sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Paraty: Centro Histórico à noite

Já estive em Paraty por 5 vezes (só não fui mais vezes porque nem sempre São Pedro colabora... e lá é um lugar onde basta bater um ventinho e começa a chover... ) e ainda não consigo me decidir se acho o Centro Histórico mais bonito de dia ou à noite!!! 

Com seu calçamento "pé-de-moleque", com pedras irregulares, traçadas do nascente para o poente e do norte para o sul, ruas planejadas, que datam do século XVIII, com uma história marcada pela variação das marés (com lua cheia, a maré sobe bastante ao ponto de alagar alguns trechos) que levou à construção dos casarios em nível mais elevado, pela ação de piratas no porto, pelo escoamento do ouro (o ciclo do ouro foi um grandes responsáveis pelo desenvolvimento de Paraty), que vinha das Minas Gerais, pelas plantações de café e cana (a riqueza gerada pelo ciclo do café foi o responsável pelo término do calçamento das ruas), seu Centro Histórico apresenta um conjunto arquitetônico bastante preservado, fruto do ostracismo e esquecimento pelo qual passou a cidade durante o século XX.

Excelente lugar para uma caminhada contemplativa, o Centro Histórico de Paraty, cujo acesso de carro é proibido (fechado por correntes desde 1970),  pede uma visita com calma. Várias igrejas, construções, restaurantes, cafés, galerias de arte, lojas, barracas de doces, artistas de rua, artesanato indígena, entre outros atrativos, fazem do Centro Histórico um lugar interessante para conhecer e curtir, com encantos de um Brasil colonial. 

Inclusive, o Centro Histórico foi tombado pelo IPHAN como patrimônio nacional e é considerado pela UNESCO como um dos mais harmoniosos conjuntos arquitetônicos coloniais do Brasil. 


Lugares de interesse

  • Chafariz do Pedreira - à entrada da cidade, em mármore, foi iniciado em 1851 e inaugurado em 1853 pelo conselheiro Luis Pedreira do Couto Ferraz, então presidente da província do Rio de Janeiro, que, na ocasião, bebeu, em copo de ouro, as suas primeiras águas.
  • Sobrado dos Bonecos e Passos da Paixão - localizado à Rua Tenente Francisco António, nele se destaca o beiral em telhas de louça. O nome dos Bonecos veio das estátuas que encimavam a sua platibanda. No prédio vizinho, existe uma capela dos Passos da Paixão, aberta apenas para as procissões da Semana Santa.
  • Antiga Cadeia Pública - atualmente, sedia a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes do município e o Instituto Histórico e Artístico de Parati.
  • Igreja de Santa Rita de Cássia
  • Rua do Fogo - é uma das poucas ruas da cidade que conserva o seu primitivo nome. Comunica um dos vértices do Largo de Santa Rita à Rua Maria Jácome de Melo.
  • Rua Dona Geralda - Geralda Maria da Silva nasceu em Parati em 1807. Benemérita, herdou de seu pai grande fortuna, que a lenda local associa à descoberta de um tesouro de piratas.
  • Mercado do Peixe - localiza-se à beira-mar, comercializando verduras e frutas.
  • Rua da Praia - comunica o Mercado do Peixe à beira do rio Perequê-açu. Em determinadas luas, é inundada pelas águas da maré alta, que refletem o seu casario, espetáculo que atrai a atenção dos turistas.
  • Rua Fresca - outrora denominada Rua das Dores (por abrigar a Igreja de Nossa Senhora das Dores), Rua Alegre e Rua do Mar, nela, se destaca o Sobrado dos Orleans e Bragança, próximo à Igreja de Nossa Senhora das Dores.
  • Igreja de Nossa Senhora das Dores
  • Praça do Imperador
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios
  • Sobrados coloniais


mapa_centro_historico2.jpg
Fonte: www.paraty.com.br

Praça do Chafariz, na entrada do Centro Histórico




Largo do Rosário


Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios

Praça da Matriz

Praça da Matriz


Praça da Matriz





Igreja de Nossa Senhora das Dores

Igreja de Nossa Senhora das Dores


Movimento perto da Praça da Matriz pelo Paraty em Foco

Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito



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