segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Passeando em Cabo Frio, na Região dos Lagos Fluminense

Estivemos no início do mês de julho na cidade praiana de Cabo Frio, provavelmente a maior e uma das mais conhecidas da Região dos Lagos Fluminense e que, aos poucos, vem reconquistando o prestígio do passado, principalmente em épocas quando a cidade vizinha, e talvez a mais badalada da região, Búzios, está abarrotada de gente, momento em que muitos preferem ficar em Cabo Frio, atrás de um pouco mais de opções de hospedagem, lazer e infraestrutura. 



A cerca de 2:30 de carro da capital carioca (seguindo pela Ponte Rio-Niterói + Rio-Manilha + Via Lagos, com 2 pedágios em cada trecho), isso em condições normais do trânsito, a cidade de Cabo Frio revela-se também, não apenas como um bom ponto partida para explorar os arredores, como também como um ótimo local para ficar e curtir as suas próprias atrações. Eu - Lily - já não ia para a cidade há quase 20 anos, quando lá passeio um carnaval que foi bem caído e me deixou uma impressão ruim.



Sim, e isso vale para todas essas cidades mais famosas da Região dos Lagos - Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo, por exemplo - nessas épocas do ano de grande fluxo de turistas, como Ano Novo, Carnaval e Feriados prolongados, as cidades tendem a ficar muito cheias, com serviços ruins e tudo fica complicado, como estacionar um carro, conseguir uma barraca na praia, sem contar que tudo também fica absurdamente mais caro.



Logo, a primeira dica que dou é: FUJA DA ALTA TEMPORADA, se você puder. Conseguindo planejar para visitar a região em baixa temporada, como nós fomos, a vantagem é conhecer a cidade mais vazia, mais tranquila, as praias também e os valores serão mais honestos e justos. 


A desvantagem é que essa época de baixa temporada normalmente coincide com uma temperatura mais amena, mais fria e nem todo mundo gosta de curtir praia com um friozinho, apesar de ser a época com maior garantia de dias claros e ensolarados, já que entre outono, inverno e primavera, chove menos do que no verão. Isso não é necessariamente uma regra porque, em matéria de temperatura, a cada ano São Pedro dá um jeito de enganar a gente, mas é uma tendência. 



Então, fomos a Cabo Frio a convite da rede Best Western, que inaugurou recentemente seu mais novo empreendimento na região, o Best Western Plus Oasis Cabo  Frio, sobre o qual nós já falamos tudinho para vocês aqui no blog (clique aqui para saber mais).  

E, uma das surpresas que o hotel preparou para a gente foi oferecer, em parceria com a empresa de turismo local, a Tour Shop Cabo Frio, um passeio pela cidade no sábado para as Divas pelo Mundo. Estiveram conosco nossos amigos:



- Cris, Igor e Emmanuel, do blog e instagram Cris pelo Mundo
- Di e Ricardo, do blog e instagram Histórias da Di
- Dani e Galvani, do blog Na Mochila da Ninja e instagram @ninja_loira
- Carla Boechat, do blog e instagram Fui, Gostei, Contei
- Tati Maragno, do instagram @tattytoptrips


Imaginem só se a gente não gostou? Claro que sim! Dessa forma, no sábado, nós acordamos cedo, porque o passeio estava agendado para sair em torno das 9h, e partimos em uma aventura de Trolley pela cidade de Cabo Frio, passando pelos lugares de maior relevância turística para a gente ter uma boa visão panorâmica de como cresceu a cidade.


Começamos nosso passeio pelo centro, passando pela Prefeitura e outros prédios históricos. A cidade de Cabo Frio, terra dos índios tupinambás, tem cerca de 200 mil habitantes e é a quarta cidade mais antiga do do estado do Rio de Janeiro, descoberta por Américo Vespúcio, que desembarcou no porto da barra de Araruama, em 1503, após a terceira expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro ter sofrido um naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente se dispersou. 










Logo, é possível imaginar que a cidade está cheia de história pelos lados, certo? Por exemplo, tem o Monumento do Anjo Caído, que representa a deusa Vitória, localizado no meio do Canal do Itajuru, no bairro do Portinho, esculpido em pedra no início do século XX.





Podemos também mencionar a Capela de Nossa Senhora da Guia, construída pelos padres franciscanos em 1740, no alto do Morro da Guia, com mirante que confere uma bela vista panorâmica da cidade além de ser repleta de lendas (dica: tem que subir a pé, pois o transporte só é permitido para idosos e portadores de necessidades especiais).





Seguimos de trolley para a orla da Praia do Forte e das Dunas, de onde pudemos ter uma ideia de como é a praia de azul incrível da cidade. 





Finalizamos essa primeira etapa do passeio de trolley no Bairro da Passagem, onde começou a colonização da cidade. Fiquei encantada com esse bairro! Que gracinha de lugar. Não sei se sempre foi assim, mas estava muito bem preservado, limpo e foi uma verdadeira viagem no túnel do tempo. 







Lembrou-me bastante a cidade de Paraty.






O bairro da Passagem surgiu como um ponto de apoio na travessia para o Canal do Itajuru e ainda mantém as características da época da fundação do município, onde surgiram as primeiras construções. Reparem nos telhados das casas, nas eiras e beiras. 







Vocês sabem que aquela expressão popular "sem eira nem beira" adveio disso? Porque quem tinha posses, tinha um telhado com mais calhas, podendo ser só uma fileira, ou seja, a eira, ou duas fileiras, a beira, ou três fileiras, a tribeira... quando mais fileiras de telhas, maior a demonstração de posses e riquezas da família.

A praça central é uma delícia para sentar-se e observar o vai e vêm das pessoas. Vejam também que algumas casas trazem o ano da construção.



A Igreja de São Benedito, com posição de destaque ao redor da praça principal, construída em 1701, com o objetivo de realizar missas para os escravos negros, faz parte do patrimônio histórico do bairro e, em seu altar, há uma réplica de um barco de pesca o que representa a humildade e a fé de seus frequentadores. 




Algumas curiosidades foram passadas para a gente pela guia Tathiana Gusmão, que nos acompanhou durante o passeio, como, por exemplo, os buracos existentes na parede da fachada frontal da igreja, que não apenas mostram como é espessa a sua parede, como, na época da sua construção, tinha por finalidade permitir que vigias ficassem a postos e pudessem atirar em bandidos que tentassem roubar a igreja.







Caminhamos um pouco mais por ali, para identificar os cantinhos do bairro, suas ruas de pedras super charmosas, floridas e coloridas... realmente, todo o Bairro da Passagem que foi apresentado para a gente é altamente fotogênico e dá vontade de tirar foto de tudo ao nosso redor. 







Mas tínhamos um horário a seguir e seguimos para o canal, de onde saiu o táxi/aqua boat que nos levou para a Ilha do Japonês









Essa é a forma mais rápida de chegar lá na Ilha que de uns tempos para cá ficou pop e famosa por suas águas cristalinas. 






Além disso, ela ficou famosa por oferecer aos turistas algumas possibilidades de trilhas, que nós não fizemos, porque só tivemos mais ou menos 2 horas para curtir a ilha, tirar fotos, brincar, admirar a paisagem, portanto, ninguém animou de fazer trilha.



O táxi boat leva uns 5 minutos para chegar. Outra opção é ir de carro - sim, é possível! - por um caminho mais longo de cerca de 8/10 km. Mas o táxi boat deixa de um lado e o carro só chega em outro lado, onde há um quiosque que oferece banheiro, serve petiscos e bebidas.





Nós optamos por ficar direto do lado oposto ao do quiosque por alguns motivos: 

1) era mais bonito
2) estava mais vazio
3) não precisaríamos ficar ouvindo a música do quiosque rsrs...




Mas se você quiser ir para o outro lado, onde tem o quiosque, é de lá que a galera parte para fazer as trilhas e também é possível tanto ir caminhando com água na cintura, se a maré estiver baixa, ou nadando, se tiver fôlego, ou com um barquinho que fica atravessando de um lado para o outro o dia todo, mediante pagamento.






Fato é que a Ilha do Japonês só tem esse quiosque e mais nada. NADA MESMO. Por isso que as duas horas que passamos lá foram suficientes. Deu para tirar muitas fotos, curtir a natureza, entender um pouco da sua geografia.








Dica: leve um lanchinho, água, filtro solar, chapéu e óculos de praia.

Outra informação importante é que muita gente depois veio me perguntar sobre a cor da água na Ilha do Japonês. Sim, é essa água aí mesmo que vocês estão vendo, sem filtro algum. É que muitos já foram e não pegaram dessa cor. A única explicação que posso dar é que se você for no momento do dia em que a maré estiver enchendo, terá mais sorte em ver a água cristalina do que se pegar a maré esvaziando.








Nós percebemos nitidamente essa variação da maré, como se estivéssemos no Nordeste. Chegamos com a maré seca, com muita areia para a gente caminhar, uma faixa bem extensa. Com o passar do tempo, a água do canal foi avançando.

Legal que há muitos bancos de areia de dá para você caminhar toda vida na água e ficar lá curtindo aquela imensidão azul e verde.





Mas na hora de voltar e ir embora, essa faixa enorme de areia já havia dado lugar ao avançar do mar






Além disso, vale a pena lembrar que há lixeiras na ilha. Nossa, a gente viu tanto lixo que deu até pena, viu? Por isso mesmo, fiquem atentos, principalmente aos cacos de vidro e evitem andar descalços na areia. 




Andar de táxi boat não nos molhou, mas se de repente você for em época com mar mexido, vale a pena levar algo para proteger seus pertences que não possam molhar.

Como o passeio não tinha terminado, nós voltamos para o táxi boat e fomos no sentido da Praia do Forte. Tem um momento, para sair do canal e entrar em uma praia de pescadores bem pequena que é um pouco tenso e só vai um táxi boat por vez. 




Desembarcamos nessa praia, bem pequena, voltada para os pescadores da região, ao lado da praia do Forte. Essa praia, cujo nome agora não me recordo, não me pareceu apropriada para banho e estava repleta de barcos e suja. Apesar disso, o colorido dos barcos fez compor uma paisagem peculiar e bonita.


De lá, fomos caminhando até o Forte de São Mateus do Cabo Frio, construído pelos portugueses entre 1616 e 1620, com o objetivo de defender a costa contra os possíveis ataques dos franceses, ingleses e holandeses, que vinham atrás do pau-brasil.




A casa onde os soldados viviam serve hoje como um espaço para artesãos exporem seus trabalhos, como se fosse uma feira. Uma pena que estava fechada quando fomos. 




Lá do alto, de um lado temos a vista para a praia do Forte, com seus 7.5km de extensão, e das Dunas que é incrível. 




De outro lado, podemos ver até Arraial do Cabo, além da Ilha do Japonês.




Todavia, a vista mais bonita, na minha opinião, é da escadaria de acesso ao Forte, porque a imagem que temos da Praia do Forte observada dali da escada é impressionante e muito bonita. Não sei dizer se foi o dia em que fomos e demos sorte, mas a água parecia uma piscina de tão transparente.




A essa altura o nosso passeio já estava prestes a acabar. Retornamos para a Trolley, que nos encontrou na Praia do Forte, e tivemos como opção ou voltar para o Hotel ou sermos deixados em algum lugar para almoçar.





Resolvemos ir para o Canal, onde há vários restaurantes, praticamente um ao lado do outro, e almoçamos uma farta picanha do Restaurante do Zé.


Para não perder o hábito, não resistirmos ao sorvete Itália, que fica ali no Canal bem perto do Restaurante do Zé. Hummmmm.... perfeito!


Infelizmente, não deu tempo de irmos à famosa Rua dos Biquínis, que é conhecida por Shopping Gamboa, lá em Cabo Frio, cidade que é referência quando o assunto é indústria têxtil voltada para esse mercado de moda praia. 

Mas a Dani foi na sexta de tarde e conseguiu comprar vários conjuntos e bodies por R$40.00.

Assim encerrou o nosso passeio no sábado. Mas no domingo, nós ainda pudemos aproveitar bastante, após um delicioso café da manhã no Best Western Plus Oasis Cabo Frio. 

Partimos para as Praias das Conchas e do Peró. Fomos de carro e me parece ser esta a melhor forma de chegar nelas. 







Com cerca de 15-20 minutos, sem trânsito, a partir da Praia das Dunas, onde fica o hotel, nós fomos direto para a Praia das Conchas e tivemos que pagar entrada de R$10,00 por carro, o que achei bom para ter um controle e não lotar demais a praia, mas não sei informar se isso é novidade, se esse preço será mantido.




A Praia das Conchas fica bem ao lado da Praia do Peró e você consegue ir caminhando pela areia de uma para a outra. 







Mas achamos que a Praia das Conchas apresentava melhor infraestrutura de quiosques que oferecem também duchas de água doce, banheiro... tudo bem bonitinho até e me surpreendeu. Embora seja tudo simples, sem grandes luxos nem o glamour de Búzios, achei bacana ficar por lá mesmo.





Além disso, a praia das Conchas é muito adequada para crianças: calma, pouca onda, a água estava cristalina no domingo... e o Emmanuel, nosso lindo mascote, filho da Cris e do Igor, não queria sair dela, mesmo estando um gelo!!



Putz, esse é o único problema: Cabo Frio não tem esse nome à toa. A água é gelada e ventava um bocado! Apesar do sol delicioso, tinha que reunir coragem para dar um tibum, embora estivesse maravilhoso de lindo.



Reparem nessa água e em sua cor! É simplesmente maravilhosa!

Aproveitamos para curtir a manhã de domingo e caminhamos um bocado por lá. Primeiro, fomos no sentido contrário à Praia do Peró e subimos nas pedras, de onde se tem uma linda vista para a praia e para o alto mar. 




Depois, nós caminhamos toda a Praia das Conchas até a Praia do Peró (as duas são separadas por um canal), para ver como estava por lá e comparar as duas. Na divisão entre as praias exite um quiosque em funcionamento. 







A Praia do Peró é enooooooorme com seus 7km de extensão. Se seguir toda vida por ela, passando pelos morros, vai chegar lá em Geribá, em Búzios.





Voltamos para o quiosque onde estávamos e depois fizemos uma trilha, subindo o morro que fica exatamente em cima das pedras do canto que visitei, ou seja, olhando para a praia de frente, subimos o morro do lado direito. 







Mais uma vez, uma bela demonstração da natureza, com muitos cactos, o que reflete o clima mais seco e árido da cidade. 



Encontramos um mirante onde tiramos mais fotos. Eu subi de chinelo mesmo essa trilha e achei tranquilo. 



Outras trilhas são possíveis também, principalmente na parte que separa a Praia das Conchas da Praia do Peró. A maioria é bem tranquila de fazer, bastando um chinelo.





Voltamos para o hotel e ainda tivemos tempo de almoçar no La Mole antes de voltarmos para o Rio rsrs... 

Não conseguimos voltar na Praia do Forte, que é a mais famosa e principal praia da cidade, também conhecida como Praia da Barra. É um dos cartões-postais da cidade e ponto de jovens e turistas, onde fica o Forte de São Mateus do Cabo Frio em seu extremo esquerdo.

Outras praias de Cabo Frio:

- Praia de São Bento: Localizada a 700m do Centro, tem formação lacustre e é banhada pelo Canal do Itajuru. Possui 400m de extensão. A área em torno da praia é residencial. Dela avista-se o bairro da Gamboa, a Ponte Feliciano Sodré e a Nova Ponte.

- Praia do Siqueira: Localizada a 5km do centro. Nela concentra-se a pesca do camarão. A praia é lacustre. Em torno dela encontra-se a Igreja de São Pedro e a Praça Júlia Fonseca. Situada às margens da Lagoa de Araruama, a Praia do Siqueira possui calçadão iluminado e quiosques com música ao vivo. A praia tem 2km de extensão e suas águas têm temperatura entre 24 e 26 graus centígrados.

- Praia do Sudoeste: Próxima ao Aeroporto de Cabo Frio, a Praia do Sudoeste faz parte da Lagoa de Araruama. É própria para piqueniques. Também possui alta salinidade, o que requer muito cuidado na exposição ao sol.

- Praia das Dunas: A praia mais apropriada para a prática do surfe, pela força de suas ondas, é cercada por enormes dunas de areias brancas. O acesso pode ser feito pelo bairro do Braga ou, ainda, seguindo até o final da Praia do Forte. É recomendado cuidado no banho de mar nesta praia, onde é grande a presença de redemoinhos, formados por correntezas.

- Praia do Foguete: Famosa por suas águas frias, é uma praia de águas profundas e bastante perigosa por suas correntezas. No entanto, a praia é boa opção para quem quer tranquilidade, pois não é muito frequentada, como a Praia do Forte. Fica no km4 da estrada que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo.

- Praia das Palmeiras: Situada no bairro das Palmeiras, distante 3km do Centro, a Praia das Palmeiras fica na Lagoa de Araruama e é própria para a captura de camarão e siri. Em sua paisagem, encontram-se muitas embarcações de pesca. No local, existem quiosques e barracas com aperitivos, pescados da região e música ao vivo. Também podem ser encontradas grandes quantidades de conchas. A praia é cercada por altas palmeiras e coqueiros, que deram nome ao bairro.

- Praia Brava: Cercada por escarpas de uns vinte metros de altura, com quatrocentos metros de extensão, a Praia Brava tem, à sua frente, a Ilha dos Papagaios, um local bastante selvagem. Com águas claras e muito agitadas, é a praia a onde se pratica o nudismo. É também muito procurada por surfistas. Está situada entre a Ponta do Peró e o Morro do Farolete (Ogiva). O final do percurso é feito a pé, por uma trilha de pedra em terreno em declive.

Blog Apaixonados por Viagens - Cabo Frio - Ilha do Japonês - Passeio - Turismo - Rio de Janeiro - Lifestyle

3 comentários:

  1. Amei as suas postagens eu não saiu mais do seu blog rs ☺
    As suas dicas são muito importantes para quem busca informações sobre viajens...

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    1. Olá, Nany!
      Que linda! Fico muito feliz com seu comentário.
      Volte sempre, viu? E pode deixar mais comentários que a gente adora! =)
      Beijos,
      Lily

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  2. Bom dia Viajantes!!!
    Eu trabalho com transfer Aeroporto x Cabo Frio se precisarem só chamar 22992249011

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