19 fevereiro 2019

Paris: Roteiro de 5 dias na capital francesa

Paris: Roteiro de 5 dias na capital francesa

Nossa, já faz quase 12 anos desde a última vez em que estive em Paris! Parece até que foi outra vida rsrs... na verdade, deve ter sido mesmo porque o tanto de coisa que já aconteceu de lá para cá, a quantidade de experiências que já vivi, de pessoas que já entraram (e saíram) da minha vida foi tamanha que daria para fazer uma série da Netflix com algumas temporadas kkkk... (oops, Netflix não existia há 12 anos! kkk)

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Mas a verdade é que Paris é sempre Paris! A Cidade Luz deixa marcas, lembranças que nunca se apagam e, embora eu nem tivesse blog na última vez que fui, de novembro para dezembro de 2007, eu adorava escrever meus roteiros bem explicadinhos e detalhados e agora, passado mais de uma década, eu recuperei esse roteiro porque em breve estarei na cidade mais romântica do mundo de novo, pela terceira vez, e quis relembrar um pouco das minhas andanças por lá.

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A primeira vez que visitei Paris, em janeiro do ano de 2000, eu fui com uma turma formada por alunos das Faculdades de História da Arte e de Turismo da (falecida) UniverCidade, aquela faculdade que ficava na divisa do bairro Humaitá com a Lagoa.

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Havia uma professora muito famosa por seus conhecimentos em História da Arte, a Alda, que, por coincidência é tia de uma grande amiga da minha irmã e nos convidou para fazer parte deste grupo que passaria 2 semanas na Europa, entre Itália e França, para fazer o curso de História da Arte presencial, ao vivo, com aulas ministradas dentro dos museus, das igrejas, pelas ruas... foi algo indescritível!

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Quantos dias ficar em Paris?


Minha primeira viagem para a Europa, com apenas 18 anos, não poderia ter sido mais especial! Naquela ocasião, ficamos cerca de 4 dias em Paris, o que eu considero pouco. Quase 8 anos depois, voltei para Paris no final do mês de novembro para ficar 6 dias, em 2007.

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Ainda considero 6 dias também pouco tempo para Paris, cidade que merece ao menos uns 10 dias rsrs...  mas eu sei que todo mundo (inclusive eu) vai para a Europa com aquela ânsia de conhecer o máximo de lugares possíveis. Por isso mesmo vou apresentar para vocês uma sugestão de Roteiro de 5 dias em Paris. Na verdade, vocês encontrarão aqui as dicas de passeios para encaixarem em 5 dias.

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E, por mais que te digam que subir a Torre Eiffel, entrar na Catedral de Notre-Dame e conhecer o Louvre sejam clichés e que Paris vai muito além disso, ignore, principalmente se for a sua primeira vez na cidade! Vá sim! Percorra os clichés também porque eles são lindos e valem a pena! Até porque é uma baboseira essa ideia de visitar o lugar e não conhecer suas atrações turísticas.

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Elas também fazem parte da sua história, da sua essência... agora, é bem verdade que elas também requerem uma dose extra de paciência para lidar com as hordas de turistas que lotam os lugares e, sempre que possível, sempre que a atração disponibilizar a venda online de ingressos, como a Torre Eiffel, compre seus ingressos antes e economize seu tempo nas filas quilométricas. 

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Bem, em 2000, a viagem não foi montada por mim, mas sim pelas professoras da UniverCidade. Portanto, não tive qualquer ingerência sobre o roteiro e mal tivemos tempo livre para curtir fora da programação elaborada para o curso. Logo, essas dicas aqui são de 2007, quando eu enfim elaborei o meu roteiro em Paris. E, apesar do tempo já transcorrido, Paris não muda tanto assim em relação às atrações turísticas principais... portanto, dá para se guiar por aqui e depois consultar os sites oficiais para saber o que tem de novo rolando por lá, especialmente no tocante às exposições nos museus, eventos e festivais.

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Vejam também outras matérias sobre Paris, publicadas aqui no blog:


Roteiro de 5 dias em Paris


Primeiramente, que fique claro que não pretendo aqui esgotar tuuuuuuudo o que a cidade oferece. Impossível, né gente? Só um doido para pensar que em 5 dias vai dar conta de conhecer tudo tudo tudo.... não dá! Então a dica que sempre dou é: leia bastante, priorize o que te interessa mais, reze para fazer dias bonitos de sol para que você possa aproveitar bastante outdoor e vá ser feliz com a certeza de que Paris é um lugar para se voltar e não para se esgotar em uma única visita, ok?

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Na Ladurée: o melhor macaron do mundo!

Dito isso, vamos voltar um pouco no tempo... em 2007, portanto, eu cheguei em Paris em um voo vindo de Barcelona com a empresa espanhola Vueling, que eu detestei, diga-se de passagem. Era já final do ano e fazia um frio digno de inverno, mas a aeronave estava uma sauna. Eles servem só água de cortesia (qualquer outra coisa é paga à parte, o que para mim, em 2007, foi uma novidade horrível... hoje em dia eu já nem me surpreenderia tanto), e para completar o voo atrasou muuuuuito, fez um pouco em outra cidade onde ficamos no calor um bom tempo sem explicação do porquê de estarmos ali nem o que estaríamos esperando, para depois seguir para Paris, onde chegamos com pelo menos umas 3 horas de atraso o que me fez perder meu transfer e boa parte do dia.

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Do aeroporto para o centro de Paris


Usei o shuttle Bee Shuttle naquela época, pois pensem que meu celular nem tirava foto kkkk... quiçá ter internet para contratar algo diferente. O contato com o shuttle foi feito previamente, por email. Como o voo atrasou, ficamos na mão. Buscamos um balcão de informações, explicamos o ocorrido e eles foram muito solícitos e ligaram para a empresa que providenciou outro transfer para a gente.

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Hoje em dia eu certamente verificaria o valor da corrida com algum dos aplicativos, como Uber, até porque eu já viajo com chip internacional do celular e chego lá no destino com internet, conectada plenamente para fazer minhas pesquisas e até deixar para resolver na hora o que eu achar melhor. 

DICA: Recomendamos o Chip Internacional BRASIL ROAMING! Use o nosso cupom de desconto @APAIXONADOS10 e ganhe 10% de desconto na sua compra.

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Se desejar saber mais sobre como funciona ir do aeroporto para Paris de ônibus, trem ou táxi, confira no post muito bem detalhado do Conexão Paris. 

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Onde se Hospedar em Paris


Chegando em Paris, pela segunda vez eu me hospedei no Quartier Latin que, juntamente com a região de Saint Germain de-Prés, é a melhor área, na minha opinião, para se hospedar na cidade, seja razão dos edifícios bem característicos que esperamos encontrar, seja por conta dos inúmeros bares, bistrôs e restaurantes, seja pela animação do bairro que é considerado bem jovem em razão dos campus universitários, seja em função da facilidade de se conhecer a pé inúmeros atrativos turísticos tais como os Jardins de Luxemburgo, o Pantheón, alguns prédios da Universidade de Sorbonne, a linda Pont des Arts, a Catedral de Notre Dame, a Saint Chapelle.... e tantos outros lugares alcançados a poucos passos a partir desse bairro.

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Bem, a hospedagem escolhida foi em função da localização, avaliação e preço. Fico feliz por saber que ela segue bem avaliada no Booking.com e recomendo a quem só usa o quarto para dormir e tomar banho, porque os quartos eram bem pequenos e toda a estrutura do hotel é simples, porém funcional: Hôtel Cluny Sorbonne, localizado na Rue Victor Cousin (clique aqui e veja no site as fotos do hotel e seus valores).

O que fazer em Paris e arredores, em 5 dias


Normalmente, a depender do horário que consigo chegar no primeiro dia, o que eu gosto de fazer mesmo é andar nos arredores, fazer uma ambientação, um reconhecimento das redondezas, sem pressa, sem necessidade de dar checks em atrações turísticas até porque a gente geralmente chega cansado de viagem.

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No dia seguinte, eu recomendo explorar as atrações mais próximas ou, se quiser já ter uma ideia bem geral da cidade, pode também optar por esses ônibus Sightseeing, no esquema Hop-On Hop-Off. Não nego que já usei desses ônibus em vários lugares, especialmente em dias muito muito frios!

Lembra que eu disse que cheguei em Paris final de novembro e fiquei por 6 dias, já avançando no mês de dezembro, certo? Pois é... o frio já era digno de inverno! E, às vezes, por mais que saibamos que o ideal é explorar a cidade a pé e Paris pede isso... o frio, a chuva, a neve e o vento podem atrapalhar um bocado e render-se aos ônibus de turismo pode facilitar a sua vida e tornar o seu dia de passeio mais proveitoso. Ou, ainda, nessas situações o seu Plano B pode ser correr para os museus e aproveitar para visitá-los.

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Em 2007, eu fiz os passeios com a Cityrama, que mudou de nome e agora se chama Paris City Vision (https://www.pariscityvision.com/pt/). Naquela época, correu tudo bem. Porém, como é normal com o passar dos anos, muitas outras agências surgiram e, por isso mesmo, eu recomendo que consulte aqui no TripAdvisor (clique aqui) as empresas de passeios, suas notas, avaliações, bem como acho válido também verificar o Paris Pass e, a depender da quantidade de dias que você ficar na cidade, o Paris Pass parece ser bastante vantajoso por incluir várias atrações e o ônibus Hop-On Hop-Off, o Big Bus (clique aqui e conheça o Paris Pass).

O que ver no Quartier Latin?


Comece sua caminhada pelo Boulevard St-Michel, aberto em 1869, cuja fama veio com o tempo em razão dos diversos cafés literários da época e, hoje em dia, muito comércio.

Pare para contemplar uma das mais belas igrejas de Paris: St-Séverin! Um exemplo perfeito de arquitetura gótica flamboyant, cuja construção encerrou-se no início do século XVI. Se estiver aberta, não deixe de observar a sua notável galeria dupla em volta do altar.  

Aproveitando as redondezas, veja a Faculdade de Direito da Sorbonne que fica em um belíssimo edifício. A sede da Universidade de Paris foi fundada em 1253 por Robert Bourbon, confessor de Luís IX, para que 16 jovens pudessem estudar Teologia. Se der sorte de pegá-la aberta, entre na capela da faculdade, a Chapelle de la Sorbonne, projetada e construída entre 1635 e 1642, que se trata de um verdadeiro monumento a Richelieu (aquele Cardeal que aparece na obra "Os 3 Mosqueteiros", de Alexandre Dumas), com o seu brasão gravado nos pilares de apoio da cúpula e sua lápide de mármore branco, esculpida por Girardon, no altar. A bela fachada lateral da capela está voltada para o pátio central da Sorbonne.

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Seguindo pelo bairro, que tal também visitar a bela igreja de Saint Etienne-du-Mont, que abriga não só o santuário de Sainte Geneviève, padroeira de Paris, como também os restos mortais de grandes figuras literárias. Algumas partes se apresentam em estilo gótico e outras são renascentistas. As janelas de vitrais também são magníficas.

- Pantheón


A antiga igreja de Sainte-Geneviève foi transformada em mausoléu de Grandes Homens, mentes brilhantes da humanidade, como: Voltaire, Jean-Jacques Rosseau, Victor Hugo e Emile Zola, dentre outros. Se você admira suas obras, tem fascínio por sua história, sugiro então incluir o Pantheón em seu roteiro: Place du Panthéon, acesso pelo metrô Cluny La Sorbone (a atração é paga).

Quando Luís XV recuperou-se de uma grave doença em 1744, como gratidão por ter sobrevivido, ele mandou construir uma igreja para reverenciar Sainte Geneviève. A construção deu-se entre 1764 e 1790. Porém, com a Revolução Francesa, a igreja transformou-se em um Panteão, local onde os túmulos dos melhores e maiores da França seriam guardados. Napoleão ainda conseguiu devolver o edifício para a igreja, mas em 1885 o Pantheón tornou-se finalmente público.

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Com fachada inspirada no Panteão Romano, o pórtico do templo tem 22 colunas coríntias e em seu relevo frontal há a representação da Pátria-Mãe, a França, concedendo lauréis a seus grandes homens. Seu interior tem 4 corredores distribuídos no formato de uma cruz grega e do centro ergue-se a grande cúpula em ferro, com suas abóbadas de pedra e 3 camadas de revestimento, inspirada na igreja de St. Paul, em Londres. Observe os afrescos de Sainte Geneviève, os murais na parede sul da nave ilustram a vida da santa.

A área subterrânea guarda a cripta que se encontra dividida em galerias ladeadas por colunas dóricas, onde os visitantes verão os túmulos dos célebres franceses, mencionados lá em cima.

Dica: se conseguir subir nas galerias da cúpula do Pantheón, se encantará com um bela vista de Paris.

Ainda pelo bairro Quartier Latin, contemple o comércio da região, os restaurantes, bares, bistrôs, a arquitetura dos edifícios, as praças... e conclua por você que a verdadeira alma e beleza de Paris residem exatamente nesta contemplação, de preferência, sem pressa... e que tal comprar uma baguete e sair com ela debaixo do braço, hein? Ou comprar um crepe Suzette, sobremesa tradicional da cozinha francesa? Ou apenas sentar-se em um dos bistrôs e tomar um café, apreciando a região?

O que ver no Bairro des Plantes? 


Pertinho do Quartier Latin, você encontrará o esse bairro cuja razão de existir veio da necessidade de se instalar um Jardim Real de ervas medicinais no pouco habitado subúrbio de St-Victor, em 1626, a pedidos dos médicos de Luís XIII. Este jardim e o de várias casas religiosas que já eram cultivados davam à região uma feição rural. No século XIX, a população cresceu e essa área também, ganhando novas construções até assumir gradualmente o formato tal como encontrado hoje em dia, mesclando prédios residenciais dos séculos XIX e XX com edifícios muito antigos e outros super modernos.

Você poderá conhecer o Jardim Botânico parisiense, o Jardin des Plantes, que foi aberto ao público em 1640 e, hoje em dia, é um dos maiores parques de Paris. Nele, encontramos o Museu de História Natural, cujo destaque é a Grande Galerie de L'Evolution, além dos departamentos de paleontologia com mostra de esqueletos e réplicas de vários animais, uma Escola Botânica e um Zoológico. No Parque, você poderá observar, dentre trilhas e estátuas, exemplares vindos da Córsega, Marrocos, Alpes e Himalaia, além de uma remanescente e notável coleção de ervas e plantas, bem como o primeiro Cedro do Líbano, plantado na França.

Neste bairro encontraremos a Arènes de Lutèce, que são as ruínas de uma vasta Arena Romana (Lutécia era o nome romano de Paris) cujos vestígios remontam ao final do século II, vindo a ser destruída posteriormente por bárbaros. Mais tarde, parte de suas pedras foi utilizada na construção da Muralha da Île de la Cité e, aos poucos, a arena acabou sendo soterrada. Foi redescoberta em 1869, durante a construção de uma rua e sua restauração só foi possível graças á campanha encabeçada por Victor Hugo, no século XIX.

Por fim, no bairro você verá a igreja de Sainte Médard, cuja origem remonta ao século IX. Seu nome vem de St-Médard, o Conselheiro dos Reis Merovíngios, que tinha o costume de dar uma cora de rosas brancas às jovens reconhecidas por sua virtude.

O que ver no Bairro St-Germain-des-Prés?


Comece pela mais velha igreja de Paris: Igreja de St-Germain-des-Prés. Suas origens remontam ao ano de 542, quando o Rei Childerberto mandou construir uma basílica para abrir relíquias sagradas. A Igreja tornou-se uma Abadia Beneditina muito poderosa até a Revolução Francesa, quando a maior parte dos seus edifícios foi destruída em incêndios em 1794.

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A igreja atual, tal como vemos, foi construída no século XI, ao  longo dos tempos, foi bastante restaurada. Porém, uma das 3 torres originais ainda remanesce e contém um dos mais velhos campanários da França. Se der sorte de encontrá-la aberta, poderá observar que seu interior é uma mistura de estilos arquitetônicos, com colunas de mármore do século VI, abóbadas góticas e arcos romanescos e, dentre os sepultados nela famosos, temos o Filósofo René Descartes, entre outros.

Siga pelo Bourlevard St-Germain, a rua mais famosa da margem esquerda do Rio Sena, com mais de 3km de extensão, cortando 3 bairros. Sua arquitetura homogênea é charmosa e encantadora. Repare que o Boulevard é um traço reto no esquema de planejamento urbano concebido pelo Barão Haussmann, no século XIX (eu adorava estudar a reforma Haussmaniana nas minhas aulas de mestrado de Planejamento Urbano).

Ao longo do Boulevard, muita vida, muitos estilos de vida, muitas instituições, praças, igrejas... caminhe e observe tudo! E que tal uma pausa para café no Le Procope? Fundado em 1686 pelo siciliano Franceso Procopio dei Coltelli, dizem ser o mais antigo café do mundo!

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O que ver no Bairro de Luxembourg?


Depois de tantas caminhadas, vale uma pausa contemplativa neste belíssimo jardim! A poucos passos do barulho de St-Germain-des-Prés, você encontrará este oásis!

Esta área histórica e simpática oferece um recanto de paz e sossego no coração da cidade. O Jardin du Luxembourg e o Palais du Luxembourg dominam o cenário.

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O Jardim, um verde oásis com 25 hectares no coração marguem esquerda do Sena, foi inteiramente aberto ao público no século XIX, quando seu proprietário, o Conde de Provence (que depois veio a tornar-se Luís XVIII) permitiu que, em troca de uma pequena taxa, o povo pudesse entrar e consumir frutas do pomar. Já os jardins do Palácio e as casas ao norte foram preservados e ainda atraem muitos turistas.

Aproveite para caminhar pelo Jardim de Luxemburgo e, se tiver um dia bonito, observe as crianças lançando seus barquinhos a vela no lago... Este é o parque mais popular de Paris. O desenho dos jardins é feito a partir do Palácio de Luxembourg e dominado por um esplêndido lago octogonal. Além da beleza dos seus gramados e alamedas, estátuas de rainhas da França estão espalhadas pelo parque, além de uma imagem de Saint Geneviève. O parque também abriga um café com mesas ao ar livre, para dias de temperatura mais amena.

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Outra atração a ser vista na região do jardim é a Fontaine de L`Observatoire, localizada na ponta sul do jardim, acaba por ser uma das fontes mais bem elaboradas de Paris, feita de bronze e apresentando 4 mulheres segurando um globo onde estão representados os 4 continentes conhecidos à época.

Palais du Luxembourg, por sua vez, sede atual do Senado Francês, foi projetado no estilo do Palácio Pitti de Florença para que Maria de Médicis, viúva de Henrique IV, recordasse de sua cidade natal. Contudo, quando concluído em 1631, Maria havia sido banida. Ainda assim, ele continuou como palácio real até a Revolução Francesa, quando então foi usado como prisão e, na Segunda Guerra Mundial, como Quartel General da Luftwaffe, com abrigos anti-aéreos construídos sob os jardins. Endereço: 15, rue de Vaugirard. Acesso pela estação de metrô Luxembourg.

A famosa Fontaine du Médicis, construída em 1624 também para Maria de Médicis, com seu estilo barroco, fica no extremo de um longo lago de peixes dourados ladeado de árvores. As figuras mitológicas foram colocadas somente em 1866.

Outra atração é a Igreja de Sainte Suplice que levou mais de século para ser construída, entre os séculos XVII e XVIII. A igreja apresenta dois andares, com duas fileiras de elegantes colunas, com torres, uma em cada extremo, grandes janelas em arcos e, na entrada principal, duas conchas gigantes dadas a Francisco I pela República de Veneza. 

O que ver no Bairro de Montparnasse?


Se ainda tiver disposição para passear, aproveitando a região e a proximidade, dê uma esticadinha até Montparnasse e observe a perfeita harmonia de arte e luxo que o bairro oferece. O Monte de Parnaso (MontParnasse), que na mitologia grega era a montanha dedicada a Apolo, o deus da poesia, da música e da beleza, realmente é uma fiel inspiração para este bairro que, nos anos de 1920 e 1930, recebeu ilustres artistas e escritores do porte de Picasso e Hemingway, que eram vistos nos bares, cafés e cabarés locais.

Mas vamos falar a verdade: a grande atração do bairro que atrai ainda muitos turistas é poder ter outro ângulo da cidade além da Torre Eiffel.

A Torre de Montparnasse era o mais alto prédio de escritórios da Europa quando foi construída, em 1973. Ela conta com 210 metros de altura, é feita de aço e vidro fumê e pode ser avistada de muitos lugares pela sua imponência, dominando o bairro. A espetacular vista do seu 59º andar é acessada pelo elevador considerado mais rápido da Europa (será que ainda é?) A subida é paga. Tem que ir lá para conferir. Endereço: Rue de l'Arrivée. Acesso pode ser pelo metrô Montparnasse-Bienvenue, Raspail

- Versalhes


Observação: A depender da quantidade de dias que você tiver em Paris, é perfeitamente possível e recomendável incluir passeios até Versalhes (http://www.chateauversailles.fr/en/) ou até outros passeios no esquema daytrip que você pode fazer por conta própria, alugando um carro, percorrendo os castelos do Vale do Loire, ou de trem até a região da Alsácia, por exemplo, ou até o Mont Saint Michel, na Normandia, ou um tour pelas vinícolas da região de Champagne... enfim, o céu é o limite, assim como o seu orçamento e o tempo que terá disponível. Mas tente ao menos deixar 4 dias inteiros para Paris, ok?

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Clique aqui e veja nossa matéria sobre a cidade de Estrasburgo, na Alsácia

Sobre Versalhes (Versailles), você pode ir por conta própria, sem depender de uma agência de turismo, mas também pode comprar um passeio daytrip nas agências, caso se sinta mais seguro assim. Mas reserve um dia para o passeio.

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Se quiser ir por conta própria, é bem fácil: vá até a estação Madeleine, na Place de la Madeleine, e pegue o RER C “Versailles-Rive Gauche”.

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Vale a pena visitar Versalhes? Claro que sim! Descobrir tanto o rico interior deste enorme palácio quanto passear por seus jardins é quase como se teletransportar para os tempos da corte do Rei Luís XIV, quando ele ergueu o maior palácio da Europa que chegou a abrigar cerca de 20 mil pessoas residindo nele, no século XVII.

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Suntuosos salões, pátios de mármore, os aposentos reais, mobília prateada e dourada... tudo exageradamente lindo, refletindo toda a grandeza daquele que se intitulou como o próprio Rei Sol, culminando no esplendoroso Salão dos Espelhos, com 17 espelhos de cristais em frente a altas janelas arqueadas! Isso sim é ostentação, não acham?

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A única coisa "chata" de Versalhes é que sempre tem muita gente por lá e, principalmente no Salão dos Espelhos, peeeense num lugar lotado de turista tentando tirar foto??? Pois é... a experiência nem sempre é a mais contemplativa ou agradável como poderia ser.

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Curiosidade sobre Versalhes: o quarto do rei existente no palácio foi onde Luís XIV morreu, em 1715, aos 77 anos. E, como muitos já sabem, foi no Salão de Espelhos firmado o Tratado de Versalhes que deu por fim a Primeira Guerra Mundial.

Então você voltou de Versalhes e ainda está com um tempo livre? Aproveite!

Que tal um Passeio de Barco em Paris?


Eu sei que é outro cliché, mas e daí? Vamos nos desapegar dessas coisas! O passeio de BatoBus, Bateaux Parisiens, de barco mesmo é uma gracinha e ainda mais especial ao final do dia, se conseguir realizá-lo com o pôr do sol e o acender das luzes da cidade... puxa... aí sim, hein? Perfeição!

Até porque, Paris não é a Cidade Luz só por causa do movimento chamado de Iluminismo, mas também por causa da beleza hipnotizante das suas luzes, quando a noite chega!

Eu fiz o passeio de barco e super recomendo! A perspectiva que se tem dos edifícios, vistos do rio, das pontes... é incrível! O passeio passa pelo Louvre, tem vista para a Torre Eiffel, passa pela Catedral de Notre Dame, pelo museu D'Orsay, pela Ponte Alexandre III.

Em outras palavras, vale a pena sim! E o passeio simples, sem refeição (jantar, por exemplo), costuma ter duração média de 1 hora.

E tem alguns que saem ali perto da Torre Eiffel, o que já permite conjugar o passeio também.

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Suba a Torre ( mas lembre de comprar seu bilhete antes: https://www.toureiffel.paris/fr), faça suas fotos, aproveite para caminhar nos arredores dela, de onde também se consegue fotos lindas a partir do Champ de Mars e do Jardim do Trocadéro) e, depois de esgotado todo o seu desejo de tirar fotos com o símbolo de Paris e seu maior cartão postal, faça o passeio de barco pelo Rio Sena.

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Algumas opções de passeios de barco são:


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Torre Eiffel


Impossível não falar dela, né? Então, sem mimimi de clichés, vamos sim falar do símbolo de Paris, que recebe milhões e milhões de turistas de todo o mundo, o seu cartão postal mais famoso: a Torre Eiffel!

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Construída a partir de vigas de ferro fundido, devido à necessidade de ser estável para aguentar os ventos fortes, seu projeto era para impressionar os visitantes da exposição universal de 1889, a Torre deveria ter sido um objeto de arte temporário em Paris. Mas o sucesso foi tamanho que ela "fincou raízes" e lá permaneceu.

Curiosidade: com 300 metros, ela foi a edificação mais alta do mundo até 1931, quando foi erguido o Empire State.

primeiro andar, a 57 metros de altura, pode ser alcançado por elevador ou um escada de 360 degraus: quem encara?

Já o segundo andar, que fica a 117 metros de altura, está a 359 degraus do primeiro andar ou a alguns minutos de elevador para quem desejar evitar a fadiga. O restaurante Jules Verne, um dos melhores da cidade, encontra-se no segundo andar e oferece uma vista panorâmica de Paris de tirar o fôlego. Nem preciso dizer que tem que fazer reserva com muita antecedência, né?

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Por fim, o terceiro andar, a 276 metros acima do solo, suporta até 800 pessoas de cada vez e, de sua galeria panorâmica, em dias claros, é possível avistar até 72km. Dizem que dá para ver a Catedral de Chartres (que eu visitei em 2000). Mas eu nunca vi rsrs...

E não deixe de apreciá-la à noite ou, melhor ainda, no entardecer, com as luzes se acendendo! É belíssimo! Acesso pela estação de metrô Bir Hakeim

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Logo atrás da Torre, encontramos o Champ de Mars, os jardins que se estendem da Torre Eiffel até a École Militaire, que serviu originalmente como lugar de desfiles de cadetes da Escola Militar.

Explorando um pouco mais a região, atravessando a Pont d`Iéna e indo para a outra margem do Rio Sena, você entrará no Bairro Chaillot, cuja colina foi o lugar escolhido por Napoleão para a construção do maior e mais extraordinário palácio, que seria dedicado ao seu filho, se ele não tivesse caído, pois apenas poucas fortificações acabaram sendo concluídas após a sua queda. Porém, o Monumental Palais de Chaillot, com suas duas enormes alas curvas, ergue-se no local e, do terraço em frente ao Palácio, tem-se uma das vistas mais esplêndidas dos Jardins do Trocadéro, do Sena e até da  Torre Eiffel.

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E por falar nos Jardins du Trocadéro, que se estendem por 10 hectares, seu destaque é o longo largo ornamental retangular, com bordas de pedra e estátuas douradas de bronze. Mas a maior beleza mesmo vem à noite, quando as fontes de iluminam! Elas funcionam em sequência, culminando com grandes canhões de água no centro e disparando na direção da Torre Eiffel! É algo para ser visto, com certeza. 

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Museus em Paris


Você curte Museus? Se sim, vai pirar em Paris! Por isso é bom - muito importante - que você já tenha alguma noção do que gostaria de ver e tente, na medida do possível, encaixar essas visitas nos horários menos proveitosos do dia. Explico: os grandes museus europeus têm por boa prática abrir um dia da semana até mais tarde, o que é perfeito para você tornar seu dia ainda mais proveitoso. Além disso, super vale a pena conferir qual o dia/horário em que ele é gratuito porque todos oferecem algum dia da semana (em Paris, muitos museus são gratuitos no 1º domingo de todo mês) ou num determinado horário, quase sempre no final do dia. Parece bobeira, mas essa é uma economia bacana que dá para fazer e usar esse euro para comprar uma lembrança, para um jantar mais sofisticado... que tal?

Então vamos falar sobre os Museus e já de cara eu vou dizer os que eu conheço (loooonge de conhecer todos), em ordem de preferência, ok?

  • Museu d'Orsay
  • Louvre
  • Rodin
  • Picasso
  • Les Invalidés

Uma coisa é certa: eu sempre vou visitar o Museu d'Orsay quando passar por Paris porque simplesmente amo muitoooo esse museu que reúne grandes mestres do Impressionismo.

Se quiser saber um pouco sobre os considerados MELHORES MUSEUS DA EUROPA e dicas para visitá-los, clique aqui e veja nossa matéria sobre eles.

Separe pelo menos 2 horas para visitar os museus maiores e 1 hora para visitar os menores. Assim você conseguirá se planejar melhor. Eu não recomendo visitar mais que 2 museus por dia, para não ficar cansativo. Mas, se for no tal primeiro domingo do mês, para aproveitar que a maioria oferece entrada gratuita, aí já pode valer a pena visitar uns 3 ou 4, a depender da sua disposição, do tempo que ficará na fila em cada um (não se iluda porque sempre quando há entradas gratuitas há também muita fila), pois aí a economia será boa.

Por exemplo, os museus do Louvre e D`Orsay são próximos! Dá para conjugar os dois no mesmo dia. O Museu da Armada (Les Invalidés) é perto do D`Orsay, bem como o Museu Rodin. Olhe o mapa e faça seu roteiro.

Museu d`Orsay


Apresenta a mais completa coleção de Arte Impressionista de Paris, especialmente do período entre 1848 e 1914, e é abrigado pelo edifício da antiga estação de trem projetada por Victor Laloux que, em 1986, após permanecer desativada por 47 anos, foi remodelada e adaptada para transformar-se em museu, mantendo-se muito da arquitetura original. Nele, vocês encontrarão os grandes mestres do Impressionismo: Renoir, Monet, Van Gogh, dentre outros. Como chegar: estação de metrô Solférino

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Curiosidade: o prédio escapou de ser demolido na década de 70 graças às repercussões dos protestos organizados!

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Museu do Louvre


Sua construção iniciou-se em 1204, como fortaleza do Rei Filipe Augusto, para proteger Paris dos ataques dos Vikings, e só foi totalmente finalizado em 1858. Originalmente, com a finalidade de ser um palácio-residência da monarquia francesa, transformou-se em museu em 1793 e hoje é  considerado um dos maiores museus do mundo, com um dos mais impressionantes acervos.

Dica: antes de seguir lendo, tenha em mente uma coisa muito importante quando você visitar o Louvre: não pense que você conseguirá ver tuuuuudo numa única visita! É impossível! O museu é enorme mesmo. Portanto, é bom priorizar o que você deseja ver por lá (Monalisa e etc) e montar um roteiro para focar nisso. No site do museu - http://www.louvre.fr/ - você já consegue se antecipar e separar as obras de arte e galerias que deseja visitar.

E também vale a pena comprar seu ingresso com antecedência, porque, juntamente com a Torre Eiffel, o Louvre é uma das maiores atrações turísticas de Paris. Se conseguir acordar cedo, também é uma boa pedida chegar no museu logo quando ele abre. As obras estão dispostas por país de origem, com seções separadas para Antiguidades, Objetos de Arte, Documentos e Desenhos Orientais, Egípicios, Gregos, Etruscos e Romanos. Além da Monalisa, outra grande atração é Venus de Milo, encontrada em 1820 na Ilha de Milos, na Grécia, que representava o ideal de beleza feminina no século 2 a.C.

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Sobre a Monalisa, obra mais famosa de Leondardo da Vinci, trata-se de um retrato de uma nobre florentina, conhecida como Gioconda, realizado por volta de 1504. Não tardou muito a ser considerado como exemplo de retrato renascentista. O sorriso misterioso da modelo sempre foi alvo de todo tipo de comentários e, o que realmente mais me chama a atenção, a peculiaridade deste quadro é o seu olhar. Faça esse experimento de andar na sala de um lado para o outro e observe que ela seguirá você com o olhar... efeito ótico perfeito e impressionante para a época.

Pirâmide de vidro invertida ilumina todo o complexo subterrâneo e faz conjunto com a entrada principal do Museu, desenhada pelo arquiteto I. M. Pei, inaugurada em 1989. Rende fotos belíssimas à noite!

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Nos fossos medievais, encontramos a base das torres gêmeas e o apoio da ponte levadiça da Fortaleza de Filipe Augusto, que podem ser observados na área escavada.

Para os cinéfilos de plantão, há alguns roteiros que podem ser contratados que seguem os passos do best seller "O Código da Vinci". Vale a pena ver o filme antes ou ler o livro para, quando chegar lá, vivenciar mais intensamente o tour. Acesso: estação de metrô Palais Royal – Musee du Louvre Station.

Museu Rodin


Outro museu que me agrada muito pela peculiaridade das obras deste artista. Para quem curte esculturas e quer dar um tempo das pinturas, é uma ótima opção! Auguste Rodin é considerado o maior escultor francês do século XIX e não é a toa. E tem a sua clássica obra "O Pensador" para fazer aquele registro engraçado imitando. Mas o melhor do museu, para mim, está nos jardins com a obra "Portas do Inferno", além das milhares roseiras, caso você vá na primavera. Veja mais informações do museu no site - http://www.musee-rodin.fr/ - Endereço: 79 Rue de Varenne. Acesso: Metro (line 13): Varenne, Invalides or Saint-François-Xavier.

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Museu da Armada (L`Armée) - Invalidés 


O edifício que abriga o museu foi construído entre 1671 e 1676 por Luís XV para receber os veteranos da guerra que se encontravam feridos ou inválidos, além de desabrigados, daí o seu nome Hôtel des Invalides. 

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Para mim, a maior relevância de se visitar esse museu é o fato de poder visitar, em sua igreja, o túmulo com os restos mortais de Napoleão Bonaparte. O corpo do imperador foi transferido de Santa Helena para lá em 1840, 19 anos após a sua morte. Mas foi apenas colocado nesta cripta em 1861. Além disso, o museu também apresenta a terceira maior coleção de armas do mundo, com peças que vão desde a Idade Média até a Segunda Guerra Mundial. Mas, vamos lá: se o seu tempo em Paris for muito curto e seu interesse por armas e pela história francesa e Napoleão for baixo, dá para passar esse museu e deixar a visita para outra oportunidade. O Acesso é pela estação de metrô Invalides, Varenne. A visita é paga.

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Mas não deixem de ao menos fotografar o seu belo edifício, cujo teto dourado do dome da Igreja destaca-se ao longe, principalmente quando avistado da Ponte Alexandre III que, aliás, na minha humilde opinião, é a ponte mais linda, mais luxuosa e mais fotogênida de Paris! Construída para comemorar a aliança Franco-Russa no final do século XIX, no seu meio é possível identificar uma representação de São Petersburgo e do rio russo Neva.

Se quiser aproveitar para passear pelo Bairro Invalides e Torre Eiffel, aproveite para observar os prédios do século XVIII que compõe a École Militaire, faça uma caminhada no Parc du Champs de Mars, contemple os edifícios luxuosos das avenidas que circundam a Torre, alguns no estilo art nouveau, as várias Embaixadas...

Centre Pompidou


Se você ainda tiver tempo e disposição para mais museus, considere o Pompidou no seu roteiro que já desperta curiosidade em seu interessante edifício, virado ao avesso: escadas rolantes, elevadores, tubulação de ar e água e até as enormes vigas de aço que formam o esqueleto do prédio ficam à mostra! Em seu interior, há um espaço totalmente livre e flexível para receber as mostras do Museu Nacional de Arte Moderna, além de outras atividades que são desenvolvidas dentro do Centro. Picasso, Miró e Pollock são alguns dos artistas cujas obras já passaram por lá em exposições temporárias.

Museu Picasso


Este grande mestre espanhol também viveu a maior parte da sua vida na França, em sua homenagem, o museu Picasso é outra ótima pedida para seus fãs -  http://www.museepicassoparis.fr/en/ - Localizado em uma mansão do século XVII, o Hôtel Salé, o museu reúne grande parte das obras do artista. Endereço: 5, rue de Thorigny. Acesso pela estaçao de metrô Saint-Paul / Saint-Sébastien Froissart / Chemin Vert.

Se você incluir o Museu Picasso no seu roteiro, aproveite para caminhar nas redondezas do Bairro Marais e contemple a Place des Vosges, que foi palco de torneios durante a Idade Média, mas que encanta mesmo por sua simetria perfeita. O  segundo andar do edifício número 6 da praça foi onde o escritor Victor Hugo residiu entre 1832 e 1848 e, hoje em dia, a casa é um Museu da sua vida e obra, com a reconstituição de seus aposentos.

O que ver no Bairro Marais?


Quartier Marais foi a sede do Palácio Real até o Século XVII, portanto, vale a caminhada pela  importante relação com a história que o bairro guarda, como veremos aqui. Acesso: metrô Bastille, Hôtel de Ville, St. Paul, Chemin Vert.

Já adiantamos um pouco sobre a Place des Vosgesuma das mais belas do mundo por sua simetria - 36 casas, 9 de cada lado, de tijolos e pedra, com telhados de ardósia e janelas estreitas e altas sobre galerias cobertas (arcades). O mais interessante é que a praça conseguiu ser preservada e permanece intacta há 400 anos.

No bairro Marais também encontramos a Ópera de Paris Bastille, oficialmente inaugurada em 1989 como parte das comemorações do bicentenário da Queda da Bastilha. O edifício é uma notável ruptura com o desenho dos teatros do gênero do século XIX, apresentando-se como um edifício sólido, curvo e envidraçado, o que gerou bastante controvérsia à época. Com capacidade para 2.700 pessoas, seu auditório principal é bastante moderno - www.operadeparis.fr

Outro marco muito importante na história de Paris encontra-se na Place de la Bastille, onde havia a famosa prisão que foi abaixo, tomado pela população durante a revolta de 14 de julho de 1789, que deu início à Revolução Francesa, data esta que é bastante celebrada todos os anos.

Suas pedras foram usadas na construção da Pont de la Concorde e uma trilha de paralelepípedos que vai do número 5 ao número 49 do Boulevard Henri IV indica o local das torres e fortificações. Hoje em dia, como nada restou da prisão, a praça, que é bastante movimentada, é cercada por cafés e lojas.

Ainda no bairro, o Hôtel de Sens, que foi uma mansão fortificada ocupada pelos Bourbons, pelos Guises e pelo Cardeal de Pellevé, é um dos poucos edifícios medievais ainda de pé em Paris e, hoje em dia, abriga a Biblioteca de Artes.

Por fim, mas não menos importante, o Hôtel de Ville também se encontra no Quartier Marais. Sede do Conselho Municipal, o prédio da Prefeitura de Paris é uma reconstituição feita no século XIX, em estilo neo-renascentista, da Prefeitura do Século XVII, que foi destruída por um incêndio em 1871. As 136 estátuas representam os personagem célebres da História. Seu interior pode ser visitado, mas sugiro buscar informações sobre agendamento.

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A construção foi elaborada com pedras esculpidas, torretes e estátuas, cuja bela praça na frente, que já foi palco de execuções na forca ou fogueira, é hoje um local muito agradável onde todo final do ano é montada uma belíssima árvore de Natal e, no inverno, costuma ter uma pista de patinação no gelo. À noite, a iluminação das fontes confere um charme a mais. Na frente, há a estátua de Etienne Marcel, o primeiro prefeito de Paris, no século XIV.

Catedral de Notre Dame


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Localizada na Île de la Cité, não poderia ficar de fora do nosso roteiro, certo? A Catedral, cuja construção iniciou-se em 1163 e levou mais de 2 séculos para ser concluída, é outro símbolo da cidade. Suas duas torres são um exemplo clássico do estilo gótico primitivo e encontram-se a 200 metros de altura, de onde se tem uma ótima vista da cidade, para os corajosos que resolvem encarar a escada de mão única, em espiral e bastante claustrofóbica rsrs...

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Outra dica é circundar a Catedral pelo lado de fora e visitar a praça que fica nas suas costas, Praça Papa João XXIII, de onde se obtém um ótimo ângulo para apreciar o estilo gótico que predomina na Catedral, além das esculturas, vitrais, colunas que adornam a ala leste da da Catedral.

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Na frente de Notre Dame está o Marco Zero da cidade, que é o local a partir de onde são feitas as medições de distância na França.

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Dentro da Catedral, está a estátua de Joana d`Arc, heroína da Guerra dos 100 anos trava entre França e Inglaterra no século XV, que foi beatificada em 1920 e hoje é a Santa Padroeira da França.

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O que mais ver pela Île de la Cité?


Se quiser explorar um pouco mais a ilhota no meio do Rio Sena, local onde nasceu a cidade de Paris, por lá também você verá o Quartel General da Polícia - Préfecture de Police - local que foi palco de intensas batalhas durante a Segunda Guerra Mundial.

Vale também admirar o antigo palácio real que abriga o Palais de Justice, um complexo de Tribunais, com suas torres antigas sombreando ancoradouros.

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Mas uma das maiores jóias da cidade, na minha opinião, está justamente dentro do Palais de Justice, que é a capela Saint-Chapelle, que super merece uma visita. Construída em 1248, a pedidos de Luís IX, para guardar a suposta coroa de espinhos de Jesus Cristo, esta pérola da arquitetura gótica é memorável por seus magníficos vitrais. Se der sorte de visitá-la em um dia mais ensolarado, verá um verdadeiro balé de cores dentro da Saint-Chapelle a partir dos reflexos nos seus 15 majestosos vitrais.

Os vitrais retratam mais de mil cenas religiosas em um caleidoscópio de vermelho, dourado, verde, azul e lilás. http://architecture.relig.free.fr/chapelle.htm

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Siga passeando e não deixe de atravessar a Pont Neuf (Ponte Nova). Uma curiosidade: apesar do seu nome, esta é a Ponte mais Velha de Paris! Desde a sua construção, ela serve de inspiração para escritores e artistas. A pedra inaugural foi lançada por Henrique III em 1578, mas foi Henrique IV quem finalizou a construção e deu nome à ponte, em 1606. Ela possui 12 arcos e 275 metros de extensão. Ela também foi a primeira ponte de pedra a não ter os lados tomados por casas e inaugurou uma nova era na relação entre a Cité e o Sena.

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E à leste da Pont Neuf, fica a Place Dauphine, planejada em 1607 por Henrique IV em homenagem ao Delfim, seu filho e futuro Luís XIII.

Por fim, ainda na Île de la Cité, encontramos a Conciergerie, a sombria antecâmara para a Guilhotina. Foi ua prisão muito utilizada durante a Revolução Francesa e ocupa a parte norte do antigo Palácio dos Capetianos. Seu nome deve-se ao fato de que ela era controlada pelo Conierge ou zelador da mansão do rei. Quando o rei mudou-se para Marais, em 1417, o Palácio continuou sendo o centro da Administração e da Justiça Real e foi transformado em prisão depois. O Conierge tornou-se então em Carcereiro-Mór. Maria Antonieta foi uma das grandes personagens da história francesa que ficou presa ali durante a Revolução.

O que ver no Bairro das Tulherias?


E aí? Já estão cansados de caminhar por Paris? Eu avisei que a cidade merece uns 10 dias pelo menos, né? Mas, vamos deixar aqui mais informações para vocês montarem seu roteiro de pelo menos 5 dias inteiros pela cidade. 

Agora já estamos no bairro das Tulherias, passando pela Place des Pyramides, onde também se encontra a estátua de Joana d`Arc, que foi ferida próximo ao local ao lutar contra os ingleses em 1429.

O Jardin du Carrousel também faz parte do Jardim das Tulherias. No passado, era a entrada principal para o Palácio das Tulherias, que infelizmente foi incendiado por rebeldes em 1871.

Observem também o Arc de Triomphe du Carrousel foi erguido entre 1806 e 1808 para celebrar as vitórias de Napoleão e ser a entrada do Palácio das Tulherias.

Outro edifício magnífico é o Palais Royal, construído no século XVII como Palais Cardinale, do Cardeal Richelieu. Passou para as mãos da Coroa quando ele morreu e tornou-se o local onde Luís XIV passou sua infância. No século XVIII, sob o comando dos Duques de Orléans, foi palco de festas brilhantes, escândalos, jogatina...  Escapou por um milagre dos incêndios da Revolta de 1871 e, após restauração ocorrida entre 1872 e 1876, o Governo decidiu instalar nele o Conselho de Estado e o Conselho Constitucional. Atualmente, ainda opera como prédio do Governo e, em uma de suas alas, funciona o Ministério da Cultura.

Seu jardim, o Jardin du Palais Royal, é hoje um terço menor do que o original, que foi criado para o Cardeal Richelieu por volta de 1630.

Ainda pelo bairro, uma caminhada pela Rue de Rivoli revelará uma rua agitada, ocupada por lojas de alfaiataria, livrarias... até a Praça da Concórdia. Se quiser fazer uma pausa, dizem o Salon de Thé Angélina, no nº 226 da Rue de Rivoli, serve o melhor chocolate quente de Paris. Além do chocolate, outra especialidade desta casa de chá é o Mont Blanc, um merengue macio, coberto com chantily e crème de castanhas, tudo isso servido em um ambiente típico da Belle Époque, ideal para um almoço rápido ou um lanchinho na tarde.

Chegando na Place de la Concorde, uma das mais magníficas e históricas de toda a Europa, que se estende por mais de 8 hectares no centro do Paris, você poderá contemplar o obelisco de Luxor trazido do Egito em 1836, que tem mais de 3.200 anos. Durante a Revolução Francesa, a guilhotina foi montada nesta praça onde o rei Luís XVI e sua rainha Maria Antonieta foram decapitados, além dos líderes revolucionários Danton e Robespierre. Mas a praça, quando foi desenhada no século XVIII pelo arquiteto Jacques-Ange Gabriel, era para ser chada Place Louis XV e deveria exibir uma estátua do rei. Contudo, quando passou a se chamar Place de la Révolution, a estátua do rei foi substituída pela guilhotina até receber seu atual nome, Concorde, para promover o espírito de reconciliação. Obelisco Luxor, duas fontes e oito estátuas personificando as cidades francesas compõem a atual praça.

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Oura praça linda no Bairro das Tulherias é a Place Vendôme, que reflete o melhor exemplo se elegância do século XVIII na cidade. A praça real teve sua construção iniciada em 1698 e permanece praticamente intacta até hoje, sendo o endereço de bancos e joalherias... ou seja, onde está o luxo e dindim rsrs...

O que ver no Bairro Champs-Elysées?


Os jardins que margeiam a avenida, desde a Place de Concorde até o Rond-Point, pouco mudaram desde que foram projetados em 1838.

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Já falamos lá em cima sobre a Pont Alexandre III, mas como ela está na região deste bairro, vale reforçar que se trata, em minha opinião, da ponte mais linda e fotogênica de Paris, com sua exuberante decoração art nouveau de lampiões, querubins, ninfas e cavalos alados. Construída entre 1896 e 1900, ano da Exposição Universal, seu nome é uma homenagem ao Czar Alexandre III, pai de Nicolau III, que lançou a pedra inaugural em outubro de 1896. O estilo da ponte harmoniza bem com o Grand Palais, com o qual faz ligação na margem direita do Rio Sena. Em termos de inovação tecnológica e engenharia, vale também mencionar que a sua construção foi um fenômeno do século XIX, tendo em vista consistir em um único arco de açõ de 6 metros de altura que cruza o Sena em um vão aberto.

Por falar no Grand Palais, construído na mesma época do Petit Palais e Pont Alexandre III, apresenta uma imponente fachada clássica em pedra com uma profusão de ferro trabalhado no estilo art nouveau. É composto por gigantescas estátuas de bronze de cavalos alados e um esplêndido teto de vidro.

Por sua vez, o Petit Palais, erguido também para a Exposição de 1900, para abrigar uma grande exposição de arte francesa, atualmente abriga o Museu de Belas Artes de paris. Assemelha-se, em termos de estilo, ao Grand Palais e é composto por colunas jônicas, um grande pórtico e uma cúpula que lembra a do Invalides, localizado do outro lado da Pont Alexandre III.

Seguindo a caminhada pelo bairro, vamos para outro ícone e símbolo de Paris: a Avenue des Champs-Elysées, a mais célebre e popular via de Paris, cuja origem é atribuída ao ano de 1667, quando o paisagista André de Nôtre estendeu a vista do Palácio das Tulherias, criando uma avenida margeada de árvores que veio a ser conhecida com o atual nome, que significa Campos Elíseos.

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Essa grande artéria parisiense vive movimentada de carros e é cerca de cafés e restaurantes desde a segunda metade do século XIX. 

Ao seu final, o Arc de Trioumphe, cuja construção foi a pedido de Napoleão após a sua maior vitória na Batalha de Austerlitz, em 1805. A primeira pedra do que viria a ser o mais famoso Arco Triunfal do mundo foi lançada no ano seguinte, mas problemas com o projeto e queda do poder de Napoleão adiram sua conclusão para 1836. Com 50 metros de altura, o arco é atualmente um ponto de partida para a maioria das celebrações e desfiles na cidade.

Nele, o visitante vai encontrar o túmulo do Soldado Desconhecido, um soldado francês que lutou na 1ª Guerra Mundial.

Além disso, para quem desejar subir, a plataforma panorâmica oferece uma das melhores vistas de paris, com a Champs-Elysées de um lado e a La Défense de outro. Acesso de metrô: estação Charles de Gaulle Etoile

O que ver no Bairro Opéra?


Seus Grands Boulevards agitam o bairro desde quando foram abertos, no século XIX, no projeto urbanístico do Barão Haussmann. Teatros, turistas, lojas de departamentos... tudo isso confere as cores do bairro e seu movimento.

Inclusive, dizem que se uma pessoa se sentar por um bom tempo no Café de La Paix, em frente à Opéra de Paris Garnier, verá o mundo inteiro passar. Será?

O suntuoso edifício da Opéra National de Paris Garnier já foi muitas vezes comparado a um gigantesco bolo de casamento. O que vocês acham? Projetado por Charles Garnier para Napoleão III, a construção começou em 1862 e a mistura de materiais como pedra, mármore e bronze, além da fusão de estilos que vão desde o clássico ao barroco, com colunas, frisas e esculturas em profusão na parte externa, conferem a sua aparência singular. Foram 13 anos para a obra ser concluída, com interrupções por casa da guerra com a Prússia e a Revolta de 1871, até finalmente ser inaugurada em 1875. Endereço: Place de l'Opéra. Acesso: estação de metrô Chausse D'Antin, Opera - mais informações em www.operadeparis.fr

Curiosidade: Sob o Prédio há um pequeno lago que inspirou o local onde se esconderia o Fantasma em o "Fantasma da Ópera", de Paul Leroux.

Ainda no bairro Opéra, temos a igreja de La Madeleine, uma das mais conhecidas de Paris por causa da sua localização, em uma das extremidades do círculo dos Grands Boulevards, e de suas proporções, sendo o contraponto arquitetônico do Palais-Bourbon (Sede da Assembleia Nacional, o Parlamento Francês), do outro lado do rio Sena.

Sua construção foi iniciada em 1764, mas só foi consagrada em 1845. A ideia de Napoleão era a de erguer um templo greco-romano dedicado à Glória Miliar. Uma colunata de colunas coríntias, de 20 metros, circunda o prédio e serve de apoio para as esculturas na frisa. Os baixos relevos nas protas mostram os 10 Mandamentos. O interior é todo decorado em mármore e dourado, com algumas belas esculturas como o Batismo de Cristo. Endereço: Place de la Madeleine. Acesso: estação de metrô Madeleine. - Mais informações no site www.eglise-lamadeleine.com

A Place de la Madeleine, construída ao mesmo tempo que a Igreja, é o paraíso dos Gourmets! Com suas muitas lojas especializadas em delícias, como trufas, caviar, chocolates artesanais e espumantes... a curiosidade é que Marcel Proust passou sua infância na grande casa de nº 9.

Ainda no bairro, para quem estiver com o orçamento folgado e desejar fazer umas comprinhas na loja mais linda de Paris, que merece uma visita independentemente de você fazer compras ou não, a Galeries Lafayette! Com grande variedade de roupas, preços às vezes mais salgados, mas que atende a muitos bolsos, além de praça de alimentação, ela fica no Boulevard Haussmann, nº 40 - acesso pela estação de metrô Chaussée d'Antin, Opéra, Trinité. Dica: a decoração de Natal da Galeries Lafayette é sempre espetacular e altamente fotogênica, se você visitar Paris no final do ano.

O que ver no Bairro Montmartre?


Chegamos ao último bairro do nosso passeio por Paris: Montmartre, onde a arte é inerente.

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No final do século XIX, era apenas a Meca dos Artistas, Escritores, Poetas que lá se encontravam para curtir a vida em bordéis, cabarés, teatros de revista e outras atrações que faziam de Montmartre um antro da depravação aos olhos dos cidadãos mais cheios de pudores para a época. Mas não se preocupe que, hoje em dia, a maioria dos artistas e escritores já abandonaram o bairro há muito tempo e a vida noturna já não tem mais o mesmo charme de antes.

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Quem aí já viu o filme Moulin Rouge com a atriz Nicole Kidman? Se sim, você vai associar bem a esse bairro. Inclusive, o próprio cabaré Moulin Rouge, construído em 1885 e transformado em salão de dança em 1900, ainda está por lá para lembrar dessa época. Porém, originais mesmo da antiga casa noturna só as pás vermelhas do moinho. Para quem desejar assistir a uma apresentação de Cancã, essa pode ser uma boa opção.

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Mas, na minha opinião, o que mais merece mesmo ser visto em Montmartre é a colina e tudo o que encontramos lá em cima, com ares de cidade pequena. Você pode subir as escadarias ou optar pelo funicular, para economizar a fadiga rsrs... Na praça, localizada atrás da Igreja de Sacré-Coeur, você encontrará praças pequenas, como a Velha Place du Tertre, onde ágeis retratistas, pintores e vendedores de souvenirs estarão a postos para ganhar um dinheirinho. Ruas sinuosas, pequenos terraços, longas escadarias e, para compensar, uma vista espetacular da cidade, de onde se pode avistar inclusive a Torre Eiffel.

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Curiosidade: o nome Montmartre é atribuído aos mártires torturados em paris por volta do ano de 250. Seria a colina o Mons Martyrium.

Outra curiosidade é que a Place du Tertre, que significa pequena colina, é o ponto mais alto de Paris, com 130 metros de altura. Os artistas começaram a expor suas obras nela já no século XIX e ela é cercada de restaurantes que merecem uma espiadinha.

E outra joia de Montmartre é a sua imponente Basílica de Sacré-Couer, cujas obras foram iniciadas em 1875, inspirada na Igreja Romano-Bizantina de St-Front, em Perigueux. As obras foram concluídas em 1914, mas a invasão alemã adiou a sua consagração para 1919, após o fim da 1ª Guerra Mundial.

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Não deixem de reparar nos magníficos mosaicos que a adornam. Na abóbada do Coro, encontramos o gigantesco Mosaico de Cristo, elaborado entre 1912 e 1922.

Chamam a nossa atenção as Portas de Bronze com esculturas em relevo, bem na entrada principal, que ilustram cenas da vida de Cristo, como a Santa Ceia.

A estátua mais importante, de Cristo, está colocada simbolicamente acima de dois santos de bronze. Seu campanário tem 83 metros de altura e conta com os sinos mais pesados do mundo! O prinicpal pesa 18,5 toneladas e seu balado tem 850 quilos.

E assim terminamos nosso grande tour por Paris! 

Espero que com esse guia / roteiro vocês consigam definir suas prioridades e montem seus passeios pela Cidade Luz! 


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