sexta-feira, 17 de junho de 2016

Visconde Mauá: Roteiro Dia a Dia - Dicas e Muito Mais!


** VISCONDE DE MAUÁ DIA A DIA **

Veja AQUI as informações e dicas introdutórias para a viagem de 4 dias na região de Visconde de Mauá (feriado de Tiradentes de 2016). 


Cachoeira Santa Clara

Cachoeira do Escorrega

Clique AQUI para ler sobre o nosso primeiro dia na Serrinha do Alambari.

Lembrando que nosso 1º dia de passeio na região foi na Serrinha do Alambari e os demais dias em Visconde de Mauá.


**1º DIA: SÍTIO CACHOEIRÃO**

Logo que chegamos em Visconde de Mauá, bem na entrada, há um Centro de Informações Turísticas, em frente à Igreja (ali pertinho também fica o mercado da Vila de Mauá). Nós paramos nessa casinha super fofa para pegar mapas e dicas de restaurantes. Mesmo já tendo indicações, eu gosto de conversar com os locais e ver as opiniões deles. 



Aí sim seguimos para o Sítio Cachoeirão (clique aqui para ler mais informações sobre o local), que fica um pouco afastado do centrinho da Vila de Mauá e realmente não tem como ir sem carro para lá. A referência para achar o sítio é que ele fica em frente à Pousada Mauá Brasil, na Estrada Mauá, Campo Alegre - KM 4. Colocamos no GPS o nome da Pousada Mauá Brasil e encontramos a entrada para o Sítio Cachoeirão bem na frente. 




Fizemos nosso check in e fomos muito bem recebidos pelo casal Gláucio e Thais, que tinham acabado de ganhar a segunda filhinha (gente, é sério, a Thais tinha chegado da maternidade no dia anterior! Fiquei super admirada com a disposição dela que tem outra menina de 3 anos e super sapeca, que me fez companhia no café da manhã do dia seguinte). Pagamos R$900,00 pelas 3 diárias.

Conversamos um bocado com eles e fomos para o nosso quarto que era muito fofo! Na verdade, podemos dizer que era um chalé, muito bonito, com dois ambientes decorados de uma forma meio rústica, que se percebe pelo uso da madeira, com a lareira, mas também com toques de elegância. 



Eu realmente me surpreendi com o que vi por lá e adorei o quarto! Muito completo mesmo, com saleta, armário, cabideiro, mesa com cadeiras, cama bem grande, lareira com madeira, frigobar, TV, banheiro com banheira... ou seja, perfeito para noites românticas!





Isso sem contar a vista do quarto que nos deslumbrou no dia seguinte. Como chegamos à noite já, nem tínhamos ideia do tamanho do Sítio Cachoeirão nem mesmo da vista maravilhosa e super relaxante em frente da gente.

Acho que só não gostei mesmo foi da TV, que é de um modelo velho, só pegava canal aberto e a imagem estava bem ruim. Isso foi complicado no sábado à noite porque foi trash ver Zorra Total (ninguém merece!).




Depois contarei mais para vocês sobre o Sítio.

Ainda então nesta noite, como havíamos comido pouco la no Camping Clube Brasil, resolvemos nos arrumar, tomar um bom banho quente (e o banho quente estava uma delícia lá no Sítio) e fomos ao famoso e super indicado Restaurante Rosmarinus, que fica na estrada entre a Vila de Mauá e a Vila de Maringá, depois que passa do Posto de Gasolina, deve-se começar a observar as placas do lado direito (de quem vai neste sentido de Mauá para Maringá).



Nós fomos muito bem recebidos pelo Chef e Dono - Julio Buschinelli, que fez algumas sugestões do cardápio para a gente experimentar, as quais acolhemos, e adoramos! O casarão rústico é enorme e muito romântico. Nossa, fazia tanto frio já à noite e eu não levei agasalhos suficientes. Acho que não acreditei nesse frio todo já que no Rio fazia calor. Mas a temperatura caiu muito rápido e beirou os 13 graus! 


O restaurante valoriza produtos locais e orgânicos, com temperos e ervas plantados na própria horta da casa. Aliás, você sabia que Rosmarinus Officinalis é o nome científico do Alecrim? 

Começamos com um carpaccio de truta que estava divino!



Destaque para o Sofiotti de Mussarela de Búfala que estava simplesmente maravilhosa!



Também comemos, como prato principal, o cordeiro que estava desmanchando de tão macio e, ao mesmo tempo, além de muito bem temperado, estava suculento e delicioso. Embora a região seja super famosa pelas trutas, optamos por algo diferente para variar mesmo.



De sobremesa, Julio nos ofereceu um clássico da casa: uma taça de merengue italiano com frutas vermelhas.



O valor da brincadeira ficou em R$234,00, ou seja, nenhuma bagatela se alguém pensar que pelo fato de estar no interior do Estado vai pagar baratinho. Não se engane. Os preços são bem parecidos com os do Rio porque a região é bastante turística. Mas valeu cada centavo pelo conjunto da obra: ambiente lindo, super charmoso, quentinho, decoração rústica, música ambiente gostosa, recepção pelo Julio muito simpática... só faço uma ressalva em relação à atendente que não estava sabendo passar as informações corretas. Mas o Julio - o chef e não o meu marido rsrs - tomou o controle da situação e ele resolveu tudo.


Obs: o restaurante é muito tradicional e famoso, portanto, recomenda-se fazer reserva. Nós demos sorte, provavelmente porque chegamos tarde, por volta das 21h. Do contrário, talvez não tivéssemos conseguido a mesa. 

No dia seguinte, que foi o nosso segundo dia de viagem, porém, efetivamente o primeiro dia na Vila de Mauá, Julio teve que trabalhar e eu fiquei no Sítio Cachoeirão durate o dia curtindo os seus ambiente.




Infelizmente, fui acometida de um mal estar muito estranho que, após o café da manhã, me deixou péssima durante o dia, muito indisposta. Gláucio, proprietário do Sítio, tentou me levar ao Posto de Saúde, mas lá estava fechado. Aos poucos eu fui me recuperando e, no final das contas, não deu para curtir muito o dia.



De todo modo, vou contar para vocês um pouco sobre o Sítio Cachoeirão! Começando pelo começo rsrs... o café da manhã é muito especial, servido individualmente por mesa, ou seja, não é no sistema de buffet. À medida que hóspede chega ao salão do café da manhã, eles preparam tudo fresquinho e quentinho na hora para você.



Frutas já cortadinhas, suco natural, café, leite, bolos, pães de queijo caseiros, arroz doce quentinho, broa de milho,... hummmmmm... foram muitas as gostosuras!!! E tudo isso combinou bem demais com o friozinho das manhãs que fazia por lá. Nossa, pegamos logo 13° em nossa primeira manhã!


Embora o dia estivesse lindo, um sol maravilhoso e um céu azul, cadê a coragem de colocar biquíni e ir para a piscina com esse frio?? Jamé! Não consegui e fui para o quarto na intenção de esperar esquentar um pouco (a partir das 10:00 já esquentava), mas foi justo quando comecei a passar mal e não deu para aproveitar o enorme Sítio Cachoeirão e suas instalações.





Uma peninha porque fiquei morrendo de vontade de nadar na piscina, de fazer uma hidromassagem no ofurô que fica em meio a muita natureza, com vista para o vale, fazer a sauna... ai ai ai ... ninguém merece passar mal em viagens e isso raramente - quase nunca - acontece comigo.



O Sítio é enorme, como adiantei. E aos poucos eles estão reformando as demais suítes e abrindo ao público para reservas. O antigo Hotel Fronteira foi um dos mais famosos da região, de vanguarda e seu falecido proprietário foi umas das vozes propulsoras do turismo em Mauá. Após o seu falecimento, por questões jurídicas, o hotel ficou fechado por alguns anos e algumas coisas foram deteriorando. Mas Gláucio e Thais estão bem dispostos e animados em reabrir tudo por lá e, até mesmo, trazer novos projetos, como fazer uma espécie de SPA para lutadores de MMA... mas são projetos para o futuro, pois, no presente, eles estão investindo pesado para reativar todas as suítes.

O casarão principal é bem grande e, na parte comum, tem 2 salas de estar, o salão do café da manhã, um bar, uma grande varanda com direito à mesa de sinuca...



Porém, o que realmente chamou minha atenção foi a parte externa, muito bem cuidada, com árvores, um grande gramado, a piscina... tudo tão bonito! Uma imensidão verde ao nosso redor que inspirava muita paz, tranquilidade e sossego!



Mesmo estando indisposta, eu fui para a piscina e fiquei deitada no sofá só olhando ao meu redor, ouvindo o barulho do vento e esvaziando a minha mente. Até cochilei! Uma delícia, não é mesmo?


Ainda nesta parte externa, perto da piscina, há a sauna e também uma área para churrasco com churrasqueira de ótima qualidade (segundo o Julio).

O ofurô em meio à vegetação também está ali perto. Tudo conectado por escadas. Logo, não é a melhor opção de hospedagem para pessoas com problemas de locomoção.


Eu só senti mesmo falta de ter um restaurante dentro do Sítio. Espero que eles pensem em providenciar um, ainda que seja para fazer pratos simples aos seus hóspedes, pois, com um dia gostoso daquele, eu, se estivesse bem, não sairia de lá para almoçar. E, estando mal, fui muito bem cuidada por todos eles - Thais, Gláucio e Laura - que prepararam chá com torradas, sem qualquer custo adicional, para eu comer.


Vejam abaixo as fotos da suíte que foi recém reformada e que visitamos para conhecer.




Quando Julio voltou, eu já estava bem melhor e fomos caminhar até o rio que passa dentro do Sítio. Trata-se do Rio Preto, que passa pela Vila de Mauá e faz a divisa natural entre Rio de Janeiro e Minas Gerais. Portanto, se cruzássemos o rio, já estaríamos em Minas!


A caminhada para chega rio é de cerca de 10 minutos, descendo por uma escadaria e depois trilha. Gláucio nos revelou que pretende incrementar essa área para fazer uma espécie de praia particular de rio para seus hóspedes.



Super interessante essa questão da divisa e de estarmos tão pertinho de Minas Gerais.

À noite, como eu já me sentia melhor, mas sem querer abusar para poder finalmente curtir o dia seguinte e explorar a região, nós optamos por irmos ao restaurante Filho da Truta que fica no Vale do Pavão, cujo acesso também fica na estrada que liga a vila de Mauá a Maringá.



Há outras vilas e vales nas redondezas, até porque estamos falando de uma região de serras. Além do Vale do Pavão, outro muito conhecido é o Vale das Cruzes.

A gastronomia da região de Visconde de Mauá é muito famosa pelos bons restaurantes e pelo peixe de águas frias e de serra: a truta. Peixe típico de água doce, você encontrará certamente em quase todos os restaurantes por lá. No friozinho, é o pinhão que fica famoso e ganha seu espaço em pratos especiais que são feitos para o Festival do Pinhão, que aconteceu em maio. Mas ele segue firme e forte compondo os pratos locais. 


Também em maio aconteceu o Festival Gastronômico de Visconde de Mauá, para vocês terem ideia de como a gastronomia por lá é super valorizada. 


Voltando a falar do restaurante O Filho da Truta, Julio esperava mais de seu peixe. Nós não comemos a truta salmonada, que provavelmente deve ser mais gostosa e diferente, isso por causa da minha indisposição que tive durante o dia e o receio de poder ficar mal de novo.


Por isso mesmo, pedi algo bem simples: truta fresca grelhada, com molho de amêndoas e arroz branco. Pedi também separado o molho de cogumelos para provar. Ele me decepcionou um pouco porque eu sou apaixonada por cogumelos e acho que nem dava para sentir o gosto dos cogumelos nesse molho. Aliás, acho que foi esse o problema do prato: faltou mais sabor. Mas a truta estava bem feita e o prato, graças a Deus, caiu muito bem porque eu acordei no dia seguinte novinha em folha!




O restaurante fica um pouco mais afastado, mas é super conhecido e foi muito bem indicado. A casa parece com uma casa de família que foi adaptada e virou restaurante e também funciona como pousada. Fomos muito bem tratados por todos. Eu recomendo pelo conjunto, mas não sei se voltaria ou, se voltar, certamente pedirei uma truta salmonada que parece mais saborosa.


**2º DIA: CACHOEIRA DO ALCANTILADO**


Acordei mil vezes melhor e não quis perder tempo! Após o delicioso café da manhã servido no Sítio Cachoeirão, nós partimos para o Vale do  Alcantilado, no lado mineiro da região de Mauá, na cidade de Bocaina de Minas


A intenção era chegar lá às 10h rsrs... não conseguimos! Primeiro, porque estava fazendo muito frio pela manhã. Segundo, porque a gente acabou se enrolando e chegamos perto das 11h. Mas foi suficiente para curtirmos bastante o dia e recomendamos que deixei um dia todo para esse Vale porque há muitas atrações, dentre poços, cachoeiras, atividades esportivas também para as crianças e família, com boia cross, tirolesa e quadriciclo, por exemplo (mas essas brincadeiras ficam no Parque das Corredeiras, antes de se chegar na entrada para a trilha da Cachoeira do Alcantilado).


Saímos então do Sítio Cachoeirão, na Vila de Mauá, sentido Maringá e, na estrada, entramos onde havia a placa indicando o Vale do Alcantilado. Colocamos também no GPS (Google Maps do celular que deu uma ajudinha... no caso, só o celular do Julio funcionava porque eu, que tenho Oi, fiquei praticamente o tempo todo off).  




Seguimos por essa estrada secundária por cerca de 9km, que é ruinzinha, ainda mais se comparar com a estrada que liga a Vila de Mauá a Maringá.

Obs: A estrada entre as Vilas de Mauá e Maringá é muito boa, novinha e pavimentada. Mas somente até Maringá porque, ao seguir para a Maromba, a estrada volta a ficar bem ruim, repleta de pedras, buracos, de chão e terra avermelhada, com muitas trepidações em terreno acidentado. O ideal é um carro off road para curtir toda a região sem pena do carro. No nosso caso, alugamos um porque não temos carro. Se você for desapegado, vá na fé! Se for apegado ao carro, melhor alugar um. E se tiver chovido muito, melhor nem arriscar para não atolar (salvo se você estiver com um off road, é claro!).





Bem... fomos por essa estrada secundária olhando tudo ao nosso redor e já estávamos em Minas Gerais, até porque basta atravessar o rio que já estará em Minas. Como era feriado e havia muitos carros indo para lá, fomos seguindo o fluxo. Na dúvida, não hesite em perguntar aos moradores porque as pessoas por lá são bem tranquilas, com aquele jeitinho de cidade de interior, bem simpáticas e solícitas.




Entramos pelo Parque das  Corredeiras e Museu das Duas Rodas, onde há um estacionamento. Mas não pare ali porque a entrada para o Vale do Alcantilado é mais para frente e você poderá economizar uns passos se parar mais perto da entrada. 

Levamos cerca de 30 minutos entre o Sítio Cachoeirão, na Vila de Mauá, e a entrada do Vale do Alcantilado.



Por se tratar de uma propriedade privada (tem até casa lá dentro para alugar e pareciam estar construindo mais casas ou até mesmo pousada), tivemos que pagar uma entrada que custou R$15,00 por pessoa. Guarde o recibo que eles dão porque eles pedem para devolver na saída (é a forma de controle deles). Nessa entrada há um bar que depois usamos, ao final do passeio, para trocar de roupa, mas lá dentro do Vale do Alcantilado também há banheiro com vestiário e achei muito bacana essa organização. Afinal de contas, é legal quando a gente paga por algo e verifica que tem algum retorno, certo?



Então, como não começamos a trilhar cedo, já havia bastante gente. Diante disso, resolvemos que o melhor seria caminhar, parando rapidamente em cada poço para conhecer - até mesmo para esquentar o suficiente para a gente se animar a dar um tibum nesses poços e cachoeiras congelantes rsrs - e depois, na volta, a gente parar com mais calma naqueles de que havíamos realmente gostado ou nos que valeria a pena um mergulho. 




A trilha é super tranquila de fazer, de 1,5km de caminhada bem marcada, com escadas naturais e outras providenciadas, em boa parte do trajeto, corrimões que a administração do parque colocou para facilitar a trilha em vários momentos... achei muito bacana mesmo essa preocupação deles e todos os cuidados tomados para que famílias, crianças e até mesmo idosos possam ir lá e curtir o lugar sem riscos.



Nós fizemos de crocs. Foi muito bom ter levado o crocs porque ele me deu a firmeza suficiente para andar, embora tenham ocorridos aqueles momentos de mico de quase escorregar rsrs.. mas ninguém caiu! E eu ainda pude entrar nos poços calçada com ele e fiquei mais tranquila para pisar nas pedras dentro da água sem escorregar nem dar topada com o pé (eu sou campeã nisso!). Além disso, é bacana ter um calçado que seque rápido porque há trechos da trilha, bem poucos até, mas que estavam molhados e ter o crocs foi bom porque ele seca rápido. Ter um sapato waterproof também vai ajudar ou aquelas sapatilhas de neoprene que são conhecidas por papetes que acabam sendo úteis.




Algumas informações e dicas são importantes:

1) São 9 quedas/cachoeiras/poços (peque o mapa na recepção): Cachoeirinha, Poço de Areia, Poço das Raízes, Cachoeira do Açude, Cachoeira da Muralha, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Toca do Penhasco, Cachoeira da Gruta do Granito, Cachoeira do Alcantilado. Como já dissemos, sugerimos separar um dia inteiro para esse passeio. Mas é claro que tudo dependerá do seu ritmo de passeio. 



2) Tomamos banho somente na Gruta do Granito, que é incrível, e no Poço Raízes.


3) Não é possível tomar banho na Cachoeira do Alcantilado.

4) Usei body de manga comprida para minimizar o frio e ajudou.

5) Levamos toalha, dessas de academia que secam rápido e vendem em lojas esportivas.

6) Levamos um lanchinho e água. 1.5L para nós dois foi suficiente para o passeio.

7) CARREGUE SEMPRE O SEU LIXO e jogue na lixeira. Dentro do Sítio das Cachoeiras do Alcantilado há algumas lixeiras.



A grande meta da trilha é chegar na Cachoeira do Alcantilado! Não tem mistério e é possível avistá-la mesmo ao longe, lá da entrada do parque.




Ela fica no alto e, principalmente do mirante, podemos vê-la melhor e pensar que teremos que caminhar tudo aquilo para chegar rsrs... mas vale a pena!

Todos os poços são bem atraentes e bonitos. Mas é claro que uns chamam mais atenção pela beleza ou por serem diferentes.




Exatamente por isso que nós escolhemos o Poço Raízes para banhar, pois achei linda a composição ali da cachoeirinha ao fundo, o seu tom azulado da água e a mata mais fechada... amei o lugar!



Da mesma forma que a Gruta do Granito também nos empolgou a dar um tibum porque a cachoeira era linda, com volume, alta e a gruta era incrível, parecendo quase com uma caverna... achei simplesmente lindo!


Uma pena que a água seja tão congelante, ou eu teria entrado em mais poços... mas dava uma preguiça de mergulhar de novo depois de estar mais sequinha rsrs.. e tinha sol no dia, viu? Ainda assim, não era suficiente até porque muitos poços ficam em mata mais fechada, sem tanto sol batendo em cima.


No final, o brinde em desbravar a trilha é poder ver de perto a magnífica Cachoeira do Alcantilado em seu esplendor! Quer dizer, não totalmente no seu esplendor porque ela não estava muto caudalosa... não era época de chuvas e nem gosto de fazer trilhas em cachoeiras em períodos de chuvas por causa do risco de tromba d'água.


Não se pode tomar banho nela, mas é tão gostoso ficar ali que não pensamos duas vezes: sentamos na pedra e aproveitamos um tempinho para admirar os dois lados: o voltado para a cachoeira e o voltado para o vale e toda aquela imensidão verde.


Fizemos nosso lanche, curtimos mais um pouco e depois voltamos, em passos tranquilos, parando novamente em alguns poços, pois acabamos entrando na Gruta do Granito na subida (aproveitando a coragem súbita kkk) e, na volta, escolhemos o Poço Raízes para dar mais um tibum relaxante e congelante.



E estava vazio na volta! Obaaaa... adoro lugares vazios! rsrs...

Na saída, nós até cogitamos em comer o pastel - que deve ser muito famoso porque estava cheio de gente lá - da Vilma, que fica dentro do parque, mas é pertinho da portaria de entrada. Mas desistimos quando fomos informados de que poderia demorar até 1 hora kkkk... não gente, não tem pastel nesse mundo que me faça esperar 1 hora!


Sendo assim, trocamos de roupa, ficamos quentinhos e fomos passear pelas Vilas de Maringá!



As duas são  muito fofas! Adorei! Gostei até mais da Maringá fluminense, mas as duas são fofas, bem cuidadas, casinhas bonitinhas, pousadas charmosas... curti muito mesmo a vibe de interior, de tranquilidade! Uma delícia.


Estacionamos o carro em um estacionamento na rua principal (custou em torno de R$10,00 por umas 3 horas), perto do supermercado da Maringá fluminense, mas até que daria para a gente ter estacionado o carro em uma rua na Maringá mineira e ter caminhado para os dois lados sem pressa. O lado fluminense estava mais cheio e as ruas tomadas de carros, enquanto que o lado mineiro estava mais tranquilo para estacionar.




Entramos em algumas lojinhas, fizemos degustações de pastinhas, licores, queijos, vimos um pouco do artesanato local, especialmente o voltado para a decoração de casa, que é bem bacana por lá e com preços interessantes... mas só compramos mesmo as comidinhas, principalmente as pastinhas feitas de truta.. hummmmmmm... maravilhosas! Não deixe de comprar a pastinha de truta com queijo brie que é dos deuses!


A Alameda Gastronômica, que vai da Maringá fluminense até a mineira, é repleta de restaurantes. Alguns com música ao vivo, muitos servindo fondue, até porque a temperatura já estava caindo com o anoitecer... além da truta, que é presença certa nos cardápios em qualquer época do ano e do pinhão, que já estava entrando forte nos cardápios, mais típico do inverno.



Para mudar de estado, basta atravessar a ponte sobre o Rio Preto e sair da Maringá fluminense e ir para a Maringá mineira. Tão fácil mudar de estado, não?



Resolvemos então almojantar no Restaurante Borbulha, na Maringá Mineira!




O restaurante é excelente e tem cerca de 10.000 LPs que nós clientes podemos escolher um e pedir para tocar na vitrola antiga. 

Um charme de lugar com decoração toda voltada para temas musicais e o amor! Reparem nos corações nas cadeiras! rsrs... muito fofinho. 





O cardápio é uma atração à parte: super divertido, com nomes dos pratos que remetem a grandes astros do cenário musical. Nós pedimos uma entrada, que foi uma casquinha de siri e depois dividimos uma Truta Cartola que estava espetacular! Com bastante queijo, do jeito que eu gosto. 

O atendimento foi muito bom, com sugestões sobre os pratos e, para minha felicidade, havia wifi!! Uhuuuuuu... tive um contato com o resto do mundo, ainda que momentâneo! E isso é raro na região, porque em vários restaurantes não havia wifi!





Ainda caminhamos um pouco mais pelas vilas de Maringá, olhando mais lojas, fazendo mais comprinhas, demos uma volta no mercado... enfim, sem pressa, para conhecer o lugar enquanto anoitecia e o frio chegava com tudo!




Nós fomos no outono e já estava escurecendo cedo, imagine o friozinho no inverno?

Voltamos para o Sítio Cachoeirão na intenção de sair depois para jantar, mas acabamos desistindo e ficamos por lá mesmo no nosso chalé, curtindo um vinho e descansando, porque também somos filhos de Deus, não é mesmo?


**3º DIA: CACHOEIRAS DA MAROMBA**

Em nosso último dia em Visconde de Mauá, acordamos cedinho, até porque fomos dormir mais cedo que o normal na noite anterior, tomamos nosso maravilhoso café da manhã no Sítio Cachoeirão, conversamos um pouco mais com o Gláucio que nos contou de seus planos de reformar as demais suítes e fazer um centro de treinamento e de SPA para lutadores de MMA (estamos na expectativa e na torcida para que ele consiga!) e não perdemos mais tempo: fomos direto para a Vila de Maromba, que ainda não conhecíamos, para percorrer suas cachoeiras, que são os cartões postais de Mauá!

Por serem de fácil acesso, apesar de ser domingo e muita gente estar indo embora, a gente sabia que pegaria a Cachoeira do Escorrega muito cheia se chegássemos tarde. Logo, fomos direto para ela.


Google Maps ajudou a localizar e seguimos para lá. A estrada até Maringá é ótima, pavimentada, parecendo novinha e bem cuidada. Do Sítio do Cachoeirão até a Maromba, foram mais ou menos uns 30 a 40 minutos.


Mas pronto, acabou a Vila de Maringá e já começa o sacolejo novamente, com muita terra, pedrinhas, trepidações... já percebe nitidamente a diferença de vilas e a mudança drástica entre Maringá e Maromba!

Maringá é toda fofinha e organizada enquanto que Maromba pareceu bem roots, bem alternativa, cheia de campings... obviamente que cada uma tem seus atrativos e seu próprio charme. Por exemplo, Maromba é a campeã em preços mais em conta.

Chegamos lá na Cachoeira do Escorrega estacionamos o carro no último estacionamento, o mais perto da cachoeira (R$10,00) que tinha um bar e banheiro também, o que eu achei ótimo.

Havia poucas pessoas, do jeito que eu queria. Na verdade, eu queria que estivesse vazia rsrs... mas isso seria impossível porque esta é a cachoeira mais famosa, mais procurada e que aparece em todos os cartões postais!


É um verdadeiro escorrega natural, tipo um tobogã!

E eu fiquei lá admirando a coragem daqueles que encararam e desceram o escorrega! Gente... sem condições! Só de pensar em descer aquilo eu já me imaginava virando de um lado para o outro, ficando de costas, bebendo água... kkkk... só conseguia pensar em uma tragicômica situação vexatória e logo desisti.

Julio ainda ficou meditando se ia ou não, mas preferiu não arriscar, já que só ele que dirige rsrs... vai que acontece alguma coisa e nós ficaríamos lá naquele quase fim de mundo, com Posto de  Saúde fechado e hospital mais próximo em Resende (cerca de 40 minutos de estrada)? Tudo isso pesou e ele não foi também.


Engraçado que, olhando aquele povo doido, que descia trocentas vezes - algumas pessoas subiam e desciam e subiam de novo e desciam... - com uma facilidade que dava até para pensar que era realmente fácil!



Bem, depois de encarar a água congelante da Cachoeira do Escorrega, vou te falar que talvez descer ali nem fosse tão complicado assim rsrs... Meus Deus! Que água mais gelada!


Sabe aquela água que de tão gelada faz doer até os ossos? Então, é um pouco pior do que isso!

Óh Céus, o que a gente não faz por uma boa foto, não é mesmo? E lá fui eu encarar essa água dolorosa e bravamente mergulhei (sim, mergulhei, fiz tibum, molhei o cabelo... pacote completo! kkk), e isso por si só já foi uma grande vitória!

Muito difícil ficar muito tempo dentro da água. Foi mais para tirar a foto mesmo.



Subimos para ver lá de cima como os bravos estavam descendo e tinha gente descendo em pé, com pé levantado, de frente... eu fiquei humilhada com a coragem deles! Porém, nem assim eu fiquei animada e de lá seguimos para conhecer o Poção da Maromba!


Esse é outro clássico da região! Parada obrigatória!

Já estávamos na estrada de volta no sentido de Maringá e deixamos o carro na estrada mesmo, pois vimos várias pessoas fazendo isso.

ALERTA: não sei informar se a Prefeitura manda rebocar esses carros. Para ser sincera, não vi policial por lá, menos ainda guarda municipal.  Deixo aqui o alerta porque é sempre bom perguntar para o pessoal local e não arriscar ter o carro rebocado.



O lugar é lindo e a água, igualmente gelada, ganha uma coloração mais esmeralda.

A aventura aqui é diferente. Se lá no Escorrega o desafio era escorregar, no Poção da Maromba o desafio é PULAR!


Tem uma pedra onde o pessoal pula e logo que chegamos fomos lá conferir de perto o pessoal. Tinha uma menina de 12 anos que já havia pulado 10 vezes!! Gente... como assim??? Humilhação total! Por falar em humilhação, teve marmanjo que ameaçou pular umas 3 vezes, mas na hora H desistiu... até que eu não estou tão mal na fita assim, né?


Dessa vez, o Julio resolveu encarar e foi lá pular! Olhaaaaaaaaaaaaa... ele saltou!!! E eu fiquei embaixo, naquela água congelante, esperando por ele e filmando rsrs..


Secamos um pouco e passamos no caminho já de volta, pelo Poço das Fadas. Ele tem um acesso meio escondidinho na estrada, antes da Pousada das Fadas (até porque ele fica dentro da propriedade privada dessa pousada). Vendo agora algumas fotos na internet, percebo que não chegamos lá no poço, embora tivéssemos achado que sim. Talvez tivéssemos que caminhar um pouco mais.



Como tinha uma indicação de Poço das Fadas na estrada, estacionamos o carro ali mesmo na estrada e descemos uma curta trilha até onde havia pessoas. Achei bonito o lugar, sem ser estonteante. Até estranhei um pouco. Acho que realmente ainda não era ali. Porém, foi legal para descobrir esse cantinho que estava bem mais vazio.


Daí, na sequência de nossa peregrinação pelas trilhas e cachoeiras, seguimos até a Véu da Noiva! O acesso fica mais perto da pracinha principal da Vila da Maromba, bastando seguir as placas que ajudam bastante e ter cuidado com as ladeiras. Lá em cima, não vimos  um estacionamento e a rua era muito muito acidentada. Por falta de opção e de tempo para procurar outro lugar, deixamos ali mesmo.


Havia um grupo na cachoeira e ficamos lá pacientemente aguardando que eles se divertissem rsrs... até que pedimos licença para tirar uma foto. A cachoeira é muito bonita, alta e realmente lembra um Véu de Noiva! Mas é cercada por mata bem fechada, com pouca entrada de luz e quase não batia sol ali.


Isso sem contar com o "vento" feito pelo movimento da água ao cair, que vinha com um pouco de água junto... confesso que, mesmo sem entrar na água, só de ficar ali um pouco esperando para tirar foto, eu senti frio!

Tiramos nossa foto e continuamos nossos passeios. Acabamos indo também à Cachoeira Santa Clara, um pouco na correria porque já estava ficando tarde e tínhamos que almoçar e encarar a estrada de volta para casa.


A Cachoeira Santa fica em Bocaina de Minas, o lado mineiro da região de Visconde de Mauá. Tem placa na estrada indicando onde entrar (tem que atravessar uma ponte sobre o rio e seguir adiante). Nós paramos na pracinha de Maromba para perguntar se estávamos no caminho certo e eles deram a explicação para a gente. A entrada para pegar essa estrada secundária que levará à Cachoeira Santa Clara fica entre Maromba e Maringá.



Aí começa novamente o sacolejo e a estrada de chão bastante acidentada até chegar lá na Cachoeira. Havia um estacionamento que cobrava R$10,00, mas achamos muito caro porque só ficaríamos uma meia horinha, só para conhecer mesmo. Daí, como vimos vários carros parados na estrada, deixamos lá mesmo, depois desse estacionamento e descemos para conhecer a Cachoeira Santa Clara.


A trilha de acesso é bem fácil. Aliás, todas essas que visitamos no último dia são de acesso super fácil e tranquilo, excelentes para famílias com crianças.

A Cachoeira Santa Clara impressiona por ser um grande paredão, uma muralha com água correndo! Muito bonita mesmo!


Nela bate sol e deu até vontade de mergulhar um pouco mais, curtir uma hidromassagem natural. Mas o tempo era curto, infelizmente. Logo, ficamos só um pouco admirando a paisagem... isso sem contar que a água é congelante, como em todas. Não tem jeito, não tem água fria lá... só congelante mesmo! rsrs...

Mesmo rapidinho, valeu a pena conhecer e fomos, já de volta para Mauá, almoçar no restaurante Purpuris, que fica na Estrada do Vale das Cruzes Km 1.



O restaurante fica em uma casa linda, cercada por um belo jardim em um ambiente super bucólico, agradável e relaxante!

Dentro do restaurante, a decoração é rústica, mas muito charmosa, com lareira, mesas em madeira e um atendimento muito solícito, muito educado e gentil.

Diga-se de passagem que foi a melhor truta que já comemos! Nossa... estava tão divina a primeira truta que pedimos, que foi a Fornale, que acabamos não resistindo e pedimos mais uma, a Rosada e salmonada.



OMG!!! Divinas, maravilhosas, muito bem preparadas e muito bem servidas. Nós simplesmente amamos! Comemos até demais, mais do que queríamos, já que enfrentaríamos a estrada ainda e, com estômago pesado, dá mais soninho.


Também acabamos saindo mais tarde do que eu havia pensado. Tinha colocado como limite para sairmos entre 14:30 e 15:00, só que saímos às 16:00 e foi terrível, pois pegamos um acidente na Via Dutra que deixou tudo parado... ninguém merece!! Gastamos 5 hora para chegar em casa e foi muito cansativo... a viagem normal levaria cerca de 3h a 3:30h. Bem, mas não havia o que fazer e chegamos exaustos em casa, porém muito felizes por termos conhecido essa região maravilhosa que ainda não conhecíamos e adoramos os passeios, as trilhas, as cachoeiras, o clima bucólico de cidade pequena de interior... foi uma delícia de viagem e já pensamos em voltar para explorar um pouco mais!


Obs: Há muitos restaurantes maravilhosos na região de Visconde de Mauá e só conseguimos visitar 4 restaurantes (Rosmarinus, Borbulha, O Filho da Truta e Purpuris), mas ficamos desejosos de conhecer outros que foram muito bem indicados para a gente: Babel, Bistrô das Meninas, Gosto a Gosto, Gosto com Gosto, Casa do Fondue e Casa di Pedra.




2 comentários:

  1. Adorei seu Post. Muito detalhado com as dicas e fotos excelentes! Muito obrigada por compartilhar :)
    Abraços, Andrea

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    1. Olá, Andrea! Tudo bom?
      Fico muito feliz com seu recado. Seja sempre bem vinda aqui no blog.
      Beijos,
      Lily

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