quarta-feira, 11 de maio de 2016

Rio de Janeiro: Trilha para o Mirante do Caeté, na Prainha

Em fevereiro deste ano, nós alugamos um carro em um final de semana e aproveitamos a previsão firme do tempo, com sol, e a companhia de amigos para explorarmos partes mais remotas da cidade (mais remotas se tomarmos por base a Zona Sul) e, assim, criamos coragem e reunimos disposição e energia para ir para a Zona Oeste da cidade conhecer alguns lugares novos.


O primeiro deles foi a Praia do Secreto, que na verdade é uma piscina natural encrustada em pedras logo depois da Praia da Macumba.

Já revelamos um pouco do segredo do Secreto AQUI NESTE POST. Basta clicar para descobrir esse paraíso.

 
Neste mesmo dia, como estávamos ainda com um belo dia pela frente (acordamos mega cedo e saímos de Copacabana por volta das 6:30 da matina para chegarmos no Secreto antes das 8h), resolvemos seguir adiante e fomos para a Prainha. Chegamos lá pouco depois das 9h da manhã e vocês acreditam que o estacionamento da Prainha já estava praticamente lotado? E ele é pago (acho que custou 10 reais). Incrível como enche lá e era um sábado! Portanto, se quiserem ir para lá, o limite de chegada tem que ser antes das 9h para garantir a vaga no estacionamento ou, do contrário, terá que ir para Grumari ou outra praia da região, como a Abricó, o que também não é má ideia.



Então, como ainda era cedo, resolvemos conhecer a trilha para o Mirante do Caeté, cujo início é bem ao lado do estacionamento, de frente para a praia, coincidindo com a entrada do Parque Natural Municipal da Prainha.


Logo na entrada há informações sobre o Parque da Prainha e mapas. Nós nos dirigimos para o lado direito, seguindo a trilha que é bem marcada e de nível fácil de dificuldade. E quando eu digo que é fácil, pode acreditar que é de verdade!


O calor que fazia nos deixou um pouco mais cansados na subida. Afinal, ainda estávamos em pleno verão e o calor era de rachar, no melhor estilo Rio 50° (porque Rio 40° é para os fracos kkk).


Mas a trilha é fácil, bem marcada, com momentos de subida e bem fechada até pelas copas das árvores, embora alguns clarões que surgiam sinalizavam onde estávamos e já dava para apreciar a Prainha à medida que subíamos.



A subida levou uns 35 minutos, com umas três pausas para beber água e respirar. Eu não sou referência quando o assunto é trilha e costumo fazer em ritmo contemplativo, sem aquele espírito de "chegar primeiro". Aliás, eu posso ser a última a chegar que já estarei feliz por ter chegado.


No final da trilha, fomos recompensados com o mirante do Caeté que é organizado, tem até lixeira e uma pedra que é clássica para fotos! Ainda bem que não tinha fila de 3h de espera como a Pedra do Telégrafo rsrs.



A paisagem é deslumbrante! E vejam acima a minha amiga querida, Day, do blog Seguindo Viagem, que nos acompanhou neste dia de passeios.

Lá do alto, podíamos ver bem as praias da Barra, do Recreio, da Macumba e até a do Secreto!


Viram como a Praia do Secreto nem é tão escondida assim?


Destacam-se também a Pedra da Gávea e do Pontal.

Engraçado que muita gente conhece essa trilha como sendo a Trilha da Prainha e, o mais curioso é que lá de cima, do Mirante do Caeté, não se vê a Prainha rsrs...

Ficamos por lá cerca de 1h, tirando fotos, descansando, bebendo água e fazendo um lanchinho.


Obs: Não tem banheiro na trilha, salvo o banheiro natural rsrs...

Descemos em ritmo mais acelerado do que na subida (para baixo todo Santo ajuda, não é? ). Mas atenção para não se empolgar demais e acabar escorregando. Como fomos em época de estiagem na cidade, não chovia há algumas semanas e o chão de terra estava um pouco deslizante.

E fomos, merecidamente, tomar um belo banho de praia na Prainha! Como não tínhamos levado barraca de praia nem cadeira, alugamos algumas. Os preços por lá são mais inflacionados (R$10,00 cada item).


 
A Prainha é uma praia famosa dentre os surfistas e nós nunca demos a sorte de pegá-la calminha. Bem, sorte seria para mim - Lily - que sou zero fã de ondas e prefiro o mar no modo piscina. Porém, o Julio já é o contrário rsrs... ele fica entediado com o mar parado e prefere quando há umas marolas para ele gastar energia e "pegar jacarés". Parece criança rsrs

 

Minha dica é caminhar para os dois lados da Prainha e tirar fotos de seus mirantes. É muito lindo!!!


 
Do lado direito da Prainha  (para quem olha a praia de frente), há um restaurante que estava bem movimentado. Nunca comi lá e por isso não sei dizer se é bom, mas o cheirinho das comidas era bem gostoso!

   

Nós já escrevemos sobre a Prainha aqui no blog. CLIQUE AQUI para ler a matéria completa.

Como estávamos com amigos que não conheciam esse lado da cidade e como fazia tempo que a gente não ia para lá, resolvemos seguir adiante e fomos a Grumari.

Já conhecíamos Grumari, mas o dia estava tão incrivelmente bonito que não poderíamos deixar de passar lá.


Inacreditavelmente, Grumari estava numa calmaria impressionante! Água transparente, quase sem onda alguma... uma delícia e um convite para um mergulho!


Não resisti e fui mergulhar um pouco, com menos emoção do que na Prainha, porque lá o mar estava agitado e com correnteza... eu tinha que driblar as ondas e esperar passar a sequência delas para conseguir dar um mergulho rapidinho e sair mais ligeiro ainda!

Já em Grumari, que também é uma praia famosa dentre os surfistas,  o mar estava tão calminho que nem parecia que essas duas praias são praticamente vizinhas!

Fiz também uma caminhada pela praia até perto da famosa praia do Abricó. Depois falo dela porque acabamos passando por lá no final do dia para mais um mergulho e ver o pôr do sol.


Antes, nós já estávamos famintos e fomos almoçar no Restaurante Point de Grumari, lugar onde também já estivemos em outras oportunidades.

O restaurante é grande e tem uma vista para a Restinga de Marambaia. Rola também uma música ao vivo por lá. Nós pedimos casquinhas de siri e moqueca completa!


Não é por que ele fica mais afastado que se trata de um restaurante barato. Aliás, esse conceito de barato no Rio de Janeiro anda bem sumido. Mas se pode dizer que a moqueca serviu bem 4 pessoas, mais a casquinha de siri para cada um, é claro, mais sucos e uns dois chopes... a conta ficou em torno dos 300 reais no total.



Então, como o dia não tinha acabado, fomos conhecer a já famosa Praia do Abricó, que fica entre a Prainha e Grumari. E sabem por que ela é famosa?


Porque é uma praia de nudismo! Sim, o Rio de Janeiro também tem praia de nudismo mas calma aí que nós não fomos lá para tirar a roupa Rsrs..

 

Eu - Lily - ainda tenho muito apego ao meu biquíni kkkk... e, para a alegria daqueles sem coragem como eu, a praia tem dois lados: um lado é para os que não se importam em ficar peladões, e dizem ser o lado mais bonito e maior também (lado esquerdo na foto, que na verdade não dá para ver)


E há um lado para os que têm apego às roupas, como eu rsrs... (lado direito, esse que aparecem nas fotos). Esses dois lados são naturalmente separados por pedras, bem parecido até com a praia de Tambaba, na Paraíba. Mas lá em Tambaba eu percebi um controle maior no acesso. Já no Rio, embora estivesse movimentado, não pude ver as regras de acesso nem o controle. Por isso mesmo, eu não indicaria a um grupo de mulheres que fossem para lá no meio da semana se estiver vazio. Eu teria medo.

A praia do Abricó que pudemos ver, ainda que pequena, estava cheia e o dia já estava acabando. Talvez pelo fato de ser cercada por pedras que formam duas pequenas enseadas que mais pareciam duas piscinas naturais (não sei se é assim todo dia), daí havia muitas famílias por lá.

 
 

Ficamos até o pôr do sol, que foi lindo!! Adoramos!!

E assim foi nosso dia na Zona Oeste, que começou bem cedo e terminou junto com a despedida do sol!


** INFORMAÇÕES SOBRE A TRILHA **

- Nome: Mirante do Caeté

- Localização: o início se dá em frente à Prainha, na Zona Oeste, dentro do Parque Municipal da  

- Nível de dificuldade: baixo

- Indicado para crianças: sim 

- Indicado para pessoas com dificuldade de locomoção: não

- Tempo médio da trilha: cerca de 30/35 minutos para subir e de 25/20 minutos para descer

- Como chegar: recomendamos ir de carro. O transporte público BRT deixará no Recreio e tem um Surf Bus que deixa próximo

. Surf Bus circula todos os dias das 7h às 19h, podendo levar até 12 pranchões, 10 funboards, 20 pranchinhas e 10 bodyboards, capacidade para 30 passageiros sentados. Sai do Largo do Machado e vai parando nas praias de Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Macumba e Mirante da Prainha. Os horários de saída do Largo do Machado são: 7:00, 10:00, 13:00 e 16:00. Os horários de volta do Mirante da Prainha são: 8:30, 11:30, 14:30 e 17:30. O percurso leva em média 1:30 e os pontos de embarque e desembarque podem ser feito ao longo do caminho, em frente a hotéis da orla ou pico das ondas

- O que levar:

. Água! Muito importante levar ao menos 1 litro de água por pessoa
. Repelente: eu fui atacada por mosquitos
. Filtro Solar 
. Chapéu / Boné 
. Lanchinho / snack: você pode levar barrinhas de cereal, biscoito ou depois comprar algo no quiosque da Prainha que fica em frente ao estacionamento  (mas a gente não gostou muito da torta de frango deles)
. Barraca de Praia: se você for para a Prainha depois, vai precisar de uma. Se tiver uma própria, melhor ainda. Se não tiver, basta alugar por lá mesmo. Preço médio em fevereiro era: 10 reais para a barraca e um pouco menos para as cadeiras 
. Sapato confortável para trilha. Nós fomos de tênis, mas daria para ir de crocs. Apenas não recomendo chinelo porque eu escorrego bem mãos fácil de chinelo.
. Chinelo: não para a trilha, mas sim para a praia, assim como roupa de banho.

- Infraestrutura: ao lado do estacionamento da Prainha tem chuveiros de água doce e banheiros. Não tem banheiro na trilha.

- Melhor época do ano para fazer a trilha: nós fomos no verão, mas não recomendamos porque o calor castiga. Melhor ir entre os meses de maio e outubro, quando as temperaturas estão mais amenas. Verifique antes a previsão do tempo para evitar fazer a trilha com chuva, que pode ser perigoso. Aliás, isso vale para qualquer trilha.


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