13 dezembro 2017

Bazares de Natal na Europa: Munique, Estrasburgo, Praga, Viena e outros

Bazares de Natal na Europa: Munique, Estrasburgo, Praga, Viena e outros

O Natal vem vindo... vem vindo o Natal... ahhhhh... a magia do Natal já está no ar e nada mais lindo e natalino do que os Mercados de Natal da Europa! Quem já teve a oportunidade de visitá-los, com certeza há de concordar que é uma das épocas mais incríveis para curtir a Europa.

Em 2007, eu tive a sorte de ver de perto alguns mercados de Natal na cidade de Praga, capital da República Tcheca! Impossível não ficar encantada! Amei de paixão e prometi um dia regressar para curtir outros mercados de Natal, algo que é bem tradicional por lá (e é uma pena que não seja tradicional por aqui).

Praga - República Tcheca

Estrasburgo

Infelizmente, ainda não consegui cumprir essa promessa rsrs... além do fator frio, porque é uma época de frio mais intenso e tem que gostar de se agasalhar bem para aproveitar os mercados que são realizados normalmente a céu aberto. Bem, sempre tem um foguinho para dar aquela aquecida, mas é frio e vou te dizer que super combina com a decoração, com as luzes e tudo aquilo que a gente imagina quando vê filmes de Natal, principalmente nós brasileiros, que moramos em um país de clima predominantemente tropical e raramente temos a chance de passar frio de verdade (a não ser o pessoal do sul, né?) e menos ainda temos a chance de ver neve. 

Portanto, se você é do tipo que não tem medo de frio, que ama essa magia contagiante do Natal, que gosta desse espírito de festa e confraternização, adora provar guloseimas típicas da estação, quer fazer parte de algo bem tradicional e inserir-se numa autêntica experiência compartilhada pelos próprios moradores locais, se liga aqui na dica que vou dar e venha conhecer um pouquinho dos 5 bazares de Natal Europeus para você visitar ao menos um deles em algum momento da sua vida, ok? Ao menos eu já visitei um deles rsrs... faltam na 4 para ver de perto! Quem sabe você não se inspira para planejar uma viagem para curtir a Europa nesta época do ano, hein?


Dresden, Nuremberg e Munique, na Alemanha

A terra da cerveja e do salsichão é um dos países que mais abraçam este tipo de tradição natalina. E um dos mais tradicionais bazares de Natal do país acontece na cidade de Dresden há mais de 580 anos e atende pelo nome de Striezelmarkt em homenagem ao striezel - um pão típico feito com massa de levedura, amêndoas e passas. São 240 barraquinhas que vendem comidas típicas, ponche, biscoitos de gengibre e artesanato natalino.



Na Baviera, o Christkindlesmarkt, em Nuremberg, e o da Marienplatz, em Munique, também valem a visita. O primeiro, inclusive, é realizado há mais de 400.

Sobre Munique, cidade em que eu já estive por 2 vezes, vou deixar aqui algumas dicas extras para quem desejar visitar a capital da Baviera. Vá por mim que vale a pena! Inclusive, eu e Julio já estivemos lá em plena Oktoberfest, em setembro de 2016, e foi muito muito divertido!




- Quantos dias ficar: sugiro pelo menos 5 dias se você conjugar com um daytrip a Füssen. Se for para passear somente em Munique, 4 dias são suficientes para ver o principal, incluindo visitas aos museus mais importantes.

- Onde ficar: eu escolhi ficar perto da estação principal de trem, a München Hauptbahnhof, pela facilidade de deslocamento de malas, para chegar e sair e para fazer o passeio até Füssen. Em 2013, fiquei no Hotel Amba (info@hotel-amba.de), que na época tinha nota 7.8 no Booking.com, mas agora está com nota 7,2. Naquela ocasião, o hotel me atendeu muito bem, era limpo, com quartos em bom tamanho, sem luxos e bem localizado. Em todo caso, essa rua onde ele fica, a Arnulfstraße, está repleta de outros hotéis, caso queira ver outro melhor por lá. 


- Um pouco sobre Munique: atravessada pelo rio Isar, é a maior cidade da Baviera e a terceira maior da Alemanha, perdendo para Berlim e Hamburgo. Fundada em 1158, foi bastante destruída durante a 2ª Guerra Mundial porque justamente era conhecida como a Capital do Movimento Nazista – Hauptstadt der Bewegung, e sede do NSDAP (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei). Foi uma das cidades mais castigadas durante guerra e totalmente reconstruída depois, o que é incrível de ver ao vivo, pois eu tive até dificuldade em reparar o que era restauração e o que era original nos edifícios reconstruídos.

Um ótimo lugar para começar a passear na cidade é a Marienplatz, a praça localizada em frente à Prefeitura, considerada o centro de Munique, sempre repleta de vida e rodeada de prédios que são, cada um deles, um monumento à parte.


No centro da Marienplatz, a Coluna de Maria, do século XVII. A Antiga Câmara Municipal hoje abriga o Museu do Brinquedo. O edifício neogótico da nova prefeitura (Neues Rathaus) e a antiga prefeitura são os prédios que mais chamam a atenção na praça, assim como a igreja Peterskirche, que é a mais antiga do Centro Histórico.

. Neues Rathaus (prefeitura): faz a Marienplatz lotar de turistas às 11h, 12h e 17h para assistir ao Glockenspiel, apresentação de bonecos de madeira embalada pela divertida música que vem dos 43 sino do carrilhão. Espetáculo que dura 8 minutos. Seus pátios internos são abertos ao público.

. Altes Rathaus (antiga prefeitura): construída por volta de 1310, foi muito danificada durante a 2ª GM. Seu salão principal principal serve como salão de festas e na sua torre de 55 metros encontra-se o Museu dos Brinquedos, que funciona diariamente das 10 às 17:30. 

Em todo o seu entorno não faltam lojas, cafés, restaurantes, cervejarias... é um lugar bem completo e, como disse, perfeito para começar os seus passeios em Munique! Por falar em cervejaria, não deixe de incluir no seu roteiro a famosa Hofbräuhaus, fundada em 1589 por Wilhelm V., ela fica relativamente perto (dá para ir a pé) da Marienplatz, na Am Platz. Abre todo dia das 9h às 24h. À noite, acontecem os shows "Noites da Bavária". Eu fui duas vezes e me diverti com a farra que eles fazem lá dentro: muita música, garçons vestidos com trajes típicos, mulheres carregando uns 10 litros de chopes de uma só vez! Essas cervejarias antigas são gigantes... O primeiro andar dela comporta cerca de mil pessoas e o segundo andar 1,5 mil pessoas!!! Eu fiquei impressionada...


É muito comum dividir a mesa, pedir licença e sentar-se com outras pessoas porque as mesas são grandes, de madeira. Na Hofbräuhaus, das duas vezes que fui, consegui não ter que dividir mesa, mas fiquei afastada da banda. O povo bebe horrores e alguns levantam-se para dançar).

Outras cervejarias que já são bastante conhecidas dentre os brasileiros (graças a Deus que as cervejas alemães chegaram com tudo no mercado brasileiro e já não são tão novidade assim) são a Augustiner e a a Paulaner, que também estão no entorno da Marienplatz.

Vale a pena conhecer a Galeria Kaufhof, super conhecida em Munique e tem uma quase em frente à praça Marienplatz. Essa galeria é gigante e oferece tudo: se precisar comprar comidas para o café da manhã, lanches ou qualquer outra coisa, você encontrará absolutamente tudo por lá. Inclusive, a Mostarda Doce!!! Mas também há andares para o comércio de roupas, acessórios... bem completa mesmo!

A Neus Rathaus apresenta todo dia um "showzinho" dos bonequinhos do relógio. É impressionante como a praça fica lotada de gente para ver a apresentação, com música, dos bonequinhos. Por sorte e coincidência, eu assisti a essa apresentação por duas vezes!! A das 17:00 é a mais certa de acontecer todo dia!

Atrás da Marienplatz, perto da Peterplatz, está um mercado que é perfeito para tomar café da manhã, para um lanche da tarde... eu adoro ir lá no Viktualienmarkt! Impossível ir lá e não sair com uma Bratwurst (salsichão assado mais apimentado), acompanhado de chucrute, ou provar alguns queijos maravilhosos e diversas outras linguiças típicas da região... huuummmmm... e de sobremesa o famoso lebkuchenherzen (biscoito de chocolate em formato de coração), guloseimas super famosas em Munique - Aberto de segunda a sexta, das 10h às 18h. Sábado, das 10h  às 15h. S-Bahn linhas 1 e 8, U3 ou U6, ônibus 52 para Marienplatz. Pórixmo à igreja de St. Peter.


- Igrejas no centro de Munique:

. Frauenkirche - majestosa construção gótica, construída em 1494, a Igreja de Nossa Senhora tem capacidade para 20 mil fiéis e é um símbolo de Munique. Vale a pena subir em uma de suas torres renascentistas de cúpulas verdes, que oferecem um visual panorâmico incrível da cidade. E o melhor de tudo é que a subida é de elevador! Aí ficou fácil, não é? Porém, via de regra, a subida só é permitida entre os meses de abril e outubro, de segunda a sábado, das 10 às 17.

. Theatinerkirche – uma das igrejas mais lindas da Alemanha, datada de 1663, foi a primeira ao norte dos Alpes a ser construída em estilo italiano barroco. A igreja também se chama São Kajetan, homenagem a um dos fundadores da ordem dos Teatinos, na Itália. É um dos locais de sepultamento mais importantes da casa dos Wittelsbach da Baviera, com 49 membros da família enterrados na cripta real. Durante a 2ª GM, foi bastante danificada. Fica na Theatinerstrasse 22, na Odeonplatz, abre das 06:00 às 19:30, de segunda a sábado, e das 07 às 19:30, aos domingos.  Entrada gratuita com permissão para fotografar.

. Peterskirche - localizada bem na Marienplatz, a igreja de São Pedro foi construída entre os anos de 1701 e 1733, localizada na Petersplatz 1010. Do alto da sua torre é possível ter uma das mais belas vistas de Munique, no melhor estilo cartão postal. Mas nessa aí tem que subir a pé mesmo as escadas.



. Igreja de São Miguel (Michaelskirche)

. Asamkirche – pequena igreja com riqueza de detalhes que impressiona, em estilo rococó.

- Sobre o Nazismo em Munique:

. Königsplatz: essa praça foi muito modificada pelos nazistas, com a construção de dois grandes edifícios de escritórios. Ela foi palco de grandiosos desfiles anuais dos nazistas.

. Führerbau: nestes prédios ficava o escritório de Hitler, no segundo andar. Hoje abriga uma escola de música. Fica na Arcisstrasse 12.

. Das Braune Haus: a Casa Marrom foi a sede nacional do Partido Nazista na Alemanha. Hitler mandou construir um túnel entre este edifício e o Führerbau. Ela foi completamente destruída na Segunda Guerra, mas, em 2006, durante obras realizadas na região, suas fundações foram descobertas e hoje são estudadas por arqueólogos. Fica na Brienner Strasse 45

. Karolinenplatz: outro local importante onde ocorreram comícios nazistas. Esta praça fica a 300 metros da Königplatz. Há um obelisco no centro dela, desenhado por Leo Von Klenze, arquiteto da corte do Rei Ludwig I, que homenageia os soldados bávaros que deram suas vidas em 1812 na campanha de Napoleão contra a Rússia.

. Feldherrnhalle: é edifício aberto como se fosse uma galeria, construído entre 1841 e 1844. É lembrando pela história, pois nele que, em 1923, aconteceu o fracassado “Putsch de Munique”, uma tentativa de golpe de Estado liderada por Hitler, que culminou na sua prisão, período em que ele escreveu seu manifesto político, o Mein Kampf. Fica na Odeonsplatz.

- Outras atrações na cidade que merecem uma visita:

. Englischer Garten (Jardim Inglês): o mais famoso parque da cidade, um dos maiores da Europa (é o maior da Alemanha e é maior do que o Central Park em NY), construído em 1789, oferece passeios ao ar livre, de barco no lago, de charrete, tem uma cervejaria dentro e áreas reservadas ao nudismo.  Achei o máximo ver os surfistas pegando onda nos riachos dentro do parque quando fui em 2013! Detalhe: estava frio, era abril, mas eles estavam nem aí e foram lá desafiar as ondinhas e a correnteza. Não cheguei a conhecer a Chinescher Turm (Torre Chinesa), mas sei que é famosa por seus restaurantes e música ao vivo a sua volta. 

. Palácio Nymphemburg: construído em 1664, para ser residência de verão dos reis da Bavária

. Deutches Museum: um dos museus mais visitados na Europa, é o maior museu de tecnologia e ciências naturais do mundo. Museumsinsel 1. Aberto diariamente das 9h às 17h

. Museus Pinacotecas: Alte Pinakotech + Neue Pinakotech + Pinakotech der Moderne + Museum Brandhorst + Sammlung Schackà Alte Pinakotech - repletos de obras famosas, com rico acervo de pinturas dos séculos XIV a XVIII. Entre as obras mais conhecidas, está a “Descida de Cristo da Cruz”, de Rembrandt. Aberto diariamente, exceto segunda, das 10 às 18:00 (terça das 10 às 20h).

. Residenz: antiga residência dos duques, eleitores e reis bávaros (de 1508 a 1918), o palácio foi sede da Gestapo durante o período nazista. Construído ao longo de quatro séculos, em 1385 era um castelo que foi sendo transformado nesse magnífico palácio, que é o ponto turístico mais visitado de Munique. Trata-se de um complexo incrível de edifícios onde são encontrados estilos arquitetônicos diferentes: renascentista, barroco tardio, rococó e classicismo. Abriga os museus: Treasury, Cuvillés-Theater e o Alleheriligen-Hofkirche. Fica na Max-Joseph-Platz 3, com fácil acesso pela Marienplatz ou Odeonsplatz.

- Melhores vistas panorâmicas da cidade: topo da torre da prefeitura (Neue Rathaus) + torre da Igreja de São Pedro (Peterskirche)

- Como se deslocar em Munique: o transporte público funciona bem demais. Usei o tram algumas vezes. A dica é comprar o bilhete antes de embarcar para se garantir. Teve um dia em que o tram chegou logo em que pisei no ponto dele e entrei correndo para não perder. Daí, lá dentro do tram não havia trocador e a máquina de bilhetes só aceitava cartão Maestro da Alemanha. Acabei descendo dois pontos depois, porque fiquei observando se o ponto tinha ou não a máquina de bilhetes (nem todo ponto tem a máquina) para poder comprar e voltar para o próximo tram que passasse, a fim de evitar ser multada se passasse um fiscal.

Alsácia, na França


Assim como os alemães, os franceses também contam com belíssimos bazares de Natal. Destaque para a comuna de Estrasburgo, na apaixonante região da Alsácia, que conta com um dos mais antigos mercados de Natal do país, que existe há mais de 500 anos. A Praça Broglie torna-se em uma verdadeira feira aberta, em que são encontrados diversos artefatos, opções gastronômicas e adornos relacionados à festividade natalina.

Para a ocasião, a cidade se ilumina para as festas da estação e o ar é invadido pelo aroma de canela e especiarias. O som dos sinos e os corais com crianças realizados pela igreja dão um toque mais do que especial à experiência na cidade. Em relação aos bazares, é possível encontrar desde produtos tradicionais de época, sobretudo enfeites e chocolates, a vinho quente, crepes e guloseimas locais.

Eu estive na região da Alsácia em 2013 e pude conhecer Estrasburgo e Colmar! Que cidades mais lindas! Eu fiquei simplesmente APAIXONADA por elas!! Pena que não deu tempo de explorar mais a região, mas fiquei com vontade de explorar mais inclusive a famosa rota de vinhos. A cidade de Lorraine também parece ser linda e fiquei com vontade de conhecer.

Sobre Estrasburgo:

- Quanto tempo ficar: eu fiquei apenas 2 noites, mas dá para ficar umas 4 noites em Estrasburgo, se usar a cidade como base para explorar a região da Alsácia e aproveitar para fazer uns dois ou três passeios no estilo bate e volta. Mas minha sugestão é que fique 2 noites em Estrasburgo e 2 noites em Colmar.

- Onde se hospedar: seguindo a mesma lógica de Munique, como a viagem de 2013 pela Europa foi principalmente de trem, eu preferi ficar hospedada em um hotel próximo à principal estação de trem. No caso, escolhi o Hotel Victoria, que hoje conta com nota 8,1 no Booking.com, a 3 minutos a pé da estação de trem e a passos do Centro Histórico e das casas fofas.

- Sobre Estrasburgo: Patrimônio Mundial da Unesco desde 1988, a cidade é a capital da Alsácia e sua história remonta a uma vila celta que foi conquistada por romanos, onde ficaram por cinco séculos devido ao lugar estratégico que era, próximo a um rio navegável, na divisão dos reinos dos francos e germanos. A vila de Strateburgum foi fundada em 496 d.C. Oficialmente, com a construção do sistema de defesa da cidade e construção das torres, a cidade foi fundada oficialmente no século XII.



Região de grande disputa entre Alemanha e França, já foi bombardeada por ambos, até mesmo por americanos. Justamente por estar na divisa entre os dois países, já pertenceu diversas vezes à Alemanha para depois ser integrada à França. Nesse vai-e-vem entre os países, após a 2ª Guerra Mundial, voltou para o território francês. O Idioma oficial é o francês, mas o dialeto alsaciano é totalmente germânico e sua arquitetura guarda forte influência alemã, notadamente do estilo enxamel.

- Atrações Turísticas: 

. Catedral de Notre Dame: uma das mais belas catedrais góticas da Europa e uma das mais famosas da França, foi construída entre 1176 e 1439 com pedras avermelhadas trazidas das montanhas dos Vosges. Sua torre tem 142 metros de altura e a Catedral conta com 51 metros de largura e 111 de profundidade. Foi a mais alta igreja da Europa até 1880, quando superada pela Catedral de Colônia, na Alemanha. Hoje é a quarta mais alta do mundo. Horário de Funcionamento: das 7:00 às 11:20 e das 12:30 às 19:00. É altamente recomendado subir a sua torre para conferir uma bela vista da cidade.


. Relógio Astronômico, cujo mecanismo data de 1842, encontra-se dentro da Catedral de Notre Dame, só pode ser visto em funcionamento às 12:30. A entrada na Igreja ocorre às 11:30 e somente ficam dentro dela os que possuem ingresso para ver o relógio. Os carrilhões são esculturas móveis que, a cada cinco minutos, mexem-se. O relógio gigante marca os anos bissextos, os equinócios, a hora solar, meses do ano, signos do zodíaco, dias da semana, fases da lua, os eclipses da lua e do sol e ainda exibe um planetário de Copérnico (a posição de vários planetas), com precisão ao marcar a hora.

. Place de la Cathédrale: onde acontece o famoso Mercado de Natal e onde se encontra a Casa Kammerzell, um edifício histórico tipicamente alsaciano do século XV, onde funcionou um mercado no passado e hoje abriga um restaurante. Nessa praça também funciona a oficina de turismo da cidade.

. Pontes Cobertas - Ponts Couverts: são fortificações medievais outrora utilizadas para a proteger a cidade, localizadas sobre o Rio III. Hoje em dia, não estão mais cobertas. das 80 torres que existiam, restaram apenas 4 do século XIV, utilizadas para a proteção da cidade. As pontes perderam sua cobertura no século XVIII.


. Um Must See em Estrasburgo: Petit France! Uma pequena área entre os rios ao sul da Grande Île , é provavelmente o lugar mais fofo da cidade, com sua arquitetura vernacular, é o ponto turístico mais famoso. Rodeado por canais e pontes floridas, perfeitas para fazer umas fotos lindas, no estilo cartão postal e dignas de colocar em porta retratos, trata-se de um dos lugares mais pitorescos da cidade, que representa o melhor dos seus encantos com alguns dos edifícios medievais, com arquitetura em enxamel... o lugar é lindo! Na Idade Média, era uma região de comércio de curtume e de matadouros... curioso, não é? E, hoje em dia, além de toda a fofurice, a Petit France é bastante procurada por seus cafés, restaurantes, lojas de lembrancinhas. Vale passar pela Vauban Dam, a represa perto do Petit France, e observar o sistema das eclusas e o mecanismo de passagem dos barcos de passeio.



. Bairro Europeu: Sede do Conselho da Europa + Corte Européia dos Direitos Humanos + Parlamento Europeu

. Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Estrasburgo

. Passeio de barco: por ser cortada pelo Rio Reno e seus afluentes, que atravessam a cidade e rodeiam o seu centro por canais e sistemas de eclusas, lembrando um pouco Amsterdã nesse sentido, o passeio de barco é bem comum por lá. Os barcos Batorama saem a cada meia hora do Palácio Rohan, com duração de 1h passeio. Costumam ser dois tipos de barcos, um aberto e um fechado. Os fechados são mais confortáveis e como eu fui no mês de abril e ainda fazia frio, não pensei duas vezes e escolhi o fechado mesmo. O roteiro inclui uma volta na Ïle-de-Strasbourg, uma verdadeira ilha onde a cidade foi fundada, passando pelos prédios do Parlamento Europeu e Conselho da Europa.


. Palácio Rohan: em estilo barroco, localizado perto da Catedral, foi construído entre 1728 e 1741. Recebeu Luís XV em 1744 e Maria Antonieta em 1770, além de Napoleão, em 1805, 1806 e 1809. Danificado com bombas em 1944, passou por restauração cuja obra foi finalizada somente em 1990. Em seu interior, encontram-se três importantes museus: Museu Arqueológico que fica no subsolo, é um dos mais ricos da França e apresenta coleções desde a pré-história. Museu de Artes Decorativas, no primeiro andar, que apresenta apartamentos suntuosos do cardeal de Rohan e também coleções de 1681 até século XIX. Museu de Belas Artes, no primeiro e segundo andares, apresenta pinturas europeias desde a Idade Média, Renascimento com Botticelli, Raphael, barroco com El Greco, obras dos séculos XVII, XVIII e XIX, com Coubert e Delacorix.

- Gastronomia em Estrasburgo: 



Estrasburgo é famosa por suas centenas de restaurantes e brasseries. Portanto, você terá que se esforçar muito para comer mal por lá rsrs... eu só sei que tenho ótimas recordações!

. Não deixe de comer o Tartes Flambées (Flammeküche ouflams) que é uma espécie de pizza com massa fina, recheada com creme de cebola e ensopado de carne de porco cozida, com batatas e cenouras, geralmente servido para duas ou mais pessoas. Eu achei uma delícia, mas meus pais acharam apimentada além da conta para o paladar deles. Uma boa sugestão para apreciar essas delícias é procurar um Winstub, espécie de taberna local da Alsácia - Restaurante Winstub L’Ami Schutz na 1 Pont Couverts.


. Recomendo Comer biscoito amanteigado, que é um símbolo da região da Alsácia

. Vale também experimentar a variedade de Cervejas de Estrasburgo, já que, dada a sua proximidade e influência cultural germânica, a Alsácia acabou sendo a maior produtora de cerveja da França. Cervejarias: Kronenbourg, Fischer, Météor e Katerbräu.

. E, apesar de tipicamente alemão, não deixe de experimentar o Choucrute de Estrasburgo - Choucroute aux poissons (chucrute de três peixes) que é bem tradicional por lá e geralmente vem servido acompanhado de embutidos de carne de porco.

. Entrar nas Boulangeries para experimentar deliciosos pães

. Por lei, os vinhos da Alsácia devem ser engarrafados onde são produzidos e os mais famosos são os vinhos brancos secos. Dica: a vusa Pinot Gris dá origem a vinhos frutados e mais secos, fazendo um meio termo delicioso com a Riesling, que acompanha a maioria dos pratos alsacianos. Riesling é a mais nobre das castas alsacianas e produz vinhos secos e muito aromáticos. Vinhos populares são o Muscat (levemente adocicado) e o Gewürztraminer (muito doce). A cidra, que não é especialidade alsaciana, também é bastante servida. Doux é a versão mais doce e o Brut é o mais seco. É um hábito comum na França apreciar crepes com cidra.

. Não deixe de provar os chocolates! Caminhe pela Rue des Ofèvres até Place Kléber, uma rua típica com várias lojas, inclusive de chocolate. A Place Kléber é a principal praça comercial da cidade, onde estão as principais lojas e galerias, como a Galeria Lafayette, Printemps e Monoprix.


. Becos ao redor da Catedral: os famosos Winstubs, onde é servida a gastronomia típica da Alsácia. As ruas mais conhecidas são: Rue dês Orfèvres, Rue Du Chaudron e Rue dês Hallebardes, que são repletas de lojas e restaurantes. Outro lugar incrível é a Place Du Marché Gayot, onde os residentes de Strasbourg fazem suas compras.

Helsinque, na Finlândia


Para nós, brasileiros, a neve e o frio são elementos natalinos vistos apenas em filmes americanos ou em comerciais de fim de ano, mas na Finlândia ambos ajudam a compor a mística do natal escandinavo, que se soma ao mito do Papai Noel e fazem do destino um dos mais encantadores da Europa nesta época do ano.

A Rua Aleksanterinkatu, na capital Helsinque, é a via “natalina oficial” do país. No local, é possível encontrar cerca de 120 barracas montadas no mercado St. Thomas, na Praça do Senado. No centro de eventos Valkoinen Sali, o Bazar de Natal Ornamo é onde se pode comprar o principal produto de exportação do país: peças de design.

Praga, na República Tcheca


O espírito natalino também é bastante evidente no leste europeu, sobretudo em Praga, na República Tcheca, que conta com diversos mercados de Natal espalhados pela cidade. O maior deles acontece na Praça da Cidade Velha - Old Town, que é totalmente decorada com árvores de Natal, guirlandas e luzes e conta com centenas de barracas que vendem desde antiguidades a bolos e roscas natalinas, além de alguns pratos mais gourmets, bebidas para aquecer o corpo e alma (até porque faz frio de verdade!) que eu pude ver de perto em dezembro de 2007, quando estive lá.

O Mercado de Natal na Praça da Cidade Velha, que é o Staroměstské náměstí ficará até  6 de janeiro.


As ruas iluminadas com decorações festivas, bem como as belas melodias ouvidas em todos os lugares, sempre criam essa típica atmosfera de Natal tcheco, assim como o aroma dos tradicionais pratos de natal. Que tal experimentar um delicioso doce de Natal ou a típica carpa frita macia ou uma salada de batata sem igual?  O mercado de Natal na Praça da Cidade Velha está entre os dez mais bonitos do mundo, portanto, é digno de sua visita.




Vejam mais dicas e informações de Praga nos posts abaixo:







Outra cidade lindíssima e pitoresca na República Tcheca que eu ainda não tive a oportunidade de conhecer, mas está na minha Wish List, é Český Krumlov, localizada na Boêmia do Sul, e seus mercados de Natal vão até 6 de janeiro.

Os passeios pelo centro medieval desta cidade mágica ficam ainda mais agradáveis graças aos mercadinhos que acontecem no Advento, no tradicional estilo tcheco, na praça Svornosti. O aroma do ponche festivo, do vinho quente e dos doces natalinos invadem as ruas e, no mercado de artesanato que fica no primeiro pátio do Castelo são vendidos produtos tradicionais. Em muitos lugares da cidade, acontecem programas especiais de Natal para crianças e adultos e, desta forma, toda a família poderá desfrutar desta excepcional atmosfera festiva!

E como Natal em lugar algum no mundo não seria Natal sem boa comida e bebida, uma curiosidade para vocês: a bebida tcheca mais tradicional do período do Advento é o vinho quente perfumado com especiarias, tipo o nosso quentão das festas juninas que eu pude provar em Praga.

Outra curiosidade: você sabia que, na República Tcheca, é tradição não comer carne até a ceia da Noite de Natal? Um prato bem tradicional neste período natalino é o “houbový kuba”, que não leva carne, é preparado com cevada perolada e cogumelos. Caso você queira tentar fazer, anote aí os ingredientes: 500 g de cevada perolada, 300 g de banha de porco, 100 g de cebola, 50 g de cogumelos secos, 5 dentes de alho, manteiga, sal, pimenta, manjerona e cominho. Você deve lavar a cevada e deixar de molho durante a noite. Depois, coloque ferver em uma panela com um pequeno pedaço de manteiga até que ela amoleça. Em seguida, adicione os cogumelos hidratados e a cebola previamente frita em banha. Adicione sal, pimenta, cominho, alho esmagado e manjerona. Espalhe a mistura em uma assadeira previamente untada. Asse por cerca de 30 minutos a 180 graus. Sirva com um pequeno pedaço de manteiga e decore com ervas frescas. E depois me conte se ficou bom, ok?

Viena, na Áustria


Ahhhh... a bela Viena, cidade que conserva todo o seu charme imperial dos áureos tempos da dinastia Habsburgo, capital da Áustria, não poderia ficar de fora dessa lista!

Eu tive o enorme prazer de visitar essa cidade magnífica em 2016 e pude curtir um pouco da sua Oktoberfest! Que delícia de lugar! Amei muito!

Vista da Torre Sul de Stephan's Cathedral
Mas ainda quero voltar para ver de perto o mercado natalino da Praça Rathaus, que acontece desde o século XIII, e é um dos destaques do país, assim como o mercado da Residenzplatz, em Salzburgo. O destino é uma das referências em eventos natalinos na Europa e também organiza festivais de corais e grupos folclóricos.

Prefeitura - Rathaus (Vienna)

- Veja aqui o Guia Completo de Viena


Então... quem aí já vai programar uma Eurotrip Natalina?? Eu quero!


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