sexta-feira, 21 de julho de 2017

Portugal é a bola da vez do turismo!

Você com certeza está antenado de que Portugal é a bola de vez não só para o turismo, dentre brasileiros e europeus, que buscam cada vez mais descobrir e explorar suas belezas, praias, rios, vinícolas, gastronomia, arquitetura, castelos e conhecer um pouco mais de sua história, bem como é a bola da vez para muitos que estão considerando sair do Brasil e buscar um novo lar para melhoria de vida, de qualidade, segurança, educação e saúde, setores que estão, infelizmente, vivenciando um verdadeiro colpaso em diversas cidades brasileiras, mormente quando falamos em segurança pública, pois as notícias da violência são assustadoras para todos, para quem vive aqui no Brasil (e falo por mim, que moro no Rio de Janeiro, cidade que amo de paixão, mas onde morro de medo de ir a vários lugares... nem trilhas mais eu venho fazendo por medo...) e isso é muito triste, essa sensação de ser refém da sua própria casa é algo que vem motivando várias pessoas a buscarem outras oportunidades.

Quem vê esse mar calmo nem imagina que essa praia foi palco de uma das maiores ondas surfadas no mundo, em Nazaré. Créditos: Centro de Portugal 

Ria de Aveiro com seus charmosos barcos (Moliceiros). Crédito: Centro Portugal
E assim Portugal, que ainda vivencia também sua crise econômica, mas que vem dando sinais de melhoria aos poucos, está encantando as pessoas por ser um lugar mais tranquilo para se viver, não mencionado quando o assunto é terrorismo (graças a Deus! isso ainda não chegou por lá) e que tem um clima menos difícil para se acostumar, além de não ser alvo constante de catástrofes da natureza, como terremotos etc. Logo, é um ótimo lugar sim para se considerar viver. Porém, enquanto isso, se você não tem esses planos, só que está pesquisando um bom destino para passear, Portugal também poderá te supreender com preços mais acessíveis, especialmente em tempos de euro custando tão caro para nós brasileiros que ganhamos em reais, certo? Trata-se de um destino que, comparado com outros da Europa, é dos mais baratos e não é a toa que atrai também vários outros europeus que vão para lá passar férias, principalmente no verão, quando buscam suas famosas praias, como as da região do Algarve. E, além dos preços mais camaradas, não podemos esquecer a facilidade do idioma. Ok ok... não pensem que o português de Portugal é fácil de entender à primeira vista... pois não é! Pelo contrário... por diversas vezes, quando eu visitei Portugal, eu sentia mais dificuldade em compreendê-los do que entender um espanhol ou um inglês. Mas vamos combinar que ainda é mais fácil do que tentar entender um alemão, certo? kkkk...

E uma das regiões bem interessantes de Portugal, que eu tive o prazer de conhecer em 2005 (Jesus amado... e lá se foram mais de 12 anos!! Definitivamente, está mais que na hora de eu voltar, não acham?) é o Centro do país, uma charmosa região portuguesa repleta de destinos populares: Aveiro, Coimbra, Viseu, Nazaré, Óbidos, Tomar, Fátima e tantos outros. Tenho primos que moram hoje em dia em Viseu e Coimbra.

Sé Velha, em Viseu (foto da Lily)
Viseu (foto da Lily)

Sé Nova, em Viseu (foto da Lily)
Quando fui em 2005, tinha também um primo morando em Aveiro, onde fazia faculdade. E tenho grandes amigos (primos dos meus primos) que moram no Porto. Ainda pude conhecer Fátima também desta vez que visitei o país... e voltei encantada!

Catedral de Aveiro (foto da Lily)
Suas belezas estendem-se por todo o território ocupado por 2,3 milhões de habitantes que têm o dom de bem receber. Inclusive, o Centro de Portugal possui inúmeros patrimônios da UNESCO, haja vista sua rica história de monumentos e personagens, um litoral que é um paraíso do surfe, aldeias históricas, charmosos vilarejos, gastronomia riquíssima, vinhos inesquecíveis, natureza exuberante e muita cultura, que se somam a incontáveis motivos para uma visita. A principal cidade, Coimbra, onde se encontra uma das mais antigas universidades do mundo, está a apenas 200 quilômetros de Lisboa e a 135 quilômetros do Porto.

Ria de Aveiro. Créditos: Centro de Portugal
Uma curiosidade sobre a Universidade de Coimbra: ela foi fundada originalmente no ano de 1290, em Lisboa! Contudo, foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537 e declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 2013. É a décima sexta universidade mais antiga do mundo! O cortejo da queima das fitas, tradição secular que envolve os jovens formandos, teve sua origem em Coimbra.

Coimbra (foto da Lily)
Coimbra (foto da Lily)

Coimbra (foto da Lily)
Ficou interessado neste destino? Espero que sim! Coloque aí na sua listinha que você não vai se arrepender. E, para apetecer mais um pouquinho o gosto pelo país, vamos citar 5 curiosidades sobre o Centro de Portugal que eu acho que vocês não sabiam, desde morcegos que são guardiões de uma biblioteca até a maior onda do mundo... tudo isso fascina os viajantes.

1 – A maior onda do mundo já surfada, o Canhão de Nazaré

Essa é assustadora e quase matou a surfista brasileira, especializada em ondas grandes, a Maya Gabeira (filha do Fernando Gabeira), em 2013!

Uma gigantesca fenda no fundo do oceano que forma um verdadeiro desfiladeiro submarino a cerca de 500 metros da costa faz com que, de modo geral no outono, a cidade de Nazaré se torne palco de um dos mais impressionantes espetáculos da natureza. O Canhão de Nazaré funciona como um polarizados de ondulações.

Ondas gigantes que chegam a incríveis 30 metros de altura vão se formando desde a plataforma continental, numa extensão de cerca de 211km, começando a uma profundidade de 50 metros, até à planície abissal Ibérica, onde atinge profundidades na ordem dos 500 metros. Essas ondas conseguem viajar a uma velocidade muito maior pela falha geológica, chegando na costa praticamente sem dissipação de energia. A Praia do Norte, na vila de Nazaré, é onde essas ondas aparecem com certa frequência.

Vista panorâmica do litoral de Nazaré. Créditos: Centro de Portugal
Elas se chocam contra a costa e atraem todo ano os destemidos - e loucos - surfistas para verdadeiros desafios.

O esportista Garret Macnamara, em 2011, surfou uma onda de 23,77 metros – o equivalente a um prédio de oito andares. O fato foi tão impressionante que acabou entrando para o livro dos recordes. Detalhe: ele depois teve que ser rebocado da onda por um jet ski. Já em janeiro de 2013, McNamara surfou em Nazaré uma onda ainda maior, estimada em 30 metros de altura, segundo especialistas, mas que não foi evidenciada nem confirmada pelo Guinness. 

Em 28 de outubro de 2013, o surfista brasileiro Carlos Burle surfou uma onda de cerca de 30,4 metros, também na Praia do Norte, em Nazaré, concorrendo ao recorde, porém a premiação não aconteceu por ele não ter terminado completamente de surfá-la.

Percebam, portanto, que tem muito doido no mundo disposto a vencer o Canhão de Nazaré! Eu é que nem chego perto kkk... fico aflita só de ver as fotos! hahahah...


2 – A cidade que inspirou a canção “Menina da Ria”, de Caetano Veloso

Com mais de 50 anos de carreira, Caetano já se inspirou em grandes cidades para compor suas músicas, como a capital paulista para a canção “Sampa” e Londres para a poética “London London”.

Caetano Veloso compôs a música Menina da Ria em homenagem a bela Aveiro. Créditos: Uns produções

Em 2008, foi a vez de Portugal: durante um show em Aveiro, o cantor comprometeu-se a fazer uma canção sobre a bela cidade. Ele compôs a faixa “Menina da Ria” fazendo um paralelo divertido com sua já consagrada composição “Menino do Rio”. A música integrou o álbum Zii e Zie, como uma singela homenagem do compositor brasileiro à “Veneza Portuguesa”.

Aveiro (foto da Lily)
E quem for a Aveiro, por favor, coma alguns ovos moles por mim! hummmm... só de lembrar já fiquei com água na boca! A sobremesa mais típica de lá, à base de ovos (é claro!) é uma das minhas favoritas.

Os ovos moles são um doce tradicional da cidade de Aveiro. Nem Caetano Veloso resistiu a essa delícia. Créditos: Centro de Portugal
3 – Morcegos guardiões da Biblioteca Joanina

Biblioteca Joanina, localizada na Universidade de Coimbra. Créditos: Centro de Portugal
Localizada dentro da Universidade de Coimbra, essa biblioteca possui um acervo com cerca de 200 mil livros, com coleções raríssimas dos séculos XVI, XVII e XVIII. Proteger esse patrimônio é um verdadeiro desafio, que vai desde o cuidado rigoroso com a temperatura e umidade até o controle de pragas como as traças.

Biblioteca Joanina e seu acervo de mais de 200 mil livros. Pouca gente sabe que morcegos são os grandes guardiões desse tesouro histórico. Créditos: Centro de Portugal
Para combater esse inseto inconveniente, a biblioteca possui curiosos aliados: morcegos. À noite, eles se alimentam dos diversos bichinhos que corroem os papéis, mantendo todos os exemplares a salvo. E por essa, nem eu - Lily - esperava kkkk...

4 –  Trajes acadêmicos de Coimbra

Esse é um clássico! O traje acadêmico é um dos maiores símbolos da tradição universitária em Coimbra. O uniforme é usado desde o século XV para diferenciar os estudantes das demais pessoas. Com o passar do tempo, a roupa sofreu diversas alterações, mas, ainda hoje, vestir a capa e a batina de uma das universidades mais antigas do mundo é sinônimo de prestígio.

Estudantes se reúnem na Universidade de Coimbra. Créditos: Centro de Portugal

O traje acadêmico é um dos maiores símbolos da tradição universitária em Coimbra. Créditos: Centro de Portugal
A vestimenta é acompanhada por uma pasta onde é presa uma espécie de novelo feito com fitas da cor do curso do aluno. Dizem até que foi inspiração para os uniformes de Hogwarts, da série de livros e filmes Harry Potter.

5 – As muralhas de Óbidos

Dentre as vilas da região, Óbidos destaca-se por ser uma verdadeira fortaleza. Seu aspecto medieval chama a atenção principalmente por sua muralha imponente, construída para afastar os inimigos ainda na época do domínio dos mouros.

A charmosa vila de Óbidos com suas casas em estilo medieval. Créditos: Divulgação
Este período de domínio dos mouros, povos que habitavam o norte da África, onde hoje ficam o Marrocos e a Argélia, teve início no ano de 711, quando tropas islâmicas cruzaram o Estreito de Gibraltar e invadiram a Península Ibérica, vencendo os visigodos, que tinham origem germânica e que dominavam boa parte da península naquela época, além de expulsar os romanos, que também haviam invadido a região no ano de 300 a.C.

O termo mouro vem do latim maures, que significa “negro”, em referência à pele escura da população que havia sido dominada pelo Império Romano no século I a.C. A reconquista do território durou por toda a Idade Média quando somente em 1492 que os muçulmanos foram definitivamente expulsos pelos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Detalhe é que os mouros precisaram de menos de uma década para dominar a região onde permaneceram por mais de 700 anos e, naturalmente, deixaram suas marcas, notadas na arquitetura, especialmente nos belos e coloridos mosaicos, como também na música, já que estilos musicais como o flamenco e o fado nasceram influenciados por ritmos e instrumentos mouros. O violão, por exemplo, deriva de antigos instrumentos árabes.

Óbidos se destaca por ser uma verdadeira fortaleza. Créditos: Centro de Portugal
Você sabia que o Fado nada mais é do que um lamento “mouro” evidentemente com o sabor lusitano/português, o próprio “folclore” também é visto com muitas músicas derivadas da música moura. Obras, como a elevação das águas, também são de origem moura. Isso sem contar a influência no vocabulário que ficou na Língua Portuguesa: vegetais como açafrão, albarra, alface, acelga, azeitona, cenoura, maçaroca, alfazema, alcachofra, lima, limão, laranja, nunca esquecendo que o “al” nas palavras representava o nosso artigo “o” como nos nomes, Alberto, Almeida, Albuquerque,  Alcantara e assim por diante. Alguns outros termos ficaram definitivamente em nossa língua, como: Alfarrábio, Álgebra, Albufeira, Chafariz, Alcool, elixir, xarope, zero, zenite e uma infinidade de termos outros que têm origem moura. O tom da pele mais moreno, principalmente para o sul de Portugal, cabelos castanhos e olhos escuros também são associados à miscigenação ocorrida nessa época.

Mas, após esse breve relato histórico kkk (nem tão breve assim), voltemos para as mulhares de Óbidos que nos levaram a falar da invasão moura. Elas também eram utilizadas para o rápido deslocamento de soldados e hoje em dia as muralhas são usadas pelos turistas que visitam a cidade para terem uma bela visão panorâmica do vilarejo e seu entorno, embarcando em uma verdadeira viagem no tempo no instante em que se atravessa seus portões.

E assim espero ter despertado em vocês a maior curiosidade de todas: o desejo de comprar logo uma passagem aérea e visitar esse país incrível, terra dos meus avós paternos!



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