quarta-feira, 13 de julho de 2016

5º DIA NO ATACAMA: Salar de Tara

No nosso quinto dia de aventuras pelo Atacama, ou seja, dia 01° de Abril, fizemos o passeio ao Salar de Tara, que é um dos passeios que todos sempre indicam como sendo imperdível e um Must Go, embora não esteja dentre os mais tradicionais vendidos pelas ruas principais de San Pedro.




A convite da Flavia Bia Expediciones, fomos conferir a magnitude do salar e ver se é tudo isso mesmo que dizem por aí rsrs... 


- SALAR DE TARA:

. Saída: 08:00 - 16:00 hrs.

. Altitude máxima durante o passeio: 4.400m

. Tour: 75.000 cl - LEITORES DO BLOG APAIXONADOS POR VIAGENS TÊM DESCONTOS ESPECIAIS NOS PASSEIOS COM A FLAVIA BIA EXPEDICIONES. 

. Roupa: fomos bem agasalhados, principalmente porque faz frio de manhã, mas naquele modo cebola, pois, à medida que foi passando o tempo, também foi esquentando e a gente ia aos poucos tirando os casacos. Julio chegou a ficar com blusa de manga curta (ele é bem calorento e pode não ser referência). Já eu fiquei com uma segunda pele térmica branca. No retorno a San Pedro, aí já estava bem quente mesmo, porque em San Pedro, de tarde, o calor era forte na época em que fomos.  





O Salar de Tara fica dentro da Reserva Nacional de los Flamencos, que foi criada em 1990 e possui quase 74.000 ha. Localizada dentro da comunca de San Pedro do Atacama, na Região de Antofagasta, ano norte do Chile, a Reserva está dividida em 7 setores em diferentes alturas e cada um com condições climáticas particulares. Dessa forma, o setor que compreende o Salar de Tara também abrange Aguas Calientes e está a 120km de San Pedro, com altura máxima de 4.860 metros! É coisa pra chuchu! 

Portanto, o Salar de Tara está em uma região cercada de grandes vulcões em seu entorno, além de lagunas como as de Tara e a Negra, cobrindo uma área de cerca de 48km² de relevo erodido, terrenos ondulados e uma vegetação única que caracteriza bem a Puna do Atacama.





Dessa vez, saímos um pouco mais cedo, às 8h, e voltamos por volta das 16:30h, e quem nos acompanhou foi o guia Christian da equipe da Flávia Bia Expediciones.

Logo no início do passeio, ainda perto de São Pedro, paramos na estrada para admirar ao longe o Salar de Atacama e o vulcão Licancabur. Este pode ser visto de muitos lugares e é realmente imponente! Como faz fronteira com a Bolívia, metade do vulcão é chileno e metade é boliviano.




Christian mostrou para a gente uma região onde ainda há minas de bombas fruto do momento de tensão ocorrido na década de 80 na Terra do Fogo, ao sul do Chile e Argentina, década de muitos conflitos quando também o Chile apoiou a Inglaterra na Guerra das Malvinas contra a Argentina. Por consequência de tanta tensão entre os países, o Chile ficou preocupado de a Bolívia e até mesmo o Peru se aproveitarem disso e retomarem terras do Atacama que no passado pertenciam a eles e que o Chile tomou durante a Guerra do Pacífico, na segunda metade do século XIX.



Depois, mais para frente, o Christian nos preparou um delicioso café da manhã após cerca de 1h de iniciado o passeio, o que foi ótimo porque a gente mal tinha comido no Hostal. O café da manhã foi à beira da estrada com uma paisagem linda para as montanhas e lagos, e com direito a um doce de leite argentino (sim, era argentino! Com todo o respeito aos chilenos, mas o doce de leite argentino é maravilhoso!)!!




Foi uma boa ocasião para a gente poder também observar a paisagem que ganhava contornos diferentes desde San Pedro. Não deixe de olhar atentamente a vegetação, a cor da laguna, os animais... no nosso caso, havia aves andinas bem curiosas.




Esse momento é importante para tomar chá de coca e/ou chachacoma para já começar a se aclimatar com a altitude que vai enfrentar. No meu caso, tomei um Tylenol por prevenção. Mas lembrem-se sempre de consultar seus médicos antes de viajar sobre como proceder nesses casos. Por exemplo, pessoas com labirintite podem sofrer bastante com a altitude.


Já que o Salar de Tara passa por alturas que ultrapassam os 4.000 metros, todo cuidado é pouco! Logo, caprichem no chá de coca e chachacoma e previnam-se para evitar o soroche, o mal das aturas e poderem curtir o passeio.




Lembretes importantes: antes de contratar a agência de passeios no Atacama, certifique-se de eles possuem telefone satelital, oxigênio no carro, step e kit de primeiros socorros. Eu considero bastante relevante observar isso, principalmente em passeios como este, para o Salar de Tara, em que vimos pouca ou quase nenhuma sinalização pela estrada que é, em boa parte, em terra, com muitas pedrinhas que causam bastante trepidação pelo caminho.

Então, seguimos para o Salar de Tara, que fica a mais ou menos 2h de São Pedro e, pelo caminho, fizemos algumas pausas para observar a estonteante paisagem de relevos e cores que nos cercava.




O que mais impressiona são os monges de la Pacana do Salar, que são altas formações rochosas espalhadas, frutos de erupção vulcânica, além da ação das erosões naturais do vento e chuva.


Contudo, foi o Muai de Tara, também é conhecido como o Índio de Tara, que mais nos chamou a atenção com seus 18 metros de altura! 


Trata-se de uma formação rochosa enorme, esculpida pela erosão do tempo e vento que realmente parece com um índio e é chamada de "Guardião"

Óbvio que ficamos ali parados um bom tempo, embasbacados com o seu tamanho ali no meio do nada, o seu formato, sua semelhança com o formato de cabeça de um índio... é incrível mesmo! E tiramos muitas fotos também... como não?

Voltamos para o carro e continuamos o passeio para outra parada mais adiante, onde pudemos admirar a bela Catedral, que é outra formação rochosa muito extensa que se assemelha, com certo esforço criativo, a uma fachada de uma Catedral Gótica.





Neste ponto, que é um mirante, estávamos já de frente para a laguna do Salar de Tara, a mais de 4.000 metros de altura!




Na sequência, ainda de carro, fomos observar de perto mais formações rochosas. Dessa vez, a cor predominante era o branco e elas eram enormes!





Chegamos a subir em uma para aproveitar e fotografar!!



Fomos de carro até um pouco mais para frente, onde o Christian nos deixou a pé para que caminhássemos, descendo em direção à laguna, enquanto ele seguia de carro na frente e adiantava o nosso almoço.




Caminhamos observando tudo ao nosso redor, absorvendo toda aquela paisagem e tentando compreender aquela magnitude toda.



Bem, o cenário é bastante bonito e mostra uma imensidão de deserto sem fim do Salar de Tara, colocando a gente em uma posição bem diminuta no meio de tudo aquilo que nos cercava. Todavia, eu confesso que esperava ver um salar mesmo, principalmente após ter visitado Uyuni.



Lembrem-se de que esse passeio já foi feito em nossa segunda etapa da viagem, após termos passado 4 dias na Bolívia e termos percorrido o salar de Uyuni. Sendo assim, no de Tara, eu imaginava ver aquela imensidão branquinha, ou algo parecido com o que vi em Uyuni, só que não foi o que encontramos por lá.

Como disse, é algo que impressiona também, com todo aquele deserto, a laguna ao longe em tons mesclados de azul, branco, as diversas rochas coloridas, enormes... tudo isso é incrível, só que eu esperava um pouco mais. 




Especialmente em relação aos flamingos... puxa, eu fui com alta expectativa de ver muitos flamingos no Salar de Tara onde haviam dito que era certo de ver flamengos na laguna do Salar de Tara. O único problema é que havia quase nenhum flamingo por lá, talvez uns 4 apenas e contados no deto rsrs... 

Por sorte, eu já havia visto muitos flamingos durante a travessia para a Bolívia, caso contrário, eu teria ficado ainda mais frustrada. De repente, os flamingos do Salar de Tara resolveram migrar todos p ara a Bolívia kkkk... vai saber os ciclos migratórios deles? 



Ahhhh... e chegou aquela hora em que bateu a fominha, mas o Christian, que tinha ido de carro na frente, quando chegamos lá no local onde estavam os grupos reunidos, estava com tudo preparado esperando por nós! 





Nosso almoço foi à beira da laguna, mais uma vez preparado pela super Carlinha. E estava uma delícia! Salmão, arroz, legumes, batatas, vinho branco... hummmmm... difícil mesmo foi segurar a vontade de beber mais daquele vinho branco maravilhoso! E o medo de ter dor de cabeça por causa da altura? kkkk... nesses casos, o melhor é não abusar, viu? Vão devagar e não exagerem no vinho.





Outro detalhe importante é que não havia banheiro ali. Essa questão do banheiro é meio complicada em alguns passeios. Especialmente neste para o Salar de Tara, não havia banheiro em lugar algum. Portanto, a saída é buscar o "baño inca", aquele mesmo ali atrás da pedra rsrs...

O problema é que no local onde tradicionalmente os grupos param para almoçar, além de não ter banheiro, não tem muitas pedras escondidinhas para se aventurar e fazer seu xixi sem espectadores rsrs... minha dica é: ou tente fazer antes de chegar lá ou, como a gente não sabia, acabamos segurando a vontade e, na volta para San Pedro, pedimos ao Christian que parasse rapidinho perto de uma pedra discreta para a gente então aliviar essa vontade kkkk... 




Afinal de contas, com tanta pedra pelo caminho, não faltam baños incas, né? E num passeio de toma quase o dia inteiro, não há o que fazer, até porque é altamente recomendável que se beba muita água, muito chá de coca e/ou chachacoma para minimizar os efeitos da altura. 


Pela estrada, novamente o Licancabur mostrou a sua beleza e vicunhas apareciam ao longo do caminho. 


Achei mega fofo ver como eles enfeitam as vicunhas com lacinhos nas orelhas. 




Em San Pedro, nós aproveitamos para passear um pouco pelas ruas principais (Calle Caracoles) e fizemos mais comprinhas por lá. Julio começou a não se sentir bem e acabamos indo ao Restaurante Tierra para comer uma empanada chilena que descobri que é diferente da argentina porque a chilena é frita. A massa era integral e estava bem gostosa, com pouca gordura, mas ainda assim pesou para mim e no dia seguinte eu também não acordei muito bem disposta.





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