quinta-feira, 24 de abril de 2014

Jericoacoara: Passeios, Pedra Furada e Lagoas Azul e Paraíso

Aproveitando o sol lindo pela manhã, acordamos cedo e combinamos com o Duda, bugueiro da Associação de Jeri (telefone para contato +55 88 9907-5522 - recomendo!) uma saída para o passeio para a Pedra Furada e as Lagoas do Paraíso e Azul às 08:30.



Os passeios dos bugueiros costumam sair entre às 9h e 9:30h. Se você é como eu e prefere um pouco mais de exclusividade e não ter que disputar a tapas pontos turísticos, negocie para sair antes e chegar primeiro nos lugares, podendo curtir um ambiente menos tumultuado.



Fizemos então a caminhada para a Pedra Furada do lado onde os bugueiros estacionam (sentido praia do Preá).



Essa caminhada leva cerca de 30 minutos cada trecho. Passamos pela Pedra do Frade e outros cenários cênicos belíssimos antes de avistarmos a Pedra Furada.


E lá estava ela! E continua furada rsrs...

Cartão Postal de Jericoacoara, a Pedra Furada é uma formação rochosa peculiar e curiosa, com um furo no meio, esculpido pela ação da erosão do vento e do mar.

Em julho, a disputa por um literalmente lugar ao sol na Pedra Furada é grande, pois se trata da época do ano em que o sol se põe no seu meio.



Quando fui em 2012, fiz a caminhada pela praia, saindo da Vila de Jeri. Recomenda-se fazer essa caminhada com a maré baixa, por questões de segurança. O sentido é o oposto ao da Duna do Pôr do Sol.

Eu adorei as paisagens que vi, mas achei determinados momentos da caminhada um tanto quanto difíceis, com pedras e piscinas naturais para pular.

Dessa vez, fazendo a outra caminhada, a partir do ponto onde os bugueiros deixam os turistas, achei muito mais tranquilo e rápido.

Outras formas de se chegar lá na Pedra Furada são:

- todo dia, às 16h, sai da frente do Restaurante da Dona Amélia, na Rua do Forró, um grupo comandado pelo guia Lagartixa que conduz os turistas pelo Serrote (um morro de frente para o mar). A caminhada vai e volta pelo Serrote e leva uns 45 minutos cada trecho.

- Charretes que saem de Jeri e levam pelo Serrote. Custam em torno de R$20,00 por pessoa.

Na sequência, seguimos nosso passeio com o Duda pela praia. Paramos para observar a Árvore da Preguiça, uma vegetação de mangue, com raízes aéreas, que cresceu para o lado e não para cima.



Inclusive, o local onde se encontra a Árvore da Preguiça era no passado um mangue que foi aos poucos desaparecendo com o avanço das dunas móveis do Parque Nacional.

Em seguida, passamos pela praia do Preá, mas começou a chover e não paramos.

Fomos direto para a Lagoa Azul e fiquei impressionada com a redação do seu volume em 2 anos.

Quando fui no carnaval de 2012, eu atravessei de balsa para chegar no restaurante que serve de apoio na Lagoa Azul. Dessa vez, fui caminhando porque toda aquela parte secou.

A região enfrenta forte estiagem ao longo desses anos o que provocou a seca da muitas lagoas, como a do Coração, outra que eu vi também com a metade cheia em 2012 e agora nem existe mais.

Uma pena mesmo... mas a Natureza reina soberana... só resta torcer para que um dia volte a ser como antes.

Chegando na Lagoa Azul, pegamos um toró daqueles brabos. Choveu bastante por cerca de 1:30h. Aguardamos passar a chuva na água, que estava quentinha.

Depois, quando a chuva passou e o sol voltou, alugamos duas pranchas de SUP - Stand Up Paddle (R$50,00 as duas para 1h) e ficamos brincando pela lagoa. Para ir, o vento favorável ajudou. Mas voltar contra o vento foi muito difícil!


De lá, passamos no que sobrou da Lagoa do Coração e partimos para a Lagoa do Paraíso, que também está com seu volume muito reduzido.

Ficamos na Barraca do Tobias (nome atual é Beach Club). Então curtimos um bom tempo lá nas redes na água.



Com a redução do volume, a Lagoa do Paraíso não está tão verde como eu vi há 2 anos.



E assim constatei todas as mudanças dos cenários das lagoas.

Voltamos para a praia de Jeri, crentes de que veríamos mais um lindo pôr do sol. Porém, as nuvens dominaram o céu e não teve espaço para a despedida do sol.

À noite, jantamos no Restaurante Tamarindo, muito indicado. E sua fama é merecida e justa!

O restaurante tem decoração linda e com detalhes incríveis, atendimento muito bom e um cardápio variado.

Pedimos o prato Aguardente, com camarões, arroz de castanha e rosti de macaxeira, e também uma Pasta de Linguine e molho de Frutos do Mar. Tudo estava estupendo!

Os preços médios dos pratos é na faixa dos R$50,00. Vale muito a pena.

Esse foi o nosso dia cheio de atividades em Jeri que ainda teve direito a ouvir um pouco da música ao vivo excelente do Samba Rock Café.

- Sugestões de Passeios em Jeri:

. De buggy ou jardineira para as Lagoas Azul e do Paraíso;

. Pedra Furada, caminhada pela praia ou serrote, ou de charrete;

. De buggy a Tatajuba;

. Quadriciclo com guia pelas dunas;

. Cavalgadas pela praia de Jeri;

. Sobrevoo de Helicóptero.

Obs.: Soube com o bugueiro Duda que há uma movimentação para restringir o acesso ao Parque Nacional das Dunas de Jeri por meio de cobrança de tarifa e controle, nos moldes do que já acontece há muito tempo em Fernando de Noronha e em Foz do Iguaçú. Vamos acompanhar essa questão.

2 comentários:

  1. Oi Lily
    Estive em Agosto/16 em Jeri. Criei muita expectativa no lugar. Adorei a vila estilo rustico encantador, a Pedra Furada achei meio "uma furada" rsrsrsrs fui com o guia conforme vi no seu blog (nossa como andei kkkk) chegando lá muitas pessoas sem noção era impossível tirar uma foto sozinha na pedra, na hora do por do sol o guia muito sensato fez um linha imaginária na areia e convidou a todos para ficarem atrás dela e apreciarem o por do sol. A charrete não recomendo fomos ver para irmos (eu e minha irmã) mas logo mudamos de idéia os animais muito maltratados (alguns com feridas) e optamos por ir caminhando. A lagoa azul está ainda mais seca só paramos para uma foto. A lagoa Paraiso tem todo uma estrutura de paraiso mesmo ficamos no Alchymist Beach Club adoramos o local porém achamos o preço bem salgado. Amei o passeio para Tatajuba (foi o que mais gostei). Mas confesso que cheguei com uma expectativa muito grande para conhecer o paraiso Jericoacoara, o local é lindo mais esperava sabe aquele um pouco mais rsrsrs. Parabéns pelo Blog.
    Bjus Rosemari

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    1. Ei, Rosemari!
      Tudo certinho?
      Puxa... fico até triste de ler seu relato. Lamento muito mesmo. Eu também senti uma diferença enorme entre as paisagens que vi em 2012 e 2014. Quero nem imaginar agora em 2017 como deve estar ou devo levar outro choque. Fico triste em pensar que paraísos naturais como Jeri possam estar desaparecendo, seja pela ação da própria natureza e estiagem, já que, a princípio, é a falta da chuva que faz com que as lagoas vão desaparecendo, como também pela ação do homem, que chega num lugar assim e sai explorando sem noção de questões ambientais importantes para a preservação.

      Bom saber, sob sua ótica, o que achou de Jeri.

      Obrigada pelo comentário.
      Beijos e Feliz 2017!
      Lily

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