02 outubro 2018

Por quantos Marcos de Trópicos, Paralelos e Meridianos você já esteve?

Por quantos Marcos de Trópicos, Paralelos e Meridianos você já esteve?

Por quantos marcos de Trópicos e demais linhas imaginárias você já passou? Em nossas contas, considerando os marcos, já passamos pelos dois Trópicos, de Câncer e Capricórnio, e pelo Meridiano de Greenwich. 

Blog Apaixonados por Viagens - Trópico de Capricórnio

Em astronomia, os trópicos definem-se pelas linhas que separam as regiões da superfície de um planeta que, em virtude da rotação deste, cruzam em algum momento o plano orbital do planeta, daquelas regiões que, situadas mais ao norte ou mais ao sul que os trópicos, encontram-se sempre em um dos hemisférios definidos pelo plano orbital.

Os Trópicos, a Linha do Equador, os Meridianos e círculos polares Ártico e Antártico são, portanto, linhas imaginárias, algumas delas definidas há mais de 2.000 anos! 

A linha imaginária que divide o planeta no sentido horizontal é a Linha do Equador que conta com com 40 mil km de extensão e atravessa 14 países da América do Sul, África, Ásia e Oceania, dividindo o Hemisfério Norte do Hemisfério Sul da Terra. No Brasil, a Linha do Equador corta os estados do Amazonas, de Roraima e do Amapá.

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Inclinação da terra no dia do solstício de verão no hemisfério sul.
Portanto os trópicos de Câncer e Capricórnio determinam os pontos mais ao norte e ao sul (respectivamente) onde é possível ver o sol a pino. Eles são medidos em unidades de ângulo (graus e minutos), sendo os trópicos a 23º27’ e os círculos polares a 66º34’, ambos em referência à Linha do Equador.

Então, o trópico de Capricórnio é o paralelo situado a exatos 23º27’ ao sul do Equador terrestre e o trópico de Câncer é o trópico ao norte do Equador terrestre, correspondendo ao paralelo 23º27’.

A área da Terra limitada pelo Trópico de Câncer e pelo Trópico de Capricórnio, cujo centro é a Linha do Equador, é denominada "região tropical" ou região intertropical. Os trópicos da Terra são traçados cartográficos importantes não somente para a localização, mas também para a demarcação de eventos astronômicos.

Origem do nome Trópicos:

Em geografia, chamam-se "trópicos" (do grego "tropikos" que significa "uma volta completa") aos paralelos geográficos que delimitam a zona onde a projeção zenital dos raios do Sol ocorre ao menos uma vez ao longo do ano. Nos trópicos, a projeção zenital da luz define os momentos dos solstícios.

Nós estivemos em um dos marcos do Trópico de Câncer, mas Bahamas, mais especificamente nas Exumas, na Praia que recebeu seu nome: Tropic of Cancer Beach! Este Trópico corta 17 países do Hemisfério Norte, como México, Egito, Argélia, Arábia Saudita e o Havaí. 

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Já o Trópico de Capricórnio atravessa onze países da América do Sul, África e Oceania, como Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, África do Sul, Madagascar e Austrália. 

No Brasil, a linha atravessa os estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, mas destes, só vimos o marco na cidade paranaense de Maringá. 

No Chile, na região do Atacama, faz parte dos passeios cruzar o Trópico de Capricórnio e é claro que tem pausa para foto.

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Curiosidade: você sabe o porquê dos nomes dos Trópicos? Quando foram oficializados, há mais de 2000 anos, o Sol passava pela constelação de Câncer no dia 21 de junho e pela constelação de Capricórnio em 21 de dezembro. As datas marcam o solstício, isto é, quando o Sol ilumina com mais intensidade os hemisférios Norte ou Sul do planeta. Pronto! Daí surgiu a inspiração para os nomes.

Por volta do século 2 a.C., essas denominações às coordenadas de Câncer e Capricórnio já apareciam em mapas feitos pelo astrônomo grego Hiparco de Nicéia (161-127 a.C.), e depois em um mapa-múndi de outro grego, Cláudio Ptolomeu (90-168).

Os antigos astrônomos observaram que, quando o astro chegava ao seu máximo distanciamento ao norte, a Constelação de Câncer estava ao fundo no céu. E, quando este deslocamento era ao sul, o astro passava pela Constelação de Capricórnio.

Desta forma, o dia do solstício de verão no hemisfério sul é o dia mais longo do ano, ocasião em que a região do Trópico de Capricórnio recebe o sol mais intenso. E essa é a máxima inclinação que a Terra alcança. Nesse mesmo dia, toda a região compreendida dentro círculo polar ártico recebe luz por 24h. Ou seja, só se consegue ver o sol da meia noite dentro da região compreendida pelos círculos polares.

E por falar nos círculos polares Ártico e Antártico, eles são, portanto, as linhas imaginárias que marcam o limite de onde acontece pelo menos um período de 24 horas durante o verão em que não anoitece e outro dia inteiro sem sol, durante o inverno.

O Círculo Polar Ártico abrange porções do Alasca, Canadá, Groelândia, Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. Já o Círculo Polar Antártico abrange apenas a Antártida.

Por fim, mas não menos importante, falemos de outro marco bastante conhecido por nós viajantes, um passeio lindíssimo que pode ser feito a partir de Londres: Greenwich!

Assim como a Linha do Equador divide a Terra nos hemisférios Norte e Sul, o Meridiano de Greenwich divide o planeta em leste (Oriente) e oeste (Ocidente).

Ao contrário das outras linhas, Greenwich não tem uma origem “natural”. Foi convencionada e estabelecida em 1884, a poucos quilômetros do centro de Londres (Inglaterra), vencendo uma disputa com Espanha, França e Portugal. Na época, cientistas dos três países disputavam o direito ao local que ficaria conhecido como “centro do mundo”.

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A linha imaginária, que passa pelo Observatório Real de Astronomia da Inglaterra, atravessa oito países da Europa e África, além do território norueguês, na Antártida. Ela serve de referência para a medição dos outros meridianos, que são as linhas que atravessam o planeta de norte a sul, e, o mais o que mais nos interessa em matéria de viagens: determina o fuso-horário mundial.

Blog Apaixonados por Viagens - Meridiano de Greenwich

Agora você já sabe a razão do fuso horário e que tal colocar alguns desses marcos nos seus próximos roteiros, hein?

Curiosidade: o que pouca gente sabe é que, do outro lado do planeta está localizado o chamado Meridiano 180, base para a Linha Internacional da Data. Daí, fica fácil viajar no tempo e driblar a Teoria da Relatividade de Einsten, não acha? Afinal, quem cruza esta linha de leste para oeste, deve somar um dia no calendário. Quem a cruzar na direção contrária, subtrai um dia rsrs

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