terça-feira, 21 de junho de 2016

1º DIA NO ATACAMA: Laguna Cejar

Ai que saudade desse lugar maravilhoso, mágico, místico e incrível! Será muito gostoso relembrar aqui com vocês as 8 noites que passamos no Deserto do Atacama! 

Mas antes de falarmos em detalhes como foi o nosso primeiro dia no Atacama, vocês sabiam que já publicamos várias matérias repletas de dicas aqui no blog? Se sim, vale a pena ver de novo! Se não, aproveite para dar uma espiadinha:




- Roteiro de 14 dias pelo Deserto do Atacama e o Salar de Uyuni

- Primeira Parte dos passeios feitos no Atacama

- Segunda Parte dos passeios feitos no Atacama

- Salar de Uyuni: travessia de 3 noites e 4 dias a partir de São Pedro do Atacama

- Top 20 Sunsets do Mundo

Localizado ao norte do Chile, próximo à Fronteira com a Bolívia, chegamos no Deserto do Atacama, mais especificamente na cidade de San Pedro do Atacama, com nossas amigas Rebeca e Isabela, no dia 25 de março de 2016. Nosso primeiro dia foi super produtivo e também de aclimatação.



É super importante a aclimatação para não ser acometido do mal do soroche! O soroche, ou o mal das alturas, pode causar dor de cabeça, náuseas, cansaço, dentre outros. Evitar comidas pesadas e bebidas alcoólicas no primeiro dia, além de evitar atividades que exijam muito do seu corpo ajudam nesse processo de ambientação. Afinal, San Pedro do Atacama está a mais ou menos 2.500 metros de altura acima do nível do mar. 

Chegamos de avião em voo operado pela LaTam entre Santiago e Calama (1:30/1:40 de voo), que compramos separado (já que fomos do Rio de Janeiro para Santiago também em voo da LaTam, mas resgatamos com milhas essas passagens). Saímos bem cedo de Santiago, às 7:45 e chegamos em Calama, que é a cidade onde tem aeroporto, por volta das 9:30. 

Não há aeroporto em San Pedro do Atacama.





A Flavia, da agência de turismo @flaviabia_expediciones, organizou e agendou nosso transfer com a empresa Pampa Transfer (custou 20.000 pesos por pessoa ida e volta) que estava lá nos aguardando e foi super eficiente e pontual tanto ao nos buscar no aeroporto quanto ao nos levar de volta. A viagem para para San Pedro foi feita em uma van compartilhada com outras pessoas que contrataram a agência e durou cerca de 1:20. A van tinha espaço para todos, embora não fosse um mega espaço, foi suficiente para o tempo de viagem. Pela estrada, já pudemos avistar muitas paisagens impressionantes que sinalizavam a magnitude do que estava por vir! 

Chegamos em San Pedro às 12h, ainda cedo, e logo fizemos check in no Hotel Takha Takha e nossas amigas no Lickana (a poucos passos um do outro). Depois fomos andar pelas ruas da cidade enquanto o quarto não era liberado. 





A rua principal de São Pedro é a Caracoles, onde tudo acontece e todos circulam. E mesmo sendo a rua principal, ela ainda assim é de terra, daquela vermelha que gruda. Agências de turismo praticamente uma ao lado da outra, restaurantes, lanchonetes, lojas, farmácias, mercadinhos... Você encontrará tudo com facilidade na Caracoles, já que ela não é tão comprida assim.





Mas também tem a Calle Toconao que é cheia de casas de câmbio e restaurantes, além de levar até a Plaza de Armas. A caminhada foi boa para a gente se localizar e acabei comprando uma bota na loja da The North Face que é térmica e waterproof por 110.000 pesos, adequada para trekking e passeios de frio. Eu já estava me preparando para encarar o Vulcão Láscar.




Resolvemos almoçar no Delícias de Carmen, na Calle Caracoles, onde os pratos são muito muito bem servidos e acabamos dividindo eu Julio um prato. A conta do prato mais suco mais 10% ficou por 12.000 para nós dois. Lembrando que a conversão que usamos na época (março/abril de 2016) foi de mais ou  menos 1 dólar para 680 pesos. Portanto, 12.000 pesos, na época, dava mais ou menos uns R$70,00.





Depois do check in devidamente feito no Hotel Takha Takha, almoçados e felizes com o início da viagem, fomos lá para a agência da Flávia Bia Expediciones que fica bem pertinho do Hotel Takha Takha, ocasião em que nos foram passados pela Rose, prima da Flávia, os detalhes de cada passeio, o calendário, os horários e dicas de roupas. 

Assim, nós iniciamos nossas aventuras pelo deserto e nossa estreia foi na na Laguna Cejar com pôr do sol! 


Observação: A Flávia recomenda que levemos 1.5 litro de água por pessoa para cada passeio porque beber muita água ajuda na aclimatação, já que o clima também é seco.

Saímos às 16h com o guia Christian que nos acompanhou e nos levou ao Salar do Atacama. Bem perto de San Pedro, em cerca de 30 minutos, fizemos a primeira parada que foi no complexo de 3 lagoas que forma o passeio da Laguna Cejar.



Os passeios da Flávia são feitos em vans sempre bem limpas, com grupos pequenos, de até umas 8 pessoas, o que eu achei super tranquilo porque sempre sobrava espaço na van para a gente se organizar com nossas mochilas e outras tralhas.






Visitamos primeiro as duas onde não é permitido o mergulho, para fotografar e depois fomos para a qual o banho é possível. 






Elas têm 17% de sal a mais que o Mar Morto!!! Simplesmente incrível! Mas, você sabe o que isso significa? Que nós pudemos flutuar sem qualquer esforço! Foi muito engraçado e muito divertido brincar de boiar em várias posições sem afundar. Por mais que você se esforce muito em afundar, nao consegue. A gente riu um bocado.





Mas atenção: não se deve molhar o rosto, principalmente os olhos, porque esse sal todo pode irritá-los e você não vai querer estragar sua viagem por isso, certo? 

Outra dica importante é não molhar o cabelo, a não ser que você não se importe em ficar com o cabelo duro o resto do dia rsrs...




Agora, vou te contar que ser Vip no Atacama é tudo de bom, viu? Nós, que estávamos com a @flaviabia_expediciones, éramos os únicos a usar roupões super chiques, felpudos e quentinhos, para nos esquentar depois dos mergulhos, até porque a água é gelada, viu? Vixe... se você achar que por ser deserto a água será quente,  é melhor já desapegar logo para não se decepcionar!



Chega a ser engraçado ver como o corpo fica branco depois que seca de tanto sal. 

Graças a Deus, que lá tem chuveiro de água doce, banheiro e vestiário super bem organizados, limpos onde pudemos tomar um banho para tirar boa parte do sal antes de seguirmos no passeio. A entrada desse parque custou 15.000 pesos por pessoas e isso justificou-se pela infraestrutura mantida nele, o que fez valer a pena, não acham?

Depois partimos para conhecer os Ojos del Salar que são incríveis lagoas artificiais formadas dentro de buracos que se assemelham a olhos no meio do deserto. Elas não são naturais e foram deixadas lá após uma empreitada sem sucesso de uma empresa petrolífera que fez escavações no lugar. 


Pelo menos essas empresas não estragaram tanto o meio ambiente e ainda "criaram atrações turísticas", pois essas lagoas são tão bonitas que até que combinaram com a paisagem. Em uma delas também mergulhamos. Julio e Rebeca pularam rsrs, como a maioria, para entrar nela, mas como eu tenho certa aflição com essa história de pular, entrei pela pedra mesmo, pisando bem devagar e com cuidado porque era super escorregadia e cheia de lama. 




Estava ultra gelada, muito muito mesmo!!! Só o roupão da Flávia para salvar a gente rsrs.

Então, seguimos para mais uma laguna onde finalizamos o dia com um lindo pôr do sol.

Na Laguna Tebinquiche, nós demos um jeito tipo Big Brother para trocar de roupa dentro da van porque levamos uma muda extra de roupa seca e agasalhos porque esfriaria no final do dia.





Tivemos um bom tempo de caminhar por lá enquanto o guia Christian preparava um delicioso e lindo coquetel de pisco sour com um buffet para o lanche da tarde que nos surpreendeu. Adoramos! 






Comemos tanto que nem jantamos depois rsrs.... mas também estávamos cansados e a gente ficou por lá até depois do pôr do sol, observando a paisagem e a mudança de cores nas montanhas e vulcões. 





Simplesmente espetacular! Se você puder ficar um pouco depois do pôr do sol e acompanhar essa mudança de cores nos vulcões, não vai se arrepender. O Licancabur, vulcão que pode ser visto de vários pontos do Atacama, que faz uma fronteira natural entre Chile e Bolívia, destacou-se na paisagem e mostrou o seu gigantismo!




Christian também deu algumas explicações para a gente sobre a formação geológica do local pois, segundo pesquisas, o sal dali não teria sido proveniente do fundo do mar, mas sim a partir de erupções vulcânicas e degelo que fizeram infiltrar sais oriundos dessas erupções. Esse Salar tem mais de 1.500 metros de profundidade.  Incrível. 





Chegamos de volta a San Pedro por volta das 21:30h, bem cansados e felizes com nosso passeio de estreia no deserto. Depois disso tudo, fomos dormir!

Dicas para esse passeio:

- leve roupa de banho
- não precisa de toalha se for com a Flávia porque ela oferece um roupão super chique e quentinho
- leve uma muda de roupa para trocar depois
- leve agasalho porque esfria no final do dia
- leve chinelo e tênis
- leve chapéu (o sol do deserto queima muito), óculos escuro e passe protetor solar



Aguardem os próximos posts dos demais dias de passeios!

**VEJAM AQUI A SEQUÊNCIA DE FOTOS DO PÔR DO SOL QUE VIMOS NA LAGOA TEBINQUICHE**











3 comentários:

  1. bonito, eu adoro isso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Fernanda!
      Tudo bom?
      Nós também amamos! Um dos lugares mais incríveis onde já estivemos.
      Beijos,
      Lily

      Excluir
  2. Estou indo para o Atacama agora em agosto!!! vou aproveitar muito as suas dicas!!! Também tenho um blog de viagens, mas nada profissional, só como hobby mesmo!!!

    ResponderExcluir