sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Juma Amazon Lodge: a primeira vez na Floresta Amazônica a gente nunca esquece

Visitar a região Norte do Brasil é um sonho antigo meu que venho tentando realizar faz tempo. Passei uns 3 anos acompanhando valores de passagens e me programando para conhecer Alter do Chão, no Pará, região conhecida como o Caribe da Amazônia, isso sem contar o meu forte interesse nas festas folclóricas de Parintins, o Bumba meu Boi e a maior festa religiosa do país, o Sírio de Nazaré, em Belém.  




Todos permanecem na minha wishlist, mas fato é que estreei na Região Norte do país com o pé direito, da melhor forma possível e foi totalmente diferente de tudo o que citei acima: um hotel de selva! 

CLIQUE AQUI e leia também o post sobre os passeios oferecidos pelo Juma Amazon Lodge

Sim, euzinha, fresca que sou, guria de apartamento (como diz o Julio), embarquei nesta aventura, a convite do Juma Amazon Lodge, um hotel de selva, no coração da Floresta Amazônica e fui desbravar esse destino tão exótico, tão diferente de tudo com o que estamos acostumados, um Brasil de essência, de raiz, que os gringos conhecem mais do que a gente e dão muito mais valor do que nós damos e só Deus para saber o porquê disso porque eu vou te contar que esse Brasil é o que mais nos representa em nossas origens! 




  
Já adianto que voltei muito encantada de lá... Sabe quando você conhece um lugar que realmente te surpreende muito? A "verdade verdadeira" é que quanto mais viajamos menos eu tenho aquela sensação de ficar "abobada" diante de um lugar, sabe? 

Aquela sensação de não acreditar que está ali, tipo quando fui a Fernando de Noronha, em 2009, e pedi para meu irmão me beliscar para eu acreditar que era realmente verdade e não um sonho rsrs... ou quando fui a Los Roques,  o incrível caribe venezuelano, um dos lugares mais lindos que já visitei, e fiquei com o olhar perdido no horizonte no último dia, triste e tentando decorar cada tom de azul florescente na minha frente, ou ainda a emoção de finalmente ver de perto a Navagio Beach, na Grécia, em plena lua de mel e eu mal podia acreditar que tinha realizado aquele sonho, aliás, um duplo sonho de estar lá e  poder ver tudo isso de perto com o Julio em nossa lua de mel... ou também, mais recentemente, quando fui embora de El Nido com lágrimas nos olhos de tanto que amei aquele lugar ou como fiquei maravilhada ao me deparar com a grandiosidade de Machu Picchu, no Peru, e Angkor Wat, no Camboja... pois a verdade é que esse mundo é muito grande e nunca sabemos quando voltaremos a certos lugares que nos emocionaram mais, né? Afinal, temos tantos outros para visitar ainda... E foi assim que me senti na Amazônia!




Eu voltei de lá com esse mesmo olhar, esse sentimento de tentar decorar cada detalhe do que via para nunca esquecer... eu realmente me surpreendi com tudo que vi e vivi nesta viagem.

** Como Chegar no Juma Amazon Lodge **

Eu estava retornando do México por São Paulo de uma viagem de 1 semana e, como tinha 10 dias de férias no total,  aproveitei os dias que faltavam para ir à Amazônia.

Por isso que comprei minha passagem de ida para Manaus por São Paulo e não pelo Rio de Janeiro. 



  
- Sobre as passagens aéreas para Manaus: são poucos os voos diretos oferecidos pelas companhias aéreas e, neste quesito, a Gol ganha por ter mais opções (na época em que o post foi escrito...), ainda que poucas, se compararmos com outros destinos. Se você tiver maior flexibilidade de datas e horários e não se importar de pegar um voo com conexão, vale a pena consultar as demais companhias aéreas e comprar a que oferecer o melhor preço. 

Os valores de passagens não são os mais acessíveis e eu sempre acompanhei as passagens para Manaus e Santarém e achava muito caro. Porém, não me dava conta da distância e tempo do voo. Se você parar para pensar, no caso de quem sai do Rio ou São Paulo, é mais rápido chegar em Montevideu, Buenos Aires ou Santiago do que em Manaus! Pois é, analisando por este ângulo, até dá para ver que é quase como se fosse uma viagem internacional!





Na ida, de São Paulo a Manaus, foram 3:30h de voo e, na volta, de Manaus ao Rio, são 4h de voo.

O voo que peguei em São Paulo com a Gol era direto até Manaus e depois seguia para Rio Branco e Cruzeiro do Sul (na verdade, Manaus era uma escala).

Paguei Milhas + Money: 6.000 milhas + 700 reais. Saí às 20:40 e cheguei às 23:30 em Manaus.


No dia seguinte, às 07:15h, fomos buscadas na casa da Day, do blog e instagram @seguindo_viagem, que me acompanhou nesta aventura, junto com sua filha, a Duda!

Saímos efetivamente às 7:45 de Manaus, após buscar todos os demais hóspedes em seus hotéis. Às 7:50 embarcamos numa lancha no Terminal de Passageiros Expresso - Porto da Ceasa. Foi 1:10h de travessia pelo rio.

Passamos pelo Encontro das águas do Rio Negro com o Solimões! Eu sempre quis ver esse encontro. Meu pai filmou esse local há uns 25 anos ou mais e eu sempre tive vontade de um dia ver de perto. É incrível porque as águas não se misturam por muitos metros, elas correm paralelas talvez por quilômetros até se juntarem de vez e formarem o Rio Amazonas.





E você sabia que, se colocar no Google Maps na versão que mostra as imagens, escrito "encontro dos rios Negro e Solimões", você conseguirá identificar direitinho as cores dos dois rios, o Solimões com cor barrenta e marrom enquanto que o Negro com cores escuras. 

Outra curiosidade é em relação à temperatura da água de cada Rio porque o Negro nasce na região pré-andina da Colômbia com água mais quentinha do que o Rio Solimões que nasce no Peru e recebe muita água de degelo das Cordilheiras dos Andes e por isso te água fria.



Obs: eu visitei a região no Peru onde nasce o rio Solimões! Foi no passeio entre Cusco e Puno, com o Inka Express. Clique aqui e veja nosso roteiro de 17 dias no Peru.

O Negro é o principal afluente da margem esquerda do Rio Amazonas e é o mais extenso Rio de águas negras do mundo! 

A partir do encontro dos dois rios, Negro e Solimões, em Manaus, é que então surge o Rio Amazonas! 

Depois desse momento de grande emoção e muitas fotos, seguimos por um braço do Rio Solimões até chegar no Careiro da Várzea. (Tivemos um problema na lancha e essa travessia, que seria de 20 minutos no máximo, acabou sendo de 1:10, atrasando um pouco a nossa chegada).

Às 9:10h chegamos no Careiro da Várzea, onde pegamos uma kombi por uma estrada em parte asfaltada e em parte de terra.

Chegamos às 9:50h no bar do Armênio onde saímos da kombi e pegamos uma lancha. Este bar é um ótimo ponto para beber água, comer cupuaçu e ir ao banheiro, que estava bem limpo quando usei, tanto na ida quanto na volta. Também é legal conversar com o Armênio, ouvir suas histórias... Achei bem legal o bar ter tudo escrito em inglês também. 



  
Na sequência, iniciamos uma nova travessia de lancha por igarapés e rios às 10h, rumo ao Juma, que é um hotel de selva mesmo, bem no meio da Floresta. 




Seriam 110km de Manaus ao Juma Lodge se traçássemos uma linha reta. Contudo, acaba sendo muito mais do que isso porque não há uma linha reta possível por causa da Floresta e rios, razão pela qual acabamos dando muitas voltas até chegar. 

No total, foram 3:20h entre saída de Manaus e chegada no Juma. Mas teria sido menos se não tivéssemos o problema com a lancha na travessia do encontro dos rios. Acontece que esse trajeto em si já é um verdadeiro passeio e passa bem rápido, viu? Não se assuste com isso nem desanimem porque realmente é um passeio lindo.





Além do encontro dos rios Negro e Solimões, é a oportunidade de poder observar mais de perto a vida dos ribeirinhos, o vai e vem das lanchas e canoas, algumas rotinas dos caboclos, as casas em palafitas para driblar as cheias do rio... até mesmo vi uma criação de búfalos pela primeira vez, bem de pertinho... foi incrível!






Algo que me chamou a atenção foi a velocidade mais devagar quando já estávamos na lancha na última etapa para chegar no hotel. O condutor explicou que é um acordo com os ribeirinhos e caboclos para ninguém passar fazendo gracinhas com as lanchas, em velocidade e jogando água nas suas residências. 





Ele disse que pode até causar algo bem grave em termos de desgaste de relacionamento de vizinhança se alguém viola essa regra de conduta.

Assim... chegamos no Juma Amazon Lodge após essa aventura inicial!




E é claro que alguns dos "hóspedes ilustres" do hotel estavam lá também para nos receber: os macacos.




** Sobre o Juma Amazon Lodge **

Nós fomos para a recepção onde nos foram passadas algumas orientações sobre o hotel. Por exemplo, que se trata de um hotel de selva que preza pela Sustentabilidade Ambiental e algumas das iniciativas adotadas neste sentido são:




. Energia proveniente de painel solar
. Todo o lixo é reciclável
. O Saneamento básico da água utilizada nos banheiros é feito por meio de tratamento dela (a água não é lançada diretamente no rio)
. Todo o serviço de lavanderia é feito fora do hotel, em Manaus, reduzindo impactos de não lançamento de produtos químicos na água.
. A dedetização das cabanas é realizada de acordo com normas ambientais e orientação de biólogo
. Toda a programação inclui palestra ministrada à noite após o jantar que explica sobre a construção do hotel, sobre a Amazônia, o solo, um pouco sobre a fauna e flora.


O hotel encontra-se junto às copas das árvores. Quando visitei (final do mês de Junho) o rio estava com sei nível de água bem alto, mas ele desce até 10 metros entre Agosto e Novembro e a mudança de paisagem, pelo que pude ver nas fotos, é algo impactante e surpreendente.

- Alguns cuidados com os animais que visitam o Juma são necessários:

. Atenção com o macaco prego que tem cor marrom e preto, pois ele pega as coisas dos hóspedes (não dê mole com seus pertences porque eles são bem espertos e quase pegaram um repelente dentro da minha mochila).

. Tem o macaco barrigudo (no caso, a Anita, que tem cor cinza e preto e é amigável, porém, não é muito fã de crianças).

. Atenção: Não pode alimentar os animais!




. Importante trancar a porta da cabana, de frente e a de trás. A porta da varanda é de girar. Não basta só encostar a porta, tem que trancar mesmo, com as chaves, porque os macacos entram no quarto e podem pegar os pertences dos hóspedes.

. Andar com cuidado nas passarelas. Atenção com as crianças para não correrem o risco de caírem. Há jacarés, candirus (um peixe fino, que é bastante temido por lá porque ele pode entrar pelos orifícios e, uma vez dentro, ele se instala, abre suas barbatanas em formato de guarda-chuva e passa a ser um parasita no corpo, alimentando-se das mucosas de seu hospedeiro. Ele somente é retirado depois com cirurgia e a recomendação é evitar banhar-se no depois das 16:30, além de não ser indicado tomar banho nu (nada de nudes, viu? Rsrs) nem fazer xixi no Rio porque a alteração de temperatura da água atrai o candiru.




. As chaves do quarto têm apito para chamar o pessoal do staff em caso de necessidade.

- Informações importantes sobre o Juma: o pagamento deve ser feito em dinheiro no Juma Amazon Lodge se houver consumo extra ou se precisar comprar algo na Lojinha do hotel que vende bonés, filtro solar, repelente e outros produtos do Juma. Os pacotes incluem tudo, como refeições e passeios. Porém, bebidas alcoólicas e algumas outras bebidas geladas, como refrigerantes, são cobradas à parte.

A água do Rio Juma é escura e é ácida, por isso não tem muito mosquito na região (tem mosquito sim, mas poderia ser bem pior).

O hotel começou a ser construído no ano de 2000. Os primeiros quartos foram os de número 1 ao 9.



A construção dos pilares foi feita durante a seca, com mais de 10 metros de altura para comportar a cheia do Rio. 

Depois, na temporada da cheia, foram construídas as cabanas que ficam na mesma altura das copas das árvores. 

- Curiosidade: duas grandes cheias ocorreram em 2012 e 2013 que alagaram boa parte das passarelas e entrou água no redário e restaurante também. 

São cerca de 25 cabanas em estilo de palafitas / bangalôs, dentre as suítes e as que servem como recepção, museu, restaurante, cozinha... a maioria das suítes têm vista para o rio de suas varandas. Na época das cheias, dá para dizer que todas realmente têm vista para o rio porque o rio fica quase no nível dos bangalôs. Na época da seca, aí muda, pois alguns bangalôs têm vista para o rio e outros para a floresta.





A propriedade dispõe de deck de chegada, deck flutuante para a chegada das lanchas, barcos e canoas (na época da cheia é assim, já temporada da vazante eu nem saberia descrever, mas acredito que não haja esse deck porque ele é flutuante).



Há ainda um deck com mesas e cadeiras, onde os macacos já dão as boas vindas sempre que chegamos dos passeios. Ali também há um chuveiro onde eu mesma vi a Anita abrir sozinha para beber água. Como são espertos, não é? 




Obs: atenção ao lidar com os macacos porque os macacos pregos costumam ser mais safados no quesito furtar as coisas dos hóspedes. Tem a Anita, que é um macaco do tipo barrigudo e o ideal é não mexer muito com ela que sempre há um outro macaco por perto, de pelo preto, e que ataca quando acha que a Anita está em situação de risco.



  
O hotel também dispõe de recepção e as boas vindas ficam por conta de um suco de cupuaçu delicioso. Nesta recepção há poltronas, sofás, mesas, uma luneta, um mural de desenho, também é onde servem o chá da tarde todo dia às 17h, com bolo, sanduíche, café, leite, chá e água filtrada.




A água fica à disposição dos hóspedes que ganham do hotel uma esqueeze logo na chegada para abastecer de água à vontade.



  
Há livros na recepção sobre a floresta Amazônica que também ficam à disposição dos hóspedes para pegarem e lerem mais sobre o ecossistema da Amazônia. Também na recepção há um espaço para desenhar, com lápis de cor, para que cada hóspede fique à vontade para desentupir sua veia artística e colocar ali as lembranças dos passeios. O desenho é registado e postado na página do Facebook. 



Um pequeno bar, onde são servidos drinks, cerveja ou cocktails (pagos à parte) encontra-se na recepção.

Lembrando que o clima da Amazônia é quente e úmido o ano inteiro e é necessário beber muita água para não desidratar.

- Temporada de Chuvas: de meados de Dezembro a Junho

- Temporada de Seca: de Julho a meados de Dezembro (estiagem quando o Rio começa a descer).

- Mais insetos durante a cheia do Rio porque os bichinhos sobem pelas frestas do assoalho.

Ainda no hotel, temos:

. Sala de palestra/museu




. Redário 
. Restaurante
. Piscina natural com água do Rio 




. Banho de Rio



. Canoas para passeio



. Barcos motorizados para passeios.


** Sobre o Bangalô Panorâmico **

Ficamos hospedadas no bangalô panorâmico que é a melhor e maior cabana do Juma Amazon Lodge. 



  
A entrada dela já é bem fofa, com uma portinha no meio da passarela que confere um charme todo especial. 




Bastante espaçosa, com 32 m² de área, ela comporta muito bem até 4 pessoas e se torna ideal para família com crianças. 





E tinha também garrafas de água esperando por nós dentro do quarto! Muito fofo, né? Detalhe importante é saber que não tem frigobar no quarto! 



Havia também uma ótima iluminação durante o dia e ficava escurinho à noite. Como a gente sempre acordava bem cedo, por volta das 6:30, não tivemos problema com a claridade matinal, mas certamente o Julio reclamaria porque as cortinas vedam bem pouco a luz e aí já amanhece cedo no quarto.

A cama king- size é muito confortável e macia. A roupa de cama é simples, mas atende o objetivo.




O banheiro é grande e bem moderno! Confesso que me surpreendeu bastante porque eu esperava até um banheiro mais rústico, sabe? Como todo o quarto segue essa linha decoração rústica, com muitos elementos em madeira e detalhes da decoração que remetem à rotina do caboclo ribeirinho, não imaginava encontrar um banheiro com box com porta de blindex, por exemplo, menos ainda esperava encontrar um kit tão completo de amenities. 



Há um ventilador central e um de pé móvel e isso faz diferença porque o calor é intenso o tempo todo e só refresca um pouco de noite. Assim, por exemplo, se você quiser descansar de tarde, depois do almoço, os ventiladores fazem muita diferença, porque não é recomendado deixar a porta aberta para não entrarem animais, principalmente os macacos que, se entrarem, podem pegar "emprestado" alguns pertences... difícil é saber se eles devolvem rsrs...

   
  

E mesmo à noite não dá para dispensar o ventilador porque ele é útil para espantar alguns bichinhos que entram no quarto, mesmo sendo o quarto todo cercadinho por tela. A tela ajuda muito e resolve quase 95% do problema com os insetos rsrs... 

Porém, isso não impede 100% de alguns bichinhos entrarem e eu acho que eles entravam pelo assoalho porque o rio estava muito perto do chão do quarto. Mas nada grave aconteceu, nenhum bichinho maior ou mais assustador entrou no quarto... quer dizer, teve uma espécie de cachorrinho do mato e uma aranha que me deram um susto, mas a super Day estava lá para me proteger rsrs...  




Há serviço de quarto todo dia que limpa tudinho e passa inseticida nos quartos para minimizar isso, sem causar muitos impactos ao meio ambiente. Logo, se você vai para lá achando que não terá contato com bichinhos ou insetos, melhor repensar porque não é essa a proposta do hotel Juma. O hotel não pretende colocar os hóspedes em uma bolha, mas sim que eles se sintam parte do ecossistema que os cerca em harmonia e com segurança, é claro.



A varanda do nosso bangalô era um charme também! Nossa, que lugar mais gostoso! Com 2 espreguiçadeiras, duas redes, chuveiro e uma choupana, a vista para o rio Juma era de tirar o fôlego, especialmente durante o pôr do sol!




Como lá amanhece e anoitece cedo, a gente corria para assistir ao pôr do sol que começava às 18h sempre!





Só tivemos um pequeno problema em relação ao chuveiro do quarto e varanda, no penúltimo dia, eu queria tomar uma ducha de tarde logo após retornar do passeio de caminhada na floresta, mas havia bem pouca água e depois de conversar com os donos, eles explicaram que realmente houve um problema no abastecimento da caixa d'água que seria restabelecido e que já estavam construindo uma nova caixa d'água para dar conta de todas os bangalôs.

** Refeições no Hotel de Selva **

O almoço é servido todos os dias na grande cabana do refeitório, com pratos preparados com ingredientes bem regionais, com apresentações bem caprichadas e aquele toque caseiro gostoso que a gente espera quando pensa em culinária das regiões Norte e Nordeste.




O melhor de tudo é que a cada refeição são servidos pratos diferentes ou até podem repetir um ou outro ingrediente, mas o preparo será diferente. Portanto, aguarde por pratos elaborados com tucumã, muitos peixes da região como o pirarucu, por exemplo. 



Achei tudo bem fresco, bem feito e me esbaldei! Sério mesmo... se tem uma coisa que nenhum hóspede poderá reclamar do Juma é de passar fome! Tudo absolutamente farto por lá, desde o café da manhã, servido das 7h às 8h (sim sim... o dia começa cedo no Juma, viu? Se sua ideia de passeio ou de férias não inclui acordar cedo, talvez o Juma não seja a sua praia... mas o lado bom é que lá você acabará dormindo cedo também... ou seja, você terá tempo suficiente para repor suas energias), o almoço é servido das 12h às 13h, o lanche da tarde é servido das 17h às 18h e o jantar é servido das 19h às 20h.





Eu até tinha levado comigo umas barrinhas de cereal, uns snacks, mas eles só fizeram mesmo viajar comigo porque voltaram do jeito que foram (na verdade, voltaram amassados kkk). Não é necessário! Salvo se você tiver alguma restrição alimentar, alguma frescurite em relação aos pratos servidos, mas aí puxa vida... a culpa não é do hotel, certo? rsrs... 




E vejam bem, a variedade de comidas bem caseiras e bem gostosas é tão grande no Juma que eu não acredito que você não seja capaz de comer algo do que é servido por lá!





O café da manhã é excelente, repleto de frutas, ovos, pães variados, frios, salsichas, tapioca com queijo coalho, sucos... tinha uma banana frita e salgada, bem durinha, tipo snack, que eu amei de paixão! 







Já para o almoço ou jantar, pratos como arroz, feijão, macarrão, farofa de mandioca, aipim frito, aipim cozido, saladas variadas sempre com tomate, alface, couve flor, brócolis, beterraba, peixes, frango, carne bovina, ovo, sopas...  estavam presentes no buffet e eu tenho certeza de que vocês vão gostar de pelo menos algumas dessas opções.





Tudo é servido em esquema de buffet (self service) e você pode se servir quantas vezes quiser e aguentar, até retirarem. E não se preocupe em comer correndo, desesperado, se você não conseguir chegar no horário em que começarem a servir, pois a maioria dos pratos, pelo que pude perceber, é reposta e eles sempre avisam um pouco antes quando vão retirar as comidas, para ninguém comer correndo nem ficar com fome, ok? 





Todos os funcionários são muito gentis, educados, solícitos e simpáticos. Aproveitei para trocar uma ideia com um deles que contou para a gente sobre sua vida em Manaus, sobre passeios na região... muito atencioso.



Ahhhh... e as sobremesas eram do jeito que eu gosto, com aquela dose de glicose que deixa sempre o meu dia muito feliz! kkkk... tivemos bolos, tortas, como um pavê tipo sorvete de maracujá que estava delicioso, logo no primeiro dia, e eu desejei muito que fosse repetido durante a minha estada, mas não foi kkkkk...  muitas frutas... bem, tudo delicioso!



  
Todas as refeições servidas, fosse no almoço ou no jantar, apresentavam uma sobremesa diferente e muito gostosa!

E eu nem contei para vocês sobre o piquenique na floresta que também fizemos, igualmente incluído no preço da diária! Foi um churrasco delicioso que comemos no dia do passeio da caminhada mais longa na selva que eu contarei melhor, em detalhes, no próximo post.

Ai gente, esse post aqui ficou muito grande e eu deixarei para contar para vocês sobre os passeios e mais sobre as opções de lazer no próximo, ok? 


CLIQUE AQUI e leia também o post sobre os passeios oferecidos pelo Juma Amazon Lodge




** FICHA TÉCNICA **

- Juma Amazon Lodge


- Telefone: +55 (92) 3232-2707

- Email: reservas@jumalodge.com.br 

- Localização: a Floresta Amazônica é cortada pela linha do Equador e ocupa a maior parte da região norte do Brasil. O estado do Amazonas, o maior do país, abriga grande parte da floresta e seus rios mais importantes. Do encontro de dois deles, Solimões e Negro, é formado o Rio Amazonas. A poucos quilômetros deste encontro, às margens do Rio Negro, está a cidade de Manaus, capital do estado. O Juma Amazon Lodge encontra-se a cerca de 100 km ao sudeste de Manaus, numa área completamente preservada de 7 mil hectares. O Juma está localizado em uma região de água negra, por isso a proliferação de mosquitos é pequena.





- Como chegar: 

. transfer regular terrestre + fluvial (que foi o que eu fiz): 

- Trecho 1 (45 minutos): Partindo do Porto do Ceasa em Manaus até a Vila do Careiro – barco rápido. Durante este trecho o barco passa pelo Encontro das Águas na ida e pelo Flutuante do Pirarucu na volta.

- Trecho 2 (1 hora): Vila do Careiro até o Rio Maçarico – veículo fretado (Rodovia BR 319 Manaus - Porto Velho).

- Trecho 3 (1 hora): Rio Maçarico até o Juma Amazon Lodge – barco rápido. Primeiro contato mais íntimo com a floresta, passando por furos e igarapés.

Total de quase 3h de deslocamento, mas se considerar desde o aeroporto, aí poderá passar de 3h.

. transfer aéreo especial: O vôo é feito por um hidroavião da empresa Seaplane Tours e dura aproximadamente 30 minutos. Pode ser feito tanto na ida para o Juma, quando sai do Porto do Tropical em Manaus, ou na volta, saindo do próprio Rio Juma na frente do hotel. É uma experiência única contemplar toda a beleza da Floresta Amazônica do alto.

- Acomodações: O Juma Amazon Lodge possui apenas 21 bangalôs, com sua construção totalmente integrada à Floresta Amazônica. Foi construído em terra firme sobre palafitas, na copa das árvores. Este procedimento é necessário para atender às épocas de cheia dos rios onde o nível da água pode subir até 15 metros.




Todos os materiais utilizados na construção do Juma, abundantes na região, foram criteriosamente extraídos da própria floresta, no mesmo processo utilizado pelas populações ribeirinhas em suas casas.

São oito bangalôs com vista para a floresta, doze para o Rio Juma e um panorâmico. Todos possuem varanda com rede, banheiro com água quente gerada por energia solar e ventilador (mais do que suficiente para a noite Amazônica, mais fresca que na cidade).

- Wi-fi / Internet / Sinal de Celular: a resposta é não para todos. Prepare-se para ficar off, fazer um detox e desconectar-se do mundo agitado da sua rotina e mergulhe de cabeça - literalmente, se der um tibum no rio - nesse universo amazônico




- Práticas Sustentáveis adotadas pelo hotel: http://www.jumalodge.com.br/pages/sustentabilidade

Com localização privilegiada numa área intacta no meio da Floresta Amazônica, o Juma Amazon Lodge desenvolve suas atividades de acordo com os Princípios de Sustentabilidade, por meio de ações que visam agir corretamente com as questões ecológicas, socioculturais e econômicas, a partir da crença de que a proteção da floresta é um dos escopos do próprio hotel, minimizando ao máximo o impacto que sua estrutura possa ocasionar ao meio-ambiente.

. Energia Solar Fotovoltaica: Foram adquiridos 42 painéis solares, que ficam dispostos num flutuante de 100 m2, possibilitando ao Juma eliminar grande parte do uso do gerador. Os painéis funcionam com o auxílio de 72 baterias, armazenadas em um lugar próprio. 

. Aquecimento solar da água: Todos os bangalôs possuem água quente, por meio do uso de um sistema que agrega um painel solar com um reservatório de água em cada bangalô.

. Sistema de Tratamento de Esgoto: O esgoto do hotel é tratado por um eficiente sistema que reúne os tipos de tratamento mais utilizados mundialmente: separação de gordura e óleo, separação de sólidos, tratamento anaeróbio, tratamento aeróbio com difusores bolha fina, decantação, filtração biológica, reuso do lodo e desinfecção por radiação ultravioleta.

. Reciclagem Central de Resíduos: Todo o lixo do Juma é separado por meio de lixeiras de reciclagem que podem ser encontradas em diversos pontos do hotel e depois armazenado numa Central de Resíduos com espaços específicos para cada tipo de lixo.

. Ações sociais: mais de 90% dos funcionários que trabalham no hotel são pessoas da comunidade local. O hotel participa de palestras bimestrais junto à comunidade para informá-los acerca de boas práticas para a proteção do meio ambiente, como justamente as questões relacionadas ao aproveitamento do lixo orgânico, a coleta seletiva, construção de um minhocário, dentre outras, sem contar as doações de livros, roupas e brinquedos para as crianças da comunidade, que também são realizadas pelo hotel, em parceria com o Professor Paulo Sawaya.



- Opções de Lazer: além dos passeios oferecidos pelo hotel, de acordo com cada acomodação e tempo de hospedagem, o hotel também disponibiliza opções de lazer, tais como a sua piscina de rio, o próprio rio em si, para quem desejar mergulhar, decks com mesas e cadeiras, redário para relaxar, livros na recepção, mural para pintura também na recepção... lembrando que não tem sinal de celular, nem internet por lá e que todo amanhecer e todo pôr do sol são espetáculos à parte!



- Passeios oferecidos pelo hotel: http://www.jumalodge.com.br/pages/ecoturismo

CLIQUE AQUI e leia também o post sobre os passeios oferecidos pelo Juma Amazon Lodge





- Para conhecer as opções de pacotes: http://www.jumalodge.com.br/pages/pacotes

- O que está incluído no preço do pacote:

. Crianças de 0 a 5 anos são cortesia.
. Crianças de 6 a 10 anos com 2 adultos no mesmo quarto têm 50% de desconto nos quartos triplos.
. Limite de Bagagem: 10kg por pessoa. Preferência por malas que não sejam rígidas (a bagagem extra pode ser deixada no escritório do Juma – não cobramos por isso).
. Pensão completa (café da manhã, almoço e jantar).
. Passeios (conforme roteiro).
. Guias falando português e inglês.
. Traslado – aeroporto / hotel em Manaus / Juma Amazon Lodge / Manaus (hotel ou aeroporto).
. Saídas regulares para o Juma das 06h30 às 07h30 (o pick-up varia conforme o hotel) e às 13h30 do aeroporto, e retorno chegando em Manaus até às 12h.



- Formas de pagamento: cartão de crédito mediante pagamento antecipado. As contas do bar só podem ser pagas em dinheiro. Não aceitamos cartão de crédito no hotel.

- Que tipo de roupa levar: na sua bagagem não pode faltar repelente! Isso é importante. Se quiser levar capa de chuva para se garantir, é bom. No meu caso, dei sorte e não vi um pingo de chuva sequer enquanto lá estive. Legging ou calça de trilha fechada em baixo para fazer as caminhadas na floresta, tênis fechado e meia mais comprida também para as caminhadas, pois eles pedem para não deixar a perna de fora nem com entradas fáceis para cobras. Não vi cobras, mas é bom tomar cuidado também com elas e com aranhas e formigas. No geral, roupas confortáveis, roupas de mergulho (levei biquínis e bodies, pois fico mais à vontade com body para trilha, caminhada e mergulhos). Chapéu também é fundamental, pois o sol castiga lá na Amazônia pela proximidade com a linha do Equador, tanto quanto é fundamental ter um bom filtro solar e óculos de sol. 



  
- No Booking.com: clique aqui  nota 8,7

- No TripAdvisor: nota 9, com mais de 350 avaliações, encontra-se em 1º lugar dentre os hotéis classificados em Autazes e tem o Certificado de Excelência - clique aqui

- Perfil no insta: @juma_amazon_lodge



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CLIQUE AQUI e leia também o post sobre os passeios oferecidos pelo Juma Amazon Lodge

VEJAM MAIS FOTOS AQUI DO JUMA AMAZON LODGE

PÔR DO SOL







NASCER DO SOL









12 comentários:

  1. Caramba! Nunca imaginei que o turismo na Floresta Amazônica fosse tão desenvolvido!!! Adorei o hotel, os passeios, a comida, o destino, enfim, tudo! Apesar de morar no Brasil e conhecer quase 50 países, nunca pensei em visitar a floresta. Mas agora vendo que é possível, já entrou na minha lista. Parabéns pelo post! Abraços!

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    Respostas
    1. Ei, Cris!
      Fico tão feliz que tenha gostado... foi algo tão maravilhoso que vivenciei por lá que voltei muito empolgada querendo mostrar para todo mundo que é possível sim conhecer a Amazônia com algum requinte e sofisticação rsrs... e segurança, acima de tudo!
      Muito obrigada pelo carinho!
      Espero que um dia você vá sim lá!
      Beijinhos,
      Lily

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  2. UAU !!! Post lindo abordando a minha região :)

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    Respostas
    1. Jessica, querida!
      Tudo bom?
      Pois é... eu amei muito, viu? Foi uma experiência única e diferente de tudo que já vivi!
      Adorei! Fiquei triste porque o Julio não pôde ir comigo, mas pretendo voltar com certeza, com ele!
      Beijinhos enormes,
      Lily

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  3. Menina fiquei encantada com esse lugar! Se não fosse tãlo longe partiria de imediato! Tudo em um lugar, conforto e paz de espírito! Espero de verdade visitar a Amazônia!

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    1. Ei, amiga!
      o lugar é maravilhoso, não é? Eu fiquei muito encantada com tudo que vi e vivi por lá! Foi um momento muito mágico, um Brasil que a maioria dos brasileiros não valoriza e cabe a nós divulgar e cuidar dele também!
      Espero que um dia você consiga ir também!
      Beijinhos grandes,
      Lily

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  4. Impressionando com a beleza e a natureza desse lugar! Realmente deve ter sido uma experiência maraviliosa! Pretendo muito em breve fazer esse mesmo roteiro! Parabéns pelo post muito rico em detalhes e com lindas fotos.

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    1. Com certeza, você vai adorar quando for! Foi uma das experiências mais lindas que já vivi! Desde o transfer, que é um passeio em si, passando pelas instalações do hotel, seus cuidados com o meio ambiente, os passeios de imersão na floresta, a alimentação com ingredientes regionais... tudo por lá é especial e único! Fico feliz por saber que se interessou por conhecer. Precisamos mesmo valorizar e divulgar as belezas da Amazônia!
      Beijinhos,
      Lily

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  5. O céu da Amazônia é sem igual!!
    Carinho enorme por esse lugar, já ficamos num hotel de selva e foi uma das experiências mais maravilhosas da minha viiiida!
    Estou louca para levar o Manu em um desses.
    Beiiijoooo, ameiii o post.

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    1. Cris, não sei se para crianças pequeninas é uma boa porque as passarelas que interligam tudo por lá não são muito vedadas e eu teria aflição de ver uma criança tropeçando lá e caindo... mas acho que com 5 anos em diante eu acho que fica bem mais tranquilo, viu? É algo totalmente diferente, lindo de ver e viver!
      Beijinhos enormes,
      Lily

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  6. Adoro cada pedacinho dessa Amazonia, mais precisamente Manaus. É uma pena que o turismo na região seja em maioria de estrangeiros, porque Manaus tem muito a mostrar. Me apaixonei por tudo, principalmente pela gastronomia tão peculiar. Eu comia "x-cabloquinho" no café, "pirarucu de casaca no almoço" e a tradicional costela de tambaqui no jantar. Como não amar.
    Parabéns pelo Post foi de ficar apaixonado mesmo.

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    1. Camis, a Amazônia foi uma surpresa incrível! Realmente, foi uma grande emoção poder visitar essa região pela primeira vez!
      Já quero voltar!! Obrigada pelo carinho.
      Beijo grande,
      Lily

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