terça-feira, 15 de setembro de 2015

Rio de Janeiro: Trilha do Morro da Babilônia

A novela global das oito (que hoje em dia começa às 21:30 rsrs) Babilônia acabou! Mas nós fomos lá conferir de perto a realidade dessa comunidade e ver se esbarrávamos com a Regina e companhia =))

No último final de semana do mês de agosto, a gente madrugou no domingo e fomos ao Mirante Dona Marta para assistir ao pôr do sol  (vejam aqui como foi).

Não satisfeitos, fomos do Mirante Dona Marta direto para o bairro do Leme, na Zona Sul carioca, onde estão as comunidades do Chapéu Mangueira e Babilônia, sendo esta última inspiração para a recente novela da Rede Globo.



O mapa para chegar é esse:



** ACESSO **


De ônibus, as linhas 472 (Triagem x Leme), 190 (Rodoviária x Leme), 590 (Copacabana x Leme), 591 (São Conrado x Leme via Copacabana), 593 (São Conrado x Leme via Rocinha) e 523 (Alvorada x Leme via Copacabana), vão para o Leme.

De metrô, desça na estação Cardeal Arcoverde em Copacabana e siga caminhando sentido Leme uns 20 minutos (atravesse a Avenida Princesa Isabel) e vá para a rua Gustavo Sampaio.

De carro, você pode estacionar na praia do Leme ou dentro do bairro mesmo.

Existe também um acesso próximo ao Shopping Rio Sul, já por meio de trilha, para chegar nos mirantes do Morro da  Babilônia sem precisar passar pela comunidade. 

Sinceramente, eu não me gostei muito dessa alternativa, por ser um caminho mais deserto então não posso indicar. Mas ele está lá e existe.


** LOCALIZAÇÃO **

O morro da Babilônia está encravado entre os bairros do Leme, Copacabana, Botafogo e Urca e, por isso mesmo, os seus 05 mirantes permitem vistas espetaculares das praias do Leme e Copacabana, da Praia Vermelha na Urca e Pão de Açúcar, bem como da enseada de Botafogo e o Corcovado com o Cristo Redentor.

E lá fomos nós conferir isso tudo de perto!


** SEGURANÇA **

Esse é um assunto muito delicado a tratar. O bairro do Leme sempre foi conhecido como sendo um bairro primordialmente tranquilo, residencial (conta com pouquíssimo comércio), cujos moradores são em grande maioria de classe média e alta. 

Todavia, convivem com as comunidades (favelas) dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira o que, naturalmente, gerou muita insegurança no passado por conta de roubos e furtos que aconteciam.

Em 2009, uma ação do governo com a polícia resultou na ocupação dos Morros e instalação de UPP - Unidade Pacificadora da Polícia.

De lá para cá, não se ouve muito falar de situações de violência nessa região.

Inclusive, quando muitas vezes eu ficava recosa de ir para a praia em Ipanema e Leblon, no verão, com medo de arrastão, eu acabava indo para o Leme, pois não se ouvia muito falar disso por lá.

Contudo, por descuido nosso, não sabíamos que uma semana antes da nossa aventura - eu realmente não acompanhei o noticiário porque estava viajando e dei esse mole - houve uma ação policial no Morro da Babilônia, na qual alguns meliantes fugiram pelas matas, com trocas de tiros. 

Lamentável tudo isso acontecer. Eu confesso que se tivesse conhecimento dessa ação, realmente não teria feito a trilha.

Como ninguém no nosso grupo sabia disso, nós subimos contentes e felizes pela comunidade. 

Mas, exatamente por isso, eu não recomendo que se faça essa trilha sozinho nem mesmo em grupo pequeno e jamais à noite!


** A TRILHA ** 

Nós então fomos até a ladeira que dá acesso às duas comunidades: Babilônia e Chapéu Mangueira.

Lá embaixo há mototáxis que fazem a subida da ladeira, que é razoavelmente íngreme, por R$2,00 por pessoa.

Como chegamos muito cedo e era domingo, havia somente um que levou a Lu e a Malu e depois voltou para buscar o Bruno.

O restante do grupo subiu a pé mesmo. Atenção para o momento em que há um mosaico em um ponto de transporte (que eu acho que é de van) que indica que para um lado é o Chapéu Mangueira e para o outro lado é a Babilônia.

Se subir de mototáxi, diga que quer fazer a trilha da Babilônia e peça para ser deixado próximo às escadas.

Então subimos as ladeiras até a escadaria (você vai passar por um campo de futebol, vai seguir subindo e vai se deparar com uma pequena praça onde há uma escadaria) e de lá já se pode dizer que começamos a fazer a trilha propriamente.


Passamos por muitas casas, vimos muito lixo pelo caminho e até mesmo construções demolidas... mas o que mais nos chamou a atenção foi o carinho com o qual todos nos recebiam pelo caminho, com sorriso estampado no rosto e dando-nos "bom dia".

Passamos também por uma igreja e aí sim, já praticamente na mata, vimos pela primeira vez um mapa com o Morro da Babilônia e a indicação das trilhas.

DICA: Recomendo fortemente que se tire uma foto desse mapa porque em muitos momentos a trilha pode ser confusa por falta de sinalização ou por ter uma sinalização confusa mesmo e, estando de posse do mapa, ficará bem mais fácil se situar e fazer a trilha.

Aliás, é bom dar uma olhada nesse mapa e entender as possibilidades de trilhas antes mesmo de começar.


Nós tínhamos dois objetivos, chegar ao número 10 (Mirante da Praia Vermelha) e no número 8 (Mirante do Telégrafo)

Como não tínhamos tempo para percorrer todas as trilhas nem todos os mirantes, escolhemos esses dois e fomos lá conferir.

Pelo caminho, avistamos a Praia de Copacabana, vimos uma vegetação exuberante, flores e até mesmo um campo de futebol.




A trilha em si é fácil! Ou seja, não demanda grandes esforços no sentido de pular troncos, subir cordas ou escalar pedras.

Trata-se de uma caminhada e a trilha é bem marcada, salvo raros momentos sem marcação, seja por haver uma pedra ou por haver um terreno mais arenoso.




De resto, é tranquila, mas pode ser cansativa para quem não está acostumado com caminhadas e trilhas (mas dá para considerá-la, em uma escala de 0 a 5, de nível 0 de dificuldade).

O mirante que dá para a Praia Vermelha e Pão de Açúcar é realmente deslumbrante!



Ficamos lá um bom tempo admirando a paisagem e tirando várias fotos, é claro!

Depois continuamos a caminhada e fomos para o Mirante do Rio Sul, ou pelo menos achávamos que estávamos indo rsrs... como alguns trechos são confusos (e esse foi um deles) a gente ficou um pouco perdido, mas logo nos achamos e chegamos no Mirante que dava para o Rio Sul e Praia de Botafogo.


Na verdade, são dois mirantes muito próximos! Vale a pena conferir os dois! Um é o Mirante do Rio Sul e o outro é o da Pedra do Telégrafo.

Pedra do Telégrafo:




Descemos caminhando pela comunidade, que, pelo horário, perto do meio dia, estava já bastante animada, com jogo de futebol no campinho, pessoal voltando da praia...

Como estávamos com fome, fomos almoçar no Restaurante La Fiorentina, que fica de frente para a praia, especializado na gastronomia italiana, um cardápio bem variado e extenso, pratos custando em torno de R$50.00 e que tem uma pitoresca decoração, repleta de assinturas de artistas e celebridades em suas paredes.


E assim foi a nossa aventura com os amigos Tati (@tattytoptrips), Lu (@aventurasdalu) com sua cachorrinha fofa, a Malu, Nathy (@nex.trip), Di (@historiasdadi) e Bruno (@viajandocombrunosgromo).

** O QUE LEVAR **

- Roupas leves de caminhada e trilha

- Tênis apropriado, de preferência, com antiderrapante na sola

- É uma trilha pela mata! Logo, não tem banheiro, não tem comércio e o contato com a vegetação e insetos é grande.

- Leve sua água

- Leve seu lanchinho

- Para fazer xixi, só mesmo lá embaixo, no Leme, em restaurantes, bares ou no Posto 1

- Leve repelente se for alérgico porque há mosquitos pela trilha

- Filtro solar, porque há trechos, principalmente nos mirantes, com forte incidência do sol


** MELHOR ÉPOCA PARA IR **

Não é a primeira vez que falo sobre isso aqui no blog. Eu acho que as estações do inverno e outono são perfeitas para trilhas, porque os dias ensolarados são uma delícia, costumam ser estações mais secas e você não vai derreter pela trilha como seria no verão com um sol de lascar e mais de 40ºC. 

Espero que tenham gostado de mais uma aventura nossa pela cidade onde moramos!


Uma forma gostosa de curtir os finais de semana que passamos em casa e para lembrar a todos que é possível fazer ótimos programas quando estamos em casa porque não dá para viajar todo final de semana e também porque não há lugar nenhum do mundo melhor do que a nosso próprio lar (parafraseando a Dorothy de "O Mágico de Oz" rsrs).

Tempo total de Trilha: Nós subimos às 8:30 e chegamos embaixo de volta às 12h, mas fizemos uma pausa bem longa no Mirante da Praia Vermelha. Total de 3:30

Dificuldade da Trilha: numa escala de 0 a 5, eu colocaria nível 0 de dificuldade (mas pode ser cansativa para quem não tem hábito de fazer longas caminhadas ou trilhas).

Entrada gratuita

 
 

2 comentários:

  1. VAleu! Há pouca informação para esta trilha, e agora está bem reportada. Abraços!
    Guto (ACRF)

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    1. Muito obrigada, Guto!
      Essa trilha confere paisagens incríveis, mas requer cuidados!
      Valeu!

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