domingo, 9 de abril de 2017

Boracay: o caribe filipino! Dicas, roteiro e informações

terceira e última ilha filipina que visitamos foi Boracay, tida por muitos como um dos lugares turísticos de melhor infraestrutura do país por já vir se desenvolvendo para receber bem os turistas há mais anos, contando com resorts e ótimos restaurantes.




Guardadas as devidas proporções, poderíamos comparar Boracay com algum dos destinos caribenhos como Aruba ou Cancun. Porém, Boracay conserva ainda um pouco da vibe dos charmosos vilarejos do Nordeste brasileiro, como Jericoacora ou Barra Grande da Bahia, com ruas de areia próximas à praia, praticamente todo mundo andando com chinelo e roupas mais despojadas... muito diferente poder ver restaurantes chiques com o pessoal de chinelo assistindo aos fire dancers rsrs... mas não se engane, pois, apesar de chinelos nos pés, o pessoal anda vestido mais arrumadinho à noite, bem mais do que em El Nido, um depojado-chique, sabe? Até porque, em Boracay, dá para festar à noite.





Mar azul turquesa de águas cristalinas, areia branquinha, grandes hotéis e resorts de verdade, como os do grupo Hennan ou Shangri-la (bem diferente dos hotéis que se chamam resorts mas que têm nada de resort, como tem aos montes na Tailândia rsrs), além de contar com muitos restaurantes - váaaarios!! - cafés, lojas, galerias e shoppings! Vejam só como a diversão é certa!



Aliás, a noite é a mais animada dentre os lugares que visitamos nas Filipinas!


E antes que me perguntem por que preferimos ir à Boracay em vez de Coron, a resposta é simples: fato que Coron é um lugar mais rústico e lindo. Não temos dúvidas de que renderia fotos mais bonitas rsrs. A questão é que a gente, no segundo semestre do ano passado, enfrentou duas mudanças de casa, obra no apartamento novo, 2 meses sem Internet em casa ... uma loucura! Assim, planejar uma viagem de 36 dias líquidos (38 no total) de passeios, passando por 5 ou 6 países (eu fiz pelo menos uns 8 roteiros de viagem... até Vietnam e Laos já entraram na na rota da viagem, mas tive que retirar...) nessas condições foi um cadinho estressante. 




Somado a isso, ainda tive problemas com a Viajanet e Ethiopian Airlines com alterações nos meus voos e eu precisava ter certas margens de manobra no meu roteiro, com alguma flexibilidade para colocar em ação um plano A, B ou C, se fosse necessário, principalmente dentro das Filipinas, país que é famoso por ter problemas com companhias aéreas que cancelam voos ou atrasam muito.


Em resumo: eu escolhi o destino mais fácil de chegar - Bocaray - em vez do mais bonito - Coron, apelando pela praticidade e conforto porque chegou num determinado momento ao longo desta maratona de fazer roteiros em que eu já estava realmente cansada.




E não me arrependi, viu? Ao menos não me arrependi de ter ido a Boracay, mas sim, posso dizer que me arrependi de não ter colocado mais uns 4 dias nas Filipinas para visitar também Coron.


** COMO CHEGAR **


Compramos as passagens aéreas com a Cebu Pacific Airlines, saindo de Puerto Princesa, na ilha de Palawan (estávamos em El Nido e fomos de van até Puerto Princesa - cerca de 6h de estrada - onde apenas pernoitamos, pertinho do aeroporto, para no dia seguinte pegarmos o voo bem cedicinho), com conexão em Manila, para seguirmos para Caticlan, onde está o aeroporto mais próximo de Boracay, que é uma ilha bem pequena.



Nosso voo foi assim: Saída às  9:55 em Puerto Princesa – chegada às 11:20 em Manila - conexão em Manila para sair às 12:45 e chegar às 13:45 em Caticlan.


Antes de viajar, eu já havia lido muito a respeito dos atrasos e cancelamentos da Cebu Pacific. Torci bastante para eu vir aqui contar para vocês que a empresa melhorou e comigo deu tudo certo. Porém, eles fizeram jus à má fama rsrs. Nós saímos de Puerto Princesa com 2h de atraso e perdemos o voo de conexão em Manila. 


Por sorte, ainda havia naquele mesmo dia mais um voo saindo de Manila para Boracay e embarcamos neste voo seguinte, chegando em Caticlan por volta das 16:30h.


Portanto, a dica na hora de comprar seus voos dentro das Filipinas com conexão é verificar se há mais voos no mesmo dia e, de preferência, não comprar o ultimo voo para ter alguma margem de manobra. Em todo caso, também pelo que li, ainda que dê tudo errado e tenha que pernoitar para pegar o voo no dia seguinte, lá eles resolvem tudo e dão a hospedagem.


Nossa passagem custou no total, para 2 pessoas, 10.996php = mais ou menos R$710.00, mas esse valor inclui uma bagagem despachada de 20kg para cada um  (a franquia além do que eles oferecem é paga à parte, além de refeições, bebidas e marcação de assento, pelos quais você também paga.)


** SOBRE O AEROPORTO DE MANILA **


Eleito muitas vezes como um dos piores aeroportos do mundo, graças a Deus que tivemos a sorte de desembarcar no Terminal 3, que é o mais novo e realmente tem um alto nível, melhor do que o terminal novo do Galeão, no Rio rsrs 


E também demos a sorte de não ter que mudar de terminal porque havia lido que, para mudar de terminal, era necessário sair do aeroporto e ir por fora, o que muitas vezes pode ser perigoso e perde-se um tempo enorme.


Dessa forma, chegamos e embarcamos no mesmo terminal de forma bem rápida. E ainda tivemos que sair do desembarque para passar para a área do embarque e mais uma vez no Raio X e pelo counter.


Valeu para dar uma voltinha no aeroporto de Manila que é bem interessante no seu Terminal 3, repleto de lojas, comidinhas e o câmbio lá é o melhor! 1 uso = 50,25 php 


** CHEGANDO EM BORACAY **  


Fomos pelo aeroporto de Caticlan, o mais próximo a Boracay (tem até Starbucks na sala de embarque!). O aeroporto fica na ilha de Panay e a chegada é bem curiosa: a gente desembarcou no meio da pista, entrou num ônibus e saiu do aeroporto. Saiu mesmo! O ônibus deu uma volta pela cidade e nos levou para o aeroporto de novo.


- pegar triciclo do aeroporto até o porto de Caticlan (custou 50php)


- pegar o ferry ou barco de Caticlan para Boracay. Só que tem que pagar também as taxas portuária e ambiental.





O ferry é grande, estável e confortável, com 2 andares e custava 75php (pouco mais de 2usd) e estava prestes a sair quando chegamos. 





O meio mais fácil e econômico de chegar em Boracay é assim:


E os barcos de madeira, menores, naquele estilo "aranha" filipino custavam 25 php. Mas atenção, quando embarcar ou desembarcar, se alguém te ajudar e não for da tripulação, principalmente para colocar a mala no alto ou tirá-la de lá quando chegar, essa pessoa vai te cobrar por isso. A grande vantagem dos barcos é que saem a cada 5 minutos.



- atravessado de Caticlan para Boracay, ou seja, uma vez em Boracay, deve-se pegar um triciclo para o seu hotel. E pronto!


Seguem abaixo os valores:


- Triciclo do aeroporto de Caticlan ao porto Caticlan Jetty (de 1 a 3 pessoas) - 50 php 



* No Porto de Caticlan:

- Tx ambiental: 75php por pessoa 

- Tx do terminal: 100php por pessoa 

- Passagem no Ferry Boracay Express: 75php por pessoa 


Total: 550php  (para 2 pessoas)


- Triciclo do Cagban Port Boracay até o hotel Nigi Nigi Nu Noos: 150php 


A taxa de uso do porto também é paga na volta, mas a taxa ambiental é paga 1x apenas.


A travessia até o porto de Boracay dura uns 10 minutos.  


Horários dos ferries: entre Caticlan e Boracay, funcionam das 5h às 22h.


ATENÇÃO: Logo na saída do aeroporto de Caticlan há um stand em frente foi que assedia os turistas para comprarem o transfer privado que faz um trajeto de Van, depois a travessia em barco pequeno e termina com uma van para levar ao hotel já em Boracay, por 500 PHP por pessoa. Não há necessidade disso, pois é fácil ir sozinho. Além de ficar mais caro, tem o inconveniente de ficar esperando encher a van para sair e às vezes isso demora. 



O hotel onde ficamos hospedados, o Nigi NIgi Nu Noos ofereceu o mesmo transfer, só que privado, por 1.400 PHP. Surreal, não é? Prefiro nem comentar.


** HOSPEDAGEM EM BORACAY **

A praia mais badalada para hospedagem em Boracay é a comprida e concorrida White Beach. Ela é dividida em 3 estações onde a grande maioria das pessoas normais (com orçamento normal) fica hospedada. Se você tem uma orçamento mais folgado, gosta de um clima mais intimista, ambiente reservado, calma e sossego, procure pelos resorts fora dessas estações, como o Shangri-lá.


Diferenças rápidas entre as Stations:
- Station 2 é o burburinho, com bons hotéis e do shopping D`Mall
- Station 1 fica mais longe do porto e tem hotéis mais chiques, numa área mais tranquila
- Station 3 tem hotéis mais econômicos, é mais próxima ao porto

Distância de caminhada entre a Station 1 e 3: uns 30 minutos

Portanto, percebam que, se você não for preguiçoso e gostar de caminhar, na verdade, poderá ficar hospedado em qualquer uma das Stations e caminhar entre elas numa boa ou pegar tuk tuk e triciclo, até mesmo porque, em matéria de segurança, achamos tudo por lá bem tranquilo e dá para andar pela praia, onde estão vários hotéis e restaurantes, até tarde da noite sem qualquer tipo de problema aparente (não vimos nada que nos fizesse sentir inseguros por lá).



Assim, seguindo a dica da querida Carol, do blog e instagram Vícios de Viagem, que sugeriu como melhor região de hospedagem a Station 2. E, por uma mera e simples questão de praticidade e de saber que ela tinha ficado lá e gostado, reservei o mesmíssimo hotel que o da Carol e indico também para vocês pelas razões idênticas que ela indicou, o Nigi Nigi Nu Noos: bem localizado, pá na areia, no burburinho, ótimo bar à noite, com banda e músicas maravilhosas, café da manhã gostoso... ou seja, valeu a pena!





Mas segui a dica completa da Carol e não reservei o quarto mais simples, o standard, mas sim, ficamos em uma pagoda, tipo um chalé em estilo polinésio, muito muito fofo! Achei o custo-benefício muito bom, diante das opções que eu tinha para reservar.




Além disso, tinha um jardim bonito nos arredores da nossa pagoda, o café da manhã (embora fosse limitado a 340 php por pessoa por dia, ou seja, você poderia pedir tudo o que desejasse, mas se passasse desse valor, você pagava o extra) eu achei suficiente, já que os pratos que levavam ovos - e essa é uma boa dica para quem curte ovos no café da manhã - você poderia pedir quantos ovos desejasse para fazer sua omelete, por exemplo. Normalmente a gente pedia com 3 ou 4 ovos e ficava bem farto para começar o dia com sustância rsrs...





Logo, apesar de ter essa pegadinha do café da manhã (diz que está incluído, mas tem esse detalhe aí do valor por pessoa), dá para se alimentar bem (não é que sobre, viu? Mas foi suficiente para a gente) e o bar/restaurante do Nigi Nigi Nu Noos é um dos mais animados e com melhores músicas da praia!


Sabem o mais incrível? O agito do bar não atrapalhou nosso sono! Porém, nossa pagoda ficava bem nos fundos. Não sei dizer se para o pessoal que ficava mais perto da praia se o barulho à noite poderia ou não atrapalhar. Ouso até dizer que não.



Sobre a nossa pagoda: espaçosa, fofa, com uma decoração romântica, tinha água de cortesia reposta todos os dias, os preços do mini bar eram bons, mas dá para abastecer com itens comprados fora. Nós compramos umas cervejas no 7 Eleven e uns snacks para relaxar no final do dia, enquanto nos arrumávamos para sair à noite.

O quarto tinha ventilador, ar condicionado, janela, secador de cabelo, varanda e o hotel também fornece toalhas de praia. O banheiro é privativo e tem água quente. A pressão da água não é uma maravilha, mas deu para o gasto.

As amenities do banheiro eram interessantes, pois vinham dentro de uma sacolinha com um recadinho de que foram colocadas todas as que eles consideram suficientes para o nosso tempo de hospedagem. Realmente, deu certo e não precisamos pedir mais. Também não sei se cobrariam se a gente pedisse. Talvez sim.

Wi-Fi gratuito, mas não era assim sensacional. Pegava melhor nas áreas próximas à recepção.

E o melhor de tudo: no burburinho! Em cerca de 5 minutos estávamos no shopping D'Mall, estávamos também a passos de vários restaurantes, feirinhas de artesanato e souvenirs, casas de câmbio (a mais próxima e com melhor cotação era que estava no sentido da Station 3), shows com fire dancers, boates, passeio de barco (também no sentido da Station 3), casas de massagem, fish massage (aquela do aquário cheio de peixe em que você coloca os pés e morre de rir)... dentre outros atrativos.



Na frente do hotel há uma área na areia onde, pela manhã, há sunbeds (espreguiçadeiras) para os hóspedes, assim como são disponibilizadas toalhas de banho. Nessa mesma área, à noite, eles colocam mesas e cadeiras para quem desejar jantar/lanchar e ouvir uma boa música.



A especialidade do restaurante é mais internacional do que local, mas tem tudo que você procure, pois o cardápio da casa é bem grande e variado. Há pratos típicos filipinos e também mais americanos, como burgers. Quando jantamos por lá, pedimos frutos do mar que amamos.

Ficamos 3 noites no Nigi Nigi Nu Noos (de 7 a 10 de março de 2017) e fizemos a reserva via Booking.com (CLIQUE AQUI E FAÇA TAMBÉM A SUA RESERVA), onde o hotel ostenta nota 8,4 – escolhemos o quarto que era uma Casa de Campo estilo pagode Polinésio, por 872 reais + iof (com café, cancelamento gratuito - esse valor é o total). Vale lembrar que o hotel não tem piscina e, se isso for um critério importante para você, melhor considerar outro lugar.

Endereço: Station 2, White Beach, Malay, Aklan, White Beach Path, Boracay, 5608 Aklan, Filipinas
Telefone: +63-36-288-3101

Outras sugestões de hotéis, caso queiram comparar, com base nas nossas pesquisas antes de fechar com o Nigi Nigi Nu Noos, também cogitamos ficar hospedados nos que seguem abaixo:


* Na Station 2:


- Boracay Regency Beach Resort & Spa (Henann Regency Resort & Spa) – nota 8,2, com piscina, à beira mar, quarto superior a 1.040 reais e Deluxe a 1.242 reais, com café da manhã, reserva não reembolsável (+ iss de 12% e 10% de serviço)


- The Piccolo Hotel of Boracay: nota 8,7, sem piscina, a 2 minutos da praia, a 100 metros do D'Mall, quarto superior por 738 reais, com café da manhã e cancelamento gratuito


- Giulius Boracay Italian Resort: nota 8,1 - não tem piscina, a 5 minutos a pé da praia, a 5 minutos do D'Mall - quarto duplo premier por 738 reais, com café da manhã e cancelamento gratuito 


*Na Station 1:


- Boracay Haven Suites: nota 8.4, com piscina, a 9 minutos da praia,  Quarto Deluxe com Alpendre por 775 reais, Premier por 900 reais, com café da manhã, não reembolsável


** MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR BORACAY **

Há dois tipos de climas que predominam em Boracay:



- Monções do Nordeste ou Amihan, que começam no mês de novembro e vão até maio, considerado o período ideal para conhecer a ilha, já que as temperaturas ficam na casa dos 25ºC a 32ºC e corresponde à estação seca. E fez realmente muito calor, daquele tipo abafado, durante a nossa estada no mês de março.

Entre Março e Junho é considerado o Verão de Boracay, com temperaturas que extrapolam a casa dos 30º e podem chegar aos 38ºC.

Eu achei fundamental ter ar condicionado no quarto. Ligamos todas as noites!

- Monções do Sudeste sopram de Julho a Novembro, também chamadas de Habagat, correspondendo à estação mais chuvosa do ano. Porém, é a época do ano com melhores preços nos hotéis e resorts e menos pessoas. Normalmente chove 2 horas durante o dia e 1 ou 2 horas à noite. Agora, ATENÇÃO: essa época também é a temporada dos Tufões! E durante as tempestades dessa época do ano, as temperaturas podem ficar abaixo dos 20ºC.

** TEMPERATURA DA ÁGUA **

Uma delícia! Mais quentinha do que em El Nido. Não chega a ser quente como no Mar de Andaman, na Tailândia (lá realmente é nível Nordeste no verão). Mas em Boracay, a água é super gostosa, agradável, fresca e um convite para mergulhar, boiar, nadar ou ficar só admirando a sua cor estonteante.

** O QUE FAZER EM BORACAY **

Eu poderia dizer simplesmente NADA! kkkk... Nada mal, não é? Descansar, dormir na praia, pegar um bronze, curtir o sol, o vento, fazer umas massagens... oh vida boa! Diga-se de passagem que a ilha já ganhou reconhecimento internacional como destino justamente para relaxar e já foi considerada como uma das belas ilhas do mundo pelas revistas Travel + Leisure e Condé Nast Traveler.



Mas nessa encarnação eu não vim para ficar de bobeira e tenho sérios problemas com isso kkkk... eu gosto mesmo é de mexer, andar, ver as coisas, absorver as informações, explorar, conhecer, fotografar... ou seja, tem Boracay para todos os gostos e bolsos e perfis!

Considerado como destino caro nas Filipinas, especialmente se você comparar com os outros destinos famosos como El Nido, os preços em Boracay são na ordem de 30 a 50% mais caros, especialmente no que tange aos serviços: passeios de barco, aluguel de scooter, restaurantes etc. 

Por isso mesmo vale a pena avaliar quanto tempo ficar na ilha, o que você deseja fazer, verificar seu orçamento e planejar direitinho.

Como a ilha de Boracay, que está localizada a mais ou menos 315 km ao sul da capital do país, Manila, pertencente ao arquipélago das Visayas, é bem pequena, com seus 7km de comprimento (10.32km² de área) e formato daquele brinquedo de cachorro que é um osso, dá para percorrer suas praias abertas ao público* de triciclo ou alugando uma moto em um dia, com tranquilidade.

*Quando digo abertas ao público, é porque há praias privadas de resorts onde somente seus hóspedes têm acesso.

White Beach, como já adiantei em Onde se Hospedar, é uma das principais, junto com a Bulabog Beach, que fica oposta à White, em um ponto da ilha onde há um estreitamento e uma fica praticamente de frente à outra, distantes uma da outra por menos de 1km, ou seja, é o ponto mais estreito da ilha. A diferença é que a White Beach tem um mar mais calmo, com águas transparentes e azuis, além de areia branquinha, havendo várias opções de lazer por lá, como banana boat, parasail, passeios de barco, mergulho em corais (Coral Garden), SUP, barco a vela... várias opções mesmo!





Já o seu lado oposto, a Bilabong Beach, é mais procurada por quem curte esportes radicais. Os ventos sopram mais forte e por lá é comum ver a galera praticando windsurf e kitesurf.

Outra diferença é que o sol nasce para o lado da Bilabong e o se põe no lado da White Beach. E que espetáculo de cores é o pôr do sol, viu?? Coisa linda de ver que tivemos a oportunidade de prestigiar em dois dias, pois no terceiro não teve pôr do sol (as nuvens chegaram com maior rapidez e cobriram tudo).

E também não posso deixar de mencionar outra grande diferença que é o agito! White Beach é infinitamente mais agitada e com mais atrativos noturnos, restaurantes e festas do que a Bilabong Beach.

ANTES DE VIAJAR, essa era a minha ideia de roteiro em Boracay:

. Percorrer as praias da ilha (Puka Beach, Ilig-Iligan Beach, Praia do Porto Cagban, Manoc-Manoc, Bulabog Beach, Diniwid Beach, que fica um pouco acima da Station 1 e é uma das poucas praias públicas facilmente acessíveis de triciclo! Há muitas praias em Boracay privadas, que pertencem a hotéis, logo não tem como entrar)


. Island Hopping (snorkeling em Crocodile Island)


E assim ficou o meu Roteiro (antes de chegar lá, esse era o meu plano):

- 07/03 – Chegada em Boracay

- 08/03 – Island Hopping 

- 09/03 – Passear pelas Praias (percorrer as praias de triciclo ou alugar moto) 
- 10/03 – Passar a manhã em Boracay e viajar de tarde para Bangkok, com conexão em Manila

Assistir ao pôr do sol na White Beach, todos os dias!


Na prática, nós mudamos poucas coisas rsrs... e tivemos algumas surpresas boas e ruins.

A ruim foi a de encontrar a White Beach tomada por uma alga verde super estranha o que foi uma enorme frustração para a gente. Não vimos aquele mar azul turquesa tipo Caribe de que todos falam... olha, vontade de chorar, viu? Mas... paciência. A gente não deixou de aproveitar Boracay por causa disso, mas não ficamos muito por ali na White Beach porque, mesmo o staff do hotel tendo dito que a alta não era tóxica, eu achei melhor não entrar na água, fora que não tinha muita graça, sabe? Eu via as pessoas saindo da água cheias de algas grudadas no corpo e isso não me animou muito rsrs... 





OBSERVAÇÃO: disseram para a gente que essa alga verde tomando algumas praias em Boracay é um fenômeno da natureza que acontece todo ano, normalmente nesta época que fomos, meados de março, e pode durar um mês ou mais. Também contaram que ela é importante para deixar as areias sempre branquinhas, pois funcionaria como espécie de filtro. Não sei explicar direito como, menos ainda como surgem e como desaparecem (levadas por correntes marítimas ou morrem).

Bem, a outra ruim foi que o tempo não foi muito amigo. Se não bastasse a alga verde, no nosso primeiro dia chegamos já no final da tarde, no segundo dia pegamos sol, no terceiro dia foi um tempo muito instável que oscilava entre mormaço e nublado e no último dia, é claro, fez aquele sol firme lindo que deveria ter feito em todos os dias (mas que deixou para o final só de sacanagem para eu ter o gostinho de quero mais e desejar ficar por lá kkkk... ).

Das surpresas boas (para não parecer que só tem coisa ruim em Boracay, né?), eu realmente fiquei encantada com as praias de Diniwid e Ilig-Iligan, muito mais do que em relação à Puka Beach, que é até mais conhecida e famosa, mas que não achei tão grandes coisas assim (certamente, o fato de o mar estar mexido, que foi também uma coisa ruim, pois o tempo deu uma virada e o mar ficou revolto, sendo Puka Beach numa parte de mar mais aberto, ficou bastante afetada e não curtimos tanto assim... tinha ondas maiores).

Então, no primeiro dia, chegamos um pouco mais tarde do que o esperado, por conta da perda da conexão em Manila, culpa da Cebu Pacific Airlines, e já chegamos no hotel junto com o pôr do sol. Aproveitamos para conhecer os arredores, andar e ver se a noite em Boracay era agitada como diziam. Sim, ela é agitada e engraçada. 


A gente se divertia muito observando as pessoas, as roupas, os fire dancers que surpreendem com seus malabarismos com fogo, os lady boys, que tem aos montes por todo o Sudeste Asiático, mas nas Filipinas e Tailândia nós vimos vários e sempre muito bem integrados, trabalhando e isso realmente foi algo curioso e legal de se ver. 





Resolvemos jantar no restaurante Aria, que tinha boa classificação no TripAdvisor. Na verdade, nessas horas a gente fica um pouco perdido. Ou seguimos indicações de amigos e blogs ou damos aquela conferida básica no TripAdvisor para saber onde jantar. 






O Aria fica bem na frente do complexo do D'Mall, pé na areia, estava bem movimentado e gostei muito da cara dele, mesas bonitas, cardápio diversificado, mas com uma tendência à culinária italiana. Eu fui de risoto e amei! Na verdade, fiquei super na dúvida sobre o que pedir porque tudo parecia muito apetitoso. 

No dia seguinte, resolvemos fazer um passeio de barco - o Island Hoping. A gente ia mesmo fazer um em grupo, mas, na frente do hotel fica um cara que eles indicam e que faz a intermediação para contratar os passeios e ele veio nos convencer de que o passeio privado era melhor. Como a gente estava um cadinho traumatizado dos passeios em grupo feitos em El Nido e arrependidos por não termos feito um privado por lá (que ficaria até mais caro do que este em Boracay, pois em El Nido estava na faixa dos 4.500-6000php um passeio privado), então resolvemos fechar com ele. 



O passeio em grupo custava 800php por pessoa, incluindo almoço, entradas para as ilhas/atrações e passava pelos mesmos lugares do privado, com tempo maior de duração. Já o passeio em um barco privado para a gente saiu por 2.500php, com duração de 4h, passando pela Magic Island, Crystal Cove, Crocodile Island e numa praia cujo nome não anotei, depois da Spider House, e no fim a gente nem parou no Coral Garden e o capitão do barco não sabia falar inglês, não dava explicações e ficamos com a sensação de termos sido enrolados.



Logo, não vimos muita vantagem no tour privado em Boracay. 


Sobre o passeio em si: saímos da Station 3 e fomos direto para a Magic Island, cujo grande atrativo era vencer seus medos e saltar dos trampolins improvisados no alto de uma rocha, direto no mar. Uma grande aventura, principalmente para mim - Lily - que morro de medo de saltar e tinha acreditado que todo o desafio já havia sido superado no canyoneering da Kawasan Falls, em Cebu kkkk... 




Julio, naturalmente, destemido e corajoso, saltou dos trampolins de 9 e 10 metros de altura. Eu, recolhida à minha insignificância e medo, ousei somente enfrentar o trampolim de 3 metros e já estava de bom tamanho, não acham? 

Depois seguimos para a Crystal Cove, onde acabamos perdendo mais tempo e aí foi o nosso erro de não ter pesquisado muito sobre o lugar e não poder contar com o capitão do barco que era bem ruim para se comunicar com a gente. Ok, o lugar é diferente, tem as cavernas que se encontram com mar, o que também é algo inusitado, com uma paisagem bem rústica e diferente de tudo que se espera encontrar em Boracay. Achei que valeu a pena conhecer, mas fiquei com aquela sensação de "pega-turista". 








Sinceramente, a praia do lado de fora da ilha da Crystal Cove era tão, mas tão convidativa que, se você estiver num passeio em grupo e não fizer questão de ver as cavernas, fique ali na praia mesmo e provavelmente será mais feliz. 






Após, nós partimos para a Crocodile Island. Aí tem algo que não consegui entender, pois eu realmente achei que iríamos para a ilha, mas não foi bem assim. Paramos no meio do mar, em um ponto certo, onde também havia outro barco, para fazer mergulho. 




O lugar é lindo e impressionante! Sério mesmo!!! Eu nem estava com muita expectativa porque o mar estava super mexido, com muita corrente e ondas e não achei muito seguro ficar ali. Em um primeiro momento, confesso que fiquei angustiada e me agarrei ao barco kkk... aos poucos fui recuperando a confiança e mergulhando para contemplar o fundo do mar. O ruim mesmo era a correnteza e as ondas, daí a importância de ter um snorkel com respirador que tenha o sistema de "corta ondas" bem eficiente para não deixar entrar água com facilidade no respirador. 









Comparando com tudo o que já havíamos visto em El Nido, esse mergulho superou todas as minhas expectativas, principalmente em relação à vida marinha, peixes de vários formatos e mutos corais coloridos. Bem legal mesmo!

Enfim, passamos por toda a White Beach (e o capitão nem para nos dar a opção de ficarmos no Coral Garden, que fica exatamente na direção da White Beach, mais ou menos no sentido da Station 2, e seguiu direto, o que nos deixou depois chateados quando ele veio dizer que o tempo tinha acabado) e seguimos adiante para depois da Spider House, que é um resort bem chique por lá (esse nome que não dá, né? Nome feio para um resort kkk).




Paramos em uma praia que estava cheia de locais. O capitão disse que não dava para chegar de moto e por isso nos levou para lá. Não consegui entender o nome, mas pode ser a Balinghai Beach ou outra ali perto, depois da Diniwid. 





Voltamos direto para o desembarque e aproveitamos o resto do dia (o passeio foi de 4h e saímos por volta das 10:30) para andar por Boracay, ver as lojas, bater perna nas feirinhas e fiquei encantada com a quantidade de PÉROLAS verdadeiras que vimos por lá. Várias!




Já tínhamos visto em El Nido e sabia que elas eram verdadeiras porque perguntei para um casal filipino que conhecemos em El Nido que disse serem verdadeiras sim, mas recomendou que não comprássemos das mãos das crianças que ficavam nos assediando em El Nido. Além do fato de que não as achei muito bonitas por lá. 

Em Boracay, todavia, as pérolas pareciam mais bonitas e resolvi comprar. Um bom teste para saber se são verdadeiras e arranhar uma superfície de vidro com a pérola e ver se a superfície ficará marcada com um pó saído da pérola, mas ela mesma não sofrerá danos, não ficar arranhada nem perderá brilho.

Outro teste mais legal é acender fogo (isqueiro ou fósforo) e queimar a pérola. Sim, queimar! Se ela derreter ou sofrer dano, tem plástico envolvido. Se ficar igualzinha sem qualquer alteração de cor nem brilho, é original!

A parte difícil foi a de casar os pares de pérolas, pois umas pelotas eram mais arrendondadas, outras tinham espécies de fissuras, outras eram mais pontiagudas e é claro que elas não estavam bonitinhas em pares, ao menos na versão mais em conta. Se você quisesse comprar o par já montadinho, com tarraxa em ouro, por exemplo, era mais caro. Os preços variam entre 100 php (2 dólares) a 600 php (12 dólares) o par de pérolas. Logo, vejam aí que vale a pena perder um tempinho e separar os pares mais bonitos para levar de presente para as pessoas que você quer presentear com algo muito bom, barato, significativo e representativo das Filipinas.

Andar em Boracay pela White Beach é uma delícia também! Observe os produtos locais que eles vendem, principalmente as frutas desidratadas, óculos de bambu, muitossss produtos com cara de falsi, no melhor estilo Made in China... é divertido também observar as pessoas por lá. 




Aproveitamos para fazer uma pausa no Lemoni Cafe, dentro do D'Mall, que era uma gracinha e já tinha chamado minha atenção desde a primeira noite. Além do mais, tem ótima classificação no ranking do TripAdvisor. Comemos uns docinhos, tomamos uns shakes - sempre! - e descansamos um cadinho.






Ainda neste fim de tarde, assistimos ao pôr do sol e jantamos no restaurante do hotel, que estava bem animado com uma banda que só tocava músicas maravilhosas (cariocas vão me entender: era um repertório tipo Festa Coordenadas). Pedimos frutos do mar e gostamos dos preços e dos pratos, salvo pelo fato de estar um pouco mais apimentado do que eu suporto. Para o Julio, estava ótimo.



DICA: SEMPRE PERGUNTE SE OS PRATOS SÃO APIMENTADOS, mesmo que nada esteja escrito no cardápio. Caímos nessa pegadinha várias vezes, acreditando que pelo fato de não vir escrito, isso significaria que não era apimentado. Engano nosso!





No dia seguinte, nosso terceiro dia em Boracay, alugamos uma moto e saímos perambulando pelas praias. O tempo não estava muito legal, então não criamos muitas expectativas. Era melhor passear do que ficar na White Beach com as algas verdes. Então fomos lá e foi divertido, pois, desde que estamos juntos (há mais de 5 anos), nós nunca havíamos feito um passeio de moto. 




A ideia era passar pelas seguintes praias: Puka Beach, Ilig-Iligan Beach, Praia do Porto Cagban, Manoc-Manoc, Bulabog Beach e Diniwid Beach. Muitas praias em Boracay são privadas e o dia não estava ensolarado, portanto, a gente se deu por satisfeito. 

Conversando com o cara que alugou a moto para a gente, o mesmo que fechou o passeio de barco (a gente reclamou muito com eles sobre o passeio de barco, que não fizemos todas as paradas combinadas, que o capitão mal falava inglês e não explicava direito nada e que a gente ficou chateado... para compensar, ele fez o preço do aluguel da moto mais em conta, que ficou por 2.000ph por 8h e ofereceu de encaixar a gente no dia seguinte para fazer somente a Coral Garden - que é um mergulho de snorkel na altura da Station 2), então, esse mesmo cara da moto falou que não valia a pena ir para a praia do Porto, pois era sem graça, da mesma forma que não recomendava a Manoc-Manoc porque seria difícil chegar nela.

Pela proximidade com o nosso hotel, começamos pela Diniwid Beach, que foi a nossa preferida, tanto que voltamos no dia seguinte. Ela tem uma boa infraestrutura, um cenário lindo de um lado com uma enseada bem calma e de outro lado várias pedras que compõem uma paisagem deslumbrante. Vale muito a pena passar por lá. E, no nosso caso, havia poucos resquícios da alga verde.




Na sequência, fomos para a famosa Puka Beach. Enooooooorme, comprida mesmo, ela nos surpreendeu pelo tamanho e quantidade de sunbeds, bares de praia e pessoas assediando você para sentar com eles. Os preços são nada amigáveis. Tudo caro por lá. 




Logo, a dica para quem vai só passar um pouco de tempo, nesse esquema de conhecer o maior número de praias num dia, é levar sua canga, uns snacks e água para não ficar submetido aos valores. Eu até havia lido que em algumas barracas, se você sentar e pagar lá ou o aluguel do sunbed ou consumir um drink, eles emprestavam caiaque e a bóia do momento, em formato de flamingo ou unicórnio. 





O mar não estava para peixe e eu desconsiderei andar de caiaque. Mas a bóia até pensei em fazer uma graça com ela e tirar fotos, mas não rolou também porque queriam cobrar da gente, além de termos que consumir e achei meio abuso. Ok, eles precisam disso para sobreviver. Até entendo... mas eu não precisava daquela foto tanto assim e deixei para lá, até porque sei que rolam certos abusos com os turistas. 



Ficamos por lá um pouco e partimos para a Ilig-Iligan. Andar de moto até essa hora estava tranquilo. A gente seguiu o google maps e fomos de boa. Mas nesse trecho da Puka para a Ilig-Iligan já consideramos mais complicadinho. Portanto, na dúvida, sempre pergunte. De modo geral, todos são muito solícitos em te atender, mesmo com dificuldade no inglês. 





Essa praia de Ilig-Iligan era linda! Realmente muito bonita mesmo. Adoramos tudo por lá: sua paz, sossego, maior exclusividade, paisagem mais rústica que até nos lembrou um pouco de El Nido. Ela é maravilhosa! 

A infraestrutura não é grandes coisas e talvez estivesse assim vazia por ser mais afastada, com acesso mais difícil e o dia não ajudou muito mesmo, como vocês podem ver pelas fotos. 





Em todo caso, vale registrar que o coral que fica no final da praia, depois das pedras, seguindo pelo lado esquerdo, dizem ser um dos melhores pontos de snorkel de toda a ilha de Boracay.

Nós não fomos porque a praia estava muito vazia, nublado e, nessas horas, eu confesso que fico com medo de acontecer alguma coisa e não ter a quem recorrer ou pedir ajuda. Mas em dia de sol, com mais pessoas, acho que teria ido lá conferir, porque dava para ver de longe como a água era transparente e azul.


 


Fechamos esse passeio na Bulabog Beach, mais para constar que fomos lá, porque ventava muito - muuuuuito - a galera estava arrasando no kite surf e eu é que não ia entrar na água para depois passar frio e ainda ficar me desviando do povo lá voando no kite rsrs... 

O mais legal do passeio foi poder ter uma ótima noção da geografia da ilha e observar que, mesmo com todo o luxo dos resorts, mesmo sendo considerada como a ilha mais turística das Filipinas, repleta de infraestrutura, fácil acesso, badalada há muito tempo, ou seja, conhecida pelo turismo há muitos anos, mesmo com tudo isso ao seu favor e reconhecimento em renomadas revistas de turismo como sendo uma das melhores ilhas e destinos do mundo para visitar, vimos muita - MUITA - pobreza em Boracay, muitas pessoas humildes, muito esgoto a céu aberto, muita imprudência dos triciclos carregando várias pessoas de uma vez só... ou seja, reflexos de um país de 3º mundo, subdesenvolvido e pobre, mas que é repleto de belezas naturais incríveis!




Não teve pôr do sol, então a gente tratou de sair logo para andar um pouco mais em Boracay, ver mais dos shows de rua - há muitos palquinhos armados na praia com shows ao vivo... alguns bons e outros sofríveis - e vimos mais dos fire dancers... até seguirmos para o restaurante A Playa, pois bateu aquela vontade de comer pizza! kkkk..



Depois de tantos dias comendo frutos do mar, tomando shakes, comendo arroz em todas as refeições do dia, eu realmente estava feliz com uma pizza e o restaurante A Playa, que tem uma parte na areia e outra dentro (tente ficar na areia, sentado nos pufes, onde é muito mais gostoso, charmoso e romântico...) tem ótima pontuação no TripAdvisor. Não pensamos duas vezes e fomos conferir!

O clima do restaurante é uma delícia! Dá para ficar lá por horas relaxando, curtindo aquela vibe boa e tomando bons drinks. Os preços são salgados (como a maioria em Boracay), mas achei tudo honesto, pelo menos: pizza muito bem servida e drinks caprichados.

Após o jantar, ainda tivemos disposição para experimentar o sorvete do restaurante Aria, o mesmo onde fomos na primeira noite (1 bola = 90php) porque tinha cara de ser muito bom! E era mesmo! Achei super curioso ver como há restaurantes em Boracay com influência italiana, sabe? São vários. Bom para quem não gosta de ousar muito, não é?



Em nosso último dia de Boracay, o sol abril lindo e estonteante e o carinha que havia intermediado os passeios para a gente, de barco e aluguel da moto, arrumou um barco para a gente fazer somente o Coral Garden, mas eu tive uma câimbra muito forte na perna, algo estranho que me deixou manca (uma amiga médica me disse que é a síndrome do viajante, uma espécie de fadiga extremada... mas eu nem estava num ritmo intenso... vai saber?) e achamos melhor declinar do convite e ficarmos em terra firme. 



Voltamos à Diniwid Beach com sol, primeiro porque ficava relativamente perto da gente - dentre as mais afastadas, era a menos longe - segundo, porque ela é realmente bonita e merecia ser revisitada. Arrumamos um triciclo que nos levou, ficou esperando e voltou conosco por 300php. Ele queria mais, reclamou, fez drama, mas no final aceitou.




Aliás, outra dica: eles adoram fazer os preços no esquema "cara-crachá". A gente que tem cara de tudo, menos de brasileiro, só se dá mal nessas horas, pois acham que Julio é europeu e rico... só pode! Mas insistimos muito no nosso preço. O bom é que deu certo. Fomos lá, mesmo por pouco tempo, de manhã, mas foi suficiente para curtir e melhor do que ficar na White Beach tomando banho de alga verde (por favor, não riem... é triste, viu? Fiquei tão frustrada... ai ai ai ...)






Assim foi a nossa experiência em Boracay!

Espero que esse resumão ajude vocês a planejarem sua ida e, se precisar, deixem suas perguntas aí que estamos às ordens para responder!

*RESUMO DE BORACAY*




📌Como chegar: viemos de avião com a Cebu Pacific para o aeroporto de Caticlan. Pegamos triciclo até o porto. Depois Pegamos o ferry até Boracay. No porto de Boracay, Pegamos um triciclo elétrico grande muito bom.



📌Quantos dias: 3 noites que corresponderam a 2 dias cheios e 2 dias pela metade. Achei suficiente 



📌Onde ficar: há vários hotéis e resorts, dos mais luxuosos aos mais modestos. Gostamos da Station 2 e do Nigi Nigi Nu Noos, onde ficamos em um bangalô estilo pagoda polinésia, a poucos passos da praia.

📌Onde comer: escolhemos pelo ranking do TripAdvisor e fomos ao Aria Restaurant, Lemoni Cafe, restaurante do hotel onde ficamos hospedados e no A Playa. 

📌Valores: Boracay é bem mais caro que os outros lugares onde estivemos nas Filipinas, cerca de 3x mais caro que El Nido. 

📌O que fazer: muitas atividades são possíveis como passeio de barco, snorkeling, aulas de kite ou wind surf, parasail, vela, banana boat, submarino, mergulho, caiaque, alugar moto ou pegar triciclo para percorrer as praias, assistir ao pôr do sol... ou descansar e relaxar, já que a ilha é altamente convidativa para isso.

📌ATENÇÃO: infelizmente, não demos muita sorte e pegamos a White Beach tomada por uma alga e completamente verde. Uma pena. É um fenômeno normal que acontece todos os anos durante um mês do verão, segundo eles me explicaram. Disseram que a alga não é tóxica e que ela é responsável por deixar a areia branca. A expectativa era a de que a alga ainda ficasse por mais umas semanas, talvez até no máximo início de abril. Ou seja, não vimos aquela White Beach dos cartões postais.

📌Câmbio: 1usd = 49,80php, em Boracay (mas o melhor câmbio que vimos foi no aeroporto de Manila)




📌O que nós fizemos por lá: 

- chegamos dia 7/3 (o atraso no voo provocado pela Cebu Pacific atrapalhou os planos na chegada, mas deu para ver o pôr do sol). 


- dia 8/3 fizemos passeio de barco privado que custou 2.500php por 4h, sem almoço nem entrada nas ilhas, que foram pagas à parte. Passamos pela Magic Island, Crystal Cove, Crocodile Island e Balinghai Beach.


- dia 9/3 alugamos scooter por 8h (2.000php) e percorremos as praias da ilha: Diniwid, Puka Shell, Ilig-Iligan e Bulabog


- dia 10/3, pela manhã, voltamos à Diniwid Beach, de triciclo, porque era uma das mais bonitas e mais próximas ao hotel, sem alga verde e fez sol neste dia, já que no dia anterior o tempo ficou bem mais ou menos (nublado e mormaço).

Observação: É proibido fumar e beber nas areias da praia, sob pena de multa.

Prefira andar nos triciclos elétricos. São mais limpos, bonitos e confortáveis (maiores) do que os triciclos tradicionais. Mas saibam que já será um luxo, se comparado com os triciclos de El Nido, que eram bem velhos e sujos, em maioria.

Se estiver com orçamento apertado, não se preocupe, pois em Boracay há vários supermercados, 7 Eleven (loja de conveniência americana que tem em todas as esquinas pela Ásia e vende de um tudo por preços super em conta). A gente sempre comprava alguma coisinha para levar para os passeios ou mercados ou no 7 Eleven, ainda mais o Julio que adora procurar cervejas diferentes e eu gosto de provar uns snacks diferentes também.

Nossa bebida preferida, depois da cerveja rsrs, foram os shakes! Tomávamos shakes de todos os sabores, mas amei muito o de banana, coco, abacaxi e oreo (sim, o biscoito oreo mesmo que ficou uma delícia com banana)!



** GASTOS EM BORACAY **


* Passeio de barco privado: 2.500php por 4h (o barco) + as entradas pagas à parte:

- Magic Island: 150php  (cada um)

- Crystal Cove: 200php (cada um)


* Restaurantes:


- Jantar no Aria Restaurant: 1.400 php (2 pratos principais + 1 cocktail + 1 cerveja)


- Lemoni Cafe: 333php (lanche com shake de banana, tortas e docinhos)


- Jantar no Nigi Nigi Nu Noos: 1.025php (2 pratos principais + 2 chopes)


- Jantar no APlaya: 1.035php (1 pizza + 2 cocktails)


- 1 bola de sorvete no Aria: 90php


- Aluguel de moto/scooter por 8h: 2.000php (vale negociar e procurar preços melhores). 


- Passeio do hotel (Station 2) até a Diniwid Beach: 150php cada trecho  (300php no total)


* Voltando para o Aeroporto:

- triciclo do hotel ao porto de Boracay: 150php

- barco simples: 25php  (por pessoa) + tip para ajudar a desembarcar a mala de 20php 

- triciclo do Porto de Caticlan ao aeroporto: 50php


No aeroporto de Manila encontramos o melhor câmbio para troca do dólar (março de 2017): 1usd = 50.25php


E tem opção de ir ao Foreign Exchange (um guichê amarelo quase em frente ao desembarque no Terminal 3) para vender os pesos filipinos que ainda tiver e pegar os dólares em troca, se tiver com dinheiro sobrando. Não há limite de valor para isso e você pode trocar todos os pesos filipinos que desejar.

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