quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Região de Champagne França: bons brindes e abertura da casa museu de Auguste Renoir

Com o intuito de promover o destino em 2017, o Escritório de Turismo da região de Champagne, na França, organizou uma excelente programação com atrações culturais repleta de novidades e, dentre estas, encontra-se a abertura da casa onde morou o célebre pintor Auguste Renoir, um dos grandes mestres do Impressionismo.



A histórica região de Champagne-Ardenne tem a cidade de Reims como sua capital, localizada a apenas 45 minutos ao norte de Paris, ou seja, a cerca de 145km de distância da capital francesa e facilmente acessada de trem, via TGV (http://www.tgv.fr/) cuja passagem pode ser comprada na hora mesmo na Gare de l'Est (se quiser se garantir, compre o e-ticket com antecedência pela internet através do site da SNCF e de repente pode até conseguir com preços melhores). Os bilhetes são válidos para o dia, chamados de open tickets, e podem ser usados em qualquer horário. Tem trem de hora em hora. Comprem logo ida e volta, se a ideia é fazer mesmo o bate e volta. Mas lembrem-se de validar o seu a sua passagem nas máquinas para não levar uma multa do fiscal.

Como a distância não é tão grande assim, há quem prefira alugar carro e desbravar a estrada. Contudo, se você não for pernoitar por lá e estiver muito bem intencionado a visitar as maisons - caves - eu sugiro que não alugue carro para poder beber à vontade sem problemas. Entre Reims e Éperney, outra cidade muto importante da região, são apenas 25 minutos de trem.

Uma outra opção de transporte mais econômico é o ônibus da empresa Paris City Vision que também leva para Reims. Vejam, portanto, como é fácil fazer um passeio diferente a partir de Paris!

Pierre-Auguste Renoir nasceu em Limoges, 25 de fevereiro de 1841, e morreu em Cagnes-sur-Mer, em 3 de dezembro de 1919. A casa de verão onde residiu na região de Champagne, está localizada na pequena e fofa cidade de Essoyes, e o projeto de restauração dela levou dois anos para ser concluído. Ela já está aberta à visitação dos turistas desde junho de 2017, onde encontrarão um museu dedicado ao artista e poderão conhecer melhor o trabalho de Renoir e ver como ele viveu, mostrando que a região tem muito mais a oferecer do que os célebres e mais emblemáticos espumantes do mundo!



Renoir comprou essa casa em 1896, seis anos após casar-se com Aline Charigot, que era desta região e, apesar de ter mudado com sua família para a a cidade de Cagnes-sur-Mer, na Riviera Francesa, para buscar maior conforto em decorrência das fortes dores que o reumatismo lhe acometia, ele não deixou de passar os verões em Essoyes até a sua morte. 


A casa, hoje um museu que presta uma justa homenagem ao notável pintor, oferece elevador para conferir acessibilidade a todos, recebeu reforços em seus pisos, teve espaços transformados para a exibição de obras de arte e, baseada nas pinturas feitas pelo próprio Renoir de sua casa, todos os trabalhos de restauração foram feitos para que ela ficasse novamente como era antes, em sua época. Vejam mais no site oficial - www.renoir-essoyes.fr 



Outros eventos na região, como a Jornada das Reconciliações, promovida pela UNESCO, e o Dia Mundial do Champagne, criado em 2010 pelo blogueiro americano Christian Oggenfuss e comemorado no dia 20 de outubro, visam a atrair os turistas e curiosos para explorarem mais essa parte da França. Vocês sabem como funciona o Dia do Champagne? É bem simples, na verdade: a ideia é que no dia 20 de outubro os amigos juntem-se para provar um champanhe e compartilhar em suas redes sociais fotos e vídeos com a hashtag #champagneday, contando suas experiências, descobertas, dicas e imagens. Vejam como as mídias sociais influenciam hoje em dia a vida das pessoas, não é?

E já que o assunto agora é Champagne, é bastante interessante observar que a esta região produtora de champanhe foi delimitada em 1927 e ocupa uma área de 32 mil hectares e que a denominação Champagne é uma AOC, ou seja, Denominação de Origem, utilizada na França, equivalente à DOC que usada em Portugal. Lembrando que todos os vinhos com o nome original Champagne são produzidos nesta região, de acordo com uma rigorosa legislação que protege com grande vigilância a palavra Champagne para ser somente utilizada nos vinhos originais da região de Champanhe. 

Em outras palavras, qualquer vinho semelhante, mesmo produzido pelo método champanhês em outros lugares do mundo, não poderá ser chamado de champagne, mas sim de espumante. E é isso que diferencia os vinhos desta região. Porém, aqui no Brasil, alguns produtores gaúchos de vinhos espumantes conseguiram, nos anos 1970, autorização junto ao Supremo Tribunal Federal que decidiu por manter a denominação "champanhe" em seus rótulos, com o fundamento de que produziam o vinho antes da regulamentação de 1927. Dentre esses produtores que conseguiram a autorização, está a vinícola Peterlongo, de Bento Gonçalves, na serra gaúcha.


Champanhe (champagne, na França) nada mais é do que um vinho branco espumante, produzido a partir da fermentação da uva, que obrigatoriamente devem ser apenas as uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier e devem ser colhidas manualmente. Foi em local próximo a Épernay, no povoado de Hautvillers, que os monges Dom Pérignon e Dom Ruinart desenvolveram suas técnicas para dominar esse método hoje em dia conhecido como champenoise, com vinhos que fermentavam novamente já dentro das garrafas, produzindo gás carbônico, responsável pelas bolinhas que, nos primórdios, quando não dominado ainda, acabava fazendo as garrfas explodirem.  

Em Reims, além das caves das marcas famosas que nós conhecemos bem no Brasil, como a Veuve Clicquot e a G.H. Mumm, há outras não tão conhecidas, mas igualmente interessantes, como Ruinart, Taittinger, Pommery e Martel. Tenham em mente que é necessário agendar suas visitas às caves para garantir as vagas (faça esse agendamento pela internet mesmo) e não cheguem atrasados ao horário agendado para não correr o risco de perder a visita. As visitas guiadas costumam durar entre 1 hora e meia a 2h e isso já te ajuda a organizar o seu roteiro e quantas caves você conseguirá visitar em um único dia. Por isso que é mais interessante pernoitar por lá e aproveitar dois dias de passeios (para quem é amante mesmo de champagne, certo?). Detalhe muito importante: todas as visitas terminam com degustação, é claro!

Mas também é possível fazer um turismo cultural e histórico bem legal pela cidade, visitando a Catedral de Notre Dame, cuja construção foi iniciada no século XIII e sua conclusão veio em 1516, sendo um dos principais monumentos de arte gótica européia que resistiu aos inúmeros bombardeios durante as duas grandes guerras mundiais (levou cerca de 300 bombardeiros durante a 1ª Guerra Mundial), bem como o Palais de Tau, que fica ao lado da catedral, residência dos arcebispos de Reims. Notem que a cidade foi muito devastada com bombardeios e ataques durante a Segunda Guerra Mundial, mas conseguiu conservar essas duas joias históricas e culturais. Atentem-se também aos belos vitrais produzidos pelo artista Marc Chagall, em 1974, localizados no interior da Catedral e seus reflexos e cores pelas luzes.

Você sabia que na Catedral de Nodre Dame foram coroados 25 reis franceses, como Carlos VII em 1429? As festas da coroação aconteciam justamente no Palais de Tau e não é a toa que, devido à grande relevância história e inestimável patrimônio cultural representado por essas construções que foram declaradas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Um ponto de partida, portanto, para explorar a cidade é a Catedral e também a Place Drouet-d’Erlon, que fica a mais ou  menos 7 minutos a pé da Catedral, e é um lugar charmoso cercado por cafés art déco, lojas conhecidas e restaurantes.

E não deixem também de visitar a cidade de Épernay, onde você encontrará as maisons de Moet & Chandon e a Perrier Jouet. É fascinante imaginar que embaixo das ruas desta cidade haja 110km de adegas subterrâneas!

Observação: esse passeio à Região de Champagne, especialmente se for um bate e volta a partir de Paris focado em visitar as vinícolas, somente é recomendado se o tempo estiver bom, sendo ideal entre maio e setembro (final da primavera e verão), pois, no inverno, os vinhedos provavelmente estarão secos a paisagem não terá aquela graça, o colorido que se espera. E fique esperto para o fato de que muitas caves fecham entre dezembro e março.

Vejam mais informações em:



Fotos enviadas para divulgação pela Assessoria de Imprensa Lucia Paes de Barros

Um comentário:

  1. Excelente artigo! lembrando somente que se for para França não esqueça de adquirir o seguro viagem, porque lá é obrigatório!

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