14 outubro 2019

Conhecendo San Blás a bordo de um Veleiro

Conhecendo San Blás a bordo de um Veleiro

Por Marina Moraes (instagram @marinnabh)


A partir de uma troca de mensagens - enooormes - em um post sobre San Blás no perfil do Apaixonados por Viagens no instagram (cliquem aqui e vejam o post), conhecemos a Mari, que compartilhou conosco, em linhas gerais, a sua experiência em San Blás a bordo de um veleiro. Após tanta riqueza em detalhes no instagram (esgotando todos os caracteres possíveis nos comentários), convidamos a Mari para escrever um post pro blog e, para nossa sorte, ela topou! 

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Então, com vocês, a experiência da Mari em San Blás, que foi totalmente diferente da nossa e que vem para abrilhantar com muito azul turquesa a nossa série de posts sobre este paraíso, inspirando vocês a colocarem San Blás na listinha de desejos!

Planejando a viagem para San Blás, por Mari Moraes


Estávamos pesquisando uma viagem para San Andrés na Colômbia e, como queríamos ficar em torno de 12 dias viajando, sabíamos que em San Andrés não precisaríamos de tantos dias (7 dias seriam suficientes). Então, ao buscar no google por praias mais bonitas do mundo, diversos artigos citavam San Blás! 

Foi quando ouvi falar pela primeira vez deste paraíso. Ao pesquisar um pouco sobre o destino, vi que se encaixaria perfeitamente na nossa viagem, uma vez que as escalas para San Andrés eram realizadas na cidade do Panamá e a estadia seria em torno de 3 ou 4 noites.

Hospedagem nas ilhas x veleiro (do meu ponto de vista)


Realizei várias pesquisas e desisti de me hospedar nas ilhas dos Kunas por dois motivos: 

  • O primeiro, porque nas ilhas eu ficaria mais restrita quanto a passeios até as praias mais desertas (são ilhas mais distantes). Os Kunas normalmente levam os turistas para as mesmas ilhas (mais próximas da região de hospedagem), e estas estão sempre cheias de turistas. Quando descobri San Blás, fiquei apaixonada pela possibilidade de ter uma experiência de estar em praias paradisíacas e desertas, curtindo uma natureza quase intocada. 

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  • O segundo motivo foi o veleiro proporcionar um pouco mais de conforto, pois vi vários relatos de quem se hospeda nas ilhas de ter que levar alguns mantimentos, bebidas alcoólicas e galões de água mineral para beber e se banhar (já que a água das ilhas é salobra), talvez ter até que compartilhar cabana ou banheiro, chão de areia, etc. 

Sei que os Kunas também oferecem all inclusive, mas li relatos de que eram apenas as refeições principais, ou seja, para bebidas, snacks e demais lanchinhos, teria que levar. Aí pensei: como levar tudo isso + mala, mesmo que pequena, em um barquinho? (sei que não é impossível, muitas pessoas fazem isso - a Lily fez, mas não estávamos dispostos a fazer).

  • Observação: O conforto do veleiro tem seu preço. O custo da hospedagem em veleiro é bem mais elevado que nas ilhas, principalmente quando comparado com quartos e banheiros compartilhados. 

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Cambombia

Entretanto, a proposta de hospedagem no veleiro era bem interessante e me chamou bastante atenção. Além de tudo que mencionei acima, seria uma experiência inédita para a gente porque nunca tínhamos velejado e imagina só a possibilidade de velejar todos os dias e ainda dormir em veleiro em alto mar, acordar e tomar café da manhã com aquela paisagem maravilhosa? 

Seria uma experiência única!

Somado a tudo isso, como se já não bastasse, pensem na possibilidade de conhecer praias mais desertas e mais distantes, e, se o vento ajudasse, conhecer Cayos Holandeses (a menina dos meus olhos em San Blás). 

Por fim, e não menos importante, ter água potável (para beber e tomar banho), mais conforto para dormir, quarto e banheiro privativos, all inclusive com comida e bebida (inclusive cerveja, vinho, snacks, etc). Claro que a bebida não era para beber até cair (este nem era o nosso objetivo), mas saibam que não havia muitas restrições como nas ilhas. 

Com estas vantagens que iam ao encontro aos nossos interesses, compensaria pagar o valor elevado.

Como encontrar um veleiro?


Quando decidimos pelo veleiro, comecei a procurar no site http://www.sailinglifeexperience.com/, booking, airbnb e foi neste último que encontrei o @elbarcoingles.

Sobre o El Barco Inglés


Para quem não sabe, o casal Miguel e Mónica está realizando o sonho de dar a volta ao mundo a bordo do El Barco Inglés. 

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O veleiro é grande e confortável: na parte interna há sala de estar com cozinha, 4 cabines (quartos) espaçosas, principalmente por se tratar de um barco, cada uma com banheiro privativo, sendo dois quartos triplos e dois de casal.

Do lado de fora, na parte traseira do veleiro, há uma mesa, onde realizávamos todas as refeições, com bancos almofadados, o local onde o capitão fica para velejar, a saída do barco para o bote que leva até as ilhas e na parte da frente do veleiro, colchonetes para irmos aproveitando a vista enquanto velejávamos. 

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Tirei as dúvidas necessárias com a Mónica pelo chat do airbnb e fechei a hospedagem de 25 a 28/02/2019 (3 diárias). Realizei o pagamento com cartão de crédito em reais, o que foi uma vantagem para não sofrer depois com variação cambial. Logo em seguida ela me passou o número do seu whatsapp para facilitar nossa comunicação. Passou com antecedência todos os valores detalhados que deveríamos pagar para chegar a San Blás (descritos no fim deste post).

Aventura para chegar ao veleiro


Quem optar por ficar hospedado em veleiro viverá uma aventura durante o trajeto de ida e volta. Isso porque alguns índios Kunas acreditam que os veleiros 'roubam' os clientes deles. Eu já vejo como perfis de viajantes distintos. Quem escolhe se hospedar em veleiro tem um propósito de viagem diferente de quem escolhe se hospedar nas ilhas. Mesmo se houver perrengues, adianto que valerá muito a pena!

Suporte do El Barco Inglés


A Mónica organizou todo o nosso transporte de ida e volta a San Blás desde a Cidade do Panamá. Esse suporte é muito bom, pois não precisamos nos preocupar com nada. Alguns dias antes da nossa hospedagem no veleiro, ela me mandou mensagem perguntando qual o nome do nosso hotel na cidade do Panamá.

Ida para o Porto de Cartí


No dia anterior ao da viagem, o motorista entrou em contato para nos passar o horário exato e saber o número do nosso quarto. No dia seguinte, por volta de 05h e pouco da manhã, um veículo 4x4 nos pegou no hotel (já com outros passageiros dentro do carro), passou no supermercado para quem quisesse comprar algo (normalmente quem fica em ilha leva mais coisas, como água mineral, alguns mantimentos, bebidas, por exemplo). Não fizemos compras, pois estávamos em all inclusive. 

  • Um detalhe importante: você não deve falar que ficará hospedado em veleiro, nem dentro da van, nem com os policiais da barreira, nem no porto de Cartí. 

Mas não se preocupe, pois o motorista do carro e os Kunas do barco que te levarão ao veleiro sabem para onde você vai. Eles precisam manter sigilo, pois podem até perder a licença para transportar turistas caso descubram que eles transportam pessoas para veleiros. 

Na barreira policial, o motorista do carro pediu nosso passaporte e o valor de $20 para entrada na ilha. Chegamos no Porto de Cartí em mais ou menos 2 h (estrada sinuosa com muitas curvas). O motorista do carro disse que nos avisaria a quem procurar para pegar o barco para a ilha. Tudo ali é meio desorganizado, parecem ter esquecido de você por um tempo, mas no final dá tudo certo (a dica que dou é que fique de olho no motorista até que ele te passe qual barco te levará! Nós ficamos um pouco ansiosos e perguntamos algumas vezes). 

O Kuna que nos levou de barco nos avisou o nome da ilha que devíamos dizer que iríamos, caso nos perguntassem. Entramos no barco e, até chegarmos no ponto de encontro, foi mais de 1 hora de navegação. Após deixar todos os passageiros convencionais, eles então começaram a deixar os passageiros em cada veleiro ou no ponto de encontro combinado, como foi no nosso caso, pois descemos em uma ilha e lá estava a Mónica nos esperando. 

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Tudo certo!! Você poderá estar sem internet, então não conseguirá se comunicar com alguém do seu veleiro. Não se desespere, siga todas as instruções e dará tudo certo no final. Chegamos no veleiro por volta das 11hs da manhã.

Dica da Lily: o chip +Móvil funciona razoavelmente bem em San Blás. Lily e Julio usaram em março de 2018 e, apesar de às vezes não conseguirem acessar redes sociais, o whatsapp funcionou o tempo todo praticamente.

Voltando para a cidade do Panamá


Como gostamos muito de San Blás e da hospedagem e tínhamos mais um dia antes do vôo para o Brasil, optamos por ficar mais uma noite no veleiro (29/02 - totalizando 4 diárias) e foi nossa melhor escolha, pois foi exatamente no último dia quando o vento nos ajudou e nos levou para conhecer Cayos Holandeses.

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Cayos Holandeses

No dia da partida, por volta das 6hs da manhã, os Kunas nos buscaram no veleiro para levar de volta ao porto de Cartí e de lá pegarmos o 4x4 de volta à cidade do Panamá. Chegaríamos na cidade do Panamá por volta de 12h ou 13h e, como nos hospedamos em um hotel a 5 minutos do aeroporto, seria tranquilo.

Mas tivemos um probleminha com os kunas que por sorte não atrapalhou nosso vôo de retorno.

Primeiro, o barco dos Kunas estragou a marcha rápida e fomos em marcha lenta até o porto. Até aí tudo bem pois chegamos ao porto por volta de 08:30hs. 

Perguntamos ao Kuna do nosso barco qual seria nosso motorista do 4x4 que nos levaria e ele pediu que esperássemos que ele avisaria. Depois de uns 30 minutos, perguntamos de novo e ele disse que avisaria. Enquanto esperávamos, o Kuna ficava pra lá e pra cá, carregando o barco que voltaria para as ilhas com os turistas que estavam chegando ao porto. (Eles aproveitam o barco e o carro para quem chega e quem sai da ilha, ou seja, só tem o transporte 1 vez ao dia). 

De repente, o Kuna entrou no barco e foi embora sem nos dizer qual o motorista/carro tínhamos que procurar. Nesta hora, ficamos preocupados em perder nosso vôo. Pedi ao meu marido para conversar com algum motorista para nos levar para a cidade do Panamá, explicando que o Kuna foi embora sem nos falar qual seria nosso carro, tudo isso sem contar que estávamos hospedados em um veleiro, pois ele poderia se recusar a nos levar. 

Rapidamente, conseguimos um motorista que nos levou, cobrou o mesmo preço, nada a mais por isso. Era de família Kuna, mas vivia na cidade do Panamá. Perguntou onde estávamos hospedados, quantos dias ficamos, quais ilhas conhecemos, etc. A sorte é que eu pesquiso muito, então sabia tudo sobre quem se hospeda nas ilhas, inclusive os passeios que oferecem. No final das contas, chegamos na cidade do Panamá por volta de 11h e pouco da manhã (antes do horário previsto). Com emoção, mas já no aeroporto, rimos do acontecido, pois, depois que deu tudo certo, até que foi engraçado.

Observações Finais


Quero deixar claro que, mesmo que alguns Kunas mostrem falta de comprometimento com o serviço que prestam, no geral eles são boas pessoas e não te deixarão na mão. De alguma forma, os demais vão tentar de ajudar a chegar onde precisa, como aconteceu conosco.

Algumas Dicas:

  • Evite marcar seu voo para o mesmo dia que voltará para a cidade do Panamá, pois imprevistos acontecem. Caso não tenha opção, tente um voo à noite, o mais tarde possível.
  • Se tiver algum imprevisto (como tivemos), sugiro não esperar e já sair procurando alguém que te leve de volta.

Nossos dias no veleiro foram assim


Por se tratar de um veleiro, não tem como escolher quais ilhas quer visitar (mas você pode sugerir), pois velejar depende de ter vento e para onde o vento te leva, o que deixa a experiência ainda mais emocionante. 

San Blás possui mais de 365 ilhas, algumas delas habitadas, outras não, em algumas você consegue descer do barco pois possui faixa de areia, outras somente são vistas do barco. De toda forma, são muitas ilhas e você com certeza vai conhecer lugares lindos.

Ilha Verde


Conhecemos a Ilha Verde no nosso primeiro dia no veleiro! Almoçamos e, em seguida, a Mónica nos levou para lá, onde passamos a tarde. 

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Demos a volta na ilha (em torno de 20 min), fizemos snorkeling (não havia tantos peixes) e desfrutamos da ilha impressionados com seus tons azul e verde.

Ilha Cambombia e Pequena Ilha Verde


Na manhã do dia seguinte, tomamos café e depois velejamos até a ilha Cambombia, onde os Kunas da ilha fizeram nosso almoço (prato típico da ilha de mesmo nome). 

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Cambombia é um molusco que vive dentro de uma concha rosada, porém, no prato, parecia mais com pedaços de palmito. 

Curtimos aquele visual de veleiros e tons de azul e verde no mar até o meio da tarde... parecia uma pintura de tão lindo. Velejamos novamente para conhecer a Pequena Ilha Verde. 

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Ela é tão pequena que é possível dar a volta em toda a ilha em 5 minutos. Aproveitamos para curtir o pôr do sol nela.

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Pequena Ilha Verde

No dia seguinte, voltamos para a Ilha Verde, pois além de termos gostado muito da ilha, neste dia não podíamos velejar pela manhã, pois estava saindo um hóspede e entrando outros, então a Mónica precisava buscar os novos hóspedes no ponto de encontro. 

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Ficamos a manhã toda na ilha. Ela levou 2 redes e as colocou entre os coqueiros. 

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Nossa, que sensação de paz aquela ilha transmite. E ela tem um curiosidade: um poço de água doce no meio dela. Voltamos para o veleiro, almoçamos e em seguida fomos para outra ilha (esta não me recordo o nome) e passamos toda a tarde nela.

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Cayos Holandeses


A única ilha que eu realmente queria visitar eram Cayos Holandeses. Para mim, o lugar mais bonito em todo arquipélago de San Blás. 

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Minha viagem não estaria completa sem conhecê-los. Por sorte, conseguimos ir no último dia! Para chegar lá, do porto dos Kunas, foi em torno de 1 hora de barco até o veleiro e, já no veleiro, mais 2 horas mar a dentro, ou seja, era bem longe, mas quem disse que conhecer o paraíso seria fácil, rs. 

Este passeio dura o dia todo, pois ficamos mais tempo velejando do que na ilha propriamente dita. Chegamos lá próximo ao horário do almoço e foi realmente nosso dia de sorte: foi o dia mais lindo da nossa estadia, com muito sol e a ilha estava completamente vazia, apenas nosso veleiro lá

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A Mónica pediu aos Kunas que fizessem nosso almoço. Enquanto esperávamos o almoço, demos a volta em toda ilha, tiramos muitas fotos/vídeos. Dos lugares que já visitei, sem dúvidas a praia mais linda em que já estive, algo surreal de tão lindo. Ficamos maravilhados. 

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Aproveitamos bastante o mar, a temperatura da água é muito boa. Almoçamos e a comida estava bem gostosa. 

Ainda tivemos tempo de descansar na rede, apreciando a paisagem, tudo muito tranquilo e relaxante, um sossego sem igual. Ficamos na ilha em torno de 3 horas e voltamos a velejar. A viagem de ida e volta foi cansativa, mas a melhor de todas! E ainda viemos embora com aquela sensação de missão cumprida: agora sim conhecemos San Blás.

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Não fomos à ilha Perro Chico, Pelicano, Fragata, etc, os veleiros evitam ir aos mesmos lugares que os Kunas (que não os aceitam) para evitar confusão, além do mais preferem ilhas com menos turistas, oferecendo assim uma experiência mais intimista aos hóspedes.

Como disse, nem todos os Kunas são contra os veleiros estarem em San Blás. Muitos vêem como oportunidade de negócios, já que podem oferecer almoço, vender seus artesanatos e pescas. Diariamente, passavam barcos de Kunas vendendo peixes e frutos do mar para os donos de veleiros. Comíamos tudo fresquinho.

Todas as noites foram muito agradáveis no veleiro, sentávamos todos à mesa para comer e conversar. Nossa anfitriã era uma graça, super solícita e sempre preocupada com nosso bem-estar e comodidade durante toda a estadia.

Sem contar que cozinhava maravilhosamente bem! Ela preparava todas as refeições para a gente, sendo realmente uma viagem para descansar e curtir cada momento. Tivemos sorte com nossas companheiras de viagem também. Nos dois primeiros dias, uma brasileira, e nos dois últimos, duas americanas. Sem contar uma noite que tivemos a visita de duas brasileiras hospedadas no veleiro Tranquilo e do seu capitão. Foi uma noite de muita alegria e descontração.

Algumas dicas e curiosidades


  • Caso tenha alguma restrição alimentar, basta informar ao pessoal do veleiro. Nós deixamos livres as escolhas deles para cada refeição e foram perfeitas.
  • Sempre que descer as escadas para entrar na parte interna do veleiro, o ideal é fazê-lo de costas para evitar acidentes (queda, por exemplo).
  • Quando estiver velejando, a parte interna do veleiro fica muito quente, então não se recomenda ficar nas cabines, para não passar mal. E o melhor do velejar é ficar na parte externa, apreciando a paisagem.
  • O pequeno movimento das ondas no veleiro à noite é quase um ninar, não tem melhor para dormir.
  • Ver o céu estrelado à noite, com toda a escuridão em alto mar, é maravilhoso, não perca por nada este momento.
  • A descarga do banheiro e uma das torneiras da pia da cozinha são de água do mar (sim, havia 2 torneiras na pia no veleiro em que eu me hospedei. Não sei se é uma regra). A pia tinha outra torneira de água doce apenas para enxaguar as vasilhas, pois todo a sujeira é retirada usando a torneira de água salgada.
  • O veleiro tem um reservatório de água doce, nada para esbanjar e gastar à vontade. Mas é possível tomar banhos rápidos todos os dias
  • O veleiro tinha energia solar, para em tempos mais frios tomar banho aquecido. Mas tomamos banho frio, pois estava muito calor em San Blás.
  • No primeiro dia quisemos ter a experiência de tomar banho em alto mar, e só ao final usar água doce para tirar o sal do corpo. Experiência incrível!
  • Tente recarregar a bateria de celulares e câmeras durante o dia, aproveitando a energia solar.
  • Descansar em uma rede em uma ilha paradisíaca e deserta. Peça para colocarem uma rede para você.
  • Apesar de ter vários veleiros próximos às praias que visitamos, as mesmas estavam quase ou, em alguns casos, desertas, o que foi perfeito! Praias desertas e veleiros ao mar para compor nossas fotos.

Seguem os valores em dólares, por pessoa, referente a fevereiro de 2019


  • JEEP 4x4 da cidade do Panamá ao porto de Carti: $60 (ida e volta)
  • TAXIBOAT do porto de Carti até o veleiro: $70 (ida e volta)
  • Entrada no posto oficial na estrada para chegar ano Porto de Cartí: $20. Guarde o recibo do pagamento pois poderá ser solicitado na saída da ilha junto com o passaporte.
  • Imposto no porto de Carti: $2
  • Os transportes são pagos aos condutores, metade na ida e a outra metade na volta.
  • Diária no veleiro: $60 de taxa de navegação + $120 hospedagem e all inclusive. Total $180 por pessoa.

Portanto, total de 872 dólares por pessoa para 4 diárias.

Obs da Lily: vejam que realmente a diferença de valor para a hospedagem em uma ilha é bem grande. Eu e Julio gastamos o total de 860 dólares para 2 pessoas = 430 dólares por pessoa, para ficarmos 3 diárias + dayuse do último dia com passeio, sendo 4 dias de passeios. Por isso mesmo é algo que se tem que colocar na balança e no bolso. Certamente a experiência no veleiro é única e super exclusiva e deu vontade de realizá-la um dia após ler o relato da Marina, mas, como tudo na vida, tem suas vantagens e desvantagens e há perfis para os dois tipos de hospedagens, como também tem a galera que vai preferir acampar... ou seja, tem San Blás para todo mundo! Escolha a sua maneira e não deixe de incluir na sua lista de desejo!

Marina Moraes é mineira, casada, analista de qualidade de software. Sua maior paixão é viajar, conhecer lugares e culturas novas. Ama planejar cada detalhe da viagem e depois viver intensamente tudo que planejou (mesmo que nem tudo saia como planejado). Já viajou para 10 países ao lado do marido e pretende viajar cada vez mais, pois acredita que o mais importante nessa vida é o aprendizado de cada experiência vivida.

  • "Se nós fossemos feitos para ficar em um só lugar, nós teríamos raízes em vez de pés" - Rachel Wolchin

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