quarta-feira, 14 de março de 2012

Jericoacoara/Ceará: Passeio para Tatajuba!!!

Um dos famosos passeios para ser feito de buggy quando se está em Jericoacoara é visitar a Velha e Nova Tatajuba!

Foto tirada por Rebeca de Souza

Comprei o passeio na Associação de Buggueiros da Rua Principal (a cor do buggy, em fevereiro de 2012, era amarela) e a tarifa de carnaval com desconto foi de R$200,00. Deram um desconto por eu ter comprado o passeio para as Lagoas também. Lembro que esse preço é pelo buggy e que este comporta até 4 pessoas (3 atrás e uma na frente, ao lado do buggueiro).

Opções de passeios em Jeri

Marquei para o buggy iniciar o passeio na pousada onde eu estava, Pousada Papaya, às 08:30 da manhã. Houve um pequeno atraso do buggueiro, mas acho que saímos por volta das 09:00 (estava sem relógio, mas deve ter sido por aí).

Esse é um passeio que segue em direção oposta a das Lagoas, rumo ao litoral do sol poente

Passando pelo Parque Nacional de Jericoacoara, o buggy foi pela praia, percorrendo pelas areias em frente à Duna do Pôr-do-Sol e pela extensa praia até chegar em um ponto onde paramos para fazer o passeio pelo  rio Guriú junto ao mangue e ver cavalos-marinhos.


Esse passeio do cavalo-marinho é pago como extra, não estando incluído naqueles R$200,00. Custa R$10,00 por pessoa. 

Em um barquinho, todos colocam coletes salva-vida e navegam por um curto trecho do rio, bem perto do mangue, primeiramente para observar a natureza, sua fauna e flora, com alguns pássaros típicos da região.

Rio Guriú




Depois, o barqueiro encosta em uma margem para mostrar os cavalos-marinhos que ficam camuflados entre galhos e plantas. É bem difícil enxergá-los!! A pedidos, ele pegou um cavalo-marinho em uma bacia para mostrar.

cavalo-marinho

Confesso que achei muito fraquinho esse passeio, até porque já fiz um muito melhor em Porto de Galinhas. 

Agora, quem nunca viu um cavalo-marinho na vida, aí sim vale a pena!! O bichinho é tão bonitinho e tão engraçadinho, chegando a ser curioso mesmo!!

Depois, voltamos para a praia e pelas areias seguimos, de buggy, até fazer uma travessia de balsa, pelo rio Guriú, para continuar o passeio pelo outro lado.



Essa balsa comporta no máximo 2 buggys e era conduzida por 4 homens que a empurraram.

Já na outra margem do rio, seguimos pelo Mangue Seco, nome dado ao mangue que morreu, simplesmente secou, em razão da invasão sofrida pelas areias das dunas e da água do mar. Em razão disso, as raízes aéreas, típicas de manguezais, ficam totalmente expostas, o que torna a paisagem extremamente peculiar. 




O buggueiro explicou que a tendência é que a água salgada do mar juntamente com a areia siga invadindo cada vez mais o mangue e "secando" essa região. 






Após, fomos finalmente conhecer a famosa Vila de Tatajuba.

Primeiro passamos em cima de uma duna onde ficava a Velha Tatajuba. Invadida pelas areias das dunas dos arredores e sedimentos trazidos pelo mar, por causa da localização e fortes ventos, a Velha Tatajuba foi completamente destruída há aproximadamente 50 anos

Poucos vestígios e restos do que um dia foi uma vila ainda estão visíveis no alto da duna onde ficava a Velha Tatajuba.


E foi lá que conheci a Dona Delmira que, quando criança, acompanhou todo o processo de destruição e invasão da vila pela força dos ventos e areia.

Dona Delmira
Ela conta para todos os turistas há mais 10 anos a mesma história do que aconteceu. Na verdade, saber se o que ela conta relata efetivamente o ocorrido é o grande mistério de se papear com a Dona Delmira, já que suas histórias são recheadas também de fantasias, contos e causos dos antepassados que acreditavam ouvir músicas, vozes e passos no alto da duna da Velha Vila.

Braço do rio ao fundo e seco - costuma encher com a maré cheia

Aliás, não interrompa a Dona Delmira enquanto ela estiver contando suas histórias, pois isso pode lhe custar ouvir tudo novamente!! rsrsrs...

E então passamos pela Nova Tatajuba, erguida pelos moradores da Velha Tatajuba, que desistiram de lutar pela antiga vila, que já estava sendo soterrada pela areia, e migraram para o outro lado do braço do rio. Lá eles construíram suas casas inicialmente sem qualquer tipo de ajuda. Somente mais tarde que o Governo se preocupou em oferecer algum auxílio. 



Do outro lado do braço do rio, em função da geografia, a Nova Tatajuba permanece sem perigos, intacta, livre da ação imperdoável do vento e areia e sem riscos de ser soterrada.

Depois, o passeio continuou pelas dunas e fomos conhecer a Duna do Funil!!! 




O local é conhecido como sendo os Lençóis Cearenses (fazendo referência aos Lençóis Maranhenses) por ser uma região repleta de dunas e onde se formam lagoas de água doce no meio das dunas.



Porém, tais lagoas somente se formam durante o período de chuvas, que estava começando exatamente quando eu fui. O período de chuvas vai de meados de janeiro e fevereiro até aproximadamente junho ou julho. 

Logo, quem quiser conhecer o esplendor desse cenário, a melhor época deve ser julho e agosto, quando as lagoas temporárias ainda estarão cheias da temporada de chuvas!!

Eu mesma só vi como fica em fotos porque lá, ao vivo, eu só vi areia e dunas!! Nenhuma lagoa... infelizmente... A boa é aproveitar tanta areia e o formato de funil que a duna tem para brincar de skibunda!!  Eu não desci porque tenho traumas de uma vez em que saí rolando e virei um bife à milanesa... mas é sempre uma opção de diversão para os destemidos e sem frescuras!!! heheheeheh...

E, para um merecido descanso, fomos para a Lagoa Torta, onde ficamos por cerca de duas horas e meia relaxando na Barraca de Tatajuba, mais conhecida como a Barraca do Mala onde tem o famoso Cardápio Ao Vivo!!!

Caiaque


Esse cardápio ao vivo é de verdade, ou seja, em vez de papel para mostrar o que pode ser servido e seus preços, esse cardápio é original e diferente: os peixes e frutos do mar são mostrados ao vivo, limpinhos e fresquinhos para os clientes poderem escolher seus pratos!! Muito legal!!


Na Lagoa Torta, como opção de lazer, além de descansar nas espreguiçadeiras da Barraca do Mala, havia o passeio de caiaque pela Lagoa e a tirolesa

Andei de caiaque com minhas amigas e custou R$20,00 por meia hora a 40 minutos de passeio. Foi bem divertido e muito gostoso cruzar a lagoa de caiaque!! Recomendo a brincadeira!!

Assim que olhei a tal tirolesa eu achei a estrutura da cadeirinha, onde a pessoa sentava para depois cair na água, muito estranha e não gostei. Cheguei a alertar uma amiga que não fizesse a brincadeira porque achei suspeito e a minha intuição, infelizmente, estava certa: pouco tempo depois de termos chegado aconteceu um acidente e um turista, em vez de cair na água da lagoa, caiu justamente na areia e se machucou bastante. 


Acidente na tirolesa ocorrido na Lagoa Torta

Fica aqui a dica para quem gosta de fazer tirolesa que fique esperto às condições de segurança do brinquedo.  Se for para descer de tirolesa, é muito melhor que seja quando a pessoa está presa na cadeira e esta desce até na água juntamente com o turista ou se a tirolesa é daquele tipo que o próprio turista segura com seus braços e calcula o momento em que vai cair na água. De uma forma ou de outra, não é um dos brinquedos mais seguros e por isso é importante observar como funciona e evitar riscos desnecessários para não estragar um passeio.

Só existe um Posto de Saúde em Jericoacoara e uma clínica em Jijoca, ambos com atendimentos bem restritos para situações mais simples. O hospital mais próximo fica em Sobral, a aproximadamente 3 horas

Depois de almoçarmos nosso delicioso peixinho que escolhemos pelo cardápio Ao Vivo, voltamos para o buggy e fizemos uma paradinha para fotos em mais uma duna. E assim terminou nosso passeio, por volta das 15:30, e fomos novamente para a Vila de Jeri, curtir um fim de tarde, relaxando mais um pouco na Praia Principal. 




FIM DO PASSEIO!! =))

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