terça-feira, 15 de março de 2016

Barra Grande da Bahia: Roteiro, Dicas, Turismo - Parte 2

Agora sim, vamos contar para vocês tintim por tintim sobre os passeios que fizemos em Barra Grande, durante nosso carnaval de 2016 na Península de Maraú, na Bahia.




- ILHAS E CACHOEIRAS DE TREMEMBÉ

A Península de Maraú tem vários cantinhos lindos a serem descobertos e uma boa forma de otimizar seu passeio é fazendo um tour de lancha pelas ilhas.

Nós optamos pelo tour completo que custou R$120,00 por pessoa, em lancha rápida. Seguimos a indicação da pousada que reservou na noite anterior o passeio com a agência Princesinha Turismo. As agências ficam, em maioria, do lado do atracadouro. Há outras também dentro da rua principal de pedestre da vila, onde você poderá consultar e comparar preços.


Além da lancha rápida que recomendamos, você pode fazer o passeio de Saveiro pelas ilhas, que é mais devagar, vai mais cheio, não passa por Maraú nem pela Cachoeira do Tremembé, mas tem como grande vantagem o fato de ser mais barato, em torno dos R$50,00 por pessoa.

Ambos passeios são de dia inteiro, saindo pela manhã do píer/atracadouro, entre 9h e 10h e retornando por volta das 16h.

O nosso tour abrangia 4 ilhas: Ilha da Pedra Furada, Goió,  Sapinho e Campinho.


Começamos pela ilha da Pedra Furada por causa da maré que já estava enchendo de manhã e cobriria logo logo o caminho que liga o banco de areia à Ilha. É impressionante ver a mudança de cenário com o avanço da maré.

Na ilha da Pedra Furada, tivemos que pagar uma entrada de R$5,00 por pessoa.



Ficamos lá por 1h, mais ou menos, para curtir o lugar, o que foi suficiente para percorrer tudo e tirar fotos, mas foi pouco para curtir o mar.




A dica é andar pela ilha, explorar seus cantinhos de pedras e descobrir as paisagens que ela revela. Não deixe de andar por lá e não se contente apenas com uma foto na pedra furada.




Depois seguimos por rios e manguezais adentro, passando por vilarejos que pertencem a outras ilhas e pudemos contemplar a paisagem ao nosso redor.



Até Muraú, achei ótimo! Muraú é uma gracinha, ao menos vista da lancha. Mas confesso que de Muraú em diante a paisagem começou a ficar repetitiva e foi me dando um soninho... acabei cochilando.


Só acordei quando entramos em um igarapé, cerca de 30 minutos depois de termos passado por Maraú, e levamos um susto quando nos deparamos com a Cachoeira de Tremembé!



Espetacular! O capitão da lancha não nos avisou, eu não sabia e não havia lido que era assim... e todo mundo foi pego de surpresa de cara para a cachoeira!

O mais legal foi que ele se aproximou com a lancha para colocar parte dela embaixo d'água! Tomamos uma ducha super refrescante e gostosa! Bom demais! Ele disse que essa era uma das poucas cachoeiras do Brasil onde uma lancha tem autorização para entrar embaixo da cachoeira.


Depois a gente subiu e foi desbravar alguns dos níveis da cachoeira com a ajuda de meninos que já ficam lá de prontidão para te dar a mão e orientar por onde você deve andar.

Dica: pague os R$ 15,00 que eles cobram porque o trabalho deles é bacana e eles ajudam mesmo a evitar acidentes porque muitas pedras estão cobertas de limo e escorregam muito. Além disso, como a água parece ser escura (na verdade ela não é! Mas são tantos os sedimentos de folhas e galhos que fica a impressão de ser escura) e você pode não ver um buraco e cair nele. Há buracos cobertos de água que medem uns 2 a 3 metros de profundidade. E você andará de mãos dadas com os guias que já conhecem tudo por lá como a palma da mão.



Se você tiver uma sapatilha de neoprene/papete, vai ajudar bastante na hora de andar nas pedras para dar mais aderência.

Se não tiver, vá descalço mesmo que será melhor.




Esse foi o ponto alto do passeio! Nós curtimos muito os poços, as duchas, o banho delicioso de cachoeira! Foi bom demais!

Não dava vontade de ir embora e nós enrolamos um pouco o capitão que mandou chamar a gente umas duas vezes rsrs...


Tente andar um pouco por lá, subir uns 2 ou 3 níveis de quedas para ter ideia do seu tamanho e beleza.



A gente queria ter ficado mais tempo, só que não deu para enrolar tanto o capitão e voltamos para a lancha rumo à Ilha de Sapinho, onde paramos para almoçar.

A Ilha não tem (ou eu não vi!) praia para curtir. Então, é só almoço mesmo. Comemos no restaurante da direita, olhando de frente ao desembarcar no píer.  Ele tinha cor azul. Comemos o peixe beijupirá grelhado que estava saboroso e custou algo em torno dos 80 reais para duas pessoas.


Ainda aproveitei para fotografar uma bela árvore de flores vermelhas, ao lado do píer que me chamou muito a atenção pela beleza singular e pelo conjunto que fazia com o píer.


Duas meninas estavam ali ao lado do píer dando flores dessa árvore para as mulheres que passavam. Tão fofas que não resisti e tirei uma foto com elas.



Na sequência, fomos para a ilha do Goió e mal desembarcamos já estava encostando um Saveiro enorme e repleto de turistas para tirar toda a nossa exclusividade e tranquilidade. Fizemos votação no barco e decidimos partir para a próxima ilha, de Campinho, onde ficamos mais tempo (somamos com o tempo que não usamos na ilha do Goió rsrs).


Lá sim estava perfeito! Só nossa a praia, de água transparente e quentinha (para os padrões cariocas, estava quente rsrs).



Aproveitamos para brincar com o dome e tirar umas fotos com a GoPro.


Também fizemos uma caminhada curta, de uns 5 minutos, no sentido do rio. Julio mergulhou no rio, mas eu achei que tinha muito mato e aquela terra tipo de mangue, barrenta, que não me agrada.


Voltamos para Barra Grande já por volta das 16:30h e, considerando que o pôr do sol era em torno das 18h, corremos para a Pousada Maré Alta, deixamos as coisas e alugamos 2 pranchas de SUP com o Cuco, que monta seu Point ali no próprio restaurante da Pousada e aluga SUP e caiaque.

Nós pagamos R$20,00 por 30 minutos (esse é um valor com desconto para quem é hóspede).

Ficamos remando até o pôr do sol por ali perto do atracadouro. Passamos por baixo do píer e fomos mais para frente, onde vimos umas 3 ou 4 tartarugas marinhas  (eu na verdade não tenho certeza absoluta porque vimos 2 nadando juntas e depois vimos outras que, na verdade, poderiam ser as mesmas ou diferentes)




E assim fomos até o pôr do sol que  foi um espetáculo! 


- CAMINHADAS, PEDALADAS, CAVALGADAS PELA ORLA DE BARRA GRANDE, SUP, SURF, CAIAQUE NO MAR


Ahhh... Barra Grande é um convite para praticar esportes,  desde os mais lights, como caminhadas, até os mais radicais, como o surf.



Nós resolvemos tirar um dia para caminharmos da vila de Barra Grande até a praia da Bombaça, passando pela Ponta do Mutá e por  Três Coqueiros. Fizemos essa caminhada pela praia mesmo e a dica é ficar esperto com a maré porque, quando ela sobe muito, alguns trechos desse caminho podem ficar mais difíceis de caminhar.



A gente sempre viaja com uma mochila à prova d'água quando vamos para destinos praianos.  Assim eu fico muito mais tranquila em passeios de barco ou quando a maré sobe que sei que terei que andar com parte do corpo na água, ou até mesmo quando chove forte... eu guardo tudo na mochila, principalmente a câmera Canon, que é o meu xodó rsrs... eletrônicos e dinheiro ficam bem protegidos


Obs.: Nossa mochila é da marca Overboard e tamanho 20 litros.

Antes mesmo de chegarmos na Ponta do Mutá, descobrimos onde era o Cafe de la Musique, balada mais top de Barra Grande, que gem crescendo, atraindo famosos e muita gente bonita. Eu estava bem curiosa para conhecer o local porque já  conhecia o de Jurerê Internacional, em Florianópolis.


O Cafe de la Musique de Barra Grande é mais rústico e mais simples do que o de Jurerê, porém, é maior e está totalmente integrado à atmosfera da praia da Ponta do Mutá. Pé na areia, bangalôs, sunbeds... curti muito a vibe de lá e gostei de saber que eles só estavam cobrando o que a pessoa efetivamente consumisse durante o dia. Durante as festas de sunset e as noturnas, aí eles cobravam uma entrada.




Nós passamos por lá na volta da caminhada e me chamou a atenção a fogueira que eles fizeram na areia, bem em frente. Depois vi nos comentários no instagram que essa fogueira já é uma tradição dos sunsets do Cafe de la Musique



Infelizmente, não conseguimos retornar à noite para a festa que teria por lá porque ficamos bem cansados da caminhada e teríamos que acordar cedo no dia seguinte. Fora que, para voltar lá à noite, só por dentro da vila porque a maré ia subir. Então fomos ver um taxista que cobrou, na barganha, R$70 para nos levar lá. Desistimos mesmo rsrs.

Bem, seguimos caminhando! De Barra a Grande à Bombaça, pela praia direto daria uns 40 minutos. Mas como fomos parando para banhos e fotos, gastamos muito mais do que isso.



As paisagens são incríveis!


Bem na Ponta do Mutá formam-se umas ondinhas que até atraem alguns surfistas. 


Nós amamos a enseada na Ponta do Mutá, bem em frente ao hotel Nirvana.  Parecia uma piscina natural e, na minha opinião, foi a praia mais linda que vimos por lá.



Tanto que nós paramos nela para tomar banho tanto na ida quanto na volta. Uma delícia de lugar!


Seguimos caminhando, um pouco sem rumo, sem pressa também... foi uma caminhada bem contemplativa. A gente parava onde achava que era legal para parar... mergulhava onde achava que o mar estava gostoso (vejam a questão da maré e também as pedras, porque há trechos de praias que nós reparamos onde há muitas pedras e isso torna o banho meio perigoso).



Em Três Coqueiros, há um restaurante famoso pela moqueca e fomos lá conferir. Só que estava cheio demais e não curtimos. Por sorte, a gente tinha uns snacks para dar aquela segurada na fome durante a caminhada.

DICA: Sempre carregue uns lanchinhos para passeios assim, quando a gente não sabe ao certo o que encontrará pela frente. Barrinhas de cereal, frutas, nuts, biscoito salgado.... coisas fáceis e práticas para serem carregadas.



Mas lá nesse ponto da praia de Três Coqueiros, em frente ao restaurante Moqueca, a praia é gostosa para um mergulho e ficamos um tempinho ali relaxando.


Andamos mais uns 15 minutos desse ponto do restaurante para frente, no sentido da Praia da Bombaça. Porém, como a paisagem começou a ficar bastante repetitiva, sem nada de diferente acontecer rsrs... sem placa também, resolvemos voltar!


Pelo adiantado da hora, que já se aproximava do pôr do sol, resolvemos ficar na Ponta do Mutá, onde alugamos duas pranchas de SUP com o Duda da @barra_grande_sup.



Foi espetacular praticar SUP durante o pôr do sol!



Foi tão lindo, mas tão lindo que eu queria estar com a Canon na mão para registrar aquele pôr do sol maravilhoso. Uma pena que a GoPro não consegue captar a beleza e a magia desse momento como eu gostaria.


Nós alugamos as pranchas com o Duda por 1h isso daria R$60,00. Mas ele nos deu um descontinho rsrs... uma não termos tido tempo para voltar lá porque eu amei aquele cantinho da Ponta do Mutá, as praias lindas, os beach clubs com espreguiçadeiras na areia, o que me lembrou muito as praias de Mykonos, o Cafe de la Musique. ... Se tivesse mais um dia, eu iria de novo lá com certeza! 



No nosso último dia em Barra Grande, já que tínhamos somente uma manhã para aproveitar ainda um pouquinho daquela delícia de lugar, a gente resolveu caminhar novamente, mas em sentido contrário, indo do Atracadouro/Píer lá para o Bar da Rô, ou seja, no encontro do rio Carapitangui com o mar.



Essa caminhada é outra muito gostosa de se fazer. Pudemos observar um pessoal local catando minhocas na areia para usá-las como iscas, observar pescadores, barcos na areia, porque a maré estava bem rasa...


Vocês também vão reparar que há várias estacas na praia, em vários pontos, que nós entendemos que eram técnicas de pescadores para poder colocar redes entre essas estacas e capturar os peixes, valendo-se dessa variação da maré que é bem intensa por lá em Barra Grande. 


Quando chegamos no encontro do rio Carapitangui com o mar, ficamos encantados em observar como havia vários bancos de areia aparentes por lá, uma paisagem totalmente diferente do que havíamos visto nas noites anteriores em que estivemos no Bar da Rô para assistir ao pôr do sol. 


Incrível mesmo ver como a maré seca a tal ponto de o rio mal encontrar com o mar e a gente poder caminhar pelos bancos de areia, adentrando ao mar e ao rio, em locais onde jamais poderíamos caminhar se a maré estivesse cheia. 



Lindo mesmo ver a quantidade de folhas presas nesses bancos de areia, levadas pelo rio para o mar.


Vale a pena fazer essa caminhada também. 



- DE QUADRICICLO PELA PENÍNSULA DE MARAÚ


Esse é um passeio que todos deviam fazer. Mas é claro que quem não dirige carro ou moto precisa pensar direitinho se vale a pena andar de quadri porque é bom se sentir seguro, especialmente porque há trechos de estrada federal e, como disse para vocês no primeiro post, essa estrada é horrorosa, toda esburacada e cheia de terra que levanta uma poeira vermelha pavorosa.

Lembre-se de que o quadri é quase uma moto, mas não tem retrovisor, não tem parabrisas e requer atenção dobrada nas estradas.



Nós alugamos o quadriciclo com a Pousada Maré Alta, onde estávamos hospedados, por R$150,00 a diária. Pelo que sondei de valores nas agências da vila e com hóspedes de outras pousadas, os preços estavam na casa dos R$250,00 (certamente por causa do carnaval), portanto, nós pagamos um excelente preço.

O quadri já veio abastecido, mas bastava colocar uns R$30,00 que já era suficiente para praticamente os 2 dias. 

Saímos relativamente cedo, porque sabíamos da Tábua das Marés e que tínhamos que chegar antes das piscinas naturais de Taipus de Fora encherem.


E fomos rumo a Taipus de Fora, eleita no ranking do TripAdvisor como uma das 25 praias mais lindas do Brasil! 

Estacionamentos o quadri em um estacionamento perto da entrada da praia. Cobraram R$10,00 da gente, que eu achei caro, mas era melhor do que largar na rua sem saber direito se havia risco ou não. Como Taipus de Fora está famosa, exatamente pelo fato de ter sido eleita como uma das praias mais belas do país, havia muita gente e achei cheio demais para o meu gosto.  


Infelizmente, não foi cedo o suficiente e pegamos as piscinas naturais já enchendo. Como elas ficam afastadas, tendo que nadar um cadinho até chegar nas piscinas mais bacanas de  mergulho, a gente não deu muita sorte em pegar a água cristalina porque, quando a maré está enchendo, ela traz sedimentos... 

Depois ainda caiu um temporal e fomos nos abrigar em um restaurante de Taipus de Fora. Pedimos um crepe para passar o tempo (chovia tanto que eu nem tirei foto do restaurante, mas é um de madeira, cujos donos são uruguaios, uma creperia) e ainda fizeram um crepe sem graça e faltando um ingrediente que eu queria.... pronto, já fiquei mau humorada!



E o pior é que o tempo depois ficou nublado, após a chuvarada, aí mesmo que fiquei chateada kkkkk... 

Na falta do que fazer, já que não queríamos mais voltar para a praia, pois as piscinas naturais já estavam cobertas de água, o tempo estava nublado, e a praia estava cheia de excursões que chegavam de Itacaré, pegamos o quadri e seguimos rumo à Lagoa Azul.

Chegamos lá e não encontramos a Lagoa Azul... quero dizer que ela não estava da cor azul, até porque essa cor azul tem a ver com o reflexo do céu que, naquele momento, estava cinza, nublado. 

Portanto, continuamos no quadri, pelas trilhas da Península de Maraú, no sentido da trilha das Bromélias Gigantes!


Estávamos super empolgados para poder ver essas trais bromélias gigantes que, segundo o pessoal local, só existem ali e na Amazônia!


A trilha fica entre a Lagoa Azul e a do Cassange e é fácil de encontrar. As Bromélias são realmente enormes, gigantes, e impressionam! Pena que elas não estavam floridas, mas conseguimos ver uma tipo de flor dela, que lembra um abacaxi, florescendo. 

A gente se sentiu um pouco dentro do filme do Avatar! rsrs...



Seguindo a trilha sempre para frente, fomos parar na Lagoa do Cassange. Primeiro paramos em um ponto, tipo um mirante, onde havia ninguém e ficamos ali um pouquinho admirando a lagoa.



Disseram para a gente que essa lagoa não tem ligação com o mar e que é uma das maiores do Brasil sem conexão com o mar. Mas confesso que não parei para conferir se essa informação procede rsrs...



Fomos um pouco mais para a frente, onde há uma casa com barzinho. Como tinha muita gente por lá, resolvemos ficar um pouco para conhecer. 



Havia pedalinhos, chuveiro, prancha de SUP para alugar... Julio entrou na água, mas eu não curti porque achei a areia meio que de mangue, como se fosse uma laminha, sabe? Achei melhor ficar do lado de fora tirando fotos da lagoa e da praia. 



Aliás, a praia que fica em frente à Lagoa do Cassange é muito bonita também!



Ainda, porque o dia estava longe de acabar, a gente voltou para a Lagoa Azul, que estava mais azul por causa do tempo que, à essa altura, já estava aberto e ensolarado novamente!


Então resolvi entrar um pouco para tirar a poeira das trilhas, mas também não curti o banho por lá. Achei a água muito carregada de sedimentos, tipo uma areia grossa e escura, que ficava suspensa e grudou no meu corpo. Mas ali na Lagoa Azul é legal para parar um pouco, descansar, tomar uma água de coco com a senhorinha que fica por lá, conversar um com ela, que conhecer muitos causos da região rsrs...

Conhecemos um casal lá na Lagoa e fomos juntos desbravar mais algumas trilhas! Assim, subimos até o Farol - com emoção!!! - e depois seguimos por algumas trilhas para alcançar outros mirantes


Na verdade, depois descobrirmos que não é permitido subir de quadri até o Farol e que algumas dessas trilhas até o mirantes que fizemos estavam com o acesso proibido por cercas de arame farpado que se encontravam cortadas quando fomos. Então, vai de cada um, né? Nós não cortamos as cercas e isso eu juro para vocês kkkk... imagine só se eu ando com algo cortante assim poderoso para arrebentar as cercas? O que a gente faria, se realmente a cerca estivesse lá fechada, seria voltar pelo mesmo caminho e descer pelo morro do Farol.


Nessas trilhas, houve momentos tensos de ladeira bem íngreme e terreno super acidentado!



Logo, não se aventurem se vocês não se sentirem seguros conduzindo o quadri. A gente mesmo teve um momento em que havia desistido e ia voltar. Mas o outro casal resolveu ajudar a gente e o rapaz subiu com o nosso quadri enquanto a gente subiu a ladeira a pé mesmo.



Calma aí que ainda fizemos mais coisas! kkkk... afinal, nosso ritmo maratonista tem que ser mantido! Voltamos para Barra Grande na esperança de pegar o pôr do sol no Bar da Rô! Mas não deu tempo e só conseguimos ver o finzinho da despedida do astro rei lá na praia, no encontro do  mar com o Rio Carapitangui. 


Então fomos para o Bar da Rô e encerramos o dia por lá mesmo! Tomamos um banho de rio delicioso, com água quentinha e com uma correntenza que fazia lembrar os rios de parques aquáticos rsrs...

O dia, mas não a noite, porque depois ainda saímos para jantar rsrs...


No dia seguinte, nós alugamos novamente o quadriciclo e fomos para a Praia dos Algodões, ainda na Península de Maraú, para curtir as piscinas naturais de lá que disseram para gente serem bem bonitas, mais vazias (o que já seria suficiente para a gente porque achamos Taipus de Fora muito cheio).

E lá fomos nós de quadri, ainda mais cedo que no dia anterior, passando praticamente pelas mesmas trilhas, pela Lagoa Azul, pela trilha das Bromélias Gigantes, pela Lagoa do Cassange até pegar a estrada federal de novo e andar por ela cerca de 20 a 30 minutos até chegar em Algodões. A estrada não é muito bem sinalizada, portanto, é bom ficar atento às poucas placas que existem e, na dúvida, pare o carro e pergunte, como nós fizemos para termos certeza.

No total, de Barra Grande até Algodões, gastamos cerca de 1 hora para chegar. Logo que chegamos, achamos um bar na praia onde deixamos o quadri bem na frente dele e pedimos para os meninos que trabalham nele vigiarem para a gente.



A gente ficou bastante tempo no mar de Algodões, mergulhando e curtindo. Dessa vez, finalmente, conseguirmos chegar antes das piscinas naturais encherem e achamos bem melhor, com as piscinas naturais com água mais cristalina, mais transparente, com mais vida varinha do que em Taipus de Fora.



Também aproveitamos para brincar com o dome, é claro! rsrs...

Ainda em Algodões, depois de mergulharmos bastante nas piscinas naturais, nós fomos para o famoso (vários seguidores no instagram tinham me indicado o lugar) Tikal, que é de fato um lugar incrível!



O Tikal fica a cerca de 1 km das piscinas naturais de Algodões e em frente a ele não há piscinas naturais. O mar em frente ao Tikal é mais para ondas do que para piscina rsrs... tanto que havia surfistas por lá desbravando as ondas!

Ahhh... falar do Tikal é até difícil porque o lugar é tão grande, tão diferente do que eu imaginava... eu pensava que era mais um bar de praia, no máximo, que fosse nos moldes de um beach club. Mas não é bem assim! O Tikal é bem grande, tem o restaurante/bar, tem um local para apresentações, tem loja, banheiros, bangalôs, chuveiro, espreguiçadeiras, de frente para o mar...



O que mais me agradou foi o fato de só cobrarem o que cada um consome, independentemente de ser carnaval. Achei muito justo e bacana da parte deles.

Nós aproveitamos para almoçar um pouquinho por lá, também para um banho... no caso do Julio, para pegar uns jacarés que ele já estava com saudades depois de tantas piscinas naturais rsrs..



Olha, só faltou mesmo haver uma pousada no Tikal para ser mais perfeito! Até casinhas para os funcionários, cuja maioria vem de outros estados do país, eles providenciam lá dentro do mesmo espaço. No momento, ele  só funciona em temporadas, principalmente no verão (de novembro a março). Mas eles me contaram que já havia uma iniciativa de manter o Tikal aberto o ano inteiro. Tomara que sim, né?



Logo, antes de você ir para lá, se seu maior desejo for somente curtir o Tikal, sugiro conferir se ele estará realmente aberto, ok?

Seguimos de volta para Barra Grande, pelas mesmas trilhas, mas, dessa vez, a gente parou em algumas entradinhas que existem na estrada, que são tipo passagens que ligam a estrada à praia.


Essas passagens revelam paisagens maravilhosas!! Dava até vontade de ficar por lá, curtindo a praia. Mas a maré já estava bem cheia e com muitas ondas, que não me agradam (só o Julio que curte rsrs).


Lembrando que É PROIBIDO ANDAR COM QUALQUER VEÍCULO MOTORIZADO NAS AREIAS DAS PRAIAS!!

Voltamos para Barra Grande e fomos de novo ao Bar da Rô para chegar a tempo de ver o pôr do sol. Dessa vez, a gente conseguiu!!

Aliás, como estávamos com folga no tempo, aproveitamos para praticar um pouco mais de SUP, no meu caso, e caiaque, no caso do Julio.


Nessa hora, pelo movimento da maré, ela estava meio que "puxando" para o mangue porque estava esvaziando, mas estava prestes a mudar para "puxar" para o mar. É muito engraçado isso!


Aproveitamos esse movimento das águas para explorar um pouco mais o manguezal que fica ali entre Barra Grande e a Ilha do Campinho.

Dica: sempre pergunte à pessoa com quem você aluga o SUP, seja lá na Rô, seja com o Duda na Ponta do Mutá, sobre o movimento das correntezas  porque isso é super importante para você não correr o risco de ser arrastado pela correnteza e não conseguir voltar.



Quando nós fizemos SUP lá na Ponta do Mutá, o Duda pediu para a gente não passar do ponto de onde ele estava na areia, porque a correnteza acabaria "puxando" a gente para o alto mar, por conta desse movimento da maré enchendo ou secando.

O próprio Duda me contou que ele, como já trabalhou também no ponto de aluguel de SUP lá no Bar da Rô, tinha muito trabalho por lá para resgatar algumas pessoas que passavam do ponto de segurança  imposto por ele e eram levados pela correnteza.


Lá no Bar da Rô tem também bastante correnteza do rio encontrando o mar. Logo, não faça nada de diferente do que eles orientem para não ter problema.

E o pôr do sol não decepcionou! Pelo contrário, foi espetacular e maravilhoso!!!


A sequência do pôr do sol ficou tão incrível e, mesmo assim, não é capaz de captar a verdadeira beleza do momento. Espero que vocês consigam imaginar um pouquinho de como foi pelas imagens que registramos. 




- PISCINAS NATURAIS DE TAIPUS DE FORA E ALGODÕES 

Bem, farei um pequeno comparativo entre Algodões e Taipus de Fora, ok? 

Ambas são ótimas para mergulhar, para brincar, para ver corais e peixinhos. Portanto, sugiro que tentem visitar as duas, embora Taipus de Fora seja a mais famosa e esteja mais perto de Barra Grande, a cerca de 20 minutos de quadri e você só anda um pequeno trecho da BR 030 e depois já entra na trilha. 



Por outro lado, Algodões está a 1h de quadri, passando por trilhas e por um trecho maior da BR porque não tem outro jeito. Lembrando que passar pela BR não é algo bom porque esta é a pior estrada federal que já vi: não pavimentada, levanta um poeirão bizarro de terra vermelha daquela que gruda na roupa (evite roupa branca), cheia de buraco. É quase um rally. 



Ouvi dizer que os figurões que têm casa na região são responsáveis pela estrada ser assim porque aí o acesso é difícil, vai menos gente e eles, que chegam de jatinho, ficam em seu canto isolados. A questão é que também o fato de a estrada ser assim tão pavorosa acaba fazendo uma boa seleção dos turistas que vão para lá. 

Em relação às piscinas naturais, as de Taipus de Fora são maiores e mais complexas, com cavernas e tal. Para alcançá-las, você precisará nadar um pouco porque elas ficam afastadas da praia. Sugiro o uso de nadadeiras e de colete salva vida para quem não tem habilidade para nadar e se cansa rápido. 

Taipus de Fora:





Algodões:



As de Algodões são menores. Porém, não sei se foi sorte, mas piscinas naturais de Algodões estavam com a água super cristalina, parecendo uma piscina mesmo, com muito mais peixinhos do que Taipus. 



Já a água em Taipus estava mais turva quando fomos. 

Ainda, Algodões fica bem mais vazia do q Taipus porque esta última recebe muitas excursões que chegam de Itacaré e ficou pop depois de entrar na lista do TripAdvisor das praias mais lindas do Brasil. 

Por fim, em Algodões, quando a maré sobe e as piscinas naturais somem, você pode ir para o Tikal para você curtir a praia, relaxar, comer bem... em Taipus de Fora, tem o Buda Beach e o Lar das Meninas que são famosos e bons pontos de apoio na praia quando a maré sobe....

Em Taipus de Fora, eu gostei muito de ver os avisos para todos os lados pedindo para não pisar nos corais. Não sei se vocês sabem, mas os corais crescem pouco milímetros por ano e se você pisar ou colocar a mão que está repleta de produtos químicos impregnados, como filtro solar, você causará a morte deste coral. Infelizmente, muitos não respeitam, ignoram ou simplesmente não se importam e pisam nos corais, andam em cima deles ou sentam. Triste ver essa insensibilidade! Ajudem a divulgar isso! Façamos nossa parte para preservar a natureza!


- RESTAURANTES 


Eu tentei visitar os melhores de acordo com o ranking do TripAdvisor.

Você pode consultar duas listas de restaurantes, clicando nos links abaixo:

- Melhores restaurantes de Barra Grande

- Melhores restaurantes de Maraú

1) A Tapera: foi o primeiro restaurante que a gente conheceu, logo na primeira noite em Barra Grande.


O ambiente é uma gracinha! Riquíssimo na decoração super descontraída, colorida, com uma pegada rústica, em madeira, e muitos motivos baianos por todos os redores.

São pelo menos uns 4 ambientes diferentes, separados, com um local muito bonitinho para espera da sua vez.



Nós comemos o saboroso arroz de camarão com queijo coalho que lembra um risoto, mas não é porque não é feito com arroz de risoto. As capirinhas também estavam deliciosas!



2) Donana: esse ficava praticamente ao lado da pousada onde estávamos, mais perto do Atracadouro, com área bem ampla, mesas espalhadas pelo jardim, bancos e mesas em madeira em estilo bem rústico... muito agradável o ambiente! Mas, se chover. fica um pouco complicado.


Nós pedimos o carro-chefe da casa, que é o camarão com manga e gengibre! Confesso que estranhei em um primeiro momento porque eu não sou fão de misturar doce com salgado, mas cedi e resolvi experimentar.


Ainda bem que tomei essa sábia decisão. Por conta do gengibre, que é bem predominante, a manga fica praticamente anulada e o sabor do molho lembra mais um agridoce. Em resumo, o prato é sim maravilhosos e, ao final da viagem, foi eleito por nós como o melhor que provamos, tanto em sabor, que era bem expressivo, tanto em ousadia, porque adoramos a combinação.


Mas, como eu estava receosa de não gostar do prato, pedimos também uma tábua de frutos do mar grelhados que estava uma delícia. Tudo bem preparado, em porções generosas (nós pedimos meia porção de cada prato) e com ótima apresentação dos pratos.



3) Restaurante da Zene: pertinho do centrinho da vila, da Praça da Tainha, o restaurante da Zene é um espaço mais coberto, com jardim dentro, uma decoração rústica também, que é quase um padrão por lá, com artesanatos locais, motivos baianos, mesas e cadeiras em madeira... um lugar bonito, agradável, amplo e que requer que se faça reserva se for em alta temporada.


Lá foi onde eu bebi o melhor drink da viagem: NEVADA! Vocês conhecem? Eu não conhecia e me apaixonei rsrs... é doce, branquinho, feito á base de leite condensado com limão e vodka, muito leve e muito gostoso! Gostei tanto que "tive" que beber dois! kkkk...


Pedimos também o prato principal da casa que é o camarão no coco. Muito bem servido, com molho de catupiry, a porção para dois foi satisfatória, mas eu senti falta de mais sabor. Poderia ter mais tempero, talvez.



4) Bar da Rô: estivemos lá por duas vezes na tentativa de assistir ao pôr do sol! Na primeira, foi frustrada, então aproveitamos para comer comer algo leve - anéis de lula - e tomamos umas caipirinhas.


Na segunda vez, nós finalmente conseguimos não apenas assistir ao pôr do sol como também praticamos SUP e caiaque. Depois, ainda no embalo do pôr do sol, experimentamos um vinagrete de lula e polvo que estava maravilhoso e tomamos mais caipirinhas.


O Bar da Rô é realmente um lugar maravilhoso para assistir ao pôr do sol, com ótimas opções de comidinhas e drinks.

Outro lugar bacana para poder assistir ao pôr do sol e está super bem conceituado no ranking do TripAdvisor é o restaurante Macunaíma, na Ponta do Mutá, além do Café de la Musique.


5) Garden: fica bem perto da Praça da Tainha e coladinho na igrejinha do centro de Barra Grande.

O espaço do Garden é lindo! Logo na primeira noite ele já me chamou a atenção pela música ao vivo que era muito muito boa! Bem reservado, você tem que entrar, passar do barzinho que tem na entrada, para ver o que realmente tem lá dentro.

Ambiente mais escuro, luzes de vela. mesas baixas, almofadas e esteiras no chão, o lugar ainda possui um paisagismo belíssimo e conta com um bom cardápio de aperitivos e pratos principais.

Eu queria muito ter experimentado o frozen de mel de cacau, mas tinha acabado. Parece que o fornecedor desse mel de cacau é de Ilhéus e só ele consegue extrair esse mel, que é super difícil e só consegue em pequenas quantidades. Pior é que logo na primeira noite em Barra Grande, eu vi o anúncio desse frozen em frente ao Garden e até achei curioso. Mas aí eu tive crise de "mãodevaquice" e achei muito caro pagar R$30,00 no frozen em Barra Grande. É claro que eu não sabia que ele era tão difícil assim de ser obtido, nem mesmo que que poderia acabar. Depois que várias pessoas me perguntaram se eu já havia experimentado e eu disse que não, aí fiquei com vontade. Fiquei e continuei porque voltei para casa sem conhecer esse frozen rsrs...


Pedimos brusquetas e um risoto de camarão que estava bem gostosos!

6) Tio Sazo: uma ótima pizzaria localizada na Praça da Tianha, quase que em frente ao palco onde aconteciam shows durante o carnaval.

A pizzaria é bem famosa e conhecida. Ficou cheia todos os dias!! Pudemos conversar um pouco com o próprio Tio Sazo que é um argentino que mora em Barra Grande há mais de 15 anos e adora o que faz.

Nós pedimos uma pizza média que foi suficiente para a gente, muito farta, muito saborosa, cujo um dos sabores era flambado ao conhaque e foi flambado na nossa frente. Adoramos!

Ainda na Praça da Tainha, há outras opções para todos os bolsos: tem creperia, tem tapiocaria, tem o Didi Burger que está muito bem indicado também no TripAdvisor... portanto, se você estiver perdido em Barra Grande (é meio difícil, mas tudo é possível rsrsrs) e não souber para onde ir para jantar, vá para a Praça da Tainha que você certamente encontrará algo por lá para comer.




7) Tikal: já falamos dele, mas falaremos aqui de novo para comentar as comidinhas que experimentamos por lá. Sobre o ambiente, veja lá em cima onde descrevemos um pouco do Tikal.

Sobre as comidinhas, nós experimentamos um ceviche que estava delicioso e queijo coalho com melaço que também estava ótimo. A única ponderação é que os preços no Tikal são mais salgados e as porções menos generosas do que em outros lugares onde estivemos. Mas, por outro lado, você só paga o que consumir, se consumir, pois não há cobrança de mesas nem bangalôs, o que é bem incomum em praias do nordeste ou do sul em que há estruturas semelhantes à do Tikal.



O drink que eu pedi, que era à base de pepino, infelizmente não me agradou. Julio tomou cerveja e não teve problema algum.



8) Barraquinhas pela pracinha de Barra Grande, nos arredores da Igrejinha: você encontrará diversas barraquinhas vendendo de um tudo um pouco: acarajés, tapiocas, churrasquinho, churros, pipoca, drinks...

Logo, se você estiver um pouco apertado de grana e quiser economizar, comer nas barraquinhas pode ser uma boa saída.

Eu comi o maravilhoso churros gourmet que havia por lá em uma espécie de food truck mega fofo. Mas como os donos fazem muitos eventos com o carrinho e são de Salvador, não é certo que eles estejam por lá ano que vem, por exemplo. Mas só posso dizer que dei sorte e que era maravilhoso e pudemos comer das duas formas: do modo que conhecemos, recheado, e da forma como os espanhóis comem, com o doce de leite separado.



Também tomei um drink feito dentro do cacau que achei o máximo! Era à base de vodka, a poupa do cacau e leite condensado que depois de mixado era colocada de volta no cacau que serviu de copo! Muito gostoso e muito bonito!


Obs: De modo geral, em Barra Grande, as cozinhas dos restaurantes fecham cedo, por volta das 22:00. Fique atento a isso e procure se informar sobre o horário de funcionamento dos restaurantes para não chegar com o lugar fechado. Se tiver dúvidas, peça para a recepção do seu hotel/pousada entrar em contato com o restaurante para saber o horário de encerramento e/ou fazer reserva para você.

Fomos MUITO BEM ATENDIDOS em todos os restaurantes, por funcionários bem simpáticos, solícitos e educados.



- UM ROLEZINHO RÁPIDO POR ILHÉUS

Demos uma voltinha bem rápida por Ilhéus, dentro mesmo do carro que nos levou para o aeroporto. Foi super rápido, coisa de 30 minutos, só para termos uma ideia da cidade e da sua parte histórica que ficou imortalizada nas obras de Jorge Amado, notadamente "Gabriela, Cravo e Canela".


Particularmente, não gostei muito de Ilhéus e provavelmente não ficaria mais que um dia por lá. As praias urbanas da cidade não são legais, até porque na verdade são praias de rio. Para poder curtir praias mais legais de Ilhéus, tem que ir de carro para praias mais afastadas, como a Praia dos Milionários.

Tentei ir à Casa Cultural Jorge Amado, mas a rua é de pedestres e ficou difícil estacionar o carro ali para eu caminhar rapidinho até lá.

Passamos em frente ao Bataclan (quem não se lembra aí da Ivete Sangalo interpretando a Maria Machadão, a dona do Bataclan na versão da mais moderna da minissérie feita pela TV Globo?).


Também passamos pela Catedral de  São Sebastião e corremos para o aeroporto. Mal deu tempo de comprar uns chocolates! rsrs...

Acho que se eu voltasse, eu gostaria de visitar melhor esses lugares, entrar neles, ir também ao Teatro Municipal, Bar Vesúvio, visitar uma fazenda de cacau... mas só!




** DICAS FINAIS **

- ALGUNS VALORES:


. REFEIÇÕES

As moquecas (de camarão, camarão com polvo, peixe) para 2 pessoas custavam em torno de 90 reais, assim como os risotos (comemos um Arroz de Camarão com Queijo Coalho no Atapera que estava divino) entre 75 e 90 reais.

As pizzas do Tio Sazo eram mais em conta: a grande em torno de 50 reais (8 fatias).

Obs.: Muitos lugares aceitam cartão de crédito. Alguns poucos não. O Restaurante Donana (onde comemos um delicioso camarão ao molho de manga e gengibre) é só débito,  por exemplo. 


. DESLOCAMENTOS

Há alguns táxis em Barra Grande e as corridas são taxadas numa tabela. Vale a pena negociar um desconto antes mesmo de iniciar a corrida, afinal de contas, o combinado não sai caro.

Há também os carregadores de mala que ficam no atracadouro. Eles quebram um galho enorme com seus carrinhos de mão, levando as malas do píer para as pousadas e vice versa. O valor cobrado depende da distância que eles caminham. Por exemplo, do atracadouro até a Pousada Maré Alta  (uns 5 minutos a pé) eles cobraram 15 reais para carregar as 2 malas.

Você também pode pedir para a sua pousada chamar o carregador quando você for embora para te ajudar.

O aluguel do quadriciclo varia de 150 a 250 reais (preços do carnaval, com certeza esse valor cai na baixa temporada). Com 30 reais de combustível  (tem dois postos de gasolina, um na saída de Barra Grande, mas disseram para gente que eles adulteram o combustível; e outro posto no trevo que entra para Taipus de Fora, onde abastecemos).


- ONDE SACAR DINHEIRO:

Não tem banco nem caixa eletrônico em Barra Grande! Portanto é melhor ir prevenido. O banco mais próximo fica em Camamu (35 minutos de lancha rápida).



**RESUMINHO DA VIAGEM** 

Foram 4 dias inteiros mais 2 outros em parte (uma noite e uma manhã)

Ficamos hospedados no vilarejo de Barra Grande, na Península de Maraú 

Lá é pé na areia mesmo. Leve chinelos e sandálias rasteiras.

Fazer o passeio de barco e de quadriciclo é excelente para explorar bem a região que é repleta de trilhas e ilhas

Barra Grande está a mais ou menos 1h de Itacaré

Na Bahia não tem horário de verão



Ficamos hospedados na Pousada Maré Alta, mas passamos em frente a outras que pareceram ótimas também, como a Porto da Barra, Hotel Villa Balindendê, Galeão Santana

Ficar perto da vila de Barra Grande facilita na hora de fazer o passeio de barco e para fazer refeições em bons restaurantes, mas se você quiser paz, sossego e deseja se isolar, considere as pousadas mais afastadas, lá para a Ponta do Mutá,  como o Nirvana, ou Taipus de Fora, como a Brasil Thai, Butterfly, dentre outras.

A água na pousada em que ficamos era escura, meio amarela, porque era de poço e não era clarificada, mas apenas tratada com cloro. Não sei se é assim em todas as pousadas, mas tivemos problemas com muitas roupas manchadas. Quando a gente tirava a roupa, o avesso estava muito sujo. Portanto, evitem levar muita roupa clara ou branca.

Restaurantes em que estivemos: Bar da Rô (o melhor sunset), Donana (melhor prato, o de camarão com manga e gengibre), Garden (ótimo para música ao vivo, pena que acabou o frozen de mel de cacau), Da Zene (o melhor drink que experimentei - o Nevada), Tikal (o melhor visual, na Praia de Algodões), ATapera (o melhor arroz de camarões com queijo coalho), Tio Sazo (a melhor pizza). 




2 comentários:

  1. Lily,

    Seu relato de Barra Grande está sensacional, parabéns!

    Eu sou completamente apaixonada por esse lugar. Ele representa o estilo de vida que eu sonho em um dia ter!

    Esse ano comprei passagens para o Carnaval e estava apreensiva sobre o que iria encontrar, já que fui na baixa. Obrigado pelo relato.

    Bjos!

    Renata Maia (do Renata Viaja =)

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    1. Ei, Renata! Que legal receber seu comentário! Muito obrigada =)
      Que bom que gostou das nossas dicas. Espero que você curta a região tanto quanto nós. Foio uma grata surpresa... tudo o que a gente queria ver lá, nós encontramos! Uma natureza linda!
      Depois nos conte como foi, viu?
      Feliz 2017!
      Beijos,
      Lily

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