sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Peru: Nazca e suas linhas misteriosas + Passeio de Buggy em Huacachina

No nosso terceiro dia de passeios pela região de Ica e Pisco, nós fomos para Nazca tentar desvendar os mistérios de suas linhas!

Linhas de Nazca - Colibri

Veja mais dicas para fazer uma boa viagem ao Peru aqui!

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Mais uma vez, o Hotel El Huacachinero providenciou tudo para a gente. Fomos em passeio privativo com um ótimo motorista - guia, o Jesus, que era extremamente simpático e sabia muito da história do lugar.



O bate-volta de Ica para Nazca não é pertinho e talvez muitos prefiram ficar em Nazca e de lá seguir viagem para seu próximo destino. Levamos cerca de 2:30 para ir e algo parecido para voltar. Justamente por isso, saímos bem cedo, antes das 7:00 da manhã! 

O preço total do passeio foi de 160 dólares por pessoa (dessa vez em dólares), incluindo o transporte até Nazca, o sobrevôo e passeios que fizemos pela região.

Assim que chegamos, fomos para o "aeroporto" de Nazca de onde decolam os teco-tecos que fazem o sobrevoo. Tínhamos uma reserva para que nosso voo saísse às 10h, mas  decolamos mesmo por volta das 11h.

Linhas de Nazca

Então, na falta do que fazer enquanto aguardávamos, fomos conhecer o trabalho da artesã local, a Senhora Emília, que aprendeu com seu pai as técnicas para reproduzir a cerâmica e a pintura Nazca






Seu pai participou de muitas expedições que descobriram tumbas Nazcas e estudou bastante a arte de confeccionar cerâmica, já que os Nazcas tinham por hábito enterrar seus mortos com objetos.


Inclusive, em muitas dessas cerâmicas, encontraram várias das figuras identificadas nos geogrifos no deserto.



O atelier da Dona Emília fica cerca de 5 minutos do local de decolagem dos aviões que fazem o sobrevoo das linhas. Vale a pena conhecer porque ela dá uma aula com detalhes de tudo que se possa imaginar da confecção das cerâmicas.




Fez muito calor em Nazca quando fomos. Como é um deserto, é muito quente, durante o dia e à noite, segundo nosso motorista.  Pode até passar dos 40° no verão. Vá preparado para muito calor e com roupas adequadas.


"Aeroporto" de Nazca para fazer o sobrevoo 

Depois voltamos para o local de embarque dos voos e ficamos lá aguardando nossa vez. A estrutura é boa, com lanchonete simples, banheiro, uma lojinha de livros sobre o local (é claro que eu comprei um para mim, pois adoro colecionar meus livros sobre os locais onde estive!!), e também um excelente vídeo que fala sobre a cultura Nazca, o povo, as descobertas e, obviamente, as linhas de Nazca e todo o mistério que as cerca.

Para vocês terem noção de como nós vemos as linhas desde o avião, sem zoom rsrs

Agora sim, com zoom, as Linhas de Nazca - O Condor

** Algumas curiosidades sobre Nazca:

. As linhas de Nazca foram descobertas em 1927 quando a Força Aérea Peruana sobrevoou a região e percebeu que havia algo diferente ali.


Nem todo mundo consegue ver as linhas. Tem que estar bem atento. De todo modo, o piloto nos pediu para avisar quando não conseguíamos enxergar, pois ele dava volta e fazia nova tentativa para a gente ver - Essa é a figura da BALEIA

Esse é o Macaco, com pouco zoom

. Já havia figuras/linhas antes mesmo de o povo Nazca fazer seus desenhos. Mas eram só Linhas ou desenhos geométricos sem significado identificado e muitos deles foram terminados pelo povo de Nazca.

. Trata-se de um Pampa com deserto de pedras. Praticamente não chove (disseram que não chove mesmo!). A água vem de lençol freático do subsolo.

. São 36 figuras descobertas e identificadas, mas o vôo passa por 12 principais.

Aranha

O papagaio

. Os Nazcas viveram nessa região de aproximadamente 300 antes de Cristo até uns 700 depois de Cristo, ou seja, por cerca de 1.000 anos 

A paisagem desértica de Nazca

Um pouco da agricultura da região

. A figura do astronauta é a mais intrigante já que o homem só pisou na lua em 1969. Não se sabe precisar quando as Linhas foram feitas, mas tem-se idéia de que o povo de Nazca viveu há cerca de 1.500 a 2.000 anos.


O famoso Astronauta


. Nasca vive do turismo e da extração mineral. Há muitas minas de ouro, porém a maioria é ilegal.

. NaZca com Z refere-se à cultura e ao passado.  Já NaSca com S refere-se aos tempos modernos e à cidade.

O Macaco

Condor

Um dos mirantes e a figura da Árvore

A duna de areia mais alta da América Latina com 2.040 metros de altura em Nazca.

O sobrevoo das linhas de Nazca é feito geralmente em aviões pequenos. O nosso avião era de 4 lugares (2 lugares para nós turistas e outros 2 lugares para o capitão e o co-piloto). Era realmente bem pequeno, do tipo que parece ser de brinquedo. 



O voo dura cerca de 30 a 40 minutos e mantém-se voando a mais ou menos 200 metros de altura para que possamos ver bem as linhas e os desenhos.

Não importa o lado em que você senta porque o teco-teco faz manobras em estilo 180 graus para que ambos lados possam ver as figuras, as linhasobservar o deserto e toda a região.

Manobras radicais no teco-teco

180º de manobras

Aliás, é curioso pensar em como os Nazcas conseguiram viver naquele deserto tão árido, hostil e, mesmo assim, desenvolveram técnicas de agricultura e conseguiram plantar e extrair o máximo da terra nos poucos pontos agricultáveis. 

O Cachorro

Alcatraz

Quanto ao voo em si, confesso que eu no finalzinho do passeio, faltando uns 5 a 10 minutos, já estava contando os minutos para terminar kkkk... eu comecei a ficar enjoada com as manobras e tive que me concentrar muito, principalmente tirando fotos, para não me deixar abater pelo enjoo. 

Portanto, para quem é mais sensível, eu recomendo tomar um Dramin antes de embarcar (ou algum remédio similar contra enjoo - mas consulte seu médico antes!!) para evitar passar mal e poder também curtir o passeio.

Em relação às figuras, eu consegui ver todas que o capitão mostrou e fotografei também!! Pelo menos isso! O enjoo do final do passeio não me atrapalhou em nada.

Árvore e a Mão

A Baleia

De fato, é um grande mistério imaginar como esses desenhos tão perfeitos, em traçados únicos, com profundidade de 5cm, duraram séculos sem serem descobertos. 

Acho que o que mais me impressionou, além da perfeição dos desenhos, que, em maioria, somente podem ser identificados olhando bem de cima (o voo ficou em 200 metros de altura), e também o fato de terem sido feitos em traçado único, do início ao fim, o que é verdadeiramente espetacular se você acreditar que eles fizeram tudo isso sozinhos. 

É claro que para os Nazcas também há has teorias dos alienígenas kkk... Quem pode dizer que sim ou que não? 

Outra coisa que chama atenção e causa muitas intrigas é poder ver de perto que não se trata apenas de 36 figuras, mas sim milhares de linhas e que muitas delas sequer foram identificadas em seu significado

Depois, nós seguimos passeando e fomos conhecer o Museu da Maria Reiche (5 soles a entrada), uma alemã que, muito nova, mudou-se para o Peru, logo após a Primeira Guerra Mundial, e dedicou a vida a estudar, pesquisar e tentar desvendar os mistérios das linhas de Nazca. Sua história é impressionante e seus estudos foram muito importantes para entender melhor os geogrifos deixados pelos Nazcas.


Maria Reiche viveu o resto da vida em simplicidade no deserto e, a partir de uma grande coincidência (ou destino?), logo depois que ela perdeu um dos dedos da mão em uma infecção contraída em Machu Picchu, quando lá esteve, ela passou a estudar a figura do Macaco e o significado disso para os Nazcas, já que o macaco era um animal da selva e ali no deserto não havia macacos rsrs... mas, o mais surpreendente foi ela ter reparado que o macaco também não possuía um dedo em uma das mãos e que coincidia exatamente com a mão que ela perdeu o dedo (era o mesmo dedo que faltava!). 

Quarto em que vivia a Maria, com muita humildade e simplicidade

Múmia Nazca que está no Museu Maria Reiche

Museu Maria Reiche

Mais um mistério sem explicação nem resposta em nossa viagem pelo Peru.

Estrada PanAmericana Sul

Nós continuamos a volta para o Oásis de Huacachina e fizemos mais duas paradas pela estrada, a Panamericana Sul (a Panamericana corta o país de norte a sul) para subirmos em 2 Torres de observação dos desenhos e linhas, torres essas que foram deixadas pela Maria Reiche:

Estrada PanAmericana que, por ignorância acerca da existência das Linhas de Nazca, foi construída no meio do deserto, cortando várias linhas e destruindo algumas

- Mirador de Pampa: Pagamos 2 soles e podemos ver de perto as figuras da árvore e da mão.





- Mirador de Palpa: podemos ver desenhos da cultura Paracas, ou seja, antes mesmo dos Nazcas, que foram restaurados. A família e o "mexicano".





Voltamos para Ica e passamos rapidamente por sua Plaza de Armas para câmbio com uma pessoa de confiança do nosso motorista Jesus. Trocamos 1 dólar por 2.77 soles.

Ainda fomos ao Shopping Plaza de Ica para comprarmos algo para comermos na lanchonete Velazco

A essa altura, estávamos famintos rsrs. O lanchinho na Velazco ficou em 13 soles (2 empanadas de carne, um docinho de noz pecã/pecana e um cachito de doce de leite), bem gostosos! 






Deu até vontade de passear mais pelo Shopping já que identifiquei várias lojas argentinas e chilenas bem conhecidas, como a Ripley, El Corte Inglés, mas infelizmente não tínhamos tempo.



Chegamos em Huacachina e logo logo saímos para fazer o passeio pelas dunas de buggy. 

Praça principal de Huacachina

O passeio custou 50 soles por pessoa e tivemos que pagar taxa turística de 3.80 soles.


Os buggys de Huacachina são diferentes daqueles com os quais estamos acostumados no Brasil/Nordeste. Os nossos costumam ser uma adaptação do fusca, baixinhos. 

Já os de Huacachina são altos, comportam quase 10 pessoas, têm cinto de segurança que nem montanha russa e lembram muito aqueles carros de areia do filme "Mad Max" do Mel Gibson e Tina Turner (eu sei que isso entrega um pouco a minha idade kkkk).



Saímos às 16:30 para vermos o pôr do sol direto das dunas. O passeio leva em torno de 1:30 a 2:00.




É um passeio com emoção mesmo! Deixa os do nordeste brasileiro (Cumbuco e Genipabu) no chinelo rsrs. As manobras são muito legais e dão muito frio na barriga. E as paisagens são lindas! Aquele "marzão" infinito de areia, a perder de vista! 




Fizemos várias paradas para fotos e prática de sandboard. Eu nem ousei tentar porque tenho pavor de virar uma milanesa rolando na areia. Julio foi e aprovou.





E vimos um lindo pôr do sol direto das dunas. Muito bonito mesmo!






Infelizmente, só não gostei de ver tanto lixo pelas dunas.  Essa é uma parte triste que eu espero que mude!




Depois, nós ainda passeamos um pouquinho mais pelo calçadão do Oásis de Huacachina. Entrei em uma galeria e achei uns cordões de pérolas lindos! Segundo o vendedor, ele compra essas pérolas na Venezuela e por isso o valor era bem em conta (vejam aqui nossos posts sobre Los Roques onde contamos sobre as pérolas baratinhas e verdadeiras que são vendidas por lá!)

A Sereia que guarda a Lagoa do Oásis de Huacachina

Também paramos em uma barraquinha de doces e bebidas muito fofa e fizemos uma degustação de licores, pisco e também chocolates locais!


À noite, jantamos no restaurante Hotel El Huacachinero e recebemos uma cortesia do seu dono: um delicioso ceviche de aspargos! Também experimentamos um fetuttini de Lomo saltado (30 soles). Muito saboroso e com carne muito macia.






E assim nos despedimos do Oásis de Huacachina e de Ica. Fomos para o terminal de ônibus da Cruz del Sur que estava a 10 minutos do Hotel Huacachinero e o táxi custou 7 soles.




4 comentários:

  1. Obrigado pelas dicas e Valores. Ajuda bastante!

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    1. Olá João!
      Obrigada pelas palavras! Fico feliz por ter ajudado!
      Seja sempre bem vindo aqui no blog.
      Abraços,
      Lily

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  2. lindas fotos, maravilhoso casal, DICAS DEMAIS VALIOSAS , grato

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    1. Oi Claudio,
      Tudo bom?
      Que bacana ver seu recadinho aqui. Obrigada!
      Nós adoramos fazer esse passeio em Nazca! Muitos mistérios... Julio é fascinado por isso e por possíveis teses alienígenas rsrs..
      Abraços,
      Lily

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