, maior cidade e, muito provavelmente, a mais importante por ser o centro cultural e econômico, Kuala Lumpur é uma cidade global, única na Malásia, multicultural e ocupa uma área de 244km² e tem uma população estimada de mais de 1,73 milhões de habitantes, considerada como uma das regiões metropolitanas de mais rápido crescimento, seja em termos populacionais seja em termos econômicos, do Sudeste Asiático.

Apesar de ser capital, não é sede dos poderes Executivo nem Judiciário do Governo Federal, pois estes encontram-se na cidade de Putrajaya desde 1999. Contudo, KL abriga a residência oficial do rei da Malásia, que é o palácio Istana Negara, além da sede do Poder Legislativo no Parlamento. Além disso, vale também dizer que Kuala Lumpur está dentro das fronteiras do Território Federal de Kuala Lumpur desde 1974, sendo um dos três Territórios Federais da Malásia. Por isso que lá em Kuala Lumpur há um prefeito que é nomeado por três anos pelo Ministro Federal dos Territórios.

Observem que a Malásia compreende dois territórios distintos: a parte sul da península malaia e ilhas adjacentes, além de uma parte ao norte da ilha de Bornéu. A nação tem suas origens no século XVIII e logo foi subjugada ao domínio do Império Britânico.

A história de Kuala Lumpur, por sua vez, é relativamente recente e remonta ao século XIX, na década de 1850, quando o chefe malaio de Kelang, Rafa Abdullah, contratou trabalhadores chineses para abrirem novas e grandiosas minas de estanho em Ampang, na região de Sungai Gombak que antes era conhecida como Sungai Lumpur, que significa rio enlameado.

Embora não se saiba ao certo quem fundou e nomeou esse assentamento, foi assim que surgiu  Kuala Lumpur que, na tradução literal, significa "confluência enlameada", em Bahasa Melayu por estar em uma região de mangues e muita lama, na confluência dos rios Kelang e Gombak que se unem e formam um estuário, num vale conhecido como Vale Kelang, margeado pelas Montanhas Titiwangsa a leste, várias extensões menores ao norte e no sul e o Estreito de Malaca a oeste.

Com o tempo, a cidade foi ganhando importância, seja nos primórdios por conta das minas e estanho, bem como extrativismo da borracha, seja logo depois com a ferrovia que a interligou com diversas outras cidades e, apesar de inúmeros problemas sofridos advindos de inundações, incêndios, pragas e por contas de problemas sanitários também, a cidade se reergueu com influência britânica, chinesa, indiana (historicamente, os indianos foram levados para lá durante a colonização britânica na Malásia) e assim foi construindo essa identidade de diversidades multiculturais, diferentemente de todo o resto da Malásia, onde o povo malaio compreende a maioria étnica, pois, em KL, a maior parte dos habitantes são malaios-chineses.

Em 1957, a Federação na Malásia tornou-se independente do Reino Unido e Kuala Lumpur foi transformada em capital do país em 1963. Curioso que, nesta época, Singapura chegou a fazer parte da Federação para dar ao novo país o nome de Malásia. Porém, em 1965, Singapura foi expulsa da Federação. E hoje, a Malásia é uma monarquia eletiva constitucional federal e seu sistema de governo é muito semelhante ao modelo Britânico em que convivem a Monarquia com o Parlamento, inclusive, seu ordenamento jurídico é baseado na common law. O chefe de Estado é o rei, conhecido como o Yang di-Pertuan Agong (Líder Supremo), que é um monarca eleito entre os governantes hereditários dos nove estados malaios a cada cinco anos. Já o chefe de governo é o primeiro-ministro.

Na década de 90, a rápida industrialização de alguns setores do país e a exploração das reservas petrolíferas levaram a ex-colônia britânica a um novo patamar de relevância mundial junto com seus vizinhos Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura, que foram chamados de Tigres Asiáticos pelo reconhecimento dado ao seu crescimento econômico avassalador baseado na produção de bens de consumo e exportação, além de altos investimentos em educação e infraestrutura. E, é claro que, Kuala Lumpur, acompanhando todo esse movimento, tornou-se uma grande vitrine do país, onde convergiam maiores investimentos e onde a modernidade deste novo cenário seria melhor notada.


E não é a toa que, em 2017, Mercer Quality of Live Survey rankeou Kuala Lumpur como a segunda melhor cidade para morar no Sudeste Asiático, logo após Singapura e, de acordo com a renomada revista Forbes, também foi eleita como a melhor cidade na Ásia para se aposentar em função da infraestrutura oferecida em termos de custo de vida acessível, idioma inglês que é falado por quase todos com facilidade, cuidados médicos, dentre outros. E, por fim, esse vale para os consumidores de plantão: Kuala Lumpur também é considerada como uma das cidades líderes no mundo para turismo e compras! A CNN nomeou KL como a 4ª melhor cidade do mundo para compras e ela também possui 3 dos 10 maiores shoppings centers do mundo, dentre eles, o Suria KLCC e o Pavilion KL!

** INFORMAÇÕES PRÁTICAS **

Como chegar: de avião! A maior low cost asiática tem sede na Malásia, que é a companhia aérea Air Asia, considerada como uma das melhores do mundo no quesito voos baratos. Justamente por isso que Kuala Lumpur está muito bem conectada com todos os países vizinhos. Também há muitos voos internacionais de companhias não low cost que chegam por lá. Nós, por exemplo, chegamos de Ethiopian Airlines. Mas não há voos diretos entre o Brasil e a Malásia. Ou seja, tem que encarar um voo com conexão ou escala.

Documentos Necessários: Não é preciso de visto para brasileiros para ficar até 90 dias no país. É necessário apenas que o passaporte tenha validade de no mínimo seis meses.

. No aeroporto: O moderno Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur (KUL) fica em Sepang, a 50 quilômetros do centro da capital. Considerado um dos melhores do mundo, ele é bem conectado, confortável e oferece várias comodidades, como hotel dentro do aeroporto.





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Mas Kuala Lumpur tem dois aeroportos: o LCCT (Low Cost Carrier Terminal) que recebe os voos da Air Asia, por exemplo, e o KLIA (Kuala Lumpur International Airport) que é o aeroporto principal e recebe voos das companhias aéreas do mundo todo, como Air France, KLM, Air China, JAL, Singapore…

Atenção para a questão das conexões. Se você estiver planejando chegar em Kuala Lumpur e já partir para outro destino, caso não seja a mesma passagem (conexão), mas sim duas passagens separadas, esteja atento para deixar pelo menos um intervalo de 3 horas entre a chegada do seu voo e a partida do posterior (eu até deixaria um pouco mais), pois, chegando em Kuala Lumpur de voo internacional (isso vale especialmente para quem chegar vindo de outro país fora do Sudeste Asiático), o processo de passar pela imigração e retirar a bagagem pode ser bem demorado.

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– LCCT: não tem acesso pelo metrô/trem, mas tem vários ônibus que fazem a ligação com a estação Central (KL Sentral). Caso não esteja hospedado ali perto, você poderá pegar dali o metrô ou trem para qualquer parte de Kuala Lumpur e até para outras cidades. A viagem dura cerca de 50 minutos. A passagem você compra na porta do ônibus (preço médio de U$2,50). Basta seguir em direção ao setor de desembarque doméstico e procurar pelas placas indicando Bus Station.

– KLIA: oferece o sistema de trem rápido – o KLIA Ekspres (http://www.kliaekspres.com/) – que faz em 28 minutos o percurso até o centro da cidade na KL Sentral Station, funciona entre às 5h e às 23:30 e os trens partem a cada 15 minutos nos horários de pico (entre 6h e 9h e entre 16h e 22h) e a cada 20 minutos nos demais horários. O preço por trecho é de RM 35.00, aproximadamente US$10. Ou  ônibus por RM 10.00, com duração de uma hora até o centro. Ambos meios de transporte vão até a KL Sentral Station.

Outra alternativa é o trem KLIA Transit, que faz paradas em Bantar Tasik Selatan, Putrajaya & Cyberjaya e Salak Tinggi. Ele sai a cada 30 minutos e leva 35 minutos até a estação central.


De ônibus, as opções são Airport Liner (+606-799 62590), City Liner (www.ktb.com.my) e Star Shuttle (www.starwira.com), que saem a cada meia hora e custam entre RM 10 e 12,50 para uma viagem que dura entre 30 e 45 minutos.

Vacina: tem que apresentar o certificado internacional de vacinação contra febre amarela, emitido pela Anvisa.


Clima: apesar de não sofrer tanto com as temidas monções, chove muito no país ao longo do ano, mas de outubro a abril o clima piora e as chuvas se tornam mais intensas. Como a Malásia está um pouco acima da linha do Equador, costuma ser quente o ano todo, com temperaturas que variam entre 20 e 35 graus Celsius. Em outras palavras, Kuala Lumpur tem um ano inteiro de clima bem equatorial, quente e ensolarado na maior parte, com chuvas abundantes. Detalhe: nunca fez mais frio do que 19ºC por lá. Junho e Julho são relativamente secos, mas ainda assim pode chover.


Por ter sido construída em uma região de mangue/lama (razão do seu nome), além das chuvas abundantes, as inundações da cidade são um fenômeno frequente em Kuala Lumpur, especialmente no centro da cidade.


Idioma oficial: oficialmente, é o Bahasa Melayu. Os chineses e os indianos que vivem no país trouxeram vários dialetos, incluindo o mandarim, tâmil e o hindi, que são largamente falados. De modo geral, falam fluentemente inglês, especialmente em Kuala Lumpur. Os malaios, em tese, deveriam falar o idioma nacional, mas ficamos sabendo que, em KL, ao menos as pessoas de classe social um pouco melhor, normalmente falam inglês e o idioma da origem da família e poucos falam realmente o malaio.

Religião: A Malásia é um país muçulmano com população predominantemente islâmica, mas convive pacificamente com hindus e budistas. Sua constituição declara o islamismo como a reglião oficial, mas ao mesmo tempo protege a liberdade de religião. O país ainda é conhecido como provavelmente o melhor modelo de um país islâmico liberal e tolerante no mundo. Em Kuala Lumpur, especificamente, budistas e muçulmanos dividem a população, logo depois vindo os hindus, havendo diversos lugares para adoração para as multi-religiões da população. 





Moeda: ringgit.

Fuso horário: 10 horas a mais do que o horário oficial de Brasília.

Geografia: a Malásia é dividida em duas paisagens geográficas bem distintas – parte da grande ilha de Bornéu e o que há de mais sudeste no Sudeste Asiático – e a ponta da península de Malaca, no continente asiático, que faz fronteira com a Tailândia, além de centenas de pequenas ilhas. Na península encontram-se a capital e as cidades mais importantes

Embaixada brasileira: http://kualalumpur.itamaraty.gov.br – Suite 20.01, 20º andar – Menara Tan & Tan – 207 Jalan Tun Razak -Kuala Lumpur. Telefone: 03 2171 1420;

Segurança Pública: como boa carioca que sou, não costumo dar mole em lugar algum do mundo. Ao menos, não fico muito relaxada, por mais que digam que é tranquilo, que não tem problema etc etc, eu sempre fico de olho. Não rodamos tanto assim por Kuala Lumpur. Afinal, foi só 1 dia e meio de passeio. Mas tampouco vi algo que me deixasse receosa, com medo ou tensa. Achei tranquilo, mas não fiquei exibindo itens de valor, não andava com a câmera pendura no pescoço e soube que o aumento de roubos nos últimos anos é algo que preocupa as autoridades locais, além do surgimento de favelas que vieram juntamente com o rápido crescimento da população e outras mazelas urbanas. Há atritos, por exemplo, entre a população etnicamente malaia e a maioria chinesa.

Transporte: Kuala Lumpur Kuala Lumpur é servida por um excelente sistema de metrô, que te deixa pertinho de praticamente tudo o que você possa querer visitar na cidade. O seu ponto de referência pode ser a KL Sentral, a estação central, que conecta trens, metrô e ônibus, tanto dentro da cidade quando para outras partes do país.


Como mencionei logo na introdução, nós usamos bastante a Uber em Kuala Lumpur. Mas também usamos o táxi em duas situações em que o sinal de wifi estava ruim ou simplesmente não havia: saindo das Batu Caves e saindo da Menara Tower. Da mesma forma, até para ter a experiência, usamos o metrô para chegar na praça Merdeka e para sair dela e voltar para o Hotel Mandarin Oriental.




Em relação aos táxis, fica a dica de sempre perguntar antes de vão ligar o taxímetro (nenhum quis ligar para a gente) e, neste caso de não ligarem, sejam firmes ao negociar os valores. Para isso foi bem importante o apoio do concierge do Mandarin Oriental Hotel que nos informou, antes, alguns dos valores de deslocamentos de táxi para termos uma ideia e não cairmos em roubada. Infelizmente, há muitos taxistas bem malandros por lá que querem explorar turistas.

- GO KL: ônibus de turismo gratuito que percorre vários pontos de interesse da cidade. O ponto de partida é Pasar Seni.

Compras: meu único momento de compras em Kuala Lumpur foi no aeroporto. Eu já sabia que não sobraria tempo para isso e, ao chegarmos por lá na segunda etapa de passagem pela cidade, já com as malas abarrotadas das compras que fizemos na Tailândia, eu me deparei com uma loja H&M que amo e fiz as compras por lá mesmo. Mas eu confesso que, caminhando pelo Shopping Suria KLCC e vendo algumas das lojas que tanto amo de paixão, como as de dermocosméticos, a Benefit, a Mango, até mesmo a Zara (eu confesso que compro mais na Zara de outros países do que no Brasil) eu fiquei morrendo de vontade de entrar e fazer algumas compras, mas tive que me conter porque não tinha mais espaço na mala nem tempo para isso... entre fazer compras e fazer um pouco de turismo, eu escolho o turismo, mas com aquela dorzinha no coração rsrs...




Os bairros de Little India e Little China, além do mercadão Central Market são indicados para quem quer fazer umas comprinhas mais em conta. Para as grifes de luxo, opte pelo shopping Suria KLCC Complex, na base das Petronas (mas não se preocupe porque neste dá para achar lojas para todos os bolsos). Sungei Wang Plaza tem mais de 700 lojas, o Pavillion com lojas da Chanel, Louis Vuitton, Dior, Prada e muitas outras marcas de luxo. Não é a toa que Kuala Lumpur já é reconhecida como destino de ótimas compras.




Observação: uma curiosidade que chamou nossa atenção, de modo geral em toda os países por onde passamos no Sudeste Asiático, foi observar que nos outdoors, os modelos eram ou ocidentais ou, apesar de orientais, tinham traços marcantes ocidentais, como rostos mais alongados e narizes finos. Achei bem triste constatar isso por lá, como se o padrão de beleza para eles fosse o ocidental. E senti falta de ver mais modelos orientais nos anúncios e outdoors. 


 . Gastronomia e Restaurantes: 

CLIQUE AQUI e veja nossa matéria com dicas de gastronomia em Kuala Lumpur

Nós não tivemos um contato tão grande com a gastronomia de Kuala Lumpur para falar com a mesma propriedade como a da Tailândia, onde ficamos 17 dias, ou Filipinas, onde ficamos 11 dias.

Em nossa primeira passagem por Kuala Lumpur, apenas fizemos dormir (não jantamos, pois estávamos exaustos e acordaríamos muito cedo no dia seguinte), acordamos, tomamos café da manhã no Hotel The Faces Suites e partimos.

Na nossa segunda passagem pela cidade, ficamos hospedados no Mandarin Oriental Hotel e tivemos uma ótima experiência gastronômica nele. Apesar de termos ficado somente 1 noite, correspondeu a 1 dia e meio e pudemos jantar e também tomar um café da manhã dos deuses.

Inclusive, foi durante o café da manhã no Mandarin Oriental Hotel onde tivemos maior contato com a gastronomia malaia porque o buffet deste hotel separa por estações a culinária típica de alguns países, como a Malásia, a China, o Vietnã e os EUA. Logo, passei algumas vezes pela estação malaia para conhecer os pratos, experimentar alguns sabores... acho super interessante observar que ele comem comidas bem pesadas já no café da manhã (não sei se isso seria um hábito comum dentro de casa ou somente uma prática dos hotéis, mas por todos os países do Sudeste Asiático que visitamos, o café da manhã já começava com pratos fortes e pesados).



De modo geral, diferentemente da gastronomia tailandesa, os pratos eram temperados sem serem apimentados. Ponto para a Malásia! Meu paladar super agradece.


Além da experiência no hotel, também tomamos um chá da tarde no Restaurante Atmosphere 360 do Menara KL Tower (https://www.menarakl.com.my/) - observem que tem um dress code.





O valor do chá da tarde no Restaurante, de onde também se tem uma vista incrível para a cidade e, principalmente, para as Petronas Twin Towers, fazia valer mais a pena do que ir somente ao Observation Deck.

Acontece que tiha chovido muito - MUITO MESMO - pouco antes de chegarmos lá. Então não daria para visitar o Sky Box, que é a atração mais maneira do Menara KL Tower: um cubo de vidro, transparente, onde se tem a sensação de estar flutuando... tratamento de choque para tem acrofobia, hein?


Logo, só restava mesmo subir para o Observation Deck ou para pagar um pouco a mais para ir ao Restaurante Atmosphere 360 (http://atmosphere360.com.my/), que é um restaurante giratório que oferece basicamente a mesma vista do Observation Deck, com o diferencial de que no restaurante estava sendo servido o chá da tarde no melhor estilo pobre "coma o que quiser enquanto durar o chá". Logo, como a gente viajaria à noite e não teria mesmo tempo de comer mais nada, aproveitamos a oportunidade para fazer uma pausa para o chá - foi o momento britânico da viagem para fazer jus à colonização do país - e ficamos lá por cerca de 1:30 observando a paisagem, tomando o chá, tirando mil fotos (claro!) e usando o wifi do restaurante que era ótimo e deu para a gente se atualizar das notícias da noite anterior (lembrando que estávamos a 11h na frente, então o pessoal estava dormindo no Brasil durante o nosso chá da tarde).


O melhor foi que, no final, eu pedi para dar aquela espiadinha no Observation Deck e, após explicar que só queria olha lá e que me disseram que o ingresso para o Restaurante dava direito (tinha um limite de horário), fomos lá para conhecer rapidinho e comprovar que a vista é realmente a mesma rsrs...



Sobre o chá da tarde do Atmosphere 360, em si, não chega nem perto do café da manhã do Mandarin Oriental Hotel, mas valeu pelo conjunto da obra, pela vista, por ser um restaurante bonito, giratório... porém, as opções de doces estavam super fracas, naquele estilo de doce sem muito sabor, nem mesmo de açúcar, para a minha tristeza porque adoro doce muito doce kkkk... E as comidinhas salgadas estavam mais gostosas.


Mas valeu a pena para conhecer o lugar, que fica a 282 metros de altura, com vista incrível para o skyline de Kuala Lumpur.

Sobre as bebidas alcoólicas, lembrando que se trata de um país oficialmente muçulmano, já dá para imaginar que os impostos aplicados ao álcool no país deixam as bebidas caras até para padrões europeus. Em Kuala Lumpur, o preço médio é de U$5 pela garrafa de cerveja. 

E, para quem curte algo mais descolado e mais em conta, outra opção é o Street food para comer bem e barato na Malásia. Os mercados oferecem uma boa variedade de pratos e uma aparente adequação higiênica (mas sempre fiquem atentos, né?). Desde comida malaia à chinesa, passando pela indiana, vale a pena experimentar o tradicional arroz frito com frango e os noodles. Os mercados de rua abrem por volta das 16h ou 17h, mas o agito é depois das 22h. Na Jalan (rua) Alor e na sua paralela, a CBB, o movimento é garantido seja por turistas seja por locais, pois é uma região que oferece vários restaurantes rústicos que servem refeições tradicionais até altas horas.

Outro lugar que pode ser interessante é o Kasturi Walk, um calçadão de pedestres que fica na frente do Central Market, cheio de barraquinhas de souvenirs e comidas, lojinhas e alguns restaurantes.

-  O que fazer em Kuala Lumpur:

Ao longo da matéria eu já venho adiantando que o grande atrativo de Kuala Lumpur é desbravar a sua urbanidade, sua arquitetura moderna, encantar-se com seu skyline e curtir uma capital asiática em franco crescimento econômico, vibrante e agitada.

. Torres Gêmeas Petronas: certamente, o grande cartão postal da cidade, razão para que muitos lembrem da existência de Kuala Lumpur, essas torres gêmeas possuem 88 andares e já ocuparam o posto de prédio mais alto do mundo. 

Apesar de não ser mais o mais alto, ainda é um dos edifícios mais altos do mundo. É uma grande - literalmente grande - atração na cidade e atrai todos os turistas que passam por ela. Funciona assim: se você for à Kuala Lumpur e não tirar foto nas Petronas Twin Towers, é o mesmo que visitar o Rio de Janeiro e não tirar foto do Pão de Açúcar e Cristo Redentor, entendeu? Ou seja, tem que ir lá, enfrentar a multidão de turistas e fazer o seu registro.

No nosso caso, como o tempo era curto e também queríamos curtir o hotel Mandarin Oriental, que ficava literalmente ao lado das torres, eu descartei a ideia de subir nas torres porque sabia que essa função demandaria muito tempo, tanto pela manhã cedo para tentar marcar a subida quanto depois para voltar e efetivamente subir. 

Eu me contentei em tirar fotos do lado de fora mesmo e depois contemplá-la ao longe, vista da Menara KL Tower, que é a outra torre bem alta da cidade e de onde se pode apreciar o skyline de Kuala Lumpur com a mesma admiração que se deve ter das Petronas. Com uma diferença apenas: a vista da Menara KL Tower abrange as Petronas Twin Towers!




No caso de quem quiser fazer como a gente, a dica é: deixe para fotografar as Petronas perto do anoitecer, naquele momento do crepúsculo, entre o fim do dia e a chegada da noite, quando o céu não está escuro ainda, mas já é suficiente para as luzes das torres começarem a acender e iluminarem-na lindamente!


Eu não fui pela manhã e não sei se o reflexo do sol ajudaria muito, pois, muitas vezes ele só atrapalha. Mas como fiquei muito satisfeita com o resultado dos registros feitos no entardecer, nem pensei em voltar lá.


Outra dica é circundá-la! Vá aos dois lados, tanto o lado voltado para o KLCC Park, onde está a entrada para o Shopping Suria e há vários lagos e bosques lindos, bastante movimentados por pessoas no final da tarde, o que eu achei muito legal, pois era uma quinta de feira de tarde e lá estava bem cheio... há um mini balé das águas à noite que nós não conseguimos ver porque tínhamos um jantar já reservado.




E vá também do outro lado, onde há um chafariz lindo, para tirar as fotos mais clássicas! Os dois lados são incríveis, mas o lado voltado para o chafariz consegue ser ainda mais legal!


Curiosidade sobre as Petronas:  sede da empresa petrolífera da Malásia, a “Petronas”, as torres gêmeas foram projetadas pelo arquiteto Cesar Pelli. Sua arquitetura em aço e vedação em vidro foi baseada em elementos da arte islã, reflexo da herança muçulmana malaia, com a estratégia de ligar as duas torres por uma ponte para o caso de ocorrer um incêndio em uma delas, em que a ponte facilitaria a evacuação das pessoas de uma para a outra.


Concluída em 1998, ela conta com 88 andares e é hoje em dia, em agosto de 2017, o 11º edifício mais alto do mundo, com 452 metros de altura (de acordo com esse ranking que eu peguei no wikipedia - clique aqui). O Burj Khalifa, em Dubai, ocupa o 1º lugar com seus 828 metros de altura.

Ficou famosa mundialmente, pouco tempo após a sua inauguração, quando apareceu em 1999 no filme Entrapment - Armadilha, estrelado por Sean Connery e Catherine Zeta-Jones, onde mostrava os atores passando por cabos de aço embaixo da ponte que liga dos prédios. Nesta época do filme, as Petronas Twin Towers ostentavam o título de mais alto edifício do mundo.


Como Chegar: se você não estiver hospedado nesta região, vá de metrô até a estação KLCC (linha rosa). Esta estação deixa o turista perto das Petronas Towers, KLCC Park e Suria KLCC Shopping.

Como subir: Apenas um número limitado de pessoas pode subir por dia. É praticamente impossível conseguir ingresso na hora. Recomenda-se chegar por volta das 6h ou 7h da manhã para garantir a senha para comprar os bilhetes para subir em horário mais tarde e aproveitar o dia para passear. As bilheterias abrem às 8h30. Subida é paga.


. Menara KL Tower: Se não conseguir subir nas Petronas, uma ótima opção é subir a Menara KL Tower, que também tem ótima vista para a cidade e, melhor ainda, para as torres gêmeas. 

Já falei um bocado sobre a Menara KL Tower lá em cima, quando mencionei sobre a gastronomia e a experiência no restaurante Atmosphere 360.


A Menara KL Tower (https://www.menarakl.com.my/) teve seu design significando uma representação do homem em busca da perfeição na vida, refletindo uma herança islã malaia com inscrições árabes e muitos mosaicos, cuja construção foi finalizada em março de 1995 para ser uma torre de comunicação, mas hoje em dia é considerado como verdadeiro marco na cidade e mais um cartão postal que representa o lado mais moderno de Kuala Lumpur. Considerando a sua antena, ela chega a 421 metros e é a mais alta torre de comunicação do Sudeste Asiático.




Localizada no coração de Kuala Lumpur, cerca por uma floresta tropical, a Bukit Nanas Forest Reserve, uma das mais antigas reservas florestais no país, a KL Tower ainda pode se gabar de ser a única torre no mundo que pode ser encontrada dentro de uma floresta.

Curiosidade: todo ano há uma competição para subir sua escadaria até o topo e ver quem ganha! E aí, quem topa essa maluquice? kkkkk. Além disso, no quesito adrenalina, vale mencionar que a KL Tower também é conhecida mundialmente como um centro de Basejump.





Mas calma, se a sua praia não é pular nem subir as escadas correndo, tem elevador lá para te levar até o Observation Deck que, no alto dos seus 276 metros e com muito conforto, já confere uma bela vista do skyline de Kuala Lumpur. Ou, se quiser ir mais alto, desde que esteja aberto (quando eu fui, estava fechado porque tinha chovido) suba mais e vá ao Sky Deck, no alto dos seus 421 metros de altura.

Endereço: Menara Kuala Lumpur No. 2 Jalan Punchak Off Jalan P.Ramlee, City Centre, 50250 Kuala Lumpur Malaysia

Como Chegar: táxi, Uber, LRT ou Monorail.

Horário de Funcionamento: diariamente, das 9h às 22h

Valores em agosto de 2017: 
. Observation Deck para adultos (estrangeiros) RM52,00
. Sky Deck para adultos, incluindo o Sky Box e o Observation Deck (estrangeiros) RM105,00

. Kuala Lumpur City Center: coração da cidade, conhecido como Triângulo de Ouro, abriga um centro de convenções, o KLCC parque com jardins assinados por Burle Marx e o Suria shopping center.

Lake Gardens: os jardins dos lagos ocupam um enorme espaço com diferentes tipos de jardins e parques com bonsais, orquídeas e outros tipos de plantas. Engloba três atrações turísticas: o National Planetarium, um planetário que exibe filmes científicos e tem modelos de antigas construções astronômicas (como o Stonehenge); o National Monument, que homenageia os mortos na luta pela independência do país; e o Bird Park, um dos destaques do Lake Gardens e o maior parque de pássaros do mundo, com centenas de espécies diferentes.

. Museu de Artes Islâmicas: exibe diferentes coleções de artefatos islâmicos pelo mundo. Arquitetura, peças têxteis, joias, livros...

. Mesquita Nacional Masjid Negara: A entrada para visitantes é restrita aos horários em que não ocorrem uma das cinco orações diárias. A mesquita fornece roupas muçulmanas para cobrir os turistas e guias voluntários para explicar mais sobre o prédio e a religião.

. Museu Nacional: National Museum conta a história da Malásia desde a pré-história até hoje. O prédio do museu tem arquitetura típica malaia.

. Praça Merdeka: já foi um campo de críquete, mas entrou para a história quando se tornou o local onde a Malásia declarou sua independência da Inglaterra em 1957. 






Um dos mastros de bandeira mais altos do mundo foi erguido ali. A parte gramada é cercada por prédios históricos e conserva o melhor da arquitetura moura da cidade: Mesquita Jamek, Museu de História Natural e o Sultan Abdul Samad, que é um lindo edifício com relógio no topo. 

Há um telão que exibe eventos esportivos importantes. A dica é conjugar esse passeio com uma visita à Mesquita Jamek, que é a mais antiga da cidade (datada de 1909). 





Como chegar: de metrô, pegar a Putra Line (linha verde) e descer na estação Masjid Jamek.

A partir da Praça Merdeka, dá para seguir caminhando até o Central Market.

. Letreiro “I Love KL”: localizado em frente à Kuala Lumpur Memorial Library, perto da Paraça Merdeka.


. Central Market: localizado próximo à Praça Merdeka, onde dá para chegar a pé após visitar a praça, já está na região da Chinatown e é um mercado repleto de opções gastronômicas e de artesanato. É possível fazer a famosa massagem de peixe nos pés, se você não tiver nojinho. 

. Chinatown: a passos do Central Market, essa região tem tudo o que se espera de uma Chinatown, como lamparinas chinesas, muitos produtos fakes e ótimas barraquinhas com vários tipos de frutas, peixes, noodles, arroz, espetinhos, etc. A rua principal do bairro é a Petaling Street.

. Batu Caves: localizada a 13km de Kuala Lumpur, no distrito de Gombak, com acesso fácil de metrô, saindo da KL Sentral Station, como também de ônibus ou de táxi (em torno de 25 RM). 


Se for de metrô/trem pela KL Sentral Station, basta pegar no sentido de Batu Caves, que é a última estação na sua linha. Há trem saindo a cada 30 minutos, custando RM 1 (mais ou  menos R$1,00)  e são aproximadamente 20 minutos de viagem.


Nós fomos de Uber a partir do hotel Mandarin Oriental que custou 20myr até lá. Como estávamos com pressa e ainda não era Rush hour, fomos de Uber e ficou bem barato também. 






Sobre a Batu Caves, é muito interessante visitar um impressionante templo hindu encrustado numa caverna que também é uma cratera. Trata-se do maior centro de adoração hindu fora da Índia que até alguns séculos atrás nada mais era do que uma importante fonte de guano para os moradores da região até ser aberto o templo no local, em 1890, construído dentro de uma caverna a cem metros do chão. 


Uma enorme estátua dourada do deus hindu Muragan (deus da guerra), com seus quase 43 metros de altura (atualmente, a mais alta do mundo), e outra do Deus Macaco dão as boas vindas. 

Zoológico, caverna e templo encontram-se na região e dá para fazer um passeio bem completo, se estiver com tempo sobrando. 

  

O grande desafio é vencer os 272 degraus que levam até o topo da caverna principal num calor absurdo. Mas vale a pena porque o lugar é incrível e muito diferente de tudo que a gente vinha vendo ao longo da viagem. 




Além da caverna principal, onde há vários altares para diferentes deuses, uma caverna escura - a Dark Cave - que serve de moradia para morcegos, baratas e aranhas também está aberta ao público, mas para essa atração é necessário pagar pela entrada e agendar um tour guiado, onde nós não fomos por falta de tempo e porque morcegos, aranhas e outros animais de caverna que não me atraem muito kkkk... 





A terceira caverna que completa as Batu Caves é a Villa, que também cobra entrada, mas não tem morcegos nem exige que o visitante suba todos os 262 degraus.



- Curiosidade: Batu Caves tem esse nome por conta do rio que passa lá perto. É formada por 3 cavernas bem grandes, além de algumas menores. A principal, chamada de Caverna Templo ou Catedral, tem 100 metros de altura.




- Tempo estimado para a visita: em torno de 2 horas se fizer somente a caverna principal



Dicas para visitar as Batu Caves:

↘ Se tiver chip no celular e pouco tempo, vá de Uber (20myr a corrida... mais ou menos uns 16 reais e 35/40 minutos de distância para o hotel Mandarin Oriental)

↘ Mulheres devem subir com saia abaixo do joelho ou usar um tecido estranho que eles dão para amarrar na cintura por 5 myr (na hora de ir embora, eles devolvem 2myr). Como eu não sabia disso, usei esse pano feio e estranho.


↘ Achei os macacos comportados, mas fica a dica para não dar mole para eles, pois costumam pegar suas coisas em troca de comida e aí você pode correr o risco de perder algum pertence para eles (são bem espertos, mas nós achamos que eles estavam com preguiça no dia que fomos kkkk)

↘ Batu Caves, onde está o templo hindu, tem entrada gratuita, mas a Dark Cave cobra 35 myr para o tour educacional (se tiver interesse, separe pelo menos umas 2horas para fazer tudo por lá).


. Mais Informações turísticas: 

http://www.tourism.gov.my




11 comentários:

  1. Nós também não pensávamos em conhecer Kuala Lumpur, mas incluímos 1 dia na cidade por conta de uma conexão entre países da Ásia. E a cidade nos surpreendeu, viu?! Como você mostrou, há várias atividades interessantes, desde templos antigos a prédios mega modernos. Uma cidade bem completa! Ahh, e é assim mesmo: na ida estamos mega animados, na volta, só queremos dormir, rs. Parabéns pelo post, completíssimo! Beijos

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    1. Oi, Cris! Pois é... já imaginou? O mundo é tão grande que nem sempre conseguimos acompanhar tudo o que acontece em todos os lugares e eu realmente só me deparei com a possibilidade de conhecer melhor Kuala Lumpur depois que comprei a passagem aérea. Num primeiro momento eu quase considerei nem ficar lá e só passar pelo aeroporto mesmo... ainda bem que pesquisei mais sobre a cidade e voltei atrás! Não ficamos muito tempo e a chuva atrapalhou um pouco, mas conseguimos conhecer bastante coisa e absorver um pouco do lugar, da cultura e desse skyline lindo!

      Beijos,
      Lily

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  2. Não tive idéia de visitar Kuala Lumpur, mas curti o post. Acho que é sempre uma excelente experiência conhecer cidades com culturas tão diferentes. Mas o melhor mesmo são as compras, eu não sabia disso infelizmente...

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    1. Com certeza, Camis! Valeu a pena, apesar de ter sido bem corrido. Se bem que conseguimos explorar bem... não esgotamos as possibilidades de passeios, mas tivemos uma ótima noção da cidade.
      Beijos,
      Lily

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  3. Lily mas essas Petronas são incríveis né? Que emoção deve ser ver ao vivo! na verdade nem sei mais o que acho mais bonito nessa viagem que você fez!

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    1. Ei amiga! As torres são incríveis! E olha que eu não sou arquiteta, mas fiquei babando pela estrutura sensacional delas! A viagem foi dos sonhos mesmo... eu mesma levarei muito tempo para entender, absorver, processar tudo o que eu vi, senti... vira e mexe eu estou olhando de novo as fotos e sonhando com o dia que voltaremos!
      Beijo grande,
      Lily

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  4. Muito legais as dicas de KL. Também estivemos na cidade e achamos bem interessante. Parabéns pelo Guia super completo.
    Beijo
    Marcio
    www.marcionomundo.com.br

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    1. Ei, Marcio!
      Pois é... a cidade encanta, né? Ela é muito curiosa... já imaginou os malaios nascidos em KL não saberem falar malaio? A gente se surpreendeu muto com esse lado cosmopolita e multicultural de KL e pelo fato de ser uma cidade mais aberta, mais tolerante... um exemplo!
      Obrigada pelo comentário aqui!
      Beijos,
      Lily

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  5. Lily muito completa as dicas, e quantas cavernas, nem sabia que tinha tantas!!!! Parabéns e fiquei curioso em conhecer, mas agora só depois que o Bento Crescer!

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  6. Carambaaaa, eu estava tão pertinho de Kuala Lumpur e não deu tempo de visitar!
    Fiquei com mais vontade de ter ido agora que li seu post.
    Adorei cada palavrinha do texto, tudo muito bem explicado.

    Beiijosss

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  7. Mesmo com toda correria e cansaço, vocês visitaram muitos lugares lindos! E aquela banho de piscina com aquele visual deu pra desacelerar com certeza...rs... Eu acho que ficaria uns dois
    dias pra explorar sim! Vocês pretendem passar por lá em outra ocasião? Leitura deliciosa! Beijos!! Cris.Cris

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