segunda-feira, 11 de abril de 2016

Santiago: Última Etapa da Viagem - Mais Dicas!

Chegamos em Santiago no dia 05 de Abril para uma passagem super ligeira de apenas 1 noite, retornando do Atacama. Foi intenso, mas conseguimos aproveitar do jeito que a gente gosta: em ritmo maratonista!


Museu de Bellas Artes

Difícil mesmo foi reunir o resto das forças que ainda tínhamos pós 12 dias de Atacama e Bolívia, mas a gente se esforçou e vou contar para vocês como foi.


Vinícola Cousiño Macul

Bem, no aeroporto de Santiago o assédio dos taxistas é um saco. Fomos em dois guichês do Taxi Aeropuerto, que Rebeca e Isa usaram quando chegaram de viagem e pagaram só 20.000 pesos para o bairro Providência na primeira hospedagem em Santiago, só que havia ninguém por lá em torno das 11h da manhã, vocês acreditam? Como não queríamos pegar qualquer um daqueles chatos que ficaram assediando a gente, fomos ao guichê da Transvip para contratar um tranfer privado que ficou em 22.400 pesos para 3 pessoas - Eu, Julio e Rebeca - para o Bairro Centro.

O problema é que dessa vez a Transvip não foi tão legal. Ficamos esperando quase 15 minutos que uma van viesse para a gente porque na lógica deles a "prioridade" era encher as vans coletivas. Eles encheram duas vans de transfer compartilhado até chegar uma para a gente. Achei um absurdo. Reclamamos umas três vezes, inclusive no guichê dentro do aeroporto e ninguém pareceu se preocupar. Ou seja, nós que pagamos mais caro (22.400 pesos dividido por três) ficamos esperando que as vans compartilhadas (custa uns 6.500 pesos por pessoa para o Centro) enchessem - e eles colocam até umas 8 pessoas dentro da van, para podermos ir finalmente. Revoltante! Melhor ter pagado logo o transfer coletivo.

Depois, para piorar, o motorista que nos levou ousou sugerir deixar a gente com mala e cuia na esquina de uma rua que nem era a nossa ainda, a cerca de uns 500 metros do hotel ou mais, porque a rua estava engarrafada! Sério, gente! Parecia piada. Claro que recusei essa "gentil" proposta dele. E depois ele ficou reclamando que a rua do nosso hotel era sem saída. Ridículo!


  
Bem, pelo menos fomos muito bem recebidos no Casanoble Boutique Hotel pelo Leonel e a gente se sentiu verdadeiramente acolhidos neste pequeno hotel do centro de Santiago.

De quebra, o Leonel reservou nosso táxi para o aeroporto para o dia seguinte por 12.000 pesos a corrida! 

** SOBRE O CASANOBLE BOUTIQUE HOTEL **

Não sei vocês, mas eu adoro os hotéis com carinha de pousada, menores, mais acolhedores, onde nos sentimos em casa. Melhor ainda se o hotel reunir todas essas  características e ainda for boutique, ou seja, mais sofisticado, com aqueles cuidados, como ser recebido com um copo de água  (e não ser cobrado por isso). Curti muito a proposta do hotel.




Nosso quarto era uma graça! Decoração fofa, clean com um toque vintage, espaçoso na medida, com ventilador, TV, estante, mesa com uma cadeira e alguns detalhes interessantes, como o lavabo do lado de fora do banheiro, o que torna bem prática e otimizada a utilização do banheiro. As toalhas do banheiro eram ótimas, chuveiro com água bem quente e boa pressão e com blindex.




Alguns poréns, contudo, devem ser mencionados: não há ar condicionado, mas há calefação. O quarto tem uma janela para uma área comum anexada ao salão do café da manhã. Não sei se isso me incomodaria se eu ficasse mais dias, pois não ouvi baralho enquanto estiver, embora eu tivesse levantado bem cedo no dia seguinte para partir sem nem ter podido experimentar o café da manhã.

A parte chata é que deixar a janela aberta, o que era super agradável, causava a nossa falta de privacidade. É algo contornável ainda mais para quem ficar menos tempo.




Com relação à localização do hotel, ela era muito boa! No centro, a passos da estação de metrô de Bellas Artes, referência ao Museu que se encontra ali super perto. No caminho para a estação de metrô, há muitos bares, sorveteira, comércio e o restaurante/bar Suburbia me chamou a atenção porque estava cheio o dia inteiro em plena terça feira e de pessoas locais. A sorveteria Mó também me conquistou! Pedi um sorvete de 2 bolas (2.300 pesos) e vieram 4 bolas, dentro de um copo mais o cone/casquinha. Tomei minha cota de sorvete de um mês kkkkk. Delicioso!


Museu de Bellas Artes

A pé, com caminhadas curtas ou medianas (de 5 a 30 minutos), a partir do Casanoble, é possível ir aos seguintes lugares:

- Museu de Bellas Artes (5 minutos)
- Plaza de Armas (uns 15 minutos)
- Parque Florestal (5 minutos)
- Mercado Central (uns 10 minutos)
- Patio BellaVista  (de 15 a 20 minutos)
- La Chascona e Cerro San Cristóbal  (de 20 a 30 minutos)
- Cerro Santa Luzia  (10 minutos)
- Palácio La Moneda (uns 15 minutos)
- Barrio Lastarria (de 10 a 15 minutos)

Vejam como o hotel é bem localizado! E o staff é super atencioso em apontar no mapa as atrações turísticas. O hotel fornece gratuitamente mapas aos hóspedes.


Então, chegamos no hotel por volta das 12h e, após check in  (lembre-se sempre de que se você pagar em dólares e em cash, ficará isento do tributo de 19%), o Leonel ligou para o Bocanáriz e fez nossa reserva para aquela mesma noite.

Obs.: Além da questão de se pagar em dinheiro para ficar isento do tributo de 19%, guarde sempre junto ao seu passaporte ou identidade o registro da imigração que você receber (um papel) porque os hotéis vão pedir esse registro para comprovar que você é turista viajando pelo Chile por menos de 3 meses e não residente.

Caminhamos pelas redondezas para a gente se localizar, passando pelo Museu de Bellas Artes onde há uma bela estátua de um anjo na frente (eu já visitei o museu em 2008 e 2011 e nunca dei muita sorte com as exposições temporárias que eram muito pós modernas para minha vã filosofia rsrs.... 

Como nosso tempo era curto e a fome era grande, só passamos pelo Museu e seguimos adiante), continuamos, portanto, pelo Parque Florestal, que se assemelha a um bosque encrustado na cidade à beira do Rio Mapocho.


Parque Florestal

Os chilenos curtem muito essa proposta dos parques e é super comum vê-los fazendo piquenique, com amigos, namorando, ouvindo música ou lendo livros.

Parque Florestal

E por já estarmos no outono, as folhas das árvores estavam com aquele aspecto amarelado lindo da estação. Ou seja, um verdadeiro convite à apreciação.


Rio Mapocho

Fomos no sentido dos Bairros Recoleta e Bella Vista, primeiro, para a Rebeca confirmar o passeio que ela faria - e fez - no dia seguinte de bike por 3 vinícolas (ela ficou 1 dia e meio a mais que a gente e fez esse passeio super diferente com a agência La Bicicleta Verde que fica na esquina das Calles Loreto com Santa Maria - www.labicicletaverde.com), segundo, para comermos algo e continuamos na direção do Pátio BellaVista para acharmos algo aberto e que fosse rápido.

O Pátio BellaVista fica entre as Calles Pio Nono e Constitución e reúne vários bares e restaurantes das mais variadas gastronomias. O lugar costuma estar sempre com movimento e, na falta de indicação / inspiração, lá é um excelente local para refeições. Na verdade, como não encontramos facilmente o Pátio (passamos da entrada rsrs), a gente foi parar direto em dois restaurantes bem conhecidos: Azul Profundo e o Laminga. O primeiro, eu e Rebeca já conhecíamos. Logo, fomos ao Laminga que, inclusive, está muito bem avaliado e classificado no ranking dos restaurantes do site TripAdvisor, estando em 7º dentre 3.537 restaurantes avaliados (na data de hoje).



O restaurante Laminga fica na Calle Constitución n. 125.


Almoçamos no Laminga e fomos muito bem atendidos pelo Gabriel que nos orientou na escolha do vinho (em Santiago é incrível como todos os garçons parecem entender de vinhos e falam com tanta propriedade que só nos resta aceitar) e escolha dos pratos. Eu e Julio optamos pela merluza  (a minha era frita) e Rebeca pelo salmão. O vinho foi o branco, naturalmente. A média dos preços dos pratos era de 9.000 pesos chilenos e não cobraram pelo couvert, que normalmente é de graça mesmo nos restaurantes do Chile.


Salmão com Palta

Merluza frita
Como tínhamos uma visita agendada na Vinícola Cousiño Macul, às 16h, fomos de táxi do Bairro Bella Vista até a viña, que fica ainda dentro de Santiago. Foram 40 minutos de táxi que custou uns 23.000 pesos. O tempo já estava chuvoso a essa altura e o trânsito de Santiago não é dos melhores. Infelizmente, chegamos com cerca de 15 minutos atrasados e pegamos o Tour Premium já iniciado.



Endereço: Av. Quilín 7100 Peñalolén, Santiago

** SOBRE A VINÍCOLA COUSIÑO MACUL **




A visita que fizemos, a Tour Premium, foi uma cortesia da vinícola com o Apaixonados por Viagens, mas custa 20.000 pesos para quem se interessar. A reserva pode ser feita por email para ventas@cousinomacul.cl. A chuvinha fina não nos permitiu ficar do lado externo  por muito tempo, mas as parteiras de Cabernet Sauvignon e Merlot que vimos estavam muito bonitas e com uvas ainda, já que a vindima, ou seja, a colheita das uvas, ocorre de março a início de maio.





A Cousiño Macul é a terceira mais antiga vinícola de Santiago, existindo desde 1856, fruto do trabalho e dedicação do imigrante português Don Matias Cousiño (as mais antigas são as viñas La Rosa e a Carmen). Hoje, são 100 hectares de viña em Santiago e 300 hectares fora de Santiago, com uma produção anual de 5 milhões de garrafas de vinho cuja administração permanece sob os cuidados da mesma família, que já está em sua 6ª geração.

Curioso saber que pelo menos 80% dos visitantes da Cousiño Macul são brasileiros. Ou seja, ou os brasileiros estão viajando mais e também mais interessados sobre esse universo da viticultura, ou são os chilenos que perderam o interesse rsrs...






Maurício nos acompanhou durante a visita, fornecendo explicações sobre a história da vinícola e um pouco sobre o processo de produção dos vinhos. Após a visita à antiga bodega, que foi utilizada até o ano de 2000 e hoje é Patrimônio Histórico, sendo mantida refrigerada entre 10 e 15ºC e tendo sido construída para resistir aos eventos sísmicos, também pudemos olhar a bodega exclusiva da família, com vinhos de alto potencial de guarda. 

O Tour Premium oferece, ao final, uma degustação de vinhos e queijos, orientada pelo guia que nos ajuda a identificar as notas que compõem os vinhos, seu grau de acidez, dentre outros elementos que são estudados em cursos de sommelier e também por enólogos. 


Nossa degustação, que adotou o estilo de harmonização por contraste e harmonia, foi acompanhada pelos seguintes queijos: de vaca, blue (que lembrava um gorgonzola, manchebo, brie e edam. E os vinhos que experimentamos foram, na seguinte ordem:

  
1) Isidora Riesling, com 13,5% de teor alcoólico, acidez média a alta, com coloração amarelo a verde, bordas prateadas, sendo um vinho limpo, brilhante, sem sedimentação. Viscosidade baixa e aromas primários como ervas, vegetais e frutas. Nos aromas secundários, foram identificados mineiras com notas até de querosene presentes. Apresenta-se adequado com um aperitivo porque a sua acidez abre o apetite. Foi harmonizado com queijo de cabra e também combina com comida asiática. Pode ser guardado por 4 a 5 anos. 



2) Antiguas Reserva Chardonnay 2015, que ficou 6 meses em barrica francesa, com 13,5% de teor alcoólico, denso com notas de baunilha, lácteas de modo geral, mas também vegetais, como palmito e aspargo. Um vinho seco, de baixa acidez. Mas também nos foi explicado que é difícil mesmo encontrar um chardonnay com acidez alta. Ele não é apropriado para ser um vinho de aperitivo e, por isso, sempre pede um acompanhamento, que pode ser um salmão (pescado mais gorduroso), mariscos cozidos, uma pasta com milho branco, ou um creme ou um frango, com pouco condimento. Trata-se de um vinho elegante e combina bem com o queijo brie. 


Obs: o queijo manchebo, que se assemelha bastante ao parmesão, combina melhor com vinho tinto mais leve. O importante é não haver sobreposição de sabores, ou seja, ao escolher um vinho, o ideal é que o queijo (ou comida de modo geral) não se sobreponha ao sabor do vinhos, que ambos os sabores possam se complementar no sentido de potencializar as notas do vinho e não as anular.

3) Don Matias Reserva Camenere 2015, a uva que se pensou estar extinta na Europa, mas foi redescoberta no Chile após ter sido confundida com a Merlot por mais de 100 anos em terras chilenas. Com 14% de teor alcoólico, apresenta aromas de frutos vermelhos, ameixa e, após revolver a taça, também identificamos aromas de pimentão verde e vermelho, além de um toque floral de rosas. Em seu sabor, notas de doce como foram percebidas bem como taninos, sendo este um vinho de acidez média para menos, já que o Camenere sempre será um vinho de caraterísticas médias. Harmoniza bem como comida chilena, carne, cebola, cazuela, mas também carnes magras sem muita gordura, como o carneiro. Degustamos com o queijo edam.


4) Antiguas Reserva Shyrah, com 14% de teor alcoólico, apresentou notas de madeira, chocolate, canela e café. Mais licoroso, com viscosidade média a média alta e acidez média, é um vinho muito mais rico que harmoniza bem com queijos de maturação mais longa, como o manchebo ou o grana panado. Mauricio nos informou que os melhores vinhos desta uva, contudo, são os australianos! Também harmonia bem com carne de porco, jamon serrano, carnes exóticas de modo geral e pato. 



5) Finis Terrae, com 14% de teor alcoólico, composto por um blend de Cabernet Sauvignon e Merlot. Identificamos notas amarelas, aromas de ameixa seca e figo seco. Um vinho equilibrado, redondo, com acidez e corpo altos, no qual se notam os taninos altos também, que perduram, tudo isso permitindo que possa ser guardado por mais anos. Degustamos com o queijo azul, embora não fosse a combinação perfeita, mas é boa. Harmoniza com carnes gordurosas, exóticas, carnes vermelhas...


Obs.: Não confundir taninos com acidez. Sempre sentimos primeiro a acidez na língua e embaixo dela, enquanto os taninos, posteriormente, são percebidos na gengiva e em cima da língua. 


6) Late Harvest, com 12% de teor alcoólico, um vinho doce bastante apropriado para ser servido com a sobremesa, no qual identificamos notas de maça cozida, pêssego, mamão, frutas enlatadas, baunilha, notas cítricas e mel. Nós o degustamos com o queijo azul e o Mauricio nos disse que ele também harmoniza com o roquefort. 




Obs: Outra dica interessante que o Mauricio nos passou foi a respeito do tempo de maturação dos vinhos em barrica:

- Vinhos ícones ficam mais de 24 meses na barrica
- Vinhos Premium ficam em média 16 meses na barrica
- Vinhos Gran Reserva ficam ao menos 12 meses na barrica
- Vinhos Reserva ficam 6 meses na barrica

Detalhe para o fato de que a vinícola Cousiño Macul somente utiliza barricas de origem francesa e os vinhos de primeiro uso são os ícones, como o Lota. De acordo com as informações prestadas pelo Mauricio, ela somente usa a barrica por três vezes. 




  
Conclusão dessa experiência na vinícola: de que eu ainda tenho muito o que aprender e de que meu olfato é uma porcaria porque eu não consegui identificar nem metade, quiçá 10%, dos aromas e notas que o Mauricio indicava e orientava para sentirmos kkkk... ou seja, ou eu não nasci para ser chique ou realmente a minha rinite atrapalha bastante.




Fomos rapidamente à loja, que já estava em vias de fechar, e compramos alguns vinhos, pois eles nos informaram que os vinhos vendidos na loja são, em média, 15% mais baratos do que nas lojas de vinhos de Santiago.





Após passarmos umas horas, portanto, na Cousiño Macul, a gente resolver voltar - bêbados - de táxi e de metrô em vez de voltarmos direto de táxi, para economizarmos um cadinho e gastarmos e vinhos mais tarde rsrs... 

Quase como uma aparição, depois de algumas tentativas frustradas de chamar um táxi pelo Easy Taxi ou Uber - o sinal de wifi lá na Cousiño não estava muito bom, do nada apareceu um taxista lá e tratamos logo de pegá-lo. Da vinícola até a estação de metrô Quilín, o táxi custou 2.000 pesos. Pegamos o metrô até a estação Tobalaba, onde fizemos a baldeação e seguimos pela linha 1 até a estação Baquedano (sentido San Pablo), onde fizemos outra baldeação para pegarmos a linha 5 para descermos na estação Bellas Artes (sentido Plaza de Maipú), estação que era a mais próxima do nosso hotel, então retornamos ao Casanoble para deixar os vinhos que compramos - é claro que compraríamos, né?

Rua do Museu de Bellas Artes e que dava acesso ao nosso hotel, Casanoble Boutique
O metrô de Santiago é muito bem conectado e permite visitar todas as suas atrações turísticas de metrô, com curtas a médias caminhadas. Eu gosto muito e usei bastante quando fui em 2008 e 2011. Inclusive, no nosso GUIA DE SANTIAGO E ARREDORES, há dois posts com dicas de como conhecer Santiago de metrô. 

Obs: Veja aqui no site do Metro de Santiago os seus horários de funcionamento e tarifas, pois lá os preços dos bilhetes mudam a depender da hora do dia.

Então, para encerrar o dia, que havia começado mega cedo - lembrem-se de que a gente estava em São Pedro do Atacama, acordamos às 5h da madrugada, pegamos um transfer para a cidade de Calama, onde há aeroporto, voamos para Santiago e chegamos no hotel por volta das 12:00 e fizemos tudo isso acima e ainda tem mais! rsrsrs - entãoooo.... a gente ainda caminhou DE NOVO para o bairro BellaVista e, dessa vez, achamos o Pátio BellaVista onde a Rebeca fez câmbio, já que ela ficaria em Santiago por mais 1 dia e meio e, àquela hora, esse era o único local perto do hotel (uns 15 minutos de caminhada) com casa de câmbio ainda aberta, ou teríamos que ir a algum shopping). 


Lá não é o melhor câmbio, mas era o que estava ainda funcionando e ela não teria tempo no dia seguinte pela manhã para trocar dindim antes da saída do passeio de bicicleta que ela faria.

De lá mesmo nós fomos para o Bocanáriz, que fica no Bairro pitoresco, histórico e boêmio da Lastarria (Ave Victorino Lastarria 276), entre BellaVista e o nosso hotel, o Casanoble. 


O Bocanáriz é bem conhecido e famoso por ser um dos melhores lugares de Santiago para apreciar a bebida chilena mais queridinha: o vinho! Eu confesso que fiquei impressionada e COMPLETAMENTE PERDIDA com tantas opções de vinhos no cardápio. Portanto, nem preciso dizer que o forte deles não é a comida, mas sim a bebida. Como estávamos cansados, já era tarde da noite e já havíamos bebida um bocado na vinícola Cousiño Macul, a gente foi pela opção mais prática e fácil: degustação de taças de vinhos, tal como já sugerido pelo cardápio.



Na verdade, o cardápio sugere alguns combos de degustação, como, por exemplo, no meu caso, que optei pela degustação de vinhos da uva Camenere, a uva ícone do Chile, por 4.900 pesos! O bom é que os garçons ajudam também a escolher os vinhos e as comidinhas que harmonizem melhor. 

A gente ficou com as empanadas e uma tábua mistas com itens do mar e terra para experimentar. A Rebeca depois voltou sozinha em horário de almoço e nos contou que eles servem um menu de almoço com preço muito bom, por menos de 10.000 pesos, com entrada, principal, sobremesa e harmonizado com vinhos. 


O legal do Bocanáriz é poder justamente conhecer vinhos, uvas e vinícolas menos famosas, menos badaladas, mas nem por isso com menos qualidade. Pelo contrário, proposta da casa é fazer com que a gente abra a nossa mente e se surpreenda com novidades. Por isso, o ideal é sair do  lugar comum da Cocha Y Toro e provar algo diferente. E não é a toa que o Bocanáriz está simplesmente em 6º lugar, com quase 3.000 avaliações, dentre quase 4.000 restaurantes avaliados no ranking do TripAdvisor. Ou seja, o lugar é realmente bom, nós fomos e aprovamos!


Agora sim, nosso dia em Santiago terminou! Opaaaa... calma aí que no caminho para o hotel, eu ainda parei na sorveria Mió, bem pertinho do hotel, e tomei um super sorvete de 2 bolas (mas eles serviram 4 bolas gigantes!!) de chocolate amargo e doce de leite para, agora sim, encerrar minha noite com maestria, feliz e realizada com uma viagem em que deu tudo certo e a gente se divertiu bastante!


Missão cumprida e fim de férias!!



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