terça-feira, 29 de março de 2016

Deserto do Atacama: Primeira Parte

E finalmente chegamos no destino das ferias: Atacama!

Passaremos 8 noites no Deserto do Atacama, localizado ao norte do Chile, próximo à Fronteira com a Bolívia, com nossas amigas Rebeca e Isabela. Nosso primeiro dia foi super produtivo e também de aclimatação. 



É super importante precaver-se para não ser acometido do mal do soroche! Evitar comidas pesadas e bebidas alcoólicas no primeiro dia, além de evitar atividades que exijam muito ajudam na aclimatação. Afinal, San Pedro do Atacama está a mais ou menos 2.500 metros de altura do nível do mar. 




Chegamos de avião em voo operado pela Lan entre Santiago e Calama (1:30/1:40 de voo) que saiu bem cedo de Santiago, às 7:45 e chegou em Calama por volta das 9:30. Não há aeroporto em San Pedro do Atacama.

A Flavia da agência de turismo @flaviabia_expediciones organizou nosso transfer com a empresa Pampa Transfer (custou 20.000 pesos por pessoa ida e volta ) que nos levou para São Pedro em cerca de 1:20. Pela estrada, muitas paisagens impressionantes já sinalizavam para a gente o que estava por vir! 

Chegamos em São Pedro às 12h, fizemos check in no Hotel Takha Takha e nossas amigas no Lickana (a poucos passos um do outro) e depois fomos andar pelas ruas da cidade enquanto o quarto não era liberado. 

A rua principal de São Pedro é a Caracoles, onde tudo acontece e todos circulam. Agências de turismo praticamente uma ao lado da outra, restaurantes, lanchonetes, lojas, farmácia... mas também tem a Toconao, cheia de casas de câmbio e que leva até a Plaza de Armas. A caminhada foi boa para a gente se localizar e acabei comprando um sapato na loja da The North Face que é térmico e waterproof por 110.000 pesos para trekking e passeios de frio.

Resolvemos almoçar no Delícias de Carmen, na Calle Caracoles, onde os pratos são muito muito bem servidos e acabamos dividindo eu Julio um prato. A conta do prato mais suco mais 10% ficou por 12.000 para nós dois. Muito barato! 

Depois do check in devidamente feito no Hotel Takha Takha, e dos detalhes dos passeios que faremos com a agência Flávia Bia Expediciones que nos foram passados pela Rose, nós iniciamos nossas aventuras pelo deserto  e nossa estreia foi na na Laguna Cejar com pôr do sol! 

Observação: A Flávia recomenda que levemos 1.5L de água por pessoa por passeio porque beber muita água ajuda na aclimatação. 

Saímos às 16h e seguimos rumo ao Salar do Atacama. Bem perto de São Pedro, em cerca de 30 minutos, fizemos a primeira parada que foi no complexo de 3 lagoas da Laguna Cejar.

Visitamos primeiro as duas onde não é permitido o mergulho, para fotografar e depois fomos para a qual o banho é possível. 

Esta tem 17% de sal a mais que o Mar Morto!!! Sabe o que isso significa? Que nós pudemos flutuar sem qualquer esforço! Foi muito engraçado e muito divertido brincar de de boiar em várias posições sem afundar. A gente se divertiu um bocado.

Mas atenção: não se deve molhar o rosto, principalmente os olhos, porque esse sal todo pode irritá-los. Nós, que fomos com a @flaviabia_expediciones, éramos os únicos com roupões super chiques, felpudos e quentinhos, para nos esquentar depois dos mergulhos. Aliás, chega a ser estranho ver como o corpo fica branco depois que seca de tanto sal. 

O bom é que lá tem chuveiro de água doce, banheiro e vestiário super bem organizados, limpos e pudemos tomar um banho e tirar parte do sal antes de seguirmos no passeio. A entrada desse parque custou 15.000 pesos por pessoas e isso justificou-se pela infraestrutura mantida nele. 

Depois partimos para conhecer os Ojos del Salar que são incríveis lagoas formadas dentro de buracos que se assemelham a olhos no meio do deserto. Elas não são naturais e foram deixadas lá após uma empreitada sem sucesso de uma empresa petrolífera. Mas são tão bonitas que até que combinaram com a paisagem. Em uma delas também mergulhamos. Julio e Rebeca pularam rsrs, como a maioria, para entrar nela, mas como eu tenho certa aflição com essa história de pular, entrei pela pedra mesmo que era bem escorregadia, mas com cuidado dava. Estava ultra gelada, muito muito mesmo!!! Só o roupão da Flávia para salvar a gente rsrs.

Então, seguimos para mais uma laguna onde finalizamos o dia com um lindo pôr do sol.

Na Laguna Tebinquiche, nós demos um jeito tipo Big Brother para trocar de roupa dentro da van porque levamos uma muda extra de roupa seca e agasalhos porque esfriaria no final do dia.

Tivemos um tempo de caminhar por lá enquanto o guia Christian preparava um delicioso e lindo coquetel de pisco sour com um buffet tipo coquetel que nos surpreendeu. Adoramos! 

Comemos tanto que nem jantamos depois rsrs.... mas também estávamos cansados e a gente ficou por lá até depois do pôr do sol observando a paisagem e a mudança de cores nas montanhas e vulcões. Espetacular! 

Christian também deu algumas explicações para a gente sobre a formação do local que, segundo pesquisas, o sal dali não teria sido proveniente do fundo do mar, mas sim a partir de erupções vulcânicas e degelo que fizeram infiltrar sais oriundos dessas erupções. Esse Salar tem mais de 1.500 metros de profundidade.  Incrível. 

Chegamos de volta a São Pedro já umas 21:30h, bem cansados e felizes com nosso passeio de estreia no deserto. Depois disso tudo, fomos dormir!

Dicas para esse passeio:

- leve roupa de banho
- não precisa de toalha se for com a Flávia porque ela oferece um roupão super chique
- leve uma muda de roupa para trocar
- leve agasalho porque esfria no final do dia
- leve chinelo 

**Sobre o Hotel Takha Takha**

A localização do hotel é ótima, no início da Calle Caracoles, que é a principal. Ou seja, pertinho de tudo! A poucos passos de restaurantes, lojas, farmácia e de todo o burburinho da cidade.

Como viemos em pleno feriado de Semana Santa e sendo o Chile um país católico, San Pedro do Atacama estava lotada de pessoas e a Calle Caracoles refletiu muito bem isso.

Ainda sobre o hotel, ficamos em quarto twin superior porque não havia outro duplo disponível. O quarto é perto da piscina, grande, com saleta, estante, tudo bem dividido. Ou seja, funcional mas sem luxos. Não há ventilador nem ar condicionado. Há um aquecedor no banheiro que não consegui fazer funcionar e eles emprestaram o secador de cabelo, bastando pedir na recepção. Não tem TV no quarto.

A água quente do banheiro funcionou direito e com pressão, muita água. E isso costuma ser uma reclamação frequente dentre os turistas que vêm para o Atacama. Nosso quarto tinha banheiro privativo, mas o hotel tem quartos compartilhados de dormitórios e banheiros compartilhados.

O hotel tem piscina e uma área muito bonita para relaxar. Em relação ao café da manhã, logo quando fizemos o check in, nós informamos os horários de saída de cada passeio e, como o café da manhã vai das 7:45 às 10:00, no segundo dia de passeio, eles deixaram uma sacola de papel com o principal para a gente: sucos de caixinha, barrinhas de cereal, bolinho de chocolate e dois sanduíches de presunto e queijo.

Porém, no terceiro dia, que avisamos que sairíamos às 8h, o café da manhã, que é servido tipo buffet, só ficou pronto às 7:50 e mal deu tempo de comermos. Achei bem ruim isso.

No quarto dia de passeios, para a minha surpresa, passei por um constrangimento que me deixou furiosa: eles deixaram um saco preparado com itens de café da manhã porque avisamos que sairíamos às 8h. Mas como às 7:50h o café já estava servido e como nesse box preparado não tinha iogurte, fui lá tomar um com cereais.  Porém, o rapaz que cuidava do café me impediu de tomar o iogurte na frente de outros hóspedes, falando que eu já tinha o box. Eu argumentei falando que só queria o iogurte que não tinha no box, mas ele foi muito desagradável e insistiu. Julio já tinha até servido o dele com cereais e deixou lá. Achei muito mesquinho e desnecessário. Fiz minha reclamação na recepção e fica aqui também no blog para vocês avaliarem.

** Voltando aos passeios **

Bem, em nosso segundo dia de passeios pelo Atacama,  a gente acordou bem cedo! Beeeeem cedo mesmo porque saímos às 6:30 rumo às Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas.

Mais uma vez, a equipe da Flávia foi incrível e, ao longo do caminho, pudemos fazer algumas pausas para fotografar o nascer do sol, aves, paisagem de um mirante e também vicuñas! 

O Diogo, fotógrafo que trabalha com a Flávia, acompanhou-nos dessa vez e fez altos registros da gente! Como cortesia, ele deu 2 fotos tratadas para cada pessoa no tour. Muito legal, não?

Nosso café da manhã foi preparado na Laguna Tuyacto, com uma vista espetacular e éramos somente a gente por lá. Uma mesa repleta de itens para nosso café, como media luna recheada de doce de leite, pães de azeitona, frios, ovo mexido quente, nuts variadas, suco, café solúvel, leite quente, chá... super completa,  com mesa e cadeiras.

Obs: aproveite a oportunidade para beber chá de coca e chachacoma.

Foi também uma oportunidade boa para fazer xixi rsrs... mas foi atrás de uma pedra, escondidinho, no melhor estilo inca, porque banheiro mesmo só apareceu bem mais para frente. Por isso é bom ter o kit frescura com você sempre: álcool em gel, lenços umedecidos e lenços de papel facilitam a vida.

Seguimos depois para Piedras Rojas que também é um lugar impressionante justamente pelas cores das pedras, que de fato são vermelhas, fruto de erupções vulcânicas, além da lagoa de cor verde que contrasta com a paisagem e torna o cenário ainda mais especial. 

Tudo isso a mais de 4.000 metros de altura! Por isso que é importante estar bem aclimatado. Essa primeira parte que visitamos pertence ao Salar de Talar.

Um dos diferenciais dos passeios feitos pela Flávia Bia Expedições é a preocupação de chegar sempre cedo, antes de todos os outros tours, para que possamos curtir os lugares e fotografar sem muita gente ou até vazio.

Esse passeio às Lagunas Altiplânicas chega a 4.500 metros. No meu caso, tomei logo um Tylenol para evitar dor de cabeça. E bom beber muita água e chá de Coca e chachacoma para ajudar na aclimatação. Acabou sendo um bom teste para a resistência e o frio.

Na sequência, fomos para as Lagunas Miscanti e Miñinque, que ficam no Parque de los Flamencos, onde pagamos uma entrada de 3.000 pesos e, para nossa alegria, havia banheiro. Essas são as verdadeiras Lagunas Altiplânicas e impressionam, como praticamente tudo no Atacama, pelo tamanho e pela cor azul linda.

No retorno a San Pedro, paramos na estrada no ponto por onde passa o Trópico de Capricórnio, onde há uma placa, e também a trilha inca que ia até o Peru. Esse é um local clássico para fotografar. 

Chegamos na agência da Flávia por volta das 16:20h onde tivemos um delicioso almoço preparado pela Carlinha com direito a vinho e muita charla! Antes, esse almoço era feito no povoado de Socaire. Mas a Flávia deixou de fazer lá porque a comida não era boa, embora ela tivesse mudado de restaurante. Então desistiu e a gente nem entrou nesse povoado. Só passamos por ele.

Dicas para esse passeio às Lagunas Altiplânicas: agasalhe-se muito bem no modo cebola. O passeio será muito frio durante quase todo o dia. Só na volta a São Pedro que esquenta bastante. Passe filtro solar no rosto porque o sol e o frio queimam muito. Leve chapéu/gorro/ boné.

Em San Pedro, tiramos umas 3h para descansar antes de irmos ao Tour Astronômico que era só bem tarde. Tentei dormir no Hotel Takha Takha, mas o quarto estava muito quente. Mas deu para relaxar um pouco para a noite.

Compramos umas empanadas e saímos às 22h para o Tour Astronômico, que fizemos com a agência Space que foi altamente recomendada como a melhor. 

Fomos de ônibus em grupo pequeno e em cerca de 20 minutos, fora da cidade, chegamos na propriedade no astrônomo francês Alan que organiza esse passeio com sua esposa. Ele trouxe vários telescópios para o Atacama e ficou famoso justamente por isso. 

Esse Tour permitiu que pudéssemos desvendar um pouco mais dos mistérios do céu. O tour foi agendado por email com mais de um mês de antecedência e isso é super necessário porque a procura é enorme e na hora você só conseguirá fazer o passeio se houver desistência. Custa 20.000 por pessoa, mas você só paga no dia, até às 18h; porque é quando eles avisarão se há condições climáticas favoráveis para o tour e eles são bem sérios quanto a isso. Se houver nuvens, eles cancelam.

Bem, se for lua cheia, tampouco haverá chances de sair o passeio. A melhor lua é a nova; que fica "escondida" e possibilita maior visibilidade do céu, suas estrelas, planetas, nebulosas... 

Na primeira parte do tour, a gente ouviu as explicações do Alan sobre o céu, algumas mais genéricas e outras mais aprofundadas, em que ele nos mostrava algumas constelações apontando com um laser. Na segunda etapa, nós fomos para os telescópios observar o que ele havia já deixado apontado para a gente! Pudemos ver a Lua em detalhes de suas crateras, Júpiter, Saturno, Marte, Nebulosas, Constelação do Cão Maior, Cruzeiro do Sul... e por aí foi com muitos ensinamentos sempre. Ao final do tour, um chocolate quente foi servido, dentro da casa dele, momento em que ele oferece também mantas e chás e tira dúvidas. Nós chegamos no hotel por volta de 1h da madrugada e o Tour em si, sem deslocamentos, tem uma duração média de 1:30. Foi uma experiência única já que o céu do Atacama é incrível! 

Dica: vá MUITO  bem agasalhado. Pense que você estará praticamente no meio do deserto e ficará em pé do lado de fora por 1h, no mínimo.

Como dormimos tarde em nosso segundo dia de passeios, deixamos algo bem light para fazer na manhã do terceiro dia: Termas de Puritama! 

Saímos às 8h da manhã com o guia Sebastião da Flávia Bia Expedições e fomos para as termas que ficam bem perto de San Pedro do Atacama. A verdade é que saímos tão cedo que as termas estavam fechadas rsrs... 

Assim que abriu, fomos trocar de roupa nos vestiários, e são vários vestiários e banheiros espalhados pelas termas, além de fiscais que ficam andando por lá, o que justifica o pagamento da entrada de 15.000 pesos chilenos. 

Trata-se de um complexo maravilhoso de 8 piscinas naturais/poços de águas térmicas e super relaxantes que chegam até 34°C. Nós adoramos essa experiência! Aproveitamos para descansar e recuperar as energias para as próximas aventuras. 

Nosso guia Sebastião, que foi o mesmo do dia anterior, foi super simpático, chileno de Valparaiso, mas fala português muito bem! E tivemos ainda uma grande surpresa: massagem feita pela Valentina, que nos acompanhou durante o passeio e nos deixou ainda mais relaxados. Foi incrível! Ela fez massagem em todos na primeira piscina e foi uma cortesia da Flávia para a gente. E quem não gosta de mimos, não é?

Eu e Julio, enquanto as meninas estavam fazendo a massagem, percorremos as piscinas naturais até a sexta e gostamos mais da quinta, onde há uma pequenina cachoeira, e da segunda, onde se pode nadar pelo "rio" até uma quedinha de água. 

Depois que fizemos nossa massagem, como o Sebastião estava preparando nosso coquetel, fui atrás das meninas para chamá-las e acabei conhecendo as piscinas naturais que faltavam.

Dica: a maioria das pessoas fica concentrada na primeira piscina porque é a mais quente e grandinha. Logo, se você quiser exclusividade, terá que correr para as piscinas mais embaixo. Quanto mais para baixo, melhor nesse sentido. A sétima e oitava piscinas eram as menos disputadas.

Ao final do passeio, como adiantei, tivemos um coquetel com vinho branco, ceviche, pães salgados e doces, espetinhos de camarões, ovinhos de Páscoa, pois era domingo de Páscoa, e espetinhos de uva ao chocolate. Tem como ser mais especial? Tem sim! Nós do grupo da Flavia éramos os únicos com roupões felpudos super chiques para andarmos pelas termas mais aquecidos. Gente, quem não gosta de ser mimado assim? 

O que levar para o passeio: 

. Chinelos
. Filtro solar
. Roupa de banho 
. Roupa extra seca para trocar antes de ir embora

Como nosso ritmo é maratonista, tivemos um intervalo em San Pedro do Atacama para organizar as malas, já que partiríamos para a travessia à Uyuni no dia seguinte e não poderíamos levar todas as malas.

O que fizemos foi: tínhamos uma bolsa extra de viagem, de alça, no tamanho de bagagem de mão, onde colocamos as roupas que usaríamos durante os 4 dias de travessia. Usamos as mochilas para o mesmo e deixamos as duas malas no Hotel La Ruca que será a nossa próxima hospedagem em São Pedro.

Pois bem, resolvido isso, nós partimos para mais uma aventura: Valle de la Luna e Valle de la Muerte, com a Pedra do Coyote.

Começamos pelo Valle de la Luna, onde pagamos 2.000 pesos para entrar e fizemos 3 paradas para caminhadas, observação e fotos.

Na primeira pausa, subimos um pedaço da Cordilheira de Sal, a mais nova dentre as cordilheiras da região. Lindo demais ver todo o vale e suas dunas e pedras... lá do alto também tivemos uma visão incrível do vulcão Licancabur que nos acompanha em quase todos os passeios rsrs. Vimos também o anfiteatro de pedras e outras formações geológicas.

Na segunda pausa, fomos observar as Três Marias: formações rochosas a partir do sol que, por causa da erosão do vento, ganharam essa forma. Pena que uma das Marias estava quebrada porque um turista se pendurou nela há alguns anos quando ainda não era Parque Natural.

Pena também que as cavernas estavam fechadas por motivos de segurança porque choveu em fevereiro.

Seguimos para a terceira pausa, onde caminhamos um bocado pelo vale, passando mais perto do Anfiteatro e podendo observar mais perto algumas formações rochosas.

Na sequência, fomos direto para a Pedra do Coyote, onde tiramos as clássicas fotos na pedra. Até me lembrou a Pedra do Telégrafo, no Rio rsrs... Não pelo cenário, mas sim pela fila que se forma para tirar foto lá. 

Como chegamos antes da maioria dos passeios, a gente escapou dessa. Tiramos nossas fotos em muitas poses. Aliás, o nome da pedra tem a ver com o desenho do Papa Léguas porque realmente assemelha-se à Pedra onde ficava o Coyote só esperando o Papa Léguas passar para atrapalhá-lo. 

Então, fomos para o último local do passeio: Valle de la Muerte. 

Sebastião contou para a gente que, na verdade, era para se chamar de Vale de Marte por lembrar a superfície do planeta principalmente perto do pôr do sol em que ganha cores avermelhadas. Mas que o assim denominou era um gringo e o povo local não entendeu Marte e sim Muerte.

O vale é muito bonito e realmente fica espetacular com o fim do dia, lugar perfeito para o Sebastião preparar nosso coquetel com vinho tinto, suco, pães, uma pastinha de atum, ovinhos de chocolate  (ainda era domingo de Páscoa), sobremesa... um banquete!

À noite, ainda tivemos energia para jantarmos, eu e Julio, no restaurante La Estaka, na Calle Caracoles, onde dividimos um prato de quinoa com salmão, muito rico e saboroso. 

Assim concluímos a primeira etapa do Atacama e partimos para a Bolívia, rumo ao Salar de Uyuni por 3 noites e 4 dias.

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