quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Butão: o lugar para ser feliz!

Por Claudia Liechavicius

BUTÃO, MEU XODÓ NA ÁSIA

Olá, queridos apaixonados por viagens!

Não tenho como esconder minha “queda” pela Ásia. Amo muito! Um continente cheio de contrastes, de diversidades, absolutamente múltiplo. Sei que é distante tanto geograficamente como em relação à cultura e por isso mesmo pode bater uma certa insegurança. Idiomas muito diferentes, hábitos de vida, alimentação, regras, vestimentas... É preciso estar aberto ao novo, ter boa dose de desprendimento e se despir de tabus para aproveitar tudo de bom que a Ásia tem a oferecer. Para mim, desembarcar nesse continente mágico é a certeza de voltar transformada e com lembranças incríveis. 




Já trilhei muito chão na Ásia. Mas, tem um “queridinho” que não sai do meu pensamento. O Butão. Bateu curiosidade? Então, vou contar pra vocês um pouquinho sobre esse reino escondidinho no Himalaia. 




Escolhi o Butão para comemorar meu aniversário de 50 anos, por ser um país pouco visitado e budista. que cultua um guru Rinpoche conhecido como o Segundo Buda. Simpatizo com essa filosofia. 



Tive dificuldade de encontrar matérias publicadas sobre o país. Então, entrei em contato com o grupo Aman (amankora@aman.com) que tem cinco hotéis de padrão luxo, super exclusivos, em cinco cidades diferentes do Butão e eles me ajudaram a resolver toda a burocracia difícil para nossa entrada e estadia. Trata-se de uma viagem cara, pois também são cobradas taxas de permanência no país (que giram em torno de 100 dólares por dia por pessoa).




O turismo é muito recente por lá. O país abriu as portas aos visitantes apenas em 1974. Antes disso, vivia isolado no meio de altas montanhas, entre a China e a Índia, o que, por outro lado, permitiu que fossem preservadas as suas tradições e mantida a harmonia entre a população.



Fico feliz de ter sido das primeiras pessoas a publicar matérias sobre o país no Brasil e de ter trazido esse tesouro à luz dos brasileiros.




Como chegar: deve-se embarcar em uma das companhias aéreas locais - Druk Air ou Bhuthan Airlines - pertencentes ao rei - partindo de Bangkok (Tailândia),  Katmandu (Nepal), Nova Delhi (com duração de 1h se partir de Delhi) ou Calcutá (Índia), rumo a Paro, onde está o único aeroporto internacional do país. Comprei os bilhetes diretamente pela internet www.drukair.com.bt, mas você pode resolver tudo pelo hotel.

Paro não é a capital do Butão, apesar de ser a porta de entrada dos voos. A capital é Thimphu, a uma bela altitude de 2329 metros. Na descida, o avião passa muito perto das montanhas, que chegam a ter 7 mil metros de altitude. E, de repente o avião mergulha na pista. 

DICAS: Chegue bem antes ao aeroporto, pois muitas vezes os voos são antecipados ou mesmo sofrem atraso em função da demanda real (o rei é prioridade sempre). Para aproveitar melhor o visual da janela do avião sente do lado esquerdo e espere o piloto anunciar o Everest. Espetacular!



O País do Dragão tem uma população bem pequena, apenas 700 mil habitantes. Tudo é muito diferente e incrivelmente rico. As pessoas são simples, leves e parecem ser realmente felizes, apesar de ser um dos países mais pobres do mundo




O rei valoriza a felicidade do povo acima do produto interno bruto. 



Tem até um Ministério da Felicidade que trabalha com projetos para incrementar a Felicidade Interno Bruta, que é avaliada pelo governo com o uso de critérios, como desenvolvimento econômico sustentável, preservação das tradições, conservação do meio ambiente, bom governo. E assim o Butão figura entre as dez nações mais felizes do mundo segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Leicester, no Reino Unido. O país tem índices baixíssimos de violência, não tem mendigos, fome zero e não tem registro de corrupção administrativa. Só nesse último quesito já estão anos luz à nossa frente.



Eles são adeptos à poliandria (uma mulher casada com vários homens - pois as mulheres herdam as terras dos pais e precisam de vários homens para dar conta do serviço), aceitam sem barreiras relacionamentos homossexuais, decoram as casas com desenhos fálicos para atrair prosperidade, vestem-se com trajes lindos de tecido rústico feito em tear manual (os homens usam Gho e as mulheres Kira). 





Os nomes dos filhos são dados por um monge que também faz uma espécie de mapa astral ao visitar o recém nascido. É tudo muito peculiar. Cheio de personalidade. Foi o primeiro país do mundo a proibir qualquer tipo de fumo. Inclusive maconha, que tem plantada por todo canto e ninguém usa com outro fim que não seja alimentar os animais. Vale lembrar que as leis são bem rígidas para quem ousar infringir as regras. Usar drogas é crime. Cadeia na certa. 



Passei 8 dias no país e circulei com motorista e guia do grupo Aman pelas cidades de Paro, Thimphu, Punakha e Gangtey. O roteiro estava definido antes da minha chegada. Essa é uma exigência do governo. Turistas não podem circular desacompanhados pelo Butão. 

ROTEIRO DE VIAGEM DE 7 DIAS: Thimphu - Gangtey - Punakha - Paro

Dia 1: Chegada em Paro e transfer para Thimphu - hotel Amankora Thimphu
Dia 2: Conhecer Thimphu. Transfer para Gangtey - hotel Amankora Gangtey
Dia 3: Explorar o Vale Phobjika - hotel Gangtey
Dia 4: Transfer para Punakha - hotel Amankora Punakha
Dia 5: Explorar o Vale de Punakha - Amankora Punakha
Dia 6: Transfer para Paro - hotel Amankora Paro
Dia 7: Visitar Paro e o Ninho do Tigre - hotel Amankora Paro

Dia 8: Partida do Butão



Ainda assim, foi uma experiência inesquecível. O ponto altíssimo da viagem foi a visita ao Ninho do Tigre, um templo budista encravado nas pedras, no topo do morro. O trajeto a pé é de aproximadamente duas horas. Vale cada centímetro do caminho! 



Quando ir: Os meses de agosto e setembro são os mais chuvosos e muitos voos chegam a ser cancelados, pois o aeroporto fica encravado no meio das montanhas, portanto não é o ideal. A melhor época vai de outubro a maio, sendo que de novembro a fevereiro pode nevar e as trilhas de trekking no Himalaia fecham. Então, bom mesmo é nos meses de novembro e fevereiro para quem prefere dias mais friozinhos  ou de abril a maio para quem prefere dias mais quentes na entrada da primavera. Outubro é o mês dos festivais de dança e de máscaras. A temperatura no país costuma variar entre 0 e 30 graus, sendo que à noite a temperatura sempre cai bastante. Thimpu e Punakha tem temperaturas mais amenas do que Paro e Bumthang que chegam a atingir cinco graus negativos em janeiro.

O que acharam do exótico Butão? Espero que tenham ficados curiosos para conhecer. 





Muito obrigada a linda Claudia Liechavicius, que compartilhou conosco esse belo e sensível relato de sua experiência neste país mágico, que com certeza encanta e já entrou para a minha lista de desejos! Aproveitem para conhecer mais o trabalho incrível que a Claudia faz no seu blog, ela que já visitou quase 100 países neste mundão de Deus e que é uma grande inspiração para todos nós que somos apaixonados por viagens: http://www.viajarpelomundo.com/


4 comentários:

  1. Lily querida. Espero inspirar seus leitores. Esse é um dos destinos mais incríveis que já conheci no mundo. Um lugar onde a simplicidade dá o tom e a felicidade é o bem maior. Oito dias foi o tempo perfeito para desvendar os mistérios desse reino tão distante e absolutamente inesquecível. Beijos. Claudia Liechavicius
    www.viajarpelomundo.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Claudia, sua linda! Eu que fico muito feliz e honrada com uma matéria tão inspiradora sua no Apaixonados! Muito obrigada pelo carinho!
      Com certeza, o Butão entrou para a minha lista de desejos! Quem sabe um dia, não é mesmo?
      Beijos
      Lily

      Excluir
  2. A Ásia está no topo da minha lista, agora o Butão começou a chamar mais a minha atenção rsrs. Ótimas fotos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Incrível, não é? Fiquei encantada também com esse relato tão lindo e sensível da Claudia!
      Obrigada pelo comentário, Altier!
      Abraço grande,
      Lily

      Excluir