09 janeiro 2018

Pernambuco: Rural Tur por Vicência

Pernambuco: Rural Tur por Vicência

Dando continuidade ao RuralTur 17, promovido pelo Sebrae Pernambuco em conjunto com a a APPETUR, ainda no meu primeiro dia de passeio, que começou bem cedo, saí do município de Paudalho, onde fui muito bem recebida pela Angelina que me mostrou um pouco da história da sua família e pude conhecer o Engenho São Bernardo, e fui para o município de Vicência, localizado a 85 km de Recife, na Zona da Mata de Pernambuco, onde já estavam me aguardando os queridos Seu João e Dona Zélia, que vivem no Engenho Jundiá.



CLIQUE AQUI e veja como foi o passeio em Paudalho

Vocês podem ver tudo o que foi postado no instagram acessando a tag #ApaixonadosPorViagensPernambuco17 , onde há cerca de 30 fotos e dicas!

Uma emoção grande poder conhecer tão de perto um antigo Engenho de fabricação de açúcar!

Aliás, um luxo ter sido acolhida pelos proprietários de todos os lugares por onde passei! Eu não contava com isso e fiquei encantada por estar ali vivendo um pouco da sua rotina, ouvindo suas histórias, anseios e absorvendo uma cultura que jamais poderia extrair do livros de história.




Localizado na Zona da Mata Norte de Pernambuco, no Vale do Siriji, mais precisamente no sopé da Serra das Mascarenhas, onde encontra-se o ponto mais alto, o Pico Jundiá, este engenho é  riquíssimo em história!

Sua construção Engenho Jundiá iniciou-se no século XVIII, mais precisamente em 1750, e o casarão principal é datado do início do século XIX. O Engenho, em si, é de 1817. 





No casarão principal, portanto, temos aí mais de 120 anos de tradições e histórias registrados em fotos, móveis, objetos de decoração que fazem deste espaço em um verdadeiro museu.


Dona Zélia apresentou-me a história da sua família e de Seu João, o que pode ser facilmente observado no zelo com o qual ela conserva o mobiliário, os quadros, as relíquias dos séculos passados! Impossível não se emocionar ao adentrar neste casarão que é um verdadeiro museu vivo!







Toda a arquitetura do Engenho Jundiá é bem colonial, com conjunto arquitetônico que impressiona por sua conservação, composto por pátio interno e Capela em homenagem à Santa Joana D`Arc, cercado de muitas flores, jardins, hortas, pomares, redários e uma área externa muito bem cuidada, com vista para as serrinhas e plantações de cana de açúcar que emolduram uma paisagem que parece saída de um quadro. 




Além da casa grande, da moita e casa de purgar, que também fazem parte deste conjunto.






Após um café com sequilhos e uma tapioca (afinal, estamos no Nordeste e não pode faltar a tapioca, certo?), Angelina despediu-se e fui com a Dona Zélia até o Alto da Serrinha, com emoção rsrs



Digo com emoção porque, em razão da estrada de chão batido, acabamos atolando o carro kkkk... Pior é que eu não dirijo! Portanto, nem consegui ajudar rsrs... mas como a Dona Zélia conhece todo mundo, não tardou muito a passar um amigo dela para nos levar até o alto da Serrinha, pois não podíamos perder o pôr do sol e largamos o carro para trás que o filho dela depois buscaria. Uma comédia! 


E de fato, a vista lá do alto da Serrinha, onde está a Capela de Nossa Senhora da Conceição, que é de de 1930, é deslumbrante... daquelas de tirar o fôlego!



Pude ver o Engenho Jundiá do alto dos 470 metros do Pico do Jundiá (nada como o zoom da minha Canon para mostrar em maiores detalhes para vocês) e toda a sua dimensão. Muito interessante ter ideia do tamanho, das plantações e até mesmo da própria cidade de Vicência, que dá para ver!



O pôr do sol foi um espetáculo à parte! 





Dona Zélia contou sobre a procissão que aconteceria dois dias depois até a Capela, uma tradição que sua sogra iniciou e ela deu continuidade.





Voltamos para a Casa Grande logo após o pôr do sol e fizemos um lanche da noite fartíssimo e muito delicioso, com direito a escondidinho de macaxeira com carne de charque, queijo coalho, bolo de bombucado, batata doce... totalmente nordestino do jeito que a gente ama!

Ainda fiquei de prosa por cerca de 1 hora com Seu João, que eu apelidei de Google! Rsrs... Enciclopédia Barsa e Google que nada quando a gente tem o Seu João que sabe tudo de tudo e impressiona com tanto conhecimento sobre história, geografia, economia... uma raridade!


Meu quarto era bem simples, porém completo: ar condicionado, mesa de escritório, cama de casal, facilidades para pendurar roupa, banheiro privativo. Dormi muito bem, em um ambiente bastante limpo, confortável, silencioso e escurinho. Zero problema!

Não havia frigobar nem TV, mas isso não fez diferença alguma na minha hospedagem. Dona Zélia ainda deixou um lanchinho à noite para mim e água.





A ideia de abrir o Engenho Jundiá também como hospedagem é algo recente que, de acordo com a própria Dona Zélia, é algo que ela prefere por enquanto fazer por indicação. Logo, se você tem interesse em vivenciar essa experiência tão completa como eu pude, faça contato direto com eles e veja como vão proceder. Por enquanto, os 3 únicos quartos existentes na Casa Grande do Engenho só podem ser reservados assim, por meio deste contato direto, já que eles não pretendem anunciar para o público em geral no momento. (engenhojundia@hotmail.com)

No meu segundo dia de passeios no RuralTur 17, levantei cedo com um delicioso café da manhã já a minha espera, na companhia de Dona Zélia e Seu João.


Conheci mais da história da família Correia de Oliveira Andrade, a quem a propriedade pertence desde 1879, da casa centenária, do mobiliário do XIX, caminhei com mais calma pelos cômodos da casa e me encantei com o pé direito, principalmente do corredor. Incrível!




Eu adoro esse resgate da história, imaginar como viviam no passado... é tudo muito fascinante!



Após, fomos conhecer a Moita de 1817, local do Engenho onde era fabricado o açúcar nos tempos de atividade. Essa visita proporciona uma verdadeira aula sobre o ciclo da cana-de-açúcar no Estado, que durou séculos e ainda há muitas propriedades dedicadas ao plantio da cana.




Hoje em dia, muitas estão mecanizadas. Algumas ainda se valem das queimadas para fazer o corte e as Usinas de cana e de álcool ainda fazem parte da economia do estado.


O Engenho Jundiá foi desativado na década de 50 e a Dona Zélia faz esse turismo pedagógico, recebendo mutos grupos de colégios para os quais ela ensina - e me mostrou também - como funcionavam as peças antigamente, que se encontram expostas no Museu da Casa de Purgar.





Esses recipientes acima que acumulavam o extrato retirado da cana de açúcar eram chamados de Pão de Açúcar. Exatamente devido à semelhança com esse objeto que o morro mais conhecido no Rio de Janeiro, verdadeiro cartão postal da cidade, recebeu o nome de Pão de Açúcar!



Aliás, trata-se da mais antiga e bem preservada Casa de Purgar de Pernambuco! A única coisa que não achei legal foi a quantidade de morcegos ali dentro rsrs... como parte do ambiente fica escuro, eles encontraram um lugar ideal para se abrigar. Eu não sou muito fã de morcegos.



Mais uma experiência incrível, num cenário digno de filme, cercado por morros, muitas plantações... tudo bem cuidado!





Se você tiver interesse em fazer a experiência completa da visita à Casa Grande, Casa de Purgar, com direito ao farto e delicioso lanche regional de boas vindas servido pela Dona Zélia, ou mesmo se quiser um Day Use com atividades da visitação, mais uma caminhada ecológica e uma trilha até o Pico Jundiá, onde fica a Capela de Nossa Senhora da Conceição, finalizado com almoço, faça sua reserva antes, agende sua visita. Aqui seguem os contatos:

Telefones:
- 81 99234-1312
- 81 99793-0403
- 81 99982-6111

Onde: BR-232, BR-408 (entrar no trevo de Vicência)

E-mail: engenhojundia@hotmail.com.





Despedi-me desses senhores queridos que tão bem me receberam e segui viagem para Goiana, a última cidade pernambucana antes da divisa com o estado da Paraíba. 

Vocês podem ver tudo o que foi postado no instagram acessando a tag #ApaixonadosPorViagensPernambuco17 , onde há cerca de 30 fotos e dicas!

Abaixo, mais fotos do Engenho Jundiá!








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