sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Conhecendo a Prainha, no Rio de Janeiro

Dia de Feriado no Rio de Janeiro, 20 de janeiro, dia de São Sebastião, Padroeiro da Cidade

Como aproveitar um feriado no Rio, já que dessa vez não deu para viajar? Que tal passear e descobrir novos cantinhos ou então finalmente arrumar um tempo para ir naquele local para o qual você nunca consegue se planejar ou não arruma tempo? 

É claro que se você preferir ficar em casa descansando, está ótimo também!! 

Mas, eu sou mais do tipo que prefiro passear e, ultimamente, tenho buscado conhecer mais a minha cidade. É impressionante como a gente esquece da nossa própria cidade, não acham?

Quando viajamos, a gente faz todo o planejamento, estuda mapa, compra livro ou guia, procura os pontos turísticos. Já, na nossa própria cidade, talvez porque moremos ali mesmo e pensemos que um dia poderemos ir a um ou outro lugar, no final das contas, a gente se enrola mais e fica adiando rsrs... ao menos, posso dize que eu sou assim, mas estou mudando, viu?

Então, totalmente motivada por esse espírito desbravador do Rio de Janeiro, eu aproveitei o feriado de São Sebastião, que nos abençoou com um dia lindíssimo de sol, e fui conhecer a famosa Prainha.

Já ouviram falar na Prainha?


Pois bem, ela fica depois do Recreio dos Bandeirantes. Não é mais considerada como praia urbana e tem na sua vizinha, Grumari, um destino  mais badalado.

Por que ir para a Prainha requer um planejamento mínimo? 

Primeiro, porque para quem não  mora no Recreio, Barra da Tijuca ou Jacarepaguá, a Prainha é longe. Fica a cerca de 50 km da Zona Sul do Rio de Janeiro.


Segundo, o acesso se dá somente por carro! Sim, não tem ônibus para lá, não tem metrô, não tem outra opção além de carro.

Para "melhorar" a situação, há uma forte restrição ao estacionamento de carros na Prainha. E só tem uma - UMA - avenida de acesso, que é a Avenida Estado da Guanabara.

E para fechar com a cereja do bolo, a praia é disputadíssima por surfistas ávidos por suas ondas e que madrugam, literalmente, para chegarem lá bem cedo e conseguirem as melhores ondas.



Já deu para perceber que ir à Prainha exige o sacrifício de acordar cedo, certo? Para quem não curte essa programação, realmente não dá certo. Se deixar para ir lá no meio da manhã ou mais para o meio dia, minha recomendação é desistir, A NÃO SER QUE SEJA EM DIA DE SEMANA! 

Aos finais de semana e feriados, os lugares para estacionar o carro lotam com muita rapidez.

Eu fui com meu namorado e amigos e chegamos lá às 08:30, mais ou menos, e acreditem em mim quando eu digo que já estava cheio! Cheio mesmo! Muito cheio

Então, mesmo que você não seja surfista, a recomendação é ir cedo para lá. 

Se não conseguir ir cedo e quiser arriscar, em último caso, não tendo mais vaga para estacionar, siga adiante e vá para a vizinha e tão bela quanto Grumari. Você não vai perder o dia e em Grumari há beeeeem mais vagas para estacionar o carro.

Eu até fiquei tentada a fazer a trilha da Prainha, uma trilha de dificuldade nível 2, numa escala de 0 a 5, e que leva ao Pico do Caeté. Uma trilha que começa no Parque Municipal Ecológico e segue por dentro da Mata Atlântica até atingir o cume, onde há um mirante que dizem ser lindo e de onde se avista toda a região da Barra da Tijuca, Maciço da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e a própria praia. Até onde eu sei, a trilha é leve.


Inclusive, conversei com um salva-vidas que estava no Mirante da Prainha e que me orientou sobre a trilha. Ele disse que costuma correr pela trilha, onde faz o seu exercício diário (ele me humilhou, né? correr na trilha!!! kkkkk... só os fortes mesmo!!). Segundo orientações dele, para começar a trilha, basta ver na praia onde está a casinha dos salva-vidas, mais ou menos no meio da praia. Ande então em direção à Mata Atlântica, passando ao lado do estacionamento. Ali começa a trilha. Segundo o salva-vida, a trilha é bem marcada e fácil de percorrer sem se perder.

O site do O Globo, em matéria sobre as Dez Trilhas para Curtir as Paisagens no Verão Carioca, sugere 05 horas para fazer essa trilha do Pico do Caeté. O salva-vidas, aquele mesmo que diz que corre na trilha para se exercitar, disse que eu faria em meia hora. Estranho, né?

Verdade é que eu não fiz. Eu estava de chinelos e o sol já estava forte. Bom mesmo é chegar na Prainha, garantir a vaga do seu carro, e antes mesmo de armar a barraca de praia na areia, faça a trilha. Pronto! Trilha de manhã cedo, sol ainda não escaldante. 

E jamais se esqueça de levar água, seja para qual trilha for! O calor no Rio está de matar!

Com relação à Prainha, como eu já disse, ela não é propriamente uma praia urbana, mas fica bem perto do Recreio dos Bandeirantes. Sua área faz parte da APA - Área de Proteção Ambiental Prainha, sendo uma área de proteção ambiental onde é vedada a construção de edifícios.


Pelo meu instagram (@lilypestana) assim que eu publiquei as fotos da Prainha, chegaram a me perguntar onde se hospedar por lá. 

O lugar é lindo! É paradisíaco mesmo! Mas, justamente por ser APA, não tem construção alguma além dos poucos quiosques e do restaurante do seu Mirante. 

O bom é que há alguns quiosques por lá.



Se você se esquecer de levar barraca de praia e cadeira, também tem como alugar. Conseguimos fazer a cadeira a R$5,00 porque pedimos 4 no total. Barracas de Praia nós levamos as nossas. Estavam na faixa dos R$8,00 para alugar.

Leve água. Mas, ao menos no dia em que eu fui, havia, para minha surpresa, bastante vendedor ambulante oferecendo mate, água, biscoito Globo (aquele de polvilho). Além disso, há uns 03 quiosques ao longo da praia, que são bons pontos de apoio para comer algum lanche. Nós até compramos uma quiche de um dos quiosques que estava razoável, um pouco seca, mas dava "pro gasto".

Quanto à praia, ela é linda mesmo!

O mar é agitado! Não é a toa que ela é a queridinha dos surfistas. Muitas ondas e não recomendo para crianças pequenas. Além de muitas ondas, havia forte correnteza em alguns trechos e muitas bandeiras vermelhas alertando do perigo. Ainda assim, consegui entrar algumas vezes e banhar-me, pois, embora houvesse muitas ondas, elas quebravam longe da praia, da areia, e já chegavam menores perto dos banhistas. Agora, para quem não está acostumado, não é surfistas e não quiser ter problemas, fique mais na beirada e divirta-se com segurança!



Sugiro uma caminhada, já que ela não é muito grande e, de ponta a ponta, você poderá contemplar mais ainda as suas belezas.





Em uma ponta da praia está o Mirante da Prainha, uma estrutura legal, com quiosque, parquinho para crianças, mesinhas, bem estruturado e de onde se tem uma visão maravilhosa da Prainha.






Caminhando no sentido oposto, sugiro que suba pelo asfalto da Avenida Estado da Guanabara. Sim, pelo asfalto mesmo! Vá por mim! Tem um trecho, ao lado do asfalto, já para pedestres caminharem. Lá do alto há um mirante e de onde você terá outra vista deslumbrante da Prainha, da Mata Atlântica... nossa, é belíssimo!!!





Para o almoço, nós seguimos para um Restaurante que fica depois de Grumari: Restaurante Point de Grumari. 



Pertinho do Restaurante há um mirante de onde se vê beeeeeeeeem ao longe a praia de Grumari.


O mais legal desse restaurante Point de  Grumari é, dentro dele, a vista que ele proporciona para as lagoas, lagos e até mesmo a Restinga da Marambaia é incrível.



Com relação ao almoço, o restaurante é grande, com ambiente interno e com música ao vivo e ambiente externo. Como era feriado e estava bem cheio, esperamos cerca de 10 a 15 minutos para conseguirmos mesa e apenas do lado de fora.



O bom foi ficar longe do cantor, pois, sem querer desmerecer seu trabalho, ficar perto de cantor é ruim por causa do som que atrapalha as conversas.

O ruim é que do lado de fora, vez ou outra, vinha o barulho do gerador de luz, barulho bem alto e incômodo. Então... barulho por barulho, escolha o que menos te desagradar rsrsrs...

Quando aos pratos, pedimos o famoso pastel de camarão, que estava realmente uma delícia.


Também pedimos uma moqueca de peixe um bobó de camarão.



Esses pratos serviram muito bem 05 pessoas, sendo 2 homens e 3 mulheres. 

O preço médio da moqueca era em torno dos R$80,00. No ratátá - rateio - minha conta ficou na casa dos R$70,00. Ou seja, não é um restaurante baratiiiiiiiiinho, mas também não é um absurdo, porque comemos muito bem.

Estava tudo muito saboroso. O atendimento é um pouco enrolado, mas com paciência e boa vontade, tudo se ajeita.

E assim foi o meu dia de São Sebastião, muuuuuito bem aproveitado com amigos e namorados e conhecendo mais um lugar novo na minha cidade!!! Parabéns ao Rio de Janeiro pelos seus 448 aninhos!!! 


4 comentários:

  1. Nossa Lili!

    Eu amei tudo!! Mas a parte das comidinhas!!! Ai é de matar hahahahhaha

    Esperando ansiosa pelos posts de Angra!

    Beijos Di.

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    1. Oi Di! Só falta você aqui com a gente para passearmos muito!!! Que bom que você gostou!!!
      Prainha é um lugar paradisíaco mesmo! O nosso Estado é abençoado com belezas naturais incríveis!
      Beijinhos,
      Lili

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  2. Opá, essa já estava na minha lista.
    Fiquei sabendo a poucos dias desse maravilhoso lugar.
    De praia só vamos conhecer, eu acho: Prainha (Recreio)/ Joatinga (Joá)/ Arpoador (Ipanema)

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    1. Oi Eloah! Tudo bom?
      Muito obrigada pelo comentário!
      E aí? Como foi a sua vinda ao Rio, afinal de contas??
      Eu acabei me perdendo e não lembro se você conseguiu visitar tudo o que pretendia. Gostou?
      Mas precisa voltar com mais tempo, viu?
      Beijinhos,
      Lily

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