quinta-feira, 25 de maio de 2017

O que fazer em caso de emergência com crianças em Foz do Iguaçu?

By Rô Rocco

Quem tem filhos pequenos sabe que parece que existe um “bug no sistema” deles que em véspera de grandes eventos como viagens em família, festas de aniversário, eventos em grupo, eles resolvem cair doentes. Com a minha filha Clarinha de 1 ano e 3 meses não foi diferente. 


Na tarde véspera da nossa viagem para Foz do Iguaçu, senti que ela estava um pouco caidinha, quando a peguei no colo logo a senti quentinha. Medi a temperatura: 37,9º. Okay, não criemos pânico. Não deve ser nada de mais. Dei o antitérmico e tudo certo. Continuei adiantando as malas, organizando os documentos, bolsas, etc. Prontos para dormir 00:15h, ela acorda chorando: 38,9º! Pronto: Pânico instaurado. Liguei para pediatra, relatei o ocorrido. Carlos e eu inseguros, se embarcaríamos ou não com ela doente, eis que a Pediatra me diz:

- “Rosana, você não está indo para o meio do mato, se até quinta ela não melhorar, você a leva para uma emergência. Deve ser só uma virose”.

Por fim, decidimos embarcar. Ela ainda apresentou febre que sumia quando estava medicada e voltava quando passava o efeito. Chegamos em Foz 13:30h na quarta-feira do dia 19/04 e optamos por permanecer no hotel até que ela ficasse bem. Na quinta feira dia 20/04 o dia amanheceu chuvoso, frio e nada de ela melhorar. Então nós a levamos na emergência de Foz. Descobri que existem 2 principais hospitais na cidade: Um da Unimed e o outro Costa e Cavalcanti

Hospital Costa Cavalcanti
Endereço: Av. Gramado, 580 - Vila A - Foz do Iguaçu - PR, 85860-330
Telefone: (45) 3576-8000

Clarinha foi atendida pela pediatra plantonista que a avaliou e disse que ela estava com uma virose. Ouvidos limpos, pulmão limpo, receitou alguns remédios e voltamos para o hotel. Ela disse que se até o dia seguinte (sexta-feira) a febre não fosse embora, aí que eu deveria voltar lá. Na sexta, ela amanheceu sem febre e o sol apareceu.

5 Dicas do que fazer em caso de doenças com crianças pequenas no meio de uma viagem. 

1. Verifique a cobertura do plano de saúde do seu filho (a). 

Se o plano for nacional, você pode viajar tranquila, agora se o plano cobrir apenas o seu Estado de origem, esteja ciente da possibilidade de desembolso com os honorários médicos. O plano da minha filha é o AMS da Petrobrás e só possui cobertura nos estados onde a Petrobras atua. Foz não estava incluída nessa lista de cidades, então tivemos que pagar R$300,00 pela consulta.

2. Antes de embarcar, pesquise na internet qual o hospital mais próximo de onde você irá se hospedar. 

Na hora do desespero, já ter essa informação com você facilitará bastante. Quando estava a caminho do avião, fiz amizade com outra mãe que estava com um bebê de 8 meses indo para a Foz e descobri que ela morava lá. Aproveitei e já perguntei o nome do melhor hospital de lá e foi ela que me indicou o Costa Cavalcanti.


3. Verifique a distância do seu local de hospedagem para o hospital mais próximo.

Pode parecer bobagem, mas levamos 40/45 minutos para chegarmos ao hospital do atendimento, agora imagina em uma situação pior onde o tempo seria importante como em casos de engasgos? Claro que ninguém pensa em “desgraça” quando vai viajar, porém, em se tratando de crianças pequenas, que são altamente imprevisíveis, todo cuidado e agilidade são poucos.

4. Leve sempre uma mini farmacinha com os remédios da criança em viagens. 

Acho que todo mundo que viaja com crianças já deve levar alguns remédios, mas preciso frisar bem isso: Leve antitérmicos, antialérgicos, xaropes, soro fisiológico, sugador nasal, descongestionante, antisséptico e, em caso de dúvida, consulte o pediatra da criança.

5. Em caso de a criança não melhorar em 3/4 dias, volte para a casa.

A criança foi examinada, medicada e ainda assim não apresentou melhora? Volte imediatamente para a sua cidade de origem, corra para a pediatra, vá para a emergência, pois será necessária uma investigação mais a fundo. Não insista em continuar a viagem. A saúde do seu filho está em primeiro lugar. Importante ter em mente que as crianças respondem rapidamente às medicações, então se ele não melhorou, volte.

Por fim, após essa maratona, deu tempo para pelo menos curtirmos bastante com a pequena 3 dias inteiros em Foz. De sexta até domingo.


Que esta minha experiência sirva de alerta para outros pais, pois em se tratando dos nossos filhos, todas as precauções devem ser tomadas. Checar plano de saúde, hospitais na cidade de destino para emergências, consultar com o pediatra os remédios para levar e, por fim, rezar para nunca precisar de nada disso.



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