segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Roteiro: Praia do Forte e Imbassaí, na Bahia

Um final de semana na Praia do Forte pode ser muito pouco para aproveitar tudo o que a região oferece de bom.

Já leu nossos posts sobre a Praia do Forte? Confira aqui:

- Dicas da Praia do Forte (1) - referente à viagem de 2011

- Dicas da Praia do Forte (2) - referente à viagem de 2011 

- Pousada Ana do Forte e Dicas - referente à viagem de 2016

- Dica de restaurante na Praia do Forte: 7 Pizzas - referente à viagem de 2016

Nós estivemos pela segunda vez na Praia do Forte, em janeiro de 2016, localizada no litoral norte, a partir de Salvador, bem perto da capital baiana e seu aeroporto.




Optamos ir de avião e alugamos carro com a Avis. Do aeroporto de Salvador, que fica na divisa com o município Lauro de Freitas, e a Praia do Forte, que fica no município de Mata de São João, são aproximadamente 55 km que fizemos em 1h de carro, seguindo pela BA , conhecida como a Estrada do Coco.

Alugamos o carro justamente para ficarmos mais à vontade para visitar outros lugares da região e foi uma ótima ideia!

Chegamos na Praia do Forte numa sexta à noite e ficamos até domingo à noite. Deu para aproveitar bastante, mas é claro que foi corrido e que um dia a mais teria sido bastante proveitoso também.


** ONDE SE HOSPEDAR **

Recomendamos a hospedagem perto do centrinho, nos arredores da Igreja de São Francisco.

Ficamos na Pousada Ana do Forte agora recentemente, muito bem localizada, pertinho da praia, da Pracinha da Igreja de São Francisco, de ótimos restaurantes... tudo isso a passos da pousada.


Praia do Portinho

Para saber mais sobre a Pousada Ana do Forte, clique aqui.

Da outra vez que fui, em 2011, fique na Pousada Tatuapara. Muito boa também, com piscina, relativamente perto da praia e a passos da rua principal das lojinhas e restaurantes. 


** MELHOR ÉPOCA PARA IR **

Se eu disser que o fator SORTE conta mais que qualquer previsão do tempo, vocês ficarão chateados?

Eu já fui a Salvador e seu entorno em janeiro, fevereiro, maio, setembro, dezembro ... Já peguei muita chuva e muito sol! Na verdade, acho que a única vez que peguei sol direto sem nem ficar nublado foi no carnaval de 2011, cuja previsão do tempo era de chuva direto e caiu nenhuma gota... e no réveillon de 2008 para 2009, em Morro de São Paulo, peguei uma manhã nublada apenas. Em todas as minhas demais idas, eu peguei de tudo um pouco rsrs...


Piscinas Naturais do Lord

Piscina Natural do Papa Gente

Então, ou o problema está comigo rsrs ou com a região que tem um clima bem mais suscetível a chuvas passageiras típicas de verão, mas também a frentes frias que chegam da região Sudeste.

Logo, o que posso dizer para vocês é que devem fazer suas apostas, lembrando que o verão é quente e  úmido, com chuvas passageiras, de modo geral e o inverno é de temperaturas mais amenas, é mais fresco, mas pode chover mais no período de julho a setembro.




** O QUE LEVAR **

Por se tratar de praia, é bom levar roupas adequadas, filtro solar, chapéu, repelente, câmera aquática se você tiver. Se você se esquecer de alguma coisa, não se preocupe porque na rua principal do centrinho da Praia do Forte há farmácias, lojas, dois mercados, onde você poderá encontrar o principal.



Outro item importante para levar é a sapatilha de neoprene  (papete) se você tiver porque vai facilitar muito a caminhada até as piscinas naturais.





Obs: cuidado ao andar nas pedras para não pisar nos corais! Ele crescem poucos milímetros por ano e, ao pisar neles,  você estará matando-os.

As ruas da Praia do Forte têm calçamento com pedrinhas o que facilita caminhar por lá, mas não recomendo saltos para as moças. 




** O QUE FAZER **

Praia, piscinas naturais, peixinhos, caminhadas, tartarugas marinhas... Há muito o que ver e fazer na Praia do Forte e, com mais tempo, nos arredores.

Praça de São Francisco

Praia do Portinho, pela manhã, com a maré seca

Como disse, nós tivemos apenas 3 noites e 2 dias cheios para passear e não foram suficientes para fazer tido que eu queria.




Para piorar, o tempo no sábado ficou revezando entre nublado, sol, mormaço e chuviscos e isso atrapalhou um pouco os meus planos que eram de aproveitar as piscinas naturais da Praia do Forte no sábado e tirar o domingo para rodar a região, passando por Guarajuba, Itacimirim e Imbassaí, ou ir ao Baixio, que fica mais longe, a cerca de 1h de carro.

Como o tempo estava mais ou menos no sábado, com um sol tímido que às vezes dava as caras, caminhamos da Pousada até as piscinas naturais do Papa Gente.



Você já sabe como curtir as piscinas naturais no seu melhor momento? LEIA AQUI tudo o que você precisa saber sobre a Tábua das Marés e a influência da lua no seu passeio nas piscinas naturais.

Essa caminhada a partir da Pousada Ana do Forte, se fosse direto, daria uns 40 minutos. Como fomos andando devagar e contemplando a paisagem, com pausa para fotos, a gente levou muito mais tempo.

Logo que saímos, por volta das 9:30h da manhã, pudemos observar os arrecifes e corais bem à mostra porque a maré estava boa para a gente e seca pela manhã.

Ao longo do caminho, passamos primeiro pela Praia do Portinho, bem em frente ao Largo de São Francisco, que é um bom local para quem curte praia com infraestrutura de bares, quiosques, havia também chuveiros de água doce no calçadão e, naturalmente, em função disso tudo e por ser a mais próxima dos hotéis, ela fica mais cheia também.


Praia do Portinho

Barquinhos na Praia do Portinho

Não tem como ver o sol se pondo no mar na Praia do Forte, mas da Praia do Portinho tem como ver o céu bem bonito e a lua nascendo!

Mas eu não gostei dali para tomar banho porque havia muitas pedras e poucas piscinas naturais. Portanto, quando a maré sobe e cobre tudo, tem que tomar cuidado para não se machucar nas pedras.

Além disso, tem muitos barcos por ali ancorados o que não me agrada para tomar banho porque fico tensa com o vai e vem de barcos, lanchas e jetskis quando estou mergulhando com snorkel pois nunca sei se eles estão me enxergando e isso me deixa aflita, com medo de acidentes.



Mas a Praia do Portinho é um local de mar calmo para praticar SUP, por exemplo, quando a maré sobe.

Passamos pelo Farol, que fica dentro do Projeto Tamar, e seguimos andando, observando as pedras cobertas de limo, as piscinas naturais e até mesmo um cachorro que parecia um urso de tão peludo e estava sentado, contemplando a paisagem, de forma serena...




Chegamos então na Praia do Lord que é famosa pelas piscinas naturais.

Nela você encontrará alguma de infraestrutura de aluguel de barracas e cadeiras de praia e algumas pessoas vendendo água de coco, queijo coalho com melaço, que é uma combinação super típica na Bahia, dentre outras cositas.

Mas nós achamos que já estava muito cheia para o nosso gosto e fomos mais para frente, passando pela Praia das Piscinas Naturais e chegando na Papa Gente.


Piscina Natural do Papa Gente

Papa Gente já enchendo de água

Como chegamos junto com a maré, que estava subindo, tivemos pouco tempo para aproveitar a piscina natural antes que toda a barreira de arrecifes fosse totalmente coberta pelo mar. E quando a maré sobe, é impressionante a força e a rapidez das ondas que tomam conta de tudo!




Pudemos mergulhar e tentamos ver uns peixinhos e corais lá, só que a água, a essa altura, por causa da maré que enchia e trazia sedimentos, estava turva e não deu para ver muita coisa.

Assim, ficamos por lá um pouco mais, aproveitando aquele mar quentinho (para os padrões cariocas, estava quentinho rsrs), a paisagem, os coqueiros. ..

DICA: leve seu snorkel e papetes (sapatilha de neoprene) para não machucar o pé.




Voltamos para o centrinho, na Praia do Portinho, comemos um acarajé da Judite  (calma que daqui a pouco eu falarei das comidinhas), depois tomamos uma paleta mexicana, que parece moda por lá porque tem uma a cada esquina (pior que eu descobri que esse picolé gourmet não tem nada de mexicano rsrs).



Acompanhamos um bloco de carnaval que estava na rua, aquecendo os tamborins e colocando muita gente para dançar e cantar. Nem imaginava que veria um bloco de carnaval por lá.

E ficamos por ali mesmo no centrinho, onde jantamos e também assistimos a uma apresentação de capoeira no coreto.


Capoeira 

Ainda no sábado, visitamos o Protejo TAMAR, que foi desenvolvido na sua origem por um grupo de estudantes gaúchos e depois recebeu o Patrocínio da Petrobrás que passou a financiar o projeto em razão do TAC - Termo de Ajuste de Conduta assinado por causa do MAIOR derramamento de óleo na Baía de Guanabara, ocorrido em 18 de janeiro de 2000, tendo sido o maior acidente ecológico da história do país com vazamento do duto que liga a Refinaria (REDUC) ao terminal da Ilha D'Água, sendo despejados 1,3 milhões de m³ de óleo e graxa nas águas da Baía. Isso causou uma mortandade absurda de peixes e prejudicou a vida dos milhares de pescadores artesanais que perderam sua fonte de renda.



No final da década de 70, as tartarugas marinhas já integravam a lista das espécies em risco de extinção e estavam desaparecendo rapidamente por causa da captura incidental em atividades de pesca, da matança das fêmeas e da coleta dos ovos nas praias. Um grupo de estudantes, no sul do Brasil, que cursava a Faculdade de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande começou a fazer pesquisa dirigida, com o apoio do Museu Oceanográfico de Rio Grande. Com o passar do tempo, as expedições feitas por esses estudantes acabaram servindo de alerta para a necessidade urgente de proteção do ecossistema marinho. Foi assim que a Faculdade de Oceanografia formou essa geração pioneira de ambientalistas no país e todos passaram a se dedicar profissionalmente à conservação marinha.

E, em 1980, foi criado o Projeto Tamar-ICMBio, reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha e serve de modelo para outros países.



Você sabia que o nome TAMAR é a junção das iniciais Tartaruga Marinha? E, como já adiantei, hoje o projeto conta com o patrocínio nacional da Petrobrás, mas também apoios e patrocínios regionais, de empresas e instituições nacionais e internacionais, além de ONGs. O mais fundamental, no entanto, é a participação das comunidades litorâneas, que colabora com o Projeto, principalmente pescadores.

Os Centros de Visitantes do Projeto TAMAR encontram-se em: 
- Praia do Forte - Bahia
- Arembepe - Bahia
- Guriri - Espírito Santo
- Regência - Espírito Santo
- Vitória - Espírito Santo
- Fernando de Noronha
- Ubatuba - São Paulo
- Florianópolis - Santa Catarina
- Oceanário de Aracaju - Sergipe

Obs: funcionários da Petrobrás não pagam entrada no TAMAR e seu dependente paga meia entrada. Para provar que é dependente, é bom ter algum documento, que pode ser a carteira do plano de saúde.





Já conhecíamos o TAMAR (eu, Lily, conheço o Tamar também de Fernando de Noronha e de Aracaju e considero o da Praia do Forte o melhor), mas voltamos porque é um lugar super agradável para visitar, com palco para shows, onde estava rolando a apresentação de um grupo cover do Raul Seixas, barzinho que tem uma vista linda para a praia e as tartarugas que são fofas, né?

Além do mais, há tanto conhecimento lá dentro do TAMAR a ser absorvido que uma única visita nem sempre é suficiente para apreender. Se vocês pararem para ler os painéis, as informações, dados e histórias, certamente vão se surpreender.

Das 7 espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, há 5 presentes no litoral brasileiro que migram todo ano para a África, por exemplo, e voltam para cá.





Vocês sabiam que:

- a tartaruga marinha sempre retorna para a praia onde nasceu para botar seu ovos?

- que todas as tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção em razão dos seus predadores naturais e da caça delas por apresentar uma carne exótica?

- que, ao nascer, elas são atraídas pelas luzes e, por isso, em praias urbanas onde há ninhos de tartarugas marinhas, muitas tartaruguinhas caminham no sentido oposto ao do mar e morrem atropeladas por carros ou asfixiadas, presas nas matas de restinga.

- o TAMAR coloca pequenos radares nos cascos de tartarugas que passam por lá para acompanhar e estudar seus fluxos migratórios.

Daí o papel importante desempenhado pelo Projeto TAMAR de conscientização, de divulgação da informação, de cuidados com as tartarugas que chegam lá muitas vezes feridas, de cuidados com os ninhos das tartarugas, que eles cercam e protegem... É um trabalho bem bonito.





Além de tartarugas, há também outros animais lá no TAMAR, como peixes, tubarões e arraias.

Julio até fez carinho em um tubarão rsrs... eu dispensei essa atividade rsrs...



O momento mais emocionante foi termos dado a sorte de acompanhar a devolução para o mar de uma tartaruga marinha que foi supostamente capturada por pescador não parceiro do projeto e possivelmente ficou presa na rede e foi ferida a facadas por esse pescador. Encontrada depois por pescadores parceiros do programa, foi levada para o TAMAR, onde permaneceu por meses sob seus cuidados e tratamento até a chegada deste dia que pudemos prestigiar em que ela voltou ao mar!



Foi simplesmente incrível acompanhar desde lá de dentro do TAMAR, quando ela foi retirada do tá que e levada em um carrinho de mão para a Praia do Portinho, onde caminho livre e saudável de volta para sua casa.

Dezenas de pessoas acompanharam tudo e houve uma palestra de um representante do TAMAR. Foi bem legal!




Voltamos para o TAMAR para curtir seu barzinho que tem uma vista linda para a Praia do Portinho e, em dias de sol, confere um espetacular sunset. Infelizmente, não tivemos um pôr do sol, mas, mesmo assim, estava legal ficar ali um pouco. Também fizemos comprinhas na lojinha do TAMAR (para nossos sobrinhos, tá? kkk).


À noite, ainda acompanhamos um pouco do boquinho de carnaval que levou muito samba para a terra do axé, jantamos e assim foi nosso sábado.



No domingo, com a Tábua das Marés um pouco mais favorável para a gente, pois o pico da maré seca seria por volta das 10:30, acordamos cedo para aquele aproveitamento máximo, já que seria nosso último dia e ainda fomos brindados com muito sol!

Resolvemos ir de carro para ganhar tempo, mas o número de vagas para estacionar perto da passagem que leva às piscinas naturais do Praia do Lord é muito pequeno já estava cheio.  Tivemos que estacionar bem lá para trás.


Passagem que leva à Praia do Lord para quem vai de carro ou de bike-táxi

Praia do Lord

Para chegar neste local, basta seguir pela rua que passa em frente ao Projeto da Baleia Jubarte, que infelizmente não conseguimos visitar, e ir até o final, que não terá saída porque não se chega de carro na praia já que os condomínios ocuparam toda a frente da praia.

Para quem estiver com preguiça, uma boa opção é pegar o bike-táxi, que é uma espécie de tuk-tuk de bicicleta. De onde deixamos o carro até a entrada da passagem para a praia, eles pediram R$10,00. Achei caro para uma distância de uns 10 minutos ou menos e fui caminhando mesmo.

caminhando entre a Praia do Lord e a do Papa Gente



Assim, chegamos na piscina natural do Papa Gente, que ainda estava secando. Ou seja, perfeito! Havia praticamente ninguém por lá e pudemos aproveitar bastante a manhã. A gente chegou por volta das 9:30.


Piscina Natural do Papa Gente


E esse azul? Sem Filtro!!

Estava tão bom lá, tão gostoso ficar observando os pequenos peixinhos, vendo a maré começar a subir.... que a gente foi ficando... e ficando... Quando percebemos, tínhamos ficado a manhã inteira.

o mar começando a chegar

Papa Gente bem cedinho, vazia, só nossa!

E aquele azul incrível da piscina natural, hein? Era difícil de acreditar de tão lindo.






Também caminhamos um pouco por ali, na Praia do Lord e das Piscinas Naturais, mas, definitivamente, a Papa Gente foi a nossa predileta. Apenas não vimos tantos peixinhos quanto gostaríamos de ver.



Ainda no domingo, como ficamos muito tempo na piscina natural do Papa Gente, na Praia do Forte, não tínhamos muitas outras opções a fazer depois porque o tempo era curto e teríamos que escolher dentre:

- Castelo Garcia D'Ávila
- Projeto Baleia Jubarte

- Itacimirim 

- Guaratiba 

- Baixio 

- Imbassaí


Venceu Imbassaí! E lá fomos nós conhecer esse paraíso!





Imbassaí fica bem pertinho da Praia do Forte, sentido norte (na direção da Costa do Sauípe). São cerca de 10 km de distância  (uns 10 minutunhos).



No caminho, paramos no Mirante para ver como era. Achei sem graça e muito distante. Só mesmo com a Canon p dar um mega zoom e mostrar para vocês. Mas essa paradinha foi boa para gente comprar água de coco e cocada mole com sabor de maracujá que estava deliciosa!



Seguimos para Imbassaí e entramos até o ponto onde há um estacionamento público onde a maioria estaciona. Só que havia flanelinhas ali cobrando 10 reais e uma senhora, a quem perguntamos se estávamos no local certo, disse para a gente parar um pouco mais para frente onde havia ninguém cobrando. Disse também que essa cobrança era errada porque aquele era um estacionamento público. Então fizemos como recomendado é paramos um pouco mais à frente.

Caminhamos no sentido do rio, onde há uma ponte, por onde as pessoas atravessam para caminhar até a praia.






Se você estiver cansado ou com preguiça (ou com o pé machucado, que era o caso do Julio), não se preocupe porque tem também a opção de ir de balsa até os bares. A balsa custou R$3,00 por pessoa e leva menos de 10 minutos. É bem rápido. Eu acho que a caminhada seria em torno de uns 15 a 20 minutos.

Logo que chegamos em Imbassaí, a gente achou meio muvucado e não curtimos a galera que estava perto dos bares.

Resolvemos caminhar no sentido do rio até alcançarmos o seu encontro com o mar e foi a melhor coisa que fizemos porque estava bem melhor.




Julio arriscou um mergulho no mar, mas eu dispensei. Apesar de ser vizinha à Praia do Forte, ali em Imbassaí não há barreira de corais e o mar estava super mexido, com ondas e correnteza. Lógico que eu preferi ficar ali no rio, que estava uma delícia!

A água, contudo, era um pouco mais fria do que eu imaginava, até porque lá na Praia do Forte estava quentinha, o que deve ser por causa das piscinas naturais que retêm a água. Lá em Imbassaí, como é mar aberto, aí entram mais correntezas.



A gente chegou em uma hora ótima, com a maré enchendo, então foi super gostoso ficar ali na "boca", onde entrava a água do mar no rio, com ondas que vinham com força e faziam aquele efeito de "rio com correnteza" que a gente vê em Parques Aquáticos, sabe? 






A gente se jogava no rio, boiava e era levado rio adentro! Foi um espetáculo porque o mais comum de se ver é o movimento contrário, do rio correndo para o mar e a correnteza seguindo essa direção. Mas a gente pôde presenciar a maré enchendo e "empurrando" para dentro as águas do rio (ou invadindo mesmo o rio), cobrindo os bancos de areia!



Foi uma delícia ficar ali, vendo as crianças brincando, contemplando a paisagem de manguezal que atrás do rio... relaxando (viu só como eu sei relaxar um pouquinho rsrs...)





Ali também tem um barzinho à beira da água que parecia bem legal. Mas a gente preferiu ficar do outro lado do bar, mais perto da praia e da entrada das águas do mar no rio e ficamos lá um bom tempo, até perto do pôr do sol.



Adoramos Imbassaí, principalmente por esse cantinho do encontro do rio com o mar! Super recomendamos.



A balsa ficava até às 16:30 (ou enquanto houvesse movimento) e voltamos com ela também, assistindo ao início do pôr do sol. Muito bonito!





** ONDE COMER **

Não achamos os restaurantes da Praia do Forte baratos, ao menos não estes onde estivemos. Mas, como nosso parâmetro é sempre a cidade onde vivemos, o Rio de Janeiro, ainda assim estava mais barato do que aqui. Por exemplo, a moqueca completa nos restaurantes famosos de Barra de Guaratiba, aqui no Rio, fica em torno dos R$150,00 a R$200,00 e costuma servir bem até 3 pessoas. na Praia do Forte, a média para as moquecas estava na faixa dos R$100,00 para duas pessoas.



Independentemente do valor, comemos muito bem! O dendê faz toda a diferença, não é? Como nós gostamos, ele acrescenta um sabor incrível que adoramos.

Todos os restaurantes aceitavam cartão de crédito. Os quiosques de tapioca e acarajé aceitavam somente dinheiro (ao menos nos que nós paramos). 


1) RESTAURANTE DO ZEZINHO OU SABOR DA VILA

Fomos lá logo no primeiro dia! Estávamos sedentos por uma moqueca kkkk... afinal, uma vez na Bahia, tem que ter moqueca e acarajé!

E na Praia do Forte, outro prato que não pode faltar como entrada ou aperitivo, é o bolinho de peixe, super tradicional por lá que você precisa experimentar.

Nós jantamos uma deliciosa moqueca de camarão com polvo, para 2 pessoas, com complementos, com arroz, a farofa amarelinha e fininha que eu adoro e pirão. 


Moqueca de lula com camarões

De acordo com o ranking do TripAdvisor, ele está em Sexto Lugar, dentre 167 Restaurantes listados no município de Mata de São João, com certificado de excelência.


2) RESTAURANTE PAPA GENTE

Jantamos lá no sábado à noite e comemos uma deliciosa moqueca de camarões para apenas 1 pessoa, mas foi suficiente, porque tínhamos comido já um acarajé de tarde rsrs... Como as moquecas vêm acompanhadas de complementos como arroz, farofa e pirão, uma única foi a conta certa para essa noite até porque estávamos mal intencionados a comer uma pizza pequena no 7 Pizzas.


Moqueca de Camarões

Só que estava muito cheio lá e desistimos.

Ainda sobre o Papa Gente, gostei muito do antedimento, super cordial, ambiente gostoso, como quase todos os restaurantes que vimos por lá, muito agradável e curti também a caipirinha.

O Papa Gente está em Terceiro Lugar dentre 43 restaurantes listados na Praia do Forte no ranking do TripAdvisor


3) TORTA, DE SOBREMESA, NO TANGO CAFÉ (OU SORVETE, OU LANCHE)

Lembra que disse ali em cima que estávamos no sábado mal intencionados? Ou melhor, eu estava! Já que não comemos a pizza do 7 Pizzas porque estava bem cheio, com fila de espera, resolvi ir ao Tango Café para lembrar da sua torta especial que eu havia experimentado em 2011 e não me esqueci!

Hummmmmm... que delícia! A torta leva um pouco de café, mas mal se percebe. E olha que eu não sou fã de doces nem tortas com café. Mas essa aí vale a pena e custou algo em torno de R$10,00 a fatia.

De acordo com o ranking do TripAdvisor, o Tango Café está em Sétimo Lugar dentre 43 restaurantes listados na Praia do Forte, com Certificado de Excelência.


4) 7 PIZZAS

Sucesso total na Praia da Forte, o 7 Pizzas tinha sempre fila na porta em todas as noites em que estivemos por lá. 

É claro que fiquei super curiosa para conhecer, principalmente depois da indicação da minha amiga Sy (Blog Viajando com Sy), que tinha visitado a Praia do Forte meses antes e super recomendou o restaurante que, diga-se de passagem, é uma gracinha!




Nós pedimos metade de parma, brie, tomate seco e mação desitrada e metade de brócolis, alho frito, mussarela, catupiry, camarões, gorgonzola, parmesão ralado e azeitonas pretas. Estava estupendamente deliciosa!!

Adoramos a pizza e o convite feito pela Juliana para conhecermos o restaurante. 

O 7 Pizzas encontra-se em Primeiro Lugar (sim, Primeiro!!) no ranking do TripAdvisor dentre 167 restaurantes listados e avaliados na Mata de São João, com Certificado de Excelência


5) BAR DO SOUZA (PARA COMER OU PARA UM RASTAPÉ).

Não estivemos lá dentro dessa vez porque estavam cobrando entrada de R$30.00 por pessoa, mesmo para quem só quisesse jantar. Achamos caro e desistimos. Mas a música parecia boa e o movimento também, sendo uma boa opção para quem desesa sair para uma balada local, com muito rastapé e axé.

Essa é de 2011, quando estive na Praia do Forte pela primeira vez e comi uma moqueca no Souza!

Em 2011, eu estive lá no Souza, que na época tinha ali na rua principal e também dentro do Projeto Tamar, mas agora é só ali na rua principal mesmo. Fui de tarde para comer uma moqueca muito gostosa e depois voltei à noite com minhas amigas para dançarmos na festinha que rolava lá. 

O Souza Bar & Restaurante está em Segundo Lugar na lista dos 167 restaurantes de Mata de São João avaliados no TripAdvisor.


6) BAR DO TAMAR

Antigamente era o Bar do Souza que ficava dentro do Projeto TAMAR. Agora é o Bar do TAMAR. Como estávamos com tempo livre, resolvemos ficar até o anoitecer e comemos uns bolinhos de peixe que estavam gostosos.



É um ótimo lugar para assistir ao pôr do sol. Para ficar só dentro do bar, não precisa pagar a entrada do TAMAR e o bar continua aberto até umas 21h, mesmo com o TAMAR já fechado.


7) TAPIOCARIAS

Há várias espalhadas pela Praia do Forte, seja na Praia do Fortinho, seja na rua principal, assim como sorveterias, lanchonetes que servem açaí, outras que vendem só paletas... para lanchinhos mais econômicos e rápidos, essas são as melhores opções, junto com as barraquinhas de acarajé. 

No boulevard de pedestres, tem até a Casa da Farinha, que também formava fila na porta para comprar tapiocas. Não comemos, mas pareceu bom!


8) ACARAJÉ NA PRAIA DO PORTINHO: EXPERIMENTE O DA JUDITE

Por fim, mas não menos importante, o prato mais típico da Bahia e lembrado por todos: O ACARAJÉ!




Nossa, eu fico sonhando com o Acarajé, sabe? Pena que ele tenha, em média, umas 500 calorias! Oh dó, viu? Podia ser mais light para eu comer mais e com menos peso na consciência kkkk... Mas, uma vez na Bahia, tenho que comer Acarajé e depois eu penso nas gordurinhas adquiridas.



Esse da Judite estava uma delícia: camarão seco, bolinho de feijão quentinho e seco também, completo, com vatapá, cebola, tomate e caruru. Uma delícia (e olha que eu não gosto de quiabo, mas comi e comeria um segundo se minha consciência permitisse kkk).

Vale a pena também para um lanche rápido e com sustância e os quiosques de Acarajé ficam na Praia do Portinho, mas também sempre tem uma baiana fazendo o acarajé na rua principal de pedestres.


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