quinta-feira, 23 de junho de 2016

3º DIA NO ATACAMA: Termas de Puritama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Nosso 3º DIA DE PASSEIOS NO ATACAMA, 27/03/2016, foi bem movimentado, mas começou de forma super gostosa e vagarosa! Como dormimos tarde em nosso segundo dia de passeios, pois fizemos o Tour Astronômico (confira aqui a matéria sobre esse tour), deixamos algo bem light para fazer na manhã do dia seguinte: Termas de Puritama! 




E que delícia de passeio, viu? Se elegemos o passeio para as Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas como o passeio mais completo para se ter uma  noção do tamanho e magnitude do Atacama, a gente escolheu as Termas de Puritama como sendo o passeio mais gostoso e mais relaxante, além de revelar cenários lindíssimos para a gente! Portanto, este é mais um MUST GO!

Saímos às 8h da manhã com o guia Sebastian, mais um passeio com a Flávia Bia Expedições, e fomos para as termas que ficam bem perto de San Pedro do Atacama. A verdade é que saímos tão cedo que as termas estavam fechadas ainda rsrs... Como já expliquei para vocês nos posts anteriores, a equipe da Flávia tem sempre uma preocupação grande em se adiantar, chegar cedo nos lugares antes dos demais grupos de excursão. 

No nosso caso, em especial, tínhamos o agravante de termos feito a primeira etapa de passeios no Atacama em plena Semana Santa, ou seja, havia muitos turistas por lá, até mesmo chilenos. Daí, vários lugares estavam cheios até demais para o nosso gosto, infelizmente. Fazer o que, né? Se vocês puderem evitar os feriados, melhor. 




O bom é que pudemos observar um pouco da natureza que circunda o lugar e quase vimos o sol nascendo Como pegamos o Atacama um pouco "florido", ficamos encantados com algumas plantas e seu colorido.



Todavia, nós saímos tão cedo que tivemos que esperar cerca de meia hora até abrirem as Termas de Puritama. De fato, fomos os primeiros a chegar e, logo depois, chegou outro grupo. 



Obs: É muito comum as pessoas fazerem esse passeio junto com o Trekking Guatín, porque o término do trekking é justamente nas Termas de Puritama. 

Acontece que, se você fizer o trekking e depois as termas, seu tempo nas termas será reduzido se comparado a um passeio somente feito para as termas, como este que nós fizemos. 

Na verdade, não foi esse o fato decisivo para que escolhêssemos fazer o Trekking Guatín num dia e as Termas de Puritama em outro. Sim, nós fizemos o Trekking Guatín em outro dia. A questão que para a gente foi crucial foi o horário de partida que, no caso das termas, é um dos passeios que saem mais "tarde" (ficou entre aspas mesmo porque falar que sair às 8h é tarde é demais, né? hahahah.. mas como tudo lá começa super cedo, esse era dos mais tardes) e para a gente isso era importante por duas questões: 1) porque a gente dormiu tarde na noite anterior, pois fizemos o Tour Astronômico que volta tarde. 2) porque a gente foi para a Bolívia no dia seguinte e não queríamos estar muito cansados, além do normal, porque sabíamos que a viagem para a Bolívia, especialmente esse primeiro dia, seria mais pesado de estrada e mais cansativo.

Outro detalhe: como fizemos o Trekking Guatín sem estar vinculado ao passeio das Termas, a guia Valentina que foi com a gente (depois vou contar para vocês como foi esse passeio também...) resolveu fazer um caminho diferente e, em vez de subirmos o rio na direção das termas, a gente desceu o rio, passando dentro dos penhascos, o que foi uma aventura incrível e super diferente do que eu já tinha visto em fotos.

Assim que abriu, fomos trocar de roupa nos vestiários, e são vários vestiários e banheiros espalhados pelas termas, além de fiscais que ficam andando por lá, o que justifica o pagamento da entrada de 15.000 pesos chilenos. Não é barato (lembrando que a conversão foi mais ou  menos 680 pesos para 1 dólar), mas ao menos a infraestrutura é boa.

Trata-se de um complexo maravilhoso de 8 piscinas naturais/poços de águas térmicas e super relaxantes que chegam até 34°C. Nós adoramos essa experiência! Aproveitamos para descansar e recuperar as energias para as próximas aventuras. 




Nosso guia Sebastian, que foi o mesmo do dia anterior, foi super simpático, chileno de Valparaiso, mas fala português muito bem! E tivemos ainda uma grande surpresa: massagem feita pela Valentina, que nos acompanhou durante o passeio e nos deixou ainda mais relaxados. Foi incrível! Ela fez massagem em todos na primeira piscina e foi uma cortesia da Flávia para a gente. E quem não gosta de mimos, não é?

Eu e Julio, enquanto as meninas estavam fazendo a massagem, percorremos as piscinas naturais até a sexta. 




Dica: a maioria das pessoas fica concentrada na primeira piscina porque é a mais quente e grandinha. Também pela preguiça de ficar caminhando para todas as piscinas. Logo, se você quiser exclusividade, terá que correr para as piscinas mais embaixo. Quanto mais para baixo, melhor nesse sentido. A sétima e oitava piscinas eram as menos disputadas.




Gostamos mais da quinta, onde há uma pequenina cachoeira, e da segunda, onde se pode nadar pelo "rio" até uma quedinha de água. 

Tivemos tempo suficiente para percorrer todas as piscinas e curtirmos bastante também, aproveitando a água quentinha delas. Mas lembrem-se de que de manhã cedo faz frio. Por isso mesmo que eu fui com body de manga comprida para me animar um pouco mais a entrar na água. Depois que você entra, é uma delícia! Duro mesmo é sair da água e depois encarar o vento frio rsrs...




Mas, se você for como a gente, com a Flavia Bia Expediciones, você receberá roupões maravilhosos, novinhos, branquinhos, quentinhos... perfeitos! E nós do grupo da Flavia éramos os únicos com roupões para andarmos pelas termas mais aquecidos. Gente, quem não gosta de ser mimado assim? Super chique!

A massagem com a Valentina também foi incrível! Óh céus, eu bem que precisava de uma massagem assim todo dia!! Muito bom mesmo para relaxar e renovar as energias.




Depois que fizemos nossa massagem, como o Sebastian estava preparando nosso coquetel, fui atrás das meninas para chamá-las e acabei conhecendo as piscinas naturais que faltavam.


Ao final do passeio, ainda tivemos um coquetel com vinho branco, ceviche, pães salgados e doces, espetinhos de camarões, ovinhos de Páscoa, pois era domingo de Páscoa, e espetinhos de uva ao chocolate. Tem como ser mais especial? 




Amei o carinho de enviarem os ovinhos de Páscoa! Muito fofo!

O que levar para o passeio: 

. Chinelos
. Filtro solar
. Roupa de banho 
. Roupa extra seca para trocar antes de ir embora



Como nosso ritmo é de maratonista, tivemos um intervalo em San Pedro do Atacama para organizar as malas, já que partiríamos para a travessia ao Salar de Uyuni no dia seguinte e não poderíamos levar todas as malas.

O que fizemos foi: tínhamos uma bolsa extra de viagem, de alça, no tamanho de bagagem de mão, onde colocamos as roupas que usaríamos durante os 4 dias de travessia. Usamos as mochilas para o mesmo e deixamos as duas malas no Hostel La Ruca, que foi a nossa próxima hospedagem em São Pedro.



Pois bem, resolvido isso, nós partimos para mais uma aventura: Valle de la Luna e Valle de la Muerte, com a Pedra do Coyote.

Seguimos os passeios com o Sebastian e começamos pelo Valle de la Luna, onde pagamos 2.000 pesos para entrar e fizemos 3 paradas para caminhadas, observação e fotos.





Na primeira pausa, subimos um pedaço da Cordilheira de Sal, a mais nova dentre as cordilheiras da região. 




Lindo demais ver todo o vale e suas dunas e pedras... lá do alto também tivemos uma visão incrível do vulcão Licancabur que nos acompanha em quase todos os passeios rsrs. Vimos também o anfiteatro de rochas e outras formações geológicas.





Aliás, não é à que o Vale da Lua tem esse nome... o lugar é super diferente! 




Na segunda pausa, fomos observar as Três Marias: formações rochosas a partir do sal que, por causa da erosão do vento, ganharam essa forma. Pena que uma das Marias estava quebrada porque um turista se pendurou nela há alguns anos quando ainda não era Parque Natural e fez o desfavor de comprometer a rocha... lamentável!





Pena também que as cavernas estavam fechadas por motivos de segurança porque choveu em fevereiro. Puxa.. já tinha visto fotos dela e são bem bacanas... mas, fazer o que? 

Seguimos para a terceira pausa, onde caminhamos um bocado pelo vale, passando mais perto do Anfiteatro e podendo observar mais perto algumas formações rochosas.




Essa caminhada acaba por revelar de vez a imensidão do vale! É sensacional




Na sequência, fomos direto para a Pedra do Coyote, onde tiramos as clássicas fotos na pedra. Até me lembrou a Pedra do Telégrafo, no Rio rsrs... Não pelo cenário, mas sim pela fila que se forma para tirar foto lá, vocês acreditam? Sim, teve fila!



Como chegamos antes da maioria dos passeios, a gente escapou dessa, graças a Deus!

Tiramos nossas fotos em muitas poses. Aliás, o nome da pedra tem a ver com o desenho do Papa Léguas porque realmente assemelha-se à Pedra onde ficava o Coyote só esperando o Papa Léguas passar para atrapalhá-lo rsrs... vocês se lembram desse desenho? 



Então, depois da Pedra do Coyote, partimos para a última parada do dia: Valle de la Muerte. 




Sebastian contou para a gente que, na verdade, era para se chamar de Vale de Marte por lembrar a superfície do Planeta Vermelho, principalmente perto do pôr do sol pois ganha cores avermelhadas e contornos super interessantes. O problema é que a pessoa que o assim denominou era um gringo e o povo local não o entendeu bem quando ele falou Marte e acharam que era Muerte. Logo, ficou Valle de la Muerte! rsrs... 




O vale é muito bonito e realmente fica espetacular com o fim do dia, lugar perfeito para o Sebastian preparar nosso coquetel com vinho tinto, suco, pães, uma pastinha de atum, ovinhos de chocolate  (ainda era domingo de Páscoa), sobremesa... um banquete!




E assistir ao pôr do sol dali foi bastante especial.




À noite, ainda tivemos energia para jantar, mas apenas eu e Julio, no restaurante La Estaka, que é considerado um dos melhores de San Pedro do Atacama, localizado na Calle Caracoles, onde dividimos um prato de quinoa com salmão, muito rico e saboroso. 

O restaurante é muito bonito também e fomos bem atendidos. 


Nós voltamos dessa viagem mais apaixonados ainda por quinoa. Comemos de diversas formas, como esse prato, risoto de quinoa, sopa de quinoa, salada de quinoa... rsrs... eles são bem criativos quando assunto é quinoa, mais ainda na Bolívia do que no Chile. 

Assim, neste terceiro dia de passeios, nós concluímos a primeira etapa no Deserto do Atacama Atacama e partimos para a Bolívia, em uma travessia até o Salar de Uyuni que teve por duração 3 noites e 4 dias e depois voltamos para o Atacama para mais passeios e aventuras.



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