quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Paraty: Centro Histórico de dia

FELIZ ANO NOVO!!! Ainda em tempo de festejar a chegada de 2013... Desejo a todos muita PAZ, ALEGRIA, SAÚDE, DISPOSIÇÃO, SUCESSO E VIAGENS!! 

Muitas viagens em 2013, com paixão e diversão!!! 

Nada melhor do que começar um novo ano falando sobre Paraty. Como não deu tempo de terminar meus relatos sobre essa charmosa cidade em 2012, vou seguir escrevendo sobre ela em 2013 e acho que ninguém vai se importar, certo?? rsrs... 

Portanto, sem enrolação, vamos ao que importa: PARATY!!

Então... já falei aqui no blog sobre a dificuldade que tenho de escolher entre a beleza de Paraty noturna e diurna, não foi? De fato, acho que a cidade possui seus encantos, inspira romantismo e charme a qualquer hora do dia... Talvez a grande diferença, além da iluminação, seja a temperatura!! A variação térmica pode impressionar alguns desprevenidos. 

Estive em Paraty, da última vez, no final de setembro e, se durante o dia era até quentinho ao ponto de permitir um passeio de barco ou de praia até Trindade, com o Centro Histórico até meio abafado, à noite, por outro lado, a queda da temperatura me fez usar agasalhos mais pesados. Trocando em miúdos: de dia fazia em torno de 28º e à noite chegava a fazer 14º. Deu para entender agora, não?

Exatamente por isso que eu recomendo fortemente ao menos uma noite em Paraty, para poder apreciar um passeio pelo Centro Histórico e comparar com a paisagem diurna. 

Outra boa dica é: se você pensa que Paraty se conhece em apenas 1 dia, está super enganado, viu?

Dá até para ter uma noção do lugar, de forma rápida e superficial. Mas, se pretende andar pelo Centro Histórico, saborear a culinária local em alguns dos maravilhosos restaurantes e cafés, além da cachaça local que é famosa, com visita a alambiques, fazer passeio de barco pelas ilhas e praias da Baía da Ilha Grande, ir a Trindade para curtir as praias, conhecer um pouco do Caminho do Ouro ou o Caminho do Café e fazer trilhas por cachoeiras... enfim... é claro que serão necessários pelo menos uns 3 a 4 dias para tentar fazer tudo isso ou parte disso tudo.

Eu mesma, que já estive em Paraty por 6 vezes, em finais de semana comuns e em feriados, ainda não tive oportunidade de visitar os alambiques (engenhos de pinga), de conhecer as famosas cachoeiras da região (da Pedra Branca e do Tobogã), de fazer trilhas ecológicas pela serra do Bocaina nem de percorrer trechos do Caminho do Ouro ou do Café ou posso afirmar que conheço a maioria das praias (são tantas as praias, tantas mesmo, que acho que só um nativo talvez possa dizer que conhece a maioria das praias...). 

Ou seja, são muitos os possíveis passeios que podem ser feitos em Paraty... basta ter tempo disponível, disposição e ajuda de São Pedro para manter o tempo mais firme, pelo menos para os passeios mais ecoturísticos... Logo, com apenas um dia, não rola!! Mas, se você tiver só um dia, estiver de passagem, agarre-se a essa oportunidade e vá a Paraty... tenho certeza de que ficará com vontade de retornar para uma estada maior para realizar mais passeios em Paraty!! =))

Que tal conhecer um pouco da história de Paraty?

Nos primórdios da colonização, como não havia água encanada que abastecesse todas as casas, era comum que as pessoas buscassem a água nos chafarizes espalhados pela cidade. Dá para imaginar essa cena ao caminhar pela Praça do Chafariz, bem no final da Avenida principal, que é a Roberto Silveira, próximo à entrada do Centro Histórico, onde está localizado, em seu centro, um chafariz (que nunca vi funcionando e penso, por isso, estar desativado).

A descoberta do ouro em Minas Gerais, nos séculos XVII e XVIII, foi um dos grandes propulsores da economia de Paraty. Com a construção da Estrada Real pelos escravos, a mando da Coroa Portuguesa, que, na verdade, era uma reunião de 3 estradas, que ligavam 177 cidades dos estados de Minas Gerais, RJ e SP, em um percurso de 1.200km, com o principal objetivo de fiscalizar o deslocamento das riquezas e mercadorias entre Minas Gerais e os portos do litoral do Rio de Janeiro, Paraty sofreu com isso um grande desenvolvimento, considerando que uma dessas estradas (na verdade, são 3 principais caminhos do ouro e diamantes), chamada de Caminho Velho, ligava Ouro Preto a Paraty, que servia de Entreposto Comercial e Porto para escoar o ouro para Portugal.

Hoje em dia, é o Instituto Estrada Real o responsável pela abertura e manutenção destes caminhos, transformando-os em pólos turísticos. Está bastante preservada e certamente merece uma visita que proporciona, também, conhecer um pouco da exuberância da Mata Atlântica que a cerca. Inclusive, para quem tiver curiosidade, há uma atração turística que fica na estrada que liga Paraty a Cunha, a Mini Estrada Real, que apresenta miniaturas de cidades e recria um pouco da história. Ainda não conheço, mas logo de cara lembrou-me bastante o Mini Mundo que conheci na Serra Gaúcha... deve ser fofo, interessante e uma verdadeira aula de história conhecer a Mini Estrada Real. Uma boa opção de passeio para dias pouco ensolarados.

Se quiser conhecer um trecho do Caminho do Ouro, que eu não conheço ainda, procure informar-se com os hotéis ou agências de turismo, pois, pelo que soube, o passeio só é autorizado com acompanhamento de guias turísticos porque passa por algumas propriedades privadas.

Ainda no Centro Histórico, outra interessante e cultural visita que recomendo é a Casa da Cultura de Paraty, para conhecer um pouco mais da história de Paraty, da vida do paratiense, das influências indígenas, da colonização portuguesa. Estive nela em 2008 e, para um fim de tarde, um dia chuvoso ou nublado, é mais uma boa pedida.

Com a abertura da Avenida Rio-Santos, em 1973, iniciou-se um forte ciclo de turismo em Paraty, que segue encantando seus visitantes pela preservação em que se encontra o seu Centro Histórico, pela arquitetura, pelo charme dos cafés e restaurantes, pela diversidade de passeios que podem ser feitos na cidade e arredores, pela beleza exuberante da natureza que cerca a cidade, pelos eventos culturais e religiosos que acontecem por lá... por tudo isso e muito mais, vale a pena planejar uma viagem a Paraty ou regressar para explorar um pouco mais do lugar.


Avenida Roberto Silveira - principal avenida onde se acha de tudo um pouco: farmácias, mercados, comércio...
A Avenida Roberto Silveira, principal porta de entrada da cidade, liga o Portal de Entrada até o início do Centro Histórico. Nesta Avenida, você poderá encontrar comércio, farmáciass, postos de gasolina, restaurantes, bares, lanchonetes, pousadas... Lembro que dentro do Centro Histórico não é permitido circular de carro e, por isso, muita gente estaciona o carro na própria Roberto Silveira.

Avenida Roberto Silveira e entrada do Centro Histórico à frente

Praça do Chafariz, em frente à entrada do Centro Histórico

Ruas do Centro Histórico
As ruas do Centro Histórico de Paraty são lindas. Eu diria até que algumas são parecidas. Como dá para perceber pelas fotos, o calçamento é todo em pedras. Por isso, andar de salto alto e fino por lá não é muito aconselhável. 


Ruas do Centro Histórico

Muito comércio nas ruas do Centro Histórico
Dentro do Centro Histórico, além de muito comércio, artesanato pelas ruas, artistas de rua, há também as belas Igrejas, os melhores restaurantes e cafés, as lojas que vendem as excelentes cachaças paratienses... Bom mesmo é sair caminhando e contemplando tudo ao seu redor. Como o Centro Histórico não é muito grande, sugiro, para uma caminhada leve e contemplativa, umas 2 a 3 horas pelo menos.

Ruas do Centro Histórico


Famoso Café Paraty, à direita


"Minha" casa predileta, a Mansão dos Abacaxis



Bastante artesanato Indígena e Hippie pelas ruas do Centro Histórico


Artistas de Rua no Largo do Rosário

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Largo do Rosário



Praça da Matriz

Praça da Matriz

Praça da Matriz


Largo do Rosário








Igreja de Santa Rita


Largo Santa Rita - Igreja Santa Rita e Antiga Cadeia Pública ao fundo

Panorâmica do Largo Santa Rita

Ruas do Centro Histórico


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